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Comunidades online: o buzz do Open Social

O Open Social, contra-ataque do Google contra Facebook, é buzz. Open Social são padrões para que qualquer desenvolvedor web possa criar aplicativos para comunidades que ainda não tem esse recurso ninja, que torna tudo muito mais divertido e variado. Serve para Orkut, Linked In, Friendster, Plaxo, Ning.

Para mim, o assunto começou quando Renato Targa comentou sobre Open Social logo cedo, a caminho da aula de yoga, comentário de havaianas, das últimas sobre os maiores. Depois, li no Tiago Dória, que citou NYT, no twitter do Fabio Seixas (que linkou para o Blogpmarca.com), em portais como o Terra, via Reuters. Desde ontem já se falava em guerra de recursos nas comunidades.

Para os desenvolvedores, o Open Social representa uma pilha de oportunidades, lembrando o caso da adolescente de 17 anos que criou um aplicativo para mudar o visual da página do Facebook e ficou milionária. Com o MySpace em português no ar desde ontem e com a observação da executiva do Flickr que veio a São Paulo para o lançamento da versão brasileira, “vocês, brasileiros, gostam muito de se comunicar e se divertir”, o Brasil está na rota desses acontecimentos todos.

Do ponto de vista corporativo, as comunidades online são comentadas em texto de Marcelo Coutinho no IDG Now. Cheio de referências e links interessantes, o texto começa com as questões a respeito de conteúdos colaborativos gerados por comunidades, blogs, videoblogs, realidades virtuais.

Para o diretor do Ibope//NetRatings, a primeira questão é como lucrar com as contribuições dos internautas, “seja através do desenvolvimento de novos produtos, seja para atrair ou fidelizar consumidores etc)”. A segunda questão, segundo Coutinho, é saber se o conteúdo gerado por plataformas colaborativas representa “uma ameaça ou oportunidade para as organizações tradicionalmente envolvidas na cadeia da comunicação mercadológica (veículos de comunicação, agências de publicidade, institutos de pesquisa e departamentos de marketing de grandes anunciantes)”.

Buzz é isso.

Comunidade online dá emprego aos mais pobres da Índia

Reportagem do New York Times fala sobre o uso de comunidades online, do tipo Linked In e Facebook (Orkut é um bom exemplo para os brasileiros), para que os mais pobres indianos consigam visibilidade diante de possíveis empregadores.

O site Babajob.com é um projeto que tem como objetivo criar páginas na web para quem está nos andares mais humildes da cadeia produtiva e procura emprego. A reportagem começa com a história de um pintor, Manohar Lakshmipathi, que não tem computador e, com ajuda, coloca seu histórico profissional e foto na comunidade, para que um possível interessado possa contratá-lo.

O Babajob paga quem puder fazer esse cadastro. Seu público-alvo são pessoas que trabalham por US$ 2 ou US$ 3 ao dia e não têm acesso a um computador. O elo com essa fatia da população pode ser feita por quem quiser, de donos de lan houses a qualquer proprietário de um computador. O site remunera esses agentes para que encontrem essas pessoas. O projeto se sustenta com anúncios dos empregadores. Antes da reportagem, 2 mil já haviam se cadastrado. Depois dela, o sucesso com certeza será maior.

Quando um futuro patrão procura uma babá ou um jardineiro, quer referências. Para mimetizar as indicações pessoais e o boca-a-boca que regem esse tipo de acordo, o Babajob criou um mecanismo de prêmios em dinheiro. O site remunera o patrão e o empregado que conseguirem indicar alguém que satisfaça um outro empregador.

Ótima idéia. Deu no NYT, no Herald Tribune, The Times of India. O Babajob tem um blog. Bingo! É um projeto bem inteligente, “subproduto” do crescimento do mercado de outsourcing (terceirização de serviços) na Índia, segundo o jornal, um subproduto dos milhares de talentos mobilizados para o trabalho online que começaram a criar soluções para ajudar os mais pobres.

Quais informações aparecem em seu perfil na web?

web 2.0

O Pew Internet and American Life Project fez um estudo sobre web 2.0 e mensurou as informações que os adolescentes com idade entre 12 e 17 anos colocam em seus perfis nas comunidades online. Você pode ler o estudo completo, divulgado em outubro. A foto acima vem da apresentação do estudo.

A pesquisa revela que meninos e meninas comportam-se de forma diferente na web. Elas colocam mais fotos dos amigos e eles, de viagens e de sua cidade, por exemplo. Os dados mostram que 55% dos adolescentes têm perfis online. Entre eles, 66% guardam algumas informações apenas para seus amigos, ou seja, de alguma forma, restringem o acesso às informações pessoais a outros internautas.

Veja alguns dos resultados:

  • 82% dos que criaram um perfil incluíram o primeiro nome nele
  • 79% colocaram foto
  • 66% colocaram foto dos amigos
  • 61% deram o nome de sua cidade
  • 49% deram o nome de sua escola
  • 40% deram o nick com que aparecem na mensagem instantânea (MSN da vida)
  • 39% dão links para seu blog
  • 29% incluem e-mail
  • 29% incluíram o sobrenome
  • 29% colocaram vídeos
  • 2% incluíram telefone celular

Leia mais: Privacidade e o Facebook.

