Espelho, espelho meu Espelho, espelho meu

Simpatizei com o ângulo que o jornalista português Alexandre Gamela, do blog O Lago, escolheu para escrever o post 10 mudanças no papel do jornalista e 5 coisas que se mantêm

Entre as mudanças, a lista menciona que o jornalista precisa saber trabalhar em diferentes mídias e que hoje ele é marca e é produto. Acho que sim, o jornalista já há algum tempo é um produtinho que um camelô poderia exibir sobre um feltro esticado na calçada – com essa despretensão, embora muitos ainda pensem que seus textos e análises têm o peso daquilo que muda o mundo.

O post menciona também que o jornalista hoje é um arqueólogo de informações, que é mais um guarda de trânsito do que um detetive e, finalmente, que é um DJ, a remixar tudo. Esse meu post, inclusive, ilustra bem essa última tese. É um moderador, é um validador, um produtor. Ufa, quanta coisa.