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Facebook e privacidade

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Facebook é uma comunidade divertida. Aposto que os brasileiros, como os americanos, vão gostar desse Orkut evoluído assim que o descobrirem. A onda já chegou, mas ainda não envolveu a massa. A evolução se deve principalmente a aplicativos que permitem ao usuário personalizar seu espaço. Não se trata apenas de dar um layout mais charmoso a ele, coisa que deixou uma menina de 17 anos milionária, pois ela descobriu que as pessoas topavam pagar alguns dólares por um cantinho mais charmoso na comunidade. O Facebook oferece mais de 5 mil funcionalidades úteis e inúteis. Com elas é possível, entre outras coisas, integrar o Facebook a outras redes sociais, como o próprio Orkut, Flickr, Linked In, you name it.

Esses mais de 5 mil aplicativos foram desenvolvidas pelos próprios usuários. Em maio a empresa liberou o código para que programadores pudessem inventar coisas incríveis como o jogo de Vampiros, que transforma seus amigos em zumbis, o Biscoito Chinês etc. Em outubro já existiam 5 mil aplicativos. Esta semana, a Microsoft pagou US$ 240 milhões por uma participação de apenas 1,6% na empresa, batendo proposta feita pelo Google. Os gigantes se enfrentam pelos 200 mil novos internautas que se juntam à comunidade diariamente e pela base de 47 milhões de usuários que ela já possui. Facebook é uma empresa que começou em 2004 nos dormitórios de Harvard e está avaliada agora em US$ 15 bilhões. Mark Zuckerberg, hoje com 23 anos, foi quem inventou essa mina de ouro.

Vamos ao lado negro da força: privacidade. O vídeo abaixo conecta o Facebook à CIA, Arpanet (rede militar que deu origem à internet) e às Forças Armadas dos EUA.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ZMWz3G_gPhU[/youtube]

Via A Source of Inspiration.

Teoria da Conspiração? Pode ser. Mas se há um terreno pantanoso é o da privacidade, seja no Google, seja em qualquer comunidade online. O que eles farão com nossos dados pessoais, preferências, conexões, aspirações, idéias, perfil de consumo, dados socioeconômicos e políticos? O que, hein? Não ouso imaginar.

Um amigo, por acreditar que o Facebook é de todas as redes a que oferece um “grau de segurança” mais elevado, colocou ali seus telefones. Fiquei surpresa, ele costuma ser reservado. Explicou que estavam visíveis apenas para os amigos. Depois desse vídeo “Big Brother”, acho que ele deve mudar de idéia. (Veja bem: não é Big Brother Brasil, por favor, refiro-me a “1984″, livro de George Orwell em que o Grande Irmão tudo vê, tudo controla. É bom deixar isso claro, muita gente não leu o livro, inexplicavelmente.)

Prefiro dizer que gosto de Miles Davis e Gus Van Sant, o que não chega a ser uma invasão de privacidade maior do que divulgar quem são as pessoas com que me relaciono. O Google já escaneia meus e-mails para oferecer produtos relacionados ao que está escrito. Não é pouco. Acho que não vou instalar o programinha de respostas no meu perfil do Facebook, combinado?

Em 2008, o Facebook terá versão em português.

Pangea Day pede seus vídeos

O YouTube convida a participar no dia 10 de maio de 2008 do Pangea Day:

“Em um mundo em que as pessoas estão freqüentemente dividas por fronteiras, diferenças e conflitos, é fácil perder de vista o que todos nós temos em comum. O Pangea Day procura superar isso – para ajudar as pessoas a enxergar a si próprias nos outros – por meio do poder das imagens.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Pl3xHIsvF9o[/youtube]

Em 10 de Maio de 2008 – Dia da Pangéia – sites no Cairo, Dharansala, Jerusalém, Kigali, Londres, Nova York, Ramallah e Rio de Janeiro estarão unidos para produzir um programa de quatro horas com filmes poderosos, porta-vozes visionários e música. O programa será transmitido ao vivo para o mundo pela internet, televisão, cinemas digitais e celulares.”

As atrizers Cameron Diaz e Meg Ryan, o artista brasileiro Vik Muniz e o designer Phillippe Starck estão entre os organizadores. Os vídeos devem ter até 5 minutos de duranção e deverão ser enviados até 15 de janeiro.

Mais informações em: Pangea Org.

Dica do Schepop.

Você “mexe com internet?”

ESTUDAR PRA QUÊ?

By Pato Fu

Quem mexe com internet
Fica bom em quase tudo
Quem tem computador
Nem precisa de estudo

Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?

Quem mexe com internet
Fica rico sem sair de casa
Quem tem computador
Não de precisa de mais nada
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?

Mais em: Mídia e Sociedade

O vídeo é o primeiro de uma menina(o) com nick rafabad.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=UA82kiHUxRo[/youtube]

Circo Alexander Calder, entrada grátis pelo You Tube

Respeitável público, vem aí o circo de Alexander Calder (1898-1976), famoso criador de móbiles que nunca deixou de ser um meninão. Jean Cocteau, Miró, Fernand Léger, Mondrian e Le Corbusier freqüentaram suas arquibancadas em Paris. Essa turma da pesada e de vanguarda ia para o picadeiro montado no chão da sala do apartamento do artista (um norte-americano radicado na França, como era moda) e a noite escorria entre risadas. Agora, pelo You Tube, é possível juntar-se à ilustre platéia.

Quatro trechos de uma apresentação do circo de Calder filmada em 1961 por Carlos Vilardebo estão disponíveis para download. A impressão é de que Calder também se divertia muito com as incríveis atrações que construía com arame, lã, papel, rolha, madeira, barbante e tecido.

No clip número 1, o artista, já mais avançado em idade, faz o equilibrista saltar sobre o cavalo.

No clip número 2 ele mostra focas, camelos e a dança do ventre de uma Josephine Baker de arame.

No filminho número 3, rola até luta livre na lona.

No clip número 4, vê-se corrida de bigas, malabarismos no trapézio e outros números de talento e prodígio.

O circo nos tempos de Paris

A melhor parte da mostra “Alexander Calder no Brasil”, em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, é um filme que mostra o circo nos tempos de Paris, mais antigo que o disponível no You Tube. O lado moleque de Calder está lá, para quem quiser rir. A cena do atirador de facas não se esquece facilmente.

Claro que exposição traz obras geniais – esculturas, pinturas, muitos móbiles, um engraçado retrato de Lina Bo Bardi – mas o filme é um de seus pontos altos, pois revela a chave para o universo de Calder. Ele veio ao Brasil três vezes. Tocou maracas, incorporou a figa aos trabalhos em metal e levou um pouco de samba no pé. Fez história nas artes visuais do Brasil e foi um dos expoentes do século 20. A dica é: antes de ver qualquer obra da exposição, assistir ao filme para ver toda essa trajetória com outros olhos.

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