Seminário grátis: “Tendências conectadas nas mídias sociais”

Seminário “Tendências contectadas nas mídias sociais

Dia 10 de novembro de 2007 [sábado]
Local: Faculdade Cásper Líbero – São Paulo/SP
Promoção: Programa de Mestrado da Cásper Libero

8h45 – 9h00
Abertura – Walter Lima, Tiago Dória e Sérgio Amadeu.

9h00 – 10h45
Relacionamento de empresas com novos produtores de conteúdo – blogueiros e moderadores de comunidades em redes sociais.

* Relacionamento agências e blogueiros -> Gustavo Fortes – diretor de planejamento da Agência Espalhe
* Credibilidade na blogosfera -> Rosana Hermann – autora do blog Querido Leitor e redatora do programa Pânico na TV

10h45 11h00
Coffee Break

11h00 12H45
Novas formas de trabalhar e produzir conhecimento em mídias sociais – coworking, redes e wikis

* Coworking -> Andre Avório – evangelista da BarCamp Brasil e gerente de projetos da agência Blaz
* VIVA SP e wikis -> Juliano Spyer – autor do livro Conectado

12h45 14h00
Almoço

14h00 15h45
Produtividade e formatação das mídias sociais

* Padrões e acessibilidade -> Bruno Torres – especialista em acessibilidade e integrante da Acesso Digital
* Novas interfaces em projetos de comunicação – uso do Wii -> Kazi – diretor de operações da Colmeia.TV

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

Dica publicada por Tiago Dória. Tomei a liberdade de reproduzir. É grátis, parece ótimo.

Upload recreativo

direcao

A festa de lançamento do Flickr.com.br (que por enquanto redireciona para o endereço ponto com, ainda nada da interface em português) foi no Museu da Escultura Brasileira de São Paulo e reuniu vários amigos. Diverti-me e comemorei com os que tiveram fotos escolhidas para serem publicadas em livro, como essas do André Passamani e Gleice Bueno. As fotos concorreram por meio do grupo Seu Brasil e serão divulgadas em livro. A exposição fica até dia 31 de outubro nesse museu que mais parece um salão de bufê elegante. Só vou lá para festas, todas bacanas, por sinal.

Voltando à festa Flickr. Senti-me um pouco compulsiva ao tirar minha “xereta” ali no ninho de fotógrafos, mas, dane-se, no dia seguinte todo mundo gosta de ver as fotos. Quem quiser pode conferir o meu set.

Tive um acesso de Hall of Fame ao encontrar meu nome na parede e fiquei feliz em ganhar mais um ano de assinatura Pro. Graças ao Flickr, treinei o olhar. Devo tudo ao Flickr. Brincadeira. Mas a ferramenta é realmente uma referência da web 2.0, fácil, bonita. Formei ali uma comunidade internacional muito feliz.

Para mim, Flickr é terapêutico. Quando estou cansada de escrever, estudar e trabalhar, subo uma foto. Upload recreativo. Deve ativar o lado esquerdo do cérebro.

Google maps lança versão brasileira

A versão brasileira do Google Maps chega abraçadinha a vários parceiros, com indicações de serviços oferecidos por eles (restaurantes, escolas etc). Os mapas ainda são imprecisos em cidades menores. Pesquisei uma cidadezinha do interior de São Paulo e ela apareceu em Mato Grosso. Ops. Fora essas imprecisões, há funcionalidades muito úteis, como traçar rotas e descobrir como chegar de uma cidade a outra ou como ir de um lugar a outro.

Em São Paulo isso pode se chamar resgate. É tão difícil conhecer a cidade e evitar as rotas mais congestionadas que dizem que o paulistano coleciona caminhos exclusivos. “Sabe que eu descobri um novo caminho? Jura? Por onde?”

mapa google

Um dos recursos mais legais do Google Maps é essa opção de mapa híbrido, que traz a foto do satélite mesclada aos nomes das ruas, como se vê nessa foto do Estádio do Pacaembu.

Leia mais sobre a nova interface de mapas do Flickr.

Flickr lança nova interface para mapas

O Flickr já tem 1.38 bilhão de fotos com georeferências. Isso, sim, é um banco de dados colaborativo de peso. Com essa base, o serviço de fotos lançará uma nova interface de mapas, chamada Flickr Places, que permitirá a navegação por lugares.

A página exibirá as fotos mais interessantes do local, as tags mais recentes e comuns e os grupos com maior atividade relacionados a ele. Cada local terá uma URL própria. O conceito de nuvem de tag será aplicado sobre o mapa, como mostra a foto abaixo, publicada pelo o O’Reilly Radar, que soube das novas durante o evento Web2 Summit.

Flickr map

Os mapas do Brasil ainda são bem pouco específicos. Quando eu quis localizar duas fotos na Bahia, uma em Itacaré, outra em Trancoso, não havia como descer no detalhe de uma determinada praia, no caso de Itacaré. Em Trancoso, não havia referência alguma no litoral, fora Porto Seguro. Quando vi, já estava em Prado, bem mais ao sul. Quem já olhou um mapa do litoral sabe como é difícil identificar uma praia quando não há um acidente geográfico bem diferenciado para situar-nos. Espero que a inauguração do serviço brasileiro, que será apresentada na noite desta terça-feira em São Paulo, melhore as coisas nesse sentido.

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