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Dia de sorte

mangá mangá

Uma “Confraria do Nhoque da Sorte” me aguarda na Vila Anglo Brasileira. É dia 29, dia do nhoque da sorte, reza essa tradição reinventada pelos restaurantes italianos. Ela me faz pensar no monstro do Loch Ness, algo mais afetivo que histórico. Pouco importam as origens da tradição, estamos