Quase que os problemas técnicos roubam a videoconferência com Howard Rheingold, autor de Smart Mobs, durante a tarde de ontem do Mobilefest, no Sesc Paulista.
A conexão com a San Francisco Bay Area estava péssima. Mastigava as palavras. Rheingold ia dizer algo do tipo “em síntese, o que eu acho a respeito da colaboração é shhshshshhshshsrrrrrrkkkk…..”
O correspondente a tirar o som na hora em que o detetive revela o criminoso: “E quem matou a mocinha foi “shshshhshrrrrrrrkkkkkkkkuuuuurssssss….”
O Brasil conversou com Rheingold por uma linha de chat do tamanho de um palito. Você pode ver na foto acima, é o campo horizontal mais estreito ao pé da tela. Alguém fazia uma pergunta comprida, mais explanação que pergunta e a mocinha no controle do chat traduzia (mal) a pergunta. Rheingold recebia uma outra questão e assim a conversa se enchia de ruídos. Ainda assim valeu a pena. Daqui a pouco conto sobre o que ele falou.
Tive um flashback desgostoso também de passar o dia em videoconferência, olhos em um telão que exibe a telinha do computador. Nada menos ergonômico, zero de usabilidade. Precisamos de um formato menos besta.
Esse negócio de mediar a comunicação de um grupo no Brasil reunido em uma caixa preta, um teatro com poltronas, que fala com um grupo em Londres em uma sala com mesinhas enfileiradas tem uma série de problemas. Se à noite o problema foi o som, durante a tarde o Mobilefest tinha problemas de superlotação de convidados. Uns 12 aqui e 4 lá, todos querendo falar, uma certa cacofonia de assuntos. Sem falar no problema estético da caixa preta. Parecíamos um bando de vampiros ensaiando o próximo take do filme de terror. Veja na imagem abaixo, o lado direito é a caixa de brasileiros. Na mesa, Rosana Hermann:



