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ISO para o jornalismo

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Recebi um release curioso hoje, da International Organization for Standartization, sobre padrões ISO para o jornalismo e os meios de comunicação.

A conexão peer-to-peer, ou seja, de indivíduo para indivíduo, fica mais fácil, na base do plug and play, diz um dos capítulos da revista da organização: Peer-to-peer connectivity made easy

Você pode ler todos os capítulos desta edição sobre mídia aqui: ISO Focus – April 2009

Fala-se em padrões para a arquitetura das redes, metadados, compressão digital de imagens e vídeo, pdf, enfim, coisas que tornam a vida do usuário possível em uma época em que novas tecnologias crescem como grama no jardim. Além disso, como explica o CEO Reiner Mittelbach, “padrões são importantes para a nossa indústria reduzir custos e esforços”.

O Estado da Mídia 2009: pior, muito pior

Piano de criança Piano de criança

A sexta edição da pesquisa The State of the News Media 2009 traz notícias sombrias para o mundo relacionado ao jornalismo. Acompanho a série há alguns anos certa de que os Estados Unidos funcionam como um termômetro do jornalismo, em termos globais. Quando as coisas desandam por lá, os reflexos são sentidos aqui. Podemos esperar uma força semelhante em nosso mercado alguns meses depois, pois aqui a onda bate em seguida.

Pelas conclusões do projeto, ligado ao Pew Research Center e que tem como objetivo ser um “fact tank” apartidário para pesquisas de ciências sociais e opinião pública, aquilo que ia mal um ano atrás, agora desmorona. Não existe uma grande novidade, apenas a aceleração do processo, que ficou vistoso. Podemos ouvir o barulho que a mídia tradicional produz ao ruir.

Para quem, como eu, é jornalista, as notícias são tristes. Um em cada 5 jornalistas dos EUA perdeu o trabalho no ano passado, mesmo sendo um ano de eleição presidencial no país. Muitos jornais foram à bancarrota e a audiência migrou massivamente para a internet.

Para os estudantes que me procuram eu sempre digo que a minha profissão é a melhor para mim, porque adoro comunicação. De mim, o estudante também ouve, incrédulo, que um eletricista pode ser melhor remunerado que um jornalista.

O jornalista e a empresa jornalística perdem cada vez mais seu lugar ao sol. O relatório anual traz dados para sustentar essa afirmação: “Power is shifting to the individual journalist and away, by degrees, from journalistic institutions. The trend is still forming and its potential is uncertain but the signs are clear. Through search, e-mail, blogs, social media and more, consumers are gravitating to the work of individual writers and voices, and away somewhat from institutional brand. Journalists who have left legacy news organizations are attracting funding to create their own websites.

Ou seja: por meio de buscadores (como o Google), e-mail, blogs, redes sociais, entre outros, os consumidores voltam-se para o trabalho de autores individuais e distanciam-se das vozes institucionais (empresas de comunicação).

Leia mais:

Relatório 2008

Relatório 2007

Em tempo: A Hearst Corporation anunciou hoje que o jornal Post-Intelligencer, de Seattle, passa a existir somente na versão digital, seattlepi.com. A versão papel empregava uma equipe de 165 pessoas. A versão web precisa apenas de 20, segundo informou o New York Times. (Dica da tia Tina Foschini-Miller)

Blogs e jornais, paixão de tango

Jornais e blogs, jornais ou blogs, jornais versus blogs, blogs de jornais e até jornais de blogs. Essas duas substâncias díspares e ao mesmo tempo afins estão em discussão em vários posts que li e não se avista consenso nesse caso de paixão de tango.

1- Interney divulgou hoje alguns dos nomes que participam da próxima edição do CampusBlog, uma das áreas do Campus Party 2009.

Como o próprio Edney Souza, que organiza a programação desta edição, fala sempre em formas possíveis de ganhar dinheiro na web e, em particular, com blogs, esse aspecto do debate sobre a blogosfera foi contemplado na lista de discussões, onde leio “monetização” e “empreendedorismo digital”.

Curiosa, procuro as novidades “desta estação”, será que tem alguma? “Miguxas na web”? Ah, não, isso já rendeu. “Mulheres e blogs”? Parece tão antigo quanto “Homens e blogs”. Falando sério: jornalismo, ética e mídia, moral, direito digital, sexo, mobilidade e até política, temas que aparecem na programação, dão o molho básico para começar a cozinhar as tendências da web.

