A gente nunca tem tempo, ele sempre escorre entre os dedos.
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O tempo sem tempo
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Academia dos dedos
Exercício para os dedos/ Finger fitness
Xô tendinite, artrite, preguicite. Os dedos ganharam uma academia à sombra de árvores e ao lado de tanques cheio de carpas coloridas. Tudo muito bom.
Essa escadinha para treinar os dedos fica no parque da Água Branca, na recém-inaugurada Praça dos Idosos. O lugar é tão simpático que também atrai jovens, que alongam depois da corrida nos bancos sombreados e aproveitam para pedalar sentados, ao lado dos senhores e senhoras.
Passo ali com Francisco, a bordo do carrinho do bebê, para chegar no tanque de carpas, com direito a chafariz. Muito legal.
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Revelando SP
Começa agora dia 12 o evento Revelando São Paulo, no parque da Água Branca. Fica até dia 21.
Se possível passe lá durante um dia de semana, quando é viável ver barraquinhas, ouvir alguma atração musical e ainda aproveitar a onda pacífica do parque. No fim de semana, a multidão rouba essa dimensão humana do interior paulista que vem passear na “capitar”.
Ano passado fotografamos uma cavalhada de São Luís do Paraitinga e foi genial. Para quem gosta de fotografia, a programação é mamão com açúcar. Ou rapadura com pinga, melhor dizendo.
Carpas na Água Branca
O parque da Água Branca, em Perdizes, agora tem dois lagos de carpas (koi e nishikigoi, em japonês). Aproveite os dias de folga e passe por lá, é bonito ver como nadam em grupo e formam desenhos na água. Em seu habitat, a carpa sobe corredeiras, por isso está associada ao sucesso. É também símbolo de tranqüilidade e vida longa, pois se sabe de um peixe que viveu 226 anos. Há quem tatue a carpa na pele, símbolo de masculinidade. Em 5 de maio, quando se comemora o Dia das Crianças e, particularmente, o Dia dos Meninos, as famílias japonesas “erguem mastros enfeitados com carpas coloridas feitas de papel ou tecido, os chamados “Koi-Nobori”, leio no site da Japan Foundation. Quer dar um tempo? Alongue as pernas ao redor dos tanques do parque.
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Niemeyer salva Campus Party da feiúra
O Campus Party (ou a Campus Party, festa do Campus, estou em dúvida) foi lindo. Um evento cheio de vida, por isso mesmo lindo. Mas foram as curvas de Niemeyer que surpreendentemente funcionaram como antídoto antimonotonia visual.
No Campus Party, o forte do segundo andar, onde se realizavam as palestras, não era o cuidado com o cenário, com a ambiência. O segundo andar não era bonito. Havia longas bancadas. As bancadas eram ok. Bancadas cheias de pessoas interessantes, alguns amigos, muitos conhecidos, quer coisa mais linda? Isso era lindo.
No mais, o segundo andar parecia um lego aloprado com peças em preto e azul. E só. De uma feiúra ímpar. Foi a primeira vez que senti alívio em contemplar um legítimo projeto Niemeyer de dentro dele. Porque o cara faz umas coisas inabitáveis, como o memorial JK, a biblioteca do Memorial da América Latina etc e etc. No Campus Party foi a primeira vez em que me senti adequada, em escala. Se fosse realizado em um Anhembi da vida, o Campus Party teria sido bem mais feio.
Mais bonito e com acústica
Sem a ajuda do projeto arquitetônico e sem o verde do parque entrando pelas janelas, arejando a visitação, o cparty teria sido ainda mais descuidado com o visual, virge! Para o próximo ano também seria legal pensar em um ambiente que, além de mais atraente e interessante tivesse boa acústica. O formato “feira do peixe” que se estabelecia entre os vários espaços com palestras simultâneas não é exatamente a melhor forma de conversar.
São Paulo de todas as estações
Na terça: frio e céu cinza na cobertura do Sesc Paulista. Vejo bicicletas no céu:
Domingo, céu azul. Vejo Diana Krall no parque Villa-Lobos e derreto sob um sol maluco só para mostrar que jazz atrai multidões:
“Use your mentality. Wake up to reality. Cause I’ve got you under my skin”:
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Das Park: um hotel que usa tubulões de cimento
Em Ottensheim, cidade austríaca às margens do Danúbio, prossegue até outubro uma experiência diferente de hospedagem, criada pelo designer Andreas Strauss. É dirigida a espíritos e bolsos despojados. O Das Park Hotel oferece lençóis, cobertor, cama de casal e uma tomada para recarregar eletrônicos e em troca pede aos hóspedes que paguem somente o que acharem que devem pagar, de acordo com o tempo de uso do hotel e de suas possibilidades.
Como banheiro, chuveiro e lanchonete pertencem ao parque onde estão os quartos, tudo é muito minimalista. Segundo o criador do projeto, que funciona entre maio e outubro pelo terceiro ano, o Das Park Hotel é uma forma barata de hospedagem que oferece uma experiência de aconchego em um espaço público.
Depois de fazer a reserva, o interessado recebe or e-mail a senha para trancar o quarto e usar o local de armazenagem disponível dentro de um dos três tubulões.
Tem gente experimentando coisas diferentes, comentam aqui em casa. É um experimento para outra cultura, outro hemisfério, penso com meus botões. Começa com um e-mail e termina com elegância. Acho que por aqui não daria muito certo, a começar pelo pagamento da hospedagem. O hóspede deixa a soma no quarto antes de sair.
Dica do Pan-Dan, via Luciana Terceiro.
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