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Música de toda América Latina para crianças

Música Música

O Sesc Pompéia realiza o Encontro Internacional da Canção para Crianças. O objetivo é trazer ao Brasil uma amostra do Movimento da Canção Infantil latino-americana e Caribenha.

Copio a apresentação do festival, que começa dia 24 de junho:

“A cada dois anos, artistas de vários países latino-americanos se encontram em um país determinado para discutir a produção cancional para crianças. O que une estes artistas é o respeito à capacidade intelectual da criança, por meio de uma produção cancional elaborada do ponto de vista da expressão e do conteúdo.”

Luis Pescetti (ARG) e Márcio Coelho e Ana Favaretto (BRA)
Dia(s) 24/06 Quarta, 20h.
Participação de Arnaldo Antunes. Luis Pescetti apresenta um espetáculo solo de humor familiar/infantil, com brincadeiras. Sua canção “El hermanito” (Irmãozinho) foi gravada pelos grupos brasileiros Palavra Cantada e Rodapião.

Rodapião (BRA), Los Musiqueros (ARG) e Rita Del Prado y Duo Karma (CUB)
Dia(s) 25/06 Quinta, 20h.
Formado em meados dos anos 90, o Grupo Rodapião vem encantando crianças e adultos, em espetáculos que revitalizam a tradição cultural brasileira. o espetáculo é um convite a fazer uma rota cultural que menciona lugares, comidas, personagens, tradições, costumes e paisagens de Cuba.

Julio Brum com Los Pajanos Pintados (URU) e Palavra Cantada (BRA)
Dia(s) 26/06 Sexta, 20h.
O grupo uruguaio apresenta uma proposta artístico-educativa que busca despertar nas crianças a imaginação e o respeito pelos animais da fauna autóctone do Uruguai e da América do Sul.

Cantoalegre (COL) e Hélio Zinskind (BRA)
Dia(s) 27/06 Sábado, 20h
Cantoalegre apresenta um espetáculo protagonizado por crianças e jovens no qual o público é parte vital. Saltar, rir, brincar e dançar fazem parte deste Cantoalegre.

Na Casa da Ruth (BRA)
Dia(s) 28/06 Domingo, às 18h.
Concebido e interpretado pela cantora Fortuna, o espetáculo têm, além de Fortuna acompanhada pelas crianças do Coral Infantil do SESC Vila Mariana

Veja toda a programação

Agradeço a dica da Lu Terceiro

E o Paraíso foi roubado na Praça Ramos

Essa é boa. Fizeram um buraco na porta e levaram a foto do paraíso. Se você não leu o post anterior, é o seguinte: OPOVOEMPÉ, um grupo de intervenções urbanas que instalou portas em alguns pontos da cidade, usou essa foto minha, tirada na Chapada Diamantina, para o olho mágico da porta deixada no meio da Praça Ramos de Azevedo, coração do centrão. Você olha pelo olho mágico, encontra essa visão.

Alguém gostou tanto, mas tanto, dessa foto, que abriu um buraco na obra, parte da mostra Sesc de Artes. O olho mágico virou um rombo de canhão sem paraíso nem nada, só a saudade.

Fico lisonjeada, no fundo, no fundo. Algum elemento gostou tanto da foto a ponto de fazer um furo na madeira para roubar a imagem. Eu e a Cris Esteves, que dirige OPOVOEMPÉ, demos risadas de emoticons ontem à noite, quando conversávamos muito rapidinho pelo skype. Em Santo Amaro, no Largo 13, a prefeitura levou a porta, mesmo com permissão para a intervenção fora do esquema Cidade Limpa.

Cris e eu estamos como o coelho da Alice: é tarde, é tarde, é tarde é muito tarde, dizemos e nos despedimos.

Uma visão do paraíso pelo olho mágico

Chapada Diamantina Chapada Diamantina

Minha querida e criativa Cristiane Esteves, do grupo de intervenções urbanas OPOVOEMPÉ me escreve:

“Depois da Croácia, estamos fazendo Out of Key(s) em Sampa. Ou seja, o nome foi traduzido livremente para FORA DE CHAVE e falamos desta cidade enlouquecida e das nossas muito possíveis (ou não tão possíveis) utopias para ela!!! Isto dentro da MOSTRA SESC DE ARTES. Espero encontrá-los de algum lado da porta, vê-los pelo olho mágico, pegar seu recado… Abraços, Cris”

Ufa-lufa, Cris escreve apressada, sem tempo, pois é tarde, é muito tarde, como diz o coelho da Alice, que duas fotos minhas estão em Fora de Chave.

“Coloquei uma foto sua na Pça Ramos, com vista para o Anhangabaú. O lugar é bonito. Tive que colocar uma foto do Paraíso. Pus uma foto sua da Chapada. Linda!!”

As portas já estiveram em Zagreb, como você pode acompanhar pelo blog. Fotos minhas foram para a Croácia, adorei, achei tudo genial. Agora duas das portas têm fotos minha passeando por São Paulo. A foto do Paraíso não sei se é essa aqui, mas é dessa série.

