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Apagão via Twitter

Luz, light, light, luz Luz, light, light, luz

Eu estava em casa e me preparava para assistir a um vídeo pelo computador quando veio o apagão. Não me dei conta que era algo mais extenso do que os reparos que a Eletropaulo anda fazendo em meu bairro. Mas Renato e meus pais, que estavam próximos à avenida Paulista, em cinco minutos falavam ao telefone sobre a falta de luz que atingia vários bairros.

Celular na mão, procuramos notícia no UOL sobre o apagão. Ainda não havia nada, ah, até para redigir uma notinha levamos alguns minutos. No twitter pipocavam mensagens de vários estados sob a hashtag #apagao e nós ficamos sabendo o que acontecia. Não liguei o rádio, coisa que meu pai, que assiste ao futebol pela TV e ouve a narração pelo rádio, que é mais emocionante, deve ter feito. Coisa de geração.

Assisti ao vídeo, grata por estar em casa e não na rua, como me aconteceu no apagão de 1999. A bateria do computador aguentou até o fim do episódio de FastForward e a mistura de luz de velas, entretenimento pop, celular 3G, noticiário mais eficiente na rede social do que no portal de notícias foi curiosa.

#zemayerfacts

Sex Sex

Sempre achei que internet e besteira (jogo, fun, farra) foram feitos um para o outro.

Prova disso é o sucesso da tag #zemayerfacts, que está “galgando o pódium” dos assuntos mais comentados no Twitter, para usar uma expressão tão cafona quanto o conceito par-romântico-principal-da novela-das-8-da-Globo.

Ninguém acreditou que o José Mayer é novamente o gostosão da novela. A resposta coletiva foi cheia de humor, adoro isso. Para quem desceu da nave ainda agorinha, copio algumas das pérolas que o povo está colecionando:

José Mayer não conta carneirinhos, conta Helenas.

@diallmeida: 2 coisas contribuíram para a explosão demográfica humana: a revolução industrial e o nascimento do zé mayer.

@patiporto: Maria era virgem porque José não era Mayer

@7ropz: O movimento feminista surgiu porque Ze Mayer estava dando um intervalinho

O Zé Mayer está explorando o pré-sal.

@liviacarolinne: estudos comprovam q as mulheres tendem a se relacionar c/ homens parecidos com seus pais. meu pai parece com o zé mayer

@renatotarga Madonna só ficou com o Jesus Luz porque o Zé Mayer achou que ela era muito velha pra ele. Pegava mal.

@leandrocabido: Don Juan se deitou com 1000 mulheres. Zé Mayer que passou o telefone delas

@rjmeneghello: …se você perguntar que horas são para o Zé Mayer, ele responde “Faltam 3, 2, 1…” e depois te come

@garotona Darth Vader: “Zé Mayer, I’m your son”

@jakis_: Na Roma antiga, Baco dava festas com vinho e orgia em homenagem a Zé Mayer!

@Pitterdias: Se zé mayer comprasse a microsoft, ela mudaria o nome para bighard

@japeta_: Quando jovem, José Mayer gostava de escrever em seu diário, mais tarde ele ficou conhecido como “Kama Sutra”

@maribubbles: Na casa do zé mayer nem o azeite é virgem. #zemayerfacts

Diploma de jornalismo não é mais obrigatório

TV digital TV digital

Acompanhe pelo Twitter o que se falou no momento em que o STF decidiu por 8 votos a 1 que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para o exercício da profissão: #diploma

Fim do drible da vaca

Eu me formei na ECA/USP em Rádio e Televisão e pouco tempo depois trocava empregos em TV e produtoras pelo trabalho de repórter de um jornal. Fui contratada como assistente administrativo e sem ter uma única aula sobre o que é um lead, escrevi meu primeiro texto com um. Pirâmide invertida na intuição, quem sabe de tanto ler notícias.

Os anos se passaram e eu resolvi “tirar” um diploma de jornalismo para deixar de ser “tradutora” em outra redação. Entrei numa instituição de ensino que muito lembrava uma caixinha registradora. Tilim! Meu comentário sobre a formação dos futuros jornalistas ali é que era deformação. Sem entrar no mérito da instituição, o currículo em si era crítico, muito técnico, emburrecedor.

O diploma “serviu” uma ou outra vez na vida profissional. Mas veio a onda da globalização, da terceirização, da web 2.0, da especialização, do fim da mediação entre público e produtor de informação, veio o século 21 e eu me tornei empresária, dona de uma microempresa que presta serviços de comunicação. Eu-presária. Diploma… Para que, nessas alturas, pergunto eu?

