A comedoria do Sesc Paulista tem essa vista absurda. Vai lá, experimente esse tratamento de quente-frio. Primeiro, você sobe no topo do prédio, espia a avenida Paulista do terraço, onde o vento é poderoso e gelado. Depois, entra para experimentar um chá ou café com rosquinhas de fubá que saem quentinhas e são as melhores do mundo. Depois invente algo, o roteiro é mais extenso do que parece, é um prédio inteiro de atividades, alguma coisa você acha para se entreter lá.
Neste fim de semana, por exemplo, a comedoria estava vestida em estilo japonês porque todo o Sesc Paulista comemora os 100 anos de imigração japonesa no Brasil. Pena que acabou a farra dessa exposição chamada Tokyogaqui, tinha butoh e Japão Pop.
Não sei se a comedoria já mudou de roupa, mas no fim de semana a um canto você encontrava uma máquina de karokê. Se ainda estiver lá, tenha piedade, ensaie antes, a gente agradece. Não repita o que eu presenciei: um pai embevecido encoranjando a filha a desafinar barbaramente uns hinos de louvor ao senhor. O que foi aquilo?


