O parque da Água Branca, em Perdizes, agora tem dois lagos de carpas (koi e nishikigoi, em japonês). Aproveite os dias de folga e passe por lá, é bonito ver como nadam em grupo e formam desenhos na água. Em seu habitat, a carpa sobe corredeiras, por isso está associada ao sucesso. É também símbolo de tranqüilidade e vida longa, pois se sabe de um peixe que viveu 226 anos. Há quem tatue a carpa na pele, símbolo de masculinidade. Em 5 de maio, quando se comemora o Dia das Crianças e, particularmente, o Dia dos Meninos, as famílias japonesas “erguem mastros enfeitados com carpas coloridas feitas de papel ou tecido, os chamados “Koi-Nobori”, leio no site da Japan Foundation. Quer dar um tempo? Alongue as pernas ao redor dos tanques do parque.
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Carpas na Água Branca
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Do alto da Paulista
A comedoria do Sesc Paulista tem essa vista absurda. Vai lá, experimente esse tratamento de quente-frio. Primeiro, você sobe no topo do prédio, espia a avenida Paulista do terraço, onde o vento é poderoso e gelado. Depois, entra para experimentar um chá ou café com rosquinhas de fubá que saem quentinhas e são as melhores do mundo. Depois invente algo, o roteiro é mais extenso do que parece, é um prédio inteiro de atividades, alguma coisa você acha para se entreter lá.
Neste fim de semana, por exemplo, a comedoria estava vestida em estilo japonês porque todo o Sesc Paulista comemora os 100 anos de imigração japonesa no Brasil. Pena que acabou a farra dessa exposição chamada Tokyogaqui, tinha butoh e Japão Pop.
Não sei se a comedoria já mudou de roupa, mas no fim de semana a um canto você encontrava uma máquina de karokê. Se ainda estiver lá, tenha piedade, ensaie antes, a gente agradece. Não repita o que eu presenciei: um pai embevecido encoranjando a filha a desafinar barbaramente uns hinos de louvor ao senhor. O que foi aquilo?
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Mostras de fotografia legais em São Paulo
A gente se acostuma a olhar fotos on-line, o que é prático, é muito bom, mas ir até a exposição é outra experiência. Esta semana, começa em Pinheiros a mostra Let’ s Lomo e no mesmo bairro, pertinho dali, continua em cartaz a exposição Outra Cidade, uma mostra coletiva que tem como tema São Paulo e traz fotos minhas e de outros nove fotógrafos. Inauguramos o Espaço Fine Photo em Pinheiros (que já divulgou uma agenda de cursos para maio para todos os níveis de conhecimento).
Sobre a Let’s Lomo, entrevistei o Thiago Pedrosa, vulgo Tato, um amigo que fiz pelo Flickr e pelos blogs, que virá de Recife para São Paulo especialmente para a abertura, na quinta, dia 8.
Por que lomo?
Tato - Em 1991, alguns estudantes austríacos que passavam férias em Praga, na República Tcheca, perceberam que haviam esquecido suas câmeras fotográficas em casa. Para não perderem a oportunidade de registrarem o que viam ali, compraram umas câmeras baratas que encontraram por lá mesmo. Para sua surpresa, ao chegarem de volta a Viena, e ao revelarem os filmes de sua viagem, se depararam com fotos “defeituosas”, cheias de vazamento de luz, vinhetas (aquele sombreado nos cantos da imagem), cores estouradas, deformações nas perspectivas. Se encantaram com o que aquelas pequenas câmeras conseguiam fazer, voltaram a Praga, e compraram todas as que puderam encontrar, para revender a seus amigos em Viena. Logo começou uma febre em torno das câmeras, e todos queiseram tê-las. A câmera era a LC-A, fabricada pela empresa LOMO, soviética, entre 1982 e 1989. Em pouco tempo os estudantes austríacos fizeram contato com a LOMO e encomendaram que se voltassem a fabricar as câmeras. Era o surgimento da Lomographic Society International, e de todo um culto em torno da fotografia experimental. Hoje a LSI fabrica diversos modelos diferentes de câmeras, filmes e acessórios. Há muita informação disponível na web sobre o assunto, no site da LSI, no site da Sociedade Lomográfica Brasileira, e em diversos outros sites e blogs. No Brasil temos uma comunidade muito forte e que vem crescendo muito graças, principalmente, à internet.
Qual o espírito do Coletivo? Como as pessoas se conheceram? De onde veio essa idéia?
Tato - Todos se conheceram através da internet. Um conheceu o outro, que conheceu o outro, que passou a idéia pro outro, e pro outro. Tudo em tôrno do experimentalismo, do retorno à fotografia pura, sem megapixels e câmeras incrivelmente avançadas que, em poucos meses, se tornam obsoletas. O que agregou o grupo, no início, e o que mantém todos em contato até hoje, é uma lista de discussões mantidas pelo YahooGrupos, que, em pouco tempo, evoluiu para o site da Sociedade Lomográfica Brasileira (ou Lomo-BR, para os íntimos).
O que é preciso para participar da saída fotográfica?
O Let’sLOMO é o primeiro evento do tipo realizado no Brasil, e, além da exposição coletiva, terá uma workshop e um passeio fotográfico incluídos na programação. Para os que quiserem participar, basta que se inscreva no congresso, pelo site, ou na vernissage, que será realizada no dia 8 de maio, às 20h, na Coletivo Galeria, em Pinheiros.
Passe lá nas mostras de Pinheiros:
Outra Cidade- Fine Photo, rua Artur de Azevedo, 201, 2º andar. Das 14h às 20h, de segunda a sábado. Até junho.
Let’s Lomo: Coletivo Galeria, rua dos Pinheiros, 493. De 8 a 24 de maio.