Ah, tá, as redações. Sim, muitos trabalham em redações, inclusive eu, voltei a algumas por breves períodos, muito breves, muito críticos, muito cruz-credo-o-que-foi-feito-da-profissão-de-jornalista-nesse-país?

Os meios de comunicação estão em crise, o jornalista ficou prensado entre a mudança dos tempos e a verba minguada do dono do veículo, a inteligência do bom jornalista permaneceu a mesma e ficamos agora a ver os juízes a votar, 8 contra 1.

Na prática, o diploma já não servia muito, achava-se, quando era o caso, uma forma de contornar a obrigatoriedade (chegamos ao drible da vaca, você joga a bola por um lado, corre pelo outro e ultrapassa o adversário/obstáculo). Não se achava um jeito quando não havia vontade suficiente (sei por experiência própria).

Podemos agora voltar para o que realmente importa: a formação do jornalista ou de quem assume um papel na comunicação. Costumam trabalhar na área de comunicação profissionais das mais diversas áreas. O STF só formaliza o que já acontece na prática.

Trabalham na área profissionais com diploma de Relações Públicas (eles começam com produção de eventos e em assessorias de imprensa, terminam na coordenação de megaproduções), Letras e História (costumam escrever bem e são abduzidos), Filosofia (têm ótima formação e não arranjam outro emprego que não de professor), Publicidade (entendem de marketing, hypes, redes sociais, virais), Design (todo site, livro, jornal, newsletter precisa de um e eles acabam ficando), Ciências Sociais (mesmo caso dos filósofos), Computação (a nova geração chega com cursos do tipo Mídias Digitais, Tecnologia etc e tal).

Já trabalhei com jornalistas formados em Medicina, Geologia, Engenharia, Cinema, Direito, Biologia, Economia, Biblioteconomia. A lista é imensa. Ninguém era melhor ou pior por ter ou não diploma de jornalista. Importante sempre foi o ser humano, se era honesto, ético, simpático, com aptidão para trabalhar em grupo (comunicação é feita toda em equipe) e se tinha boa formação, inteligência, gosto pela vida e pelo saber. Diploma nunca explicou nada, nunca filtrou nada, nunca separou bons e maus profissionais.

Em tempo: formação é fundamental

Não sou nem a favor, nem contra o diploma, acho essa questão superada porque nunca existiu. Na prática, a exigência de diploma valia, ma non troppo, como expliquei jocosamente com essa história de drible da vaca, uma das glórias de Pelé na Copa de 70.

Acho fundamental o jornalista ter preparo e conhecimento técnico, assim como formação humanista, humor, olhar curioso, bondade na alma, enfim, recheio. O problema é que nem os que “tiram” diploma de comunicação estão preparados, uma vez que o currículo das universidades está sempre defasado. Em relação às novas mídias, por exemplo, é um desastre. O professor de jornalismo às vezes ainda está na fase acústica e analógica e muito pouco pode acrescentar à formação dos alunos.

O problema mais difícil de superar reside em outra esfera, porém. Comunicação ainda é um penduricalho na visão de muita gente. É aquela bobagenzinha que qualquer um sabe fazer. O design é da sobrinha do cliente. O texto foi a estagiária que copiou não sei de onde. A foto foi esticada para “caber” na resolução necessária. O livro saiu em 15 dias porque finalmente liberaram a verba e agora tem de sair, de qualquer jeito, vai assim mesmo…

Comunicação parece algo que qualquer um pode fazer. Esse é o problema. É por isso que os jornalistas esperneiam tanto em relação ao fim da obrigatoriedade do diploma. Nós, jornalistas, sabemos o quanto é difícil trabalhar em Comunicação e o quanto ela é estratégica, importante, complexa e difícil de ser bem feita. A gritaria provavelmente vem desse sentimento de “agora é que a vaca vai para o brejo de uma vez”, em termo de qualidade e da remuneração que as pessoas desavisadas estão dispostas a dar a quem sabe trabalhar em comunicação.

Um conto escrito pelo Twitter em em dois continentes

o gato pirata e a gata-da-lua-de-todas-as-cores o gato pirata e a gata-da-lua-de-todas-as-cores

Duas amigas, Miki Watanabe (@mikiw) e Patrícia Kalil (@pakalil), escreveram um conto tropicalista e ensolarado via Twitter: O Gato Pirata e a Gata da Lua de Todas as Cores.

