Metropolis, do Fritz Lang, projetado no parque do Ibirapuera, me fez lembrar de como estar em São Paulo pode ser gostoso.
Expressionismo no cinema mudo de 1927 contra a parede do Auditório do Ibirapuera, ao som da Jazz Sinfônica, do ponto de vista de quem estava deitada no gramado, confortavelmente lendo as legendas (a partir do primeiro intervalo, quando me sentei mais ou menos na sexta fileira de gente em frente à harpa). O Renato, que ainda teve vontade de fazer alguma coisa e fez esse vídeo, viu comigo o morcego sobrevoar o público e um amigo por perto gritar: “É 4D”. Fritz Lang tem esse jeito Doutor Mabuse de ser.
Dizem que 10 mil pessoas foram ao parque, o que me valeu uma excursão noturna pelo Autorama para estacionar o carro e uma apresentação ao reduto gay em pleno vapor no domingo à noite – um mix transcultural, de quebra.
A cópia restaurada com 25 minutos a mais foi exibida pela primeira vez na América Latina na 34ª Mostra de Cinema Internacional, o que me fez lembrar que eu estive na fila da primeira mostra e viajar em outro filme, esse bem interior.
Mais
- Olha que ensaio fotográfico legal que traça os paralelos (nem tão óbvios) entre São Paulo e Metropolis
- Você sabia que a Thea von Harbou, que escreveu o livro em que Metropolis foi baseado, não é a loira de olhos esbugalhados que faz o papel de Maria? Aquela é Brigitte Helm.

