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Carpas na Água Branca

Koi Koi

O parque da Água Branca, em Perdizes, agora tem dois lagos de carpas (koi e nishikigoi, em japonês). Aproveite os dias de folga e passe por lá, é bonito ver como nadam em grupo e formam desenhos na água. Em seu habitat, a carpa sobe corredeiras, por isso está associada ao sucesso. É também símbolo de tranqüilidade e vida longa, pois se sabe de um peixe que viveu 226 anos. Há quem tatue a carpa na pele, símbolo de masculinidade. Em 5 de maio, quando se comemora o Dia das Crianças e, particularmente, o Dia dos Meninos, as famílias japonesas “erguem mastros enfeitados com carpas coloridas feitas de papel ou tecido, os chamados “Koi-Nobori”, leio no site da Japan Foundation. Quer dar um tempo? Alongue as pernas ao redor dos tanques do parque.

Niemeyer salva Campus Party da feiúra

Bienal in gold Bienal in gold

O Campus Party (ou a Campus Party, festa do Campus, estou em dúvida) foi lindo. Um evento cheio de vida, por isso mesmo lindo. Mas foram as curvas de Niemeyer que surpreendentemente funcionaram como antídoto antimonotonia visual.

No Campus Party, o forte do segundo andar, onde se realizavam as palestras, não era o cuidado com o cenário, com a ambiência. O segundo andar não era bonito. Havia longas bancadas. As bancadas eram ok. Bancadas cheias de pessoas interessantes, alguns amigos, muitos conhecidos, quer coisa mais linda? Isso era lindo.

bienal_curva

No mais, o segundo andar parecia um lego aloprado com peças em preto e azul. E só. De uma feiúra ímpar. Foi a primeira vez que senti alívio em contemplar um legítimo projeto Niemeyer de dentro dele. Porque o cara faz umas coisas inabitáveis, como o memorial JK, a biblioteca do Memorial da América Latina etc e etc. No Campus Party foi a primeira vez em que me senti adequada, em escala. Se fosse realizado em um Anhembi da vida, o Campus Party teria sido bem mais feio.

Mais bonito e com acústica

Sem a ajuda do projeto arquitetônico e sem o verde do parque entrando pelas janelas, arejando a visitação, o cparty teria sido ainda mais descuidado com o visual, virge! Para o próximo ano também seria legal pensar em um ambiente que, além de mais atraente e interessante tivesse boa acústica. O formato “feira do peixe” que se estabelecia entre os vários espaços com palestras simultâneas não é exatamente a melhor forma de conversar.

São Paulo de todas as estações

Na terça: frio e céu cinza na cobertura do Sesc Paulista. Vejo bicicletas no céu:

bikes

Domingo, céu azul. Vejo Diana Krall no parque Villa-Lobos e derreto sob um sol maluco só para mostrar que jazz atrai multidões:

Diana Krall

“Use your mentality. Wake up to reality. Cause I’ve got you under my skin”:

Das Park: um hotel que usa tubulões de cimento

Em Ottensheim, cidade austríaca às margens do Danúbio, prossegue até outubro uma experiência diferente de hospedagem, criada pelo designer Andreas Strauss. É dirigida a espíritos e bolsos despojados. O Das Park Hotel oferece lençóis, cobertor, cama de casal e uma tomada para recarregar eletrônicos e em troca pede aos hóspedes que paguem somente o que acharem que devem pagar, de acordo com o tempo de uso do hotel e de suas possibilidades.

Das Park

Como banheiro, chuveiro e lanchonete pertencem ao parque onde estão os quartos, tudo é muito minimalista. Segundo o criador do projeto, que funciona entre maio e outubro pelo terceiro ano, o Das Park Hotel é uma forma barata de hospedagem que oferece uma experiência de aconchego em um espaço público.

Depois de fazer a reserva, o interessado recebe or e-mail a senha para trancar o quarto e usar o local de armazenagem disponível dentro de um dos três tubulões.

Das Park Hotel

Tem gente experimentando coisas diferentes, comentam aqui em casa. É um experimento para outra cultura, outro hemisfério, penso com meus botões. Começa com um e-mail e termina com elegância. Acho que por aqui não daria muito certo, a começar pelo pagamento da hospedagem. O hóspede deixa a soma no quarto antes de sair.

Dica do Pan-Dan, via Luciana Terceiro.