Achei um refresco a brincadeira das duas. O Twitter pegou ares de assessoria de imprensa nos últimos tempos. São avatares e mensagens sem fim com objetivo de auto-promoção ou divulgação comercial, coisinha meio chata, se você prestar atenção.

Meninas, viva a maré de guarda-sóis.

Solidão binária

A canoa virou A canoa virou

Alguém me escreve pelo formulário de contato deste blog, diz que trabalha em um escritório de arquitetura e pede o meu catálogo. Eu não tenho nem álbum de figurinhas.

Ultimamente, meu blog leva a vários mal entendidos.

Depois que fotografei luthiers e escrevi um post sobre eles, músicos pediram para que eu agendasse shows. Depois que eu escrevi sobre adoção, pessoas de vários países procuram informações sobre assunto, perguntas de toda a sorte, do tipo: “Posso adotar se for solteira?”

Procuro responder e mostrar o caminho das pedras, mas quem lê o que escrevi? As placas do Google são as únicas coisas que esses visitantes enxergaram.

O banco Itaú me envia um convite para um novo cartão de crédito.

Liquidações, novas coleções de estilistas e newletters de todas as redes sociais fazem volume em minha caixa postal.

O verbete solidão do mundo digital deve ser algo próximo disso.

Post Scriptum: Fui dar uma voltinha e pensei melhor. Voltei para falar um pouco mais sobre essa comunicação sem conversa. Sempre falei que blogs são conversas. Tá lá, escrito no livrinho da coleção Conquiste a Rede. As mensagens a que me refiro são como garrafas que trazem bilhetes e vão bater na areia de uma ilha, garrafas enviadas por náufragos. O mar é o Google, o search engine, o mecanismo de busca. Lá, se você digitar algumas palavras-chaves, recebe uma indicação para o meu blog logo na primeira página de respostas.

Às vezes, o robô considera minha página realmente relevante e meu post é a resposta.

Desavisados, os visitantes deixam aqui a pergunta que queriam fazer. E eu ouço, admirada. O que será que essa pessoa entendeu que eu faço? Eu não agendo shows, eu no máximo vou a um show. Por que alguém me enviaria seu número de registro da Ordem dos Músicos para mostrar que realmente toca bem, é certinho e profissional?

Por que as pessoas que querem saber detalhes sobre o processo de adoção não lêem quando respondo a elas que devem procurar a Vara da Infância e Juventude para esclarecer os pormenores da história individual? Que não sou advogada e que não gostaria de prejudicar o anseio de ninguém? Porque, cá entre nós, né, adoção pode ser uma coisa muito bacana…

Acrescentaria mais ecos da solidão digital, binária, O-1 ou 1-0. Os “seguidores comerciais” que eu ganho diariamente no Twitter. Eles querem que eu “ouça” o que eles estão falando, em prol de algum cliente. Às vezes, o cliente até vale a pena, como o personagem @vitorfasano. Mas é engraçado que eu “ganhe seguidores” em uma fase em que estou mais calada que tatu-bolinha, nunca falo nada nesse twitter. Entro nessa ágora como quem pega elevador errado: Entro, leio algo e ops, já saí.

Se você me lê e não é spider do Google, sei lá, conte o que acha dessa história toda. Is anybody home? ALô, alô, alguém aí? Câmbio?

O fotógrafo invisível

Roda Viva da coxia Roda Viva da coxia

Nesta segunda, dia 8, fui convidada a fotografar o programa Roda Viva, da TV Cultura. O tema eram os direitos humanos no Brasil e o convidado, o ministro Paulo Vannuchi.

Fui para a Cultura com um frio na barriga, pois foi minha primeira cobertura oficial como fotógrafa. Sempre fotografo, mas nunca com a obrigação de apresentar algo que preste. Se sair bom, ótimo, se não der em nada, não deu.

Espantei o nervosismo com uma conversa fiada com o motorista do táxi sobre os últimos 35 anos da Freguesia do Ó. Depois, cliquei freneticamente e postei mais de 60 fotos. Publiquei mais de uma foto por minuto do programa. Tudo ali no calor da hora, ao vivo.

Se tirei boa nota no quesito “dedos nervosos”, como fotógrafa eu ainda sou boa escritora, algo assim. Nenhuma imagem ficou uma maravilha, nenhuma fala e vale por si. No entanto, fiquei satisfeita com a coleção, que você confere no set Roda Viva do meu Flickr.

Voltei para casa feliz da vida, pensando que só falta eu conseguir pagar as contas fazendo essas coisas de que gosto. Minha familiaridade com Twitter, Flickr, bastidores de TV e entrevistas ajudaram, eu estava no meu metier.

