Vila Madalena | anacarmen.com

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Para turistas de fora e de São Paulo

Wizard Street, Vila Madalena Wizard Street, Vila Madalena

Neste sábado e domingo, dias 5 e 6, o melhor passeio para turistas e recém-chegados é unir-se ao povo sabido que é de São Paulo na expedição Vila Madalena.

Durante dois dias, nos quais os artistas abrem seus ateliês para o público, o evento Arte na Vila enche as ruas do bairro com uma mistura de feira pop, quermesse e festa. Bater pernas é um ótimo jeito de se perder.

Você pode parar a qualquer momento em um barzinho, restaurante, café ou praça. Jogar conversa fora em bazar de estilista jovem e ficar sem conhecer um oitavo do que está na programação. É completamente válido. Nada de espírito de maratona, não combina com nada.

Horário: Das 10h às 19h.
Transporte gratuito a partir da estação Vila Madalena do Metrô.

Rua Harmonia

Saúde/cheers Saúde/cheers

Rua Harmonia, Vila Madalena:
Tanta graça que um carro cabe na taça.

Bad hair day, o dia do cabelo ruim

o magro o magro

Foto que tirei no Estúdio Manus. Associar o Magro (Stan Laurel) da foto a um “dia de cabelo ruim” é por minha conta.

“Tentamos trazer em nosso desenho lembranças de algum passado e referências do imaginário coletivo, que se manifestam não apenas nas peças utilitárias como também nos objetos que denominamos Inutilitários, de caráter algo lúdico e de certa forma negando o desenho dito industrial”, dizem os artistas Caio de Medeiros e Daniela Scorza.

Eles têm blog também. Um dos primeiros posts fala de um piquenique em um dia de chuva na praia da Juréia.

Há anos acompanho as criações do Estúdio Manus pela vitrine de seu ateliê, na rua Girassol, que foi também minha rua por 16 anos. Elas são inusitadas, criativas, tudo de bom.
pinguins

Novas peças

Veja as criações mais recentes, como o prato com perninha, no set do Flickr.

Luthiers em ação na Vila Madalena

Violino Violino

Ferroni, que sabe fabricar violinos, ensina outro luthier, Elielson, especializado em violões. Eles dizem que construir violinos e violões são coisas completamente diferentes. Ferroni vem do Capão Bonito, Elielson tem ateliê no Brooklin. Encontram-se no coração da Vila Madalena.

Fotografo a aula no horário de almoço, quando passo pela rua do projeto Aprendiz e me encanto com a vitrine com violinos em exposição. É um refresco, um oásis, fala sério: um lugar onde nascem violinos!

Novos talentos da fotografia na Ímã

Catedral da Sé Catedral da Sé

O autor dessa foto, mestre Renato Targa, e outros alunos de um grande mestre, Walter Firmo, mostram a colheita de imagens feita durante os cursos “Universo da Cor” e “Fábrica de Idéias” em uma exposição coletiva. Tem festa na inauguração da mostra, nesta sexta, dia 29, a partir das 20h. Além das ampliações nas paredes, veremos fotos projetadas. Pelos fotógrafos que participam, difícil achar algo mais ou menos ali. Gosto muito do trabalho deles. Os alunos de Vera Albuquerque também estão na mostra.

FLYER da Expo Universo da Cor

Veja as fotos da mostra

Basta clicar no nome do fotógrafo: Aline Moura, Antonio Carlos Espilotro, Bianca Vasconcellos, Fabio Pazzini, Franco Hoffchneider, Gleice Bueno, Giuliana Monteiro, José Sylvio, Lígia Vargas, Renato Targa, Rodrigo Galvão, Rony Costa.

Mais fotos da mostra

Seleção de Walter Firmo: Fábrica de Idéias

Festa para os olhos

Abertura: 29 de fevereiro, sexta, a partir de 20h

Íma Fotogaleria: www.imafotogaleria
Rua Fradique Coutinho, 1.239, São Paulo, Vila Madalena
Tel: (11) 3816-1290

Vila Madalena rocks

Copas e espada Copas e espada

Esse monstro das letras é uma criação de Fefê Talavera que fotografei na Vila Madalena, perto do Sujinho, já na área urbanizada pela City, que ali provavelmente se chama City Pinheiros. Foi no muro de um dessas casaronas da fronteira da Vila Madalena que encontrei esse exemplar puro-sangue de tipografia, um luxo.