Dia de sorte
Uma “Confraria do Nhoque da Sorte” me aguarda na Vila Anglo Brasileira. É dia 29, dia do nhoque da sorte, reza essa tradição reinventada pelos restaurantes italianos. Ela me faz pensar no monstro do Loch Ness, algo mais afetivo que histórico. Pouco importam as origens da tradição, estamos interessado no efeito, na sorte.
A cozinheira anuncia que aprendeu uns segredinhos novos. O dia parece menos comprido com a miragem dos segredinhos novos, seja qual forem. Isso não importa. É dia de sorte.
Chego à conclusão de que aquilo que nos dá sorte, quando comemoramos esse nhoque da sorte, é o desperdício de tempo somado à lógica cartesiana colocada de banda.
Perder tempo com coisas que não dão dinheiro, mas aproximam os amigos e dão espaço para o acaso, mais um gesto embrulhado em tabu e superstição como colocar uma nota sob o prato do jantar, juntos, esses dois fatores têm o poder de abrir espaço para o mundo de heróis, monstros, donzelas e porquinhos rosa que aparecem em mangás.
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Silent Disco na Virada Cultural
Mosteiro de São Bento, 1h, ouvem-se as badaladas.
Em frente à igreja, dezenas de pessoas dançam em silêncio, com fones de ouvido.
Vislumbra-se um pedaço do futuro, a relação menos invasiva com o ambiente.
Veja as minhas fotos da Virada Cultural.
Rua dos Estudantes
Sente-se o pulso da Liberdade na rua dos Estudantes porque o coração do bairro japonês de São Paulo fica ali, na esquina com a rua Galvão Bueno.
Yakisoba, shitake, bardana.
Banchá, carê, judô.
Origami, moti, hashi.
Haikai, mangá, animê.
Zen, nô, dô.
Ensina-se chinês, diz o anúncio.
Vá para o Japão, convida a agência.
Época de Sakura.
O pulso da Liberdade.
Rua Harmonia
Rua Harmonia, Vila Madalena:
Tanta graça que um carro cabe na taça.
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Roteiro cultural e baladeiro de São Paulo
Sabe para o que serve blog? Para fazer roteiro de eventos culturais e alternativos, por exemplo.
Uia
Quero sair hoje, quem sabe ir a um show. Onde procuro a lista de opções? No jornal do dia? Esquece. No site do jornal ou da revista? Melhoram as chances. Mas, e se o que você procura não for tão importante (ou caro)? E se não for destaque do dia?
Espie no blog coletivo Uia: “Guia cultural de coisas interessantes pra fazer hoje na cidade de São Paulo. Mas corra, porque é hoje”.
Quem sabe você encontra ali alguma boa dica ![]()
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Trânsito em São Paulo
Filtro otimista/Optimistic filter
Um apagão, uma chuva, um show, um acidente, uma carreta muito alta, uma ponte muito baixa. Um buraco, uma cratera, um protesto, troca de lâmpadas, troca de calçada, inversão da mão. Inúmeros são os motivos que provocam congestionamento em São Paulo. Eles começam cedo, atravessam a tarde, avançam pela madrugada dos baladeiros. Qualquer hora é hora para congestionamento. Nenhuma hora está a salvo.
Hoje foi dia em que a cidade acordou com um apagão e trocentos quilômetros de “vias congestionadas”, como dizem os locutores de rádio. Foi um dia estranho, em que me senti um peixe que nada no território limitado de um aquário.
Atravessar a cidade tornou-se uma decisão: vou ou não vou. Quantas horas levo? Vale a pena? E se eu for de ônibus, metrô, a pé, de bicicleta? Quando é possível, melhor resolver tudo dentro do aquário, digo, no bairro, perto de casa, a caminho do trabalho, nas vizinhanças da escola, na minha região. Ficamos confinados pela falta de tempo, pelos congestionamentos, pelo custo da travessia.
Veja o meu caso: hoje eu podia eleger se adiava ou não uma viagenzinha até o Morumbi, para lá do estádio do Tricolor, longe de onde moro. Adiei, fiquei longe da experiência de ser testada em um congestionamento sob um sol tropical. Um raro prazer de peixe de aquário?
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Bom Retiro + Barra Funda ganham cor com 6EMEIA
Conversei por e-mail com o Anderson Augusto (SÃO), morador da Barra Funda, que faz dupla com Leonardo Delafuente (D lafuen T), morador do Bom Retiro. Juntos, eles pintam declarações de amor aos bairros onde moram. É o projeto 6EMEIA:
O que eles têm a declarar
“Bom Retiro e Barra Funda são bairros referencias na cidade de São Paulo, não é de hoje que seus nomes estão vinculados a movimentos artísticos e culturais. Crescemos olhando à nossa volta um passado tranqüilo e harmonioso e olhamos para um futuro de descaso, turbulento. Como são bairros centrais, que décadas atrás abrigavam grandes fábricas, com o desaparecimento das mesmas eles sofreram com o descaso dos órgãos públicos e com o tempo. Desde que a cidade tem uma corrida de crescimento vertical, esses bairros sofrem com a especulação imobiliária. Por sermos contra essa especulação, tanto do mercado imobiliário, quanto por parte da prefeitura, com sua suposta ação de revitalização, decidimos melhorar o bairro por iniciativa própria.”
Mais sobre o projeto
- Veja o set de fotos do Projeto 6EMEIA no Flickr.
- Leia o Post no Daily Flog, o blog oficial do Fotolog: “Check it out: for at least a year, a few enterprising young artists who post under the Fotolog name 6emeia have been beautifying the city’s storm sewer openings with their cute and clever cartoon paintings.”
- Veja o post do wooster collective, um site bem bacana sobre street art.
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