O programa teve uma transmissão experimental participativa, que você pode conferir no Radar Cultura.

Os convidados das redes sociais (Twitter e Flickr) responderam previamente, por e-mail, o que acham dessa modinha de viola. Veja o que dissemos: eu, Milton Jung, Rodrigo Savazoni e Hernani Dimantas.

Fotógrafo invisível

Aprendi uma coisa: fotógrafo é invisível. O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, foi muito simpático com todos, cumprimentou um a um os que estavam nos bastidores. Eu, com minha câmera gigantona na mão (equipamento profissional, nada de camerazinha dessa vez), acenei umas duas vezes com a cabeça para cumprimentar o ministro, que não percebeu.

Fotógrafo é aquele verbo “registrar”, aquele substantivo “imprensa”, aquela impressão de “lá vêm eles”, aquele comportamento de cardume e instinto de cão perdigueiro. Fotógrafo não é, naquele momento do clicar, uma pessoa, um jornalista, um convidado.

Na próxima, antes de sair roubando imagens e a alma de um ministro, vou me apresentar ou vou cumprimentá-lo e pedir licença, se puder.

A primavera de Obama

asa asa

É primaveeeeera, canta Tim Maia.

A eleição caminha nos EUA e eu não costumo roer unhas.

Espio o agregador do twitter: election.twitter.com

O termômetro das arrobas está a favor de Obama. Depois da primavera de Praga, uma primavera de pragas.

Xô W.G.Bush. Xô bicho feio.

Roda Viva com Ivaldo Bertazzo a bordo do Twitter

Gravo um vídeo minutos antes de começar o Roda Viva com Ivaldo Bertazzo. Não resisto. Tiro também algumas fotos enquanto me preparo para conversar on-line e ao vivo com uma comunidade de “early adopters” de uma nova ferramenta de comunicação, o microblog.

Pelo Twitter, você lê o que eu escrevi e o que todos escreveram.

Atenção: se você não consegue acessar o endereço, paciência, tente novamente depois. O Twitter é “o novo Orkut” em termos de bugs, falhas (”no donuts for you”).

Realidade paralela

Ivaldo Bertazzo é um mestre, um educador, uma pessoa que sabe muito sobre ser humano. Lembro-me que ele dizia que precisamos ganhar uma estrutura antes de relaxar o corpo. Se você tentar só deitar e relaxar antes de ganhar essa estrutura, arrisca-se a virar uma poça de água, massa sem forma. Aprendi muito como sua aluna. Anos se passaram e sua clareza é cada vez mais aguçada. Ivaldo fala de uma subversão, a de transformar o corpo, dar-lhe consciência, eixo. “Cidadão dançante aprende que esse corpo que sofre continua produzindo linguagem. Quero instrumentalizá-lo para ter saúde”, disse ele no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Essa citação eu publiquei ao vivo pelo Twitter. Fui convidada, ao lado de dois outros jornalistas e blogueiros, Helena Nacinovic e Alexandre Inagaki a cobrir e comentar o programa por essa ferramenta de microblog que para a maioria ainda é desconhecida.

Para quem não sabe, um sobrevôo rápido: é uma rede que conversa por mensagens com no máximo 140 caracteres. Elas podem ser lidas pela web, no site do serviço, pelo celular, pelo gtalk, por e-mail, você escolhe como quer usar o serviço. É possível enviar as mensagens pelo computador ou pelo celular e a conversa é ouvida por quem quiser “seguir” o autor do texto. Para ser ouvido por outra pessoa, ela precisa querer ouvir (seguir) você.

No Brasil, esse serviço, que é grátis, já começa a se espalhar, uma vez que brasileiro é louco por interação. Ivaldo Bertazzo, Ana Francisca Ponzio, Paulo Lima, entre alguns dos convidados da noite com quem conversei, não conheciam o Twitter e não sabiam direito o que íamos fazer ali. Mostraram-se curiosos e disseram já ter “ouvido falar” da ferramenta.

A TV Cultura inova ao trazer a riqueza das redes para o jornalismo. Foi uma experiência muito interessante participar como tuiteira – jornalista experiente já sou, mas ali eu tinha toda uma rede a contribuir, interagir, brincar e comentar. Percebi que uma nova camada de vivências foi acrescentada ao programa e quem só o acompanhou pela TV perdeu as informações, dúvidas e ironias dessa esfera.