2- Publico.org é um projeto de jornalismo colaborativo que traz nomes conhecidos, como o do Rodrigo Savazoni, Pedro Markun, Paulo Fehlauer, Ceila Santos. “Nosso objetivo é realizar uma cobertura jornalística cidadã, apartidária, colaborativa, plural, diversa, multimídia e hiperlocal da cidade de São Paulo”, explicam.

Não entendi se o projeto está se organizando ou se organizado está. Os posts são poucos, esparsos, sem uma freqüência, o último foi ao ar em agosto. Talvez a cobertura seja feita nos blogs e endereços de cada um dos participantes e a comunidade se agrupe ali para se apresentar como grupo, não entendi. Mas foi por meio do Público que acabei achando debates outros capítulos sobre o que chamei, só para variar, de paixão de tango e que menciono abaixo:

3- Vários nomes para a mesma coisa, assim eu e o Roberto Taddei falávamos em 2005 sobre jornalismo cidadão. Daniela Bertocchi discorda e explica a diferença entre jornalismo cívico e jornalismo cidadão, em entrevista do ExuCaveiraCover.

O “jornalismo participativo” (colaborativo) ocorre quando um cidadão, ou grupo de cidadãos, assume uma função ativa no processo de recolha, reportagem, análise e divulgação de notícias e informações”, diz Bertochi. “O “jornalismo cívico”, por outro lado, procura encorajar a participação, mas as organizações noticiosas mantêm um elevado nível de controle através da determinação da agenda temática, da seleção dos participantes e da moderação das conversas.”

Continuo discordando e considero participativo e colaborativo os nomes mais bonitos. E só.

4- Em O Jornalismo Morreu, encontrei ainda uma entrevista com Beth Saad, parceira de blog da Daniela e professora da USP, sobre… O destino dos jornais. “O poder ainda não rejuvenesceu e, mesmo aqueles mais jovens que estão muito próximos do nível de decisão, ainda estão sob a tutela de uma cultura empresarial muito forte, arraigada a valores familiares e ao tamanho do poder social e de formação de opinião que o jornalismo supostamente possui”, diz Beth Saad.

Concordo com o comentário, que me lembrou a letra de uma música: “Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam, não…”

5- Donos da Mídia www.donosdamidia.com.br - Um projeto de cartografia dos grupos de mídia brasileiros.

“Produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), entidade parceira do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, e idealizado pelo jornalista Daniel Herz, Donos da Mídia, é uma grande, inédita e valiosa base de dados sobre os grupos de mídia do Brasil”, explica o excelente blog da UFBA Jornalismo e Internet – GJol.

Donos da Mídia traz artigos que falam em “concentração da mídia e coronelismo eletrônico”, por exemplo. Nesta “Comparsita”, podem trazer ângulos interessantes para a paixão de tango.

Seminário grátis: “Tendências conectadas nas mídias sociais”

Seminário “Tendências contectadas nas mídias sociais

Dia 10 de novembro de 2007 [sábado]
Local: Faculdade Cásper Líbero – São Paulo/SP
Promoção: Programa de Mestrado da Cásper Libero

8h45 – 9h00
Abertura – Walter Lima, Tiago Dória e Sérgio Amadeu.

9h00 – 10h45
Relacionamento de empresas com novos produtores de conteúdo – blogueiros e moderadores de comunidades em redes sociais.

* Relacionamento agências e blogueiros -> Gustavo Fortes – diretor de planejamento da Agência Espalhe
* Credibilidade na blogosfera -> Rosana Hermann – autora do blog Querido Leitor e redatora do programa Pânico na TV

10h45 11h00
Coffee Break

11h00 12H45
Novas formas de trabalhar e produzir conhecimento em mídias sociais – coworking, redes e wikis

* Coworking -> Andre Avório – evangelista da BarCamp Brasil e gerente de projetos da agência Blaz
* VIVA SP e wikis -> Juliano Spyer – autor do livro Conectado

12h45 14h00
Almoço

14h00 15h45
Produtividade e formatação das mídias sociais

* Padrões e acessibilidade -> Bruno Torres – especialista em acessibilidade e integrante da Acesso Digital
* Novas interfaces em projetos de comunicação – uso do Wii -> Kazi – diretor de operações da Colmeia.TV

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

Dica publicada por Tiago Dória. Tomei a liberdade de reproduzir. É grátis, parece ótimo.