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Espie a vitrine de idéias do TED

Terminou neste sábado, 1 de março, o TED, um encontro fechado para convidados que se realiza em Monterey, na Califórnia, sobre “ideas worth spreading”, ou seja, idéias que valem ser espalhadas. Na programação do último dia, só para dar uma amostra de como é heterogêno o grupo de convidados a dar palestras, o que vale a pena espalhar veio de Al Gore (Mr. Aquecimento Global), Bob Geldof (Mr. Live Aid) e John Francis, apresentado como Mr. Planet Walker, um phD em recursos da terra que ficou 17 anos sem falar. “Eu era tão crítico que decidi ouvir por um dia”, explica ele. Depois de um dia, vieram muitos outros em silêncio.

Para nós, idéias on-line

Para nós, que estamos longe do churrasco de confraternização na praia da Califórnia, há um blog e um acervo de vídeos gravados nos últimos encontros. É uma viagem interessante pelas idéias que valem.

Rheingold e a nova economia

Por uma dica do Não Zero, cheguei a um vídeo em que Rheingold fala sobre colaboração como uma forma de economia emergente. É interessante. E o cara é muito figura, elegante em um terno ocre sobre camisa azul.

Diz o autor de “Smart Mobs” nesse vídeo do TED: “Estou aqui para ajudar a dar uma nova forma à história de como as pessoas fazem as coisas. Vamos começar pela velha história: biologia é guerra, apenas os mais fortes sobrevivem. Os negócios e as nações têm sucesso apenas derrotando, destruindo e dominando. Competição. Fazer política é fazer com que seu lado vença, a qualquer custo. Mas eu acho que podemos ver o começo de uma nova história que começa a emergir. É uma narrativa espalhada por várias disciplinas em que colaboração, ação coletiva e uma complexa interdependência assumem um papel importante.”

Mastigando Rheingold em frases

Por que luchamos?

Auto-retrato na expo do Mobilefest.

Howard Rheingold fala sobre:

1-TV no celular

“Estamos vendo a emergência do celular, dos pdas e de outros aparelhos portáteis como plataforma para a TV. Isso deve ter consequências sociais e políticas. Parece ser, para mim, a emergência de uma nova mídia”. E compara o momento com o nascimento da TV, que trazia várias coisas do cinema mas não era cinema.

2- Crise do direito autoral

“Estamos em um momento em que os criadores de valores culturais precisam descobrir um novo jeito de ganhar dinheiro. Dois de meus livros estão disponíveis em www.rheingold.com. Estou competindo comigo mesmo ao fazer isso, mas desta forma eu tenho mais público para os meus próximos livros. Sou chamado para palestras. Isso não vai servir para todos. É preciso inovar. Veja o caso da banda Radiohead. As pessoas pagarão voluntariamente pelo trabalho cultural.”

3- Brasil

“O Brasil tem inovação em coisas que outros países não tem. Ele tem potencial para ser líder em inovação.”

4- Educação

“Todas essas inovações nos fizeram melhores? Essa pergunta eu ouço muitas vezes. Depende. Depende da educação, não apenas do acesso aos meios, mas entender o que eles significam. É preciso tratar os alunos não como vasos que precisam ser preenchidos, mas dar a eles o poder de inovar e criar.”

5- O paradoxo

“O grande poder da internet é que todo mundo pode publicar. O grande problema da internet é que todo mundo pode publicar.”

6- Pensamento crítico

“Como incentivar o pensamento crítico? Precisamos ouvir os estudantes e guiá-los para que criem o novo.”

Leia mais: Mastigando Rheingold

Debate Rheingold

Foto: Rogério da Costa (LinC), Renato Cruz (Estadão), Eduardo Bicudo (Wunderman) e Sérgio Pompeu.

Mastingando Rheingold

Quase que os problemas técnicos roubam a videoconferência com Howard Rheingold, autor de Smart Mobs, durante a tarde de ontem do Mobilefest, no Sesc Paulista.

Howard Rheingold

A conexão com a San Francisco Bay Area estava péssima. Mastigava as palavras. Rheingold ia dizer algo do tipo “em síntese, o que eu acho a respeito da colaboração é shhshshshhshshsrrrrrrkkkk…..”

O correspondente a tirar o som na hora em que o detetive revela o criminoso: “E quem matou a mocinha foi “shshshhshrrrrrrrkkkkkkkkuuuuurssssss….”

Videoconferência Rheingold

O Brasil conversou com Rheingold por uma linha de chat do tamanho de um palito. Você pode ver na foto acima, é o campo horizontal mais estreito ao pé da tela. Alguém fazia uma pergunta comprida, mais explanação que pergunta e a mocinha no controle do chat traduzia (mal) a pergunta. Rheingold recebia uma outra questão e assim a conversa se enchia de ruídos. Ainda assim valeu a pena. Daqui a pouco conto sobre o que ele falou.

Tive um flashback desgostoso também de passar o dia em videoconferência, olhos em um telão que exibe a telinha do computador. Nada menos ergonômico, zero de usabilidade. Precisamos de um formato menos besta.

Esse negócio de mediar a comunicação de um grupo no Brasil reunido em uma caixa preta, um teatro com poltronas, que fala com um grupo em Londres em uma sala com mesinhas enfileiradas tem uma série de problemas. Se à noite o problema foi o som, durante a tarde o Mobilefest tinha problemas de superlotação de convidados. Uns 12 aqui e 4 lá, todos querendo falar, uma certa cacofonia de assuntos. Sem falar no problema estético da caixa preta. Parecíamos um bando de vampiros ensaiando o próximo take do filme de terror. Veja na imagem abaixo, o lado direito é a caixa de brasileiros. Na mesa, Rosana Hermann:

Telinhas Mobilefest

Smart mobs e o futuro do celular no Sesc Paulista

Se no post anterior eu disse que não sabia de qual evento participaria amanhã, quinta-feira, dia 5 6 (ooops), desfaz-se qualquer dúvida agora: mobilefest, no Sesc Paulista.

A primeira rodada do dia, user generated content, tem especial interesse. A segunda, Smart Mobs, é com o Howard Rheingold e com o Rogério da Costa. Oba.

19h15 às 20h Video Conferência – Howard Rheingold
Tema: Smart Mobs

20:00 às 22:00 Debate com Howard Rheingold e convidados brasileiros
Tema: Futuro

Participantes presenciais
Eduardo Bicudo – Publicitário presidente da Wunderman
Sérgio Amadeu – Professor e pesquisador
Rogério da Costa – Mestre em Sociologia e Pesquisador
Renato Cruz – Jornalista especializado em tecnologias móveis

Mediação
Paulo Henrique Ferreira – Jornalista