Faltou encaminhar as dúvidas que chegavam via Twitter para Ivaldo Bertazzo. Pedro Markun diz que os tuiteiros são como Paulo Caruso que, com suas charges, comenta o programa e também não interage com o entrevistado. Verdade. Só que podemos ver suas aquarelas durante o programa de TV e não lemos as mensagens de twitter na tela, só pela web. A maioria precisaria abraçar o computador/celular e a televisão ao mesmo tempo se quisesse ter a experiência completa. Acho que o Twitter tem de entrar na veia do Roda Viva, sim. Inagaki sugeriu legendas no pé da tela. Qualquer outra solução vale, acho que conectar essas vozes só rejuvenescerá o programa, o mais reputado da emissora. Inovar ali é uma aposta no mundo digital do presidente da Fundação Anchieta, Paulo Markun.

Gambiarra: conexão do restaurante

Jornalista e tuiteiro sem lugar na platéia, Renato Targa foi ao restaurante da TV Cultura e conseguiu uma conexão muito mambembe com a internet, acrescentando outra camada ao programa. Fotografou os bastidores e publicou, também ao vivo, suas imagens, antes de o programa acabar. Acrescentou outra camada ao programa. Soubemos por ele que fora do estúdio a noite tinha, além de lua cheia, pernilongos a granel. Achei que sua intervenção curiosa porque mostra como a web exige poucos recursos e muita criatividade. Isolado no restaurante, ao lado de alunos de Ivaldo, Renato estava conectadíssimo.

Vídeos

Fiz dois vídeos: Bastidores do Roda Viva e Roda Viva com Ivaldo Bertazzo.

Fotos

Não resisti e também tirei fotos de nossa participação, que você encontra no meu álbum Webthings do Flickr. Com essa multiplicidade de canais, saí convencida de que a comunicação caminha a passos largos em várias direções ao mesmo tempo.

Muita gente acompanhou pela web, via streaming, o programa. É inovador contar com tantos canais e melhor ainda ter bons interlocutores. O grupo de pessoas que participava pelo twitter é de formadores de opinião, estudantes, jovens, geeks todos. Uma alquimia poderosa.

Nos blogs

A conversa nunca termina por aí. Blogueiros são gregários e hoje a rede traz mais leituras dessa experiência.

    E por aí vai. As camadas são infinitas.

    Acorda para a vida

    Sem açúcar com afeto Sem açúcar com afeto

    Segunda-feira é uma questão de referencial. Depende da fase. Pode ser um dia que se aproxima do feriado e da viagem. Ah, pegar a estrada…Essa é minha fase, um privilégio não muito comum na minha rotina. Parece que não é o caso para muita gente. Além de Garfield, que odeia as segundas-feiras, vários têm essa preguiça ancestral de voltar ao formigueiro depois de um domingo de cigarra.

    Tomo um café, leio as notícias, ouço a moçada chiar nesse radinho esquisito que é o Twitter, um muro de recados de 140 caracteres no máximo. Há ecos de uma ressaca, mau humor e de bugs no sistema nessa ágora digital em perpétua cacofonia. Muitos ali trabalham com projetos para a web.

    Tomo um café, leio as notícias, ligo o radinho esquisito, desligo. Faz sol, tenho de trabalhar, são dez horas e tudo vai bem.

    Estarei pelo twitter no Roda Viva com Ivaldo

    Nesta segunda-feira participo do programa Roda Viva, da TV Cultura. A entrevista é com o bailarino, coreógrafo e mestre Ivado Bertazzo, de quem fui aluna por dois anos e de quem sou fã, tiete e admiradora. A minha participação será via Twitter. Acompanhe, comente, converse comigo. Vamos experimentar essa nova ferramenta na cobertura jornalística. Estou curiosa para ver se dá samba. Você pode também enviar sua pergunta via internet para o programa.

    Estou feliz por ser Ivaldo o entrevistado, sou fã de carteirinha desde que o entrevistei pela primeira vez, ainda nos anos 80, quando ele já falava em transformar pessoas comuns em bailarinos em seus espetáculos, quando ele já falava em cidadãos dançantes. Depois tornei-me aluna de sua escola, quase participei de um de seus espetáculos (o horário do jornal, na época, não combinava com os ensaios, não deu certo).

    O método de preparação corporal de Ivaldo, baseado nas cadeias musculares de Godelieve Denys-Struyf, é seríssimo, assim como seu trabalho de misturar danças orientais e de roda com música brasileira. Então, ficamos combinados: segunda, dia 19, às 22h40, ao vivo, na TV Cultura. Espero você.

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