tv_digital tecnologia e gambiarras

Assisti ao primeiro jogo do Brasil no escritório, que tem a TV mais antiga. Ali, as crianças faziam miséria na cadeira de balanço e pulavam na frente da tela, em ambiente de dispersão total. (No problema, foi um joguinho sem vergonha mesmo).

Nesta salinha do público café-com-leite gritamos gol antes dos que assistiam ao jogo na sala diante de uma tela plana com transmissão digital. Foi ridículo: com tanta tecnologia, eles souberam pelas crianças (e pela TV analógica a cabo) que o Brasil escapou do vexame inexplicável diante da Coréia do Norte. Gol!

Achei (via GJol) uma explicação para o curioso delay, dada por Luís Sucupira Neto: o sinal digital vai até o satélite (faz baldeação, portanto), volta, é decodificado e comprimido (precisa ser lavado, escovado e embalado) para somente então chegar ao consumidor final. O analógico não precisa de tanto tratamento. E o radinho de pilha, quem diria, ganha em velocidade dos dois.

Para os malucos por futebol – 99,8% dos brasileiros – recomenda-se um radinho de pilha na orelha para acompanhar a imagem lindona da tela plana. Só rindo.

Ou como diz o @renatotarga, meu querido: “Malucos por futebol com radinho de pilha? É smarthphone de última geração com headphone bluetooth (exceto iPhone, que não tem sinal FM)”.

Mapão do desempenho do Brasil

Nesse infográfico lindo do Estadão dá para monitorar a performance da seleção brasileira em cada partida em mundiais, desde a estreia em 1930. Outra dica do GJOL.