Pelo flyer, você vê que esta semana o grupo passeia com as portas pela Brigadeiro, Avenida Paulista e pelo Centrão. Beijos, meninas, adoro o trabalho de vocês.

FORA DE CHAVE
Versão paulistana de OUT OF KEY(S) realizado em Zagreb, Croácia, em maio deste ano.
Em São Paulo, serão sete portas instaladas pela cidade e sete intervenções coreográficas com portas caminhantes.

INTERVENÇÕES COREOGRÁFICAS
na Avenida Paulista
Dia 13 às 13h Gazeta
Dia 14 às 10h Brigadeiro
Dia 15 às 10h Pça da Sé
Dia 16 às 13h Viaduto do Chá
Dia 17 às 16h Barão de Itapetininga

PORTAS INSTALADAS Av Paulista, Largo Treze, Estação do Morumbi, Pça Ramos.

Fotojornalismo e a manipulação de imagens

An award winner An award winner

Conversei na abertura da mostra das fotos vencedoras do World Press Photo Award com duas interlocutoras de peso. Maaike Smulders, gerente de projetos da World Press Photo Foundation, veio de Amsterdã para montar a exposição no Sesc Pompéia. Mônica Maia, que editou as fotos do Estadão por muitos anos e está abrindo uma nova agência de fotos, a Revelar Brasil, foi jurada deste mesmo concurso em 2000.

Smulders ouvia com atenção os comentários de Maia sobre a seleção deste ano, que premia uma foto de Tim Hetherington, um fotógrafo do Reino Unido, feita no Afeganistão para a Vanity Fair. Em entrevista, Tim explica que a foto traduz como ele se sentia ali com os soldados. “Ele e eu estamos conectados por essa foto”, diz. Vale a pena, para quem entende inglês, ouvir o depoimento do fotógrafo enquanto analisa a imagem. Fica tudo muito interessante.

Mônica comentava que ela acha que a história sobre a foto de Tim é muito longa, que a foto não é para tanto. “Muita história, pouca foto.” Ela não fala bem inglês e eu entrei na conversa com Maaike como intérprete. Tentei traduzir esse comentário: “A história tem mais força que a foto, algo assim”. Maaike pareceu preocupada. “É mesmo?” Mônica conciliou: “O primeiro prêmio é sempre polêmico”.

Conversamos sobre a manipulação da imagem no computador. Muitas das fotos premiadas estão mais bonitas porque foram “lavadas” no photoshop, o que lhes dá um efeito mais dramático. Fotojornalismo tem suas questões sobre a manipulação da imagem, afinal.

O que eu achei da mostra: muita guerra demais, muito engajada em todos os conflitos da face da Terra. Isso pesa. Segurei minha opinião e não contei às duas, Mônica e Maaike, que achei o conjunto pouco entusiasmante. Não sou autoridade, fiquei na minha, recém-empossada na função de intérprete. Eu não conversava com a Mônica há muitos anos, fiquei contente e curiosa com o projeto da nova agência. Para Maaike, senti que não era relevante e nem era mesmo.

Encontrei poesia em muitas imagens, são fotos muito boas, obviamente. Mas o conjunto é um pouco frio, tantas histórias pesadas causam um efeito de afastamento e não de emoção. Fui com outros fotógrafos à exposição e sentimos ausência de jurados que tenham nascido ao sul do Equador. Pesa nessa seleção o olhar do habitante de Primeiro Mundo do Hemisfério Norte, desnorteado, como o soldado de Hetherington, com tantos conflitos.

A mostra fica no Sesc Pompéia até a 11 de junho. De terça a sábado, das 9h30 às 20h30.

Do alto da Paulista

dezoito dezoito

A comedoria do Sesc Paulista tem essa vista absurda. Vai lá, experimente esse tratamento de quente-frio. Primeiro, você sobe no topo do prédio, espia a avenida Paulista do terraço, onde o vento é poderoso e gelado. Depois, entra para experimentar um chá ou café com rosquinhas de fubá que saem quentinhas e são as melhores do mundo. Depois invente algo, o roteiro é mais extenso do que parece, é um prédio inteiro de atividades, alguma coisa você acha para se entreter lá.

Neste fim de semana, por exemplo, a comedoria estava vestida em estilo japonês porque todo o Sesc Paulista comemora os 100 anos de imigração japonesa no Brasil. Pena que acabou a farra dessa exposição chamada Tokyogaqui, tinha butoh e Japão Pop.

Não sei se a comedoria já mudou de roupa, mas no fim de semana a um canto você encontrava uma máquina de karokê. Se ainda estiver lá, tenha piedade, ensaie antes, a gente agradece. Não repita o que eu presenciei: um pai embevecido encoranjando a filha a desafinar barbaramente uns hinos de louvor ao senhor. O que foi aquilo?