Veja outro monstro das letras da Fefê Talavera que achei na Pompéia.

Veja as fotos da artista no Flickr.

Circuito dos Ateliês

arte na vila

Via Agenda da Cidade, soube que dias 5 e 6 de abril tem Arte da Vila, uma oportunidade para zanzar pela Vila Madalena e visitar ateliês. Veja a programação. Veja o mapa. É sempre divertido passear pelas ladeiras quando os artistas abrem seus ateliês.

Outra tropa de elite vai para a Alemanha

chris esteves

Chris Esteves é uma diretora brasileira que pesquisa teatro documental, aquele que não trabalha com atores. Por conta disso, levou parte dos policiais que fizeram o projeto Chácara Paraíso para a Alemanha, a convite do diretor Stefan Kaegi. Juntos, eles participam do festival Spiel Art em Munique, com a performance Soko São Paulo, em 20 de novembro:

soko sao paulo

Tropa na esquina

A idéia de uma outra Tropa de Elite não me sai da cabeça desde que eu e Chris nos encontramos por acaso, aproveitamos para tomar um café e começamos a nos despedir em uma esquina da Vila Madalena. Foi um papo desses em que você se despede mil vezes, sempre emendando um assunto mais interessante no outro, protelando a despedida.

- Serão seis policiais brasileiros, seis alemães, explica Chris na primeira tentativa de um tchau.

- Como é que é?

- Tem o policial que treina cachorros e vai levar a cadela Agata…

- Será que é aquela labradora fofa que ajudou no resgate do acidente do Metrô?

- Não, não é.

- Ela ia se aposentar.

Aposentados têm tempo para viajar, certo? Podia ser uma viagem por mérito, uma cachorrinha tão valente, farejadora de escombros, sempre de lencinho no pescoço para fotos.

- Não é não, é outra. Tem a mulher do Copom, que atende a chamados de emergência pelo telefone. Tem um policial que participou da invasão da USP, um outro que toca contrabaixo e a Eliana, que foi da primeira turma de mulheres a serem aceitas na polícia.

- Invasão da USP? Essa agora?

- Não, aquela do Crusp, mais antiga, na época da ditadura…

- Ah, tá…

Oingo e Boingo falham nas conexões em cada situação… Ainda bem que é amiga, não repara.

- É interessante ver como esses policiais encaram a profissão como uma missão. Mas eles têm a linguagem e o discurso da corporação impregnada neles.

Diana, outra amiga, passa esbaforida e interrompe a conversa: “Acredita que furou o pneu do meu carro? Justo agora?”

- Você não vê uma categoria, os policiais.

Chris começa a perceber que a despedida virou entrevista com a aparição de papel e caneta.

- Não são os policiais, são as pessoas e suas histórias, que revelam as contradições que vivem.

Encerramos a sessão despedida e deixo a amiga seguir seu rumo, em direção à Alemanha.

Soko São Paulo

São Paolo is one of the most dangerous places in the world. Munich is the most secure city in Germany. In January 2007 the Swiss specialist in documentary theatre Stefan Kaegi (Rimini-Protokoll) and the Argentine author and stage director Lola Arias developed together with 17 Brazilian policemen a scenic installation in São Paulo. In small groups the audience met policemen, human beings with biographies full of contradictions. Now six of these Brazilian policemen come to Germany to meet their Munich colleagues. SOKO SÃO PAULO is a scenic installation, in which Brazilian and German policemen reconstruct their experiences as representatives of the law. In small chambers they show photos and tell their memories as if they were attendants of their own lives.”

With: Isabel Cristina Amaro, Thago de Paula Santos Alves, Marcel Lima, Pedro Amorim, Sebastião Teixeira dos Santos, Ellana Gombes Viana Pires, Rudi Baier, Verena Kunze, Klaus Röschinger, Bennie Baumann, Johann Beck. Special guest: Günther Koch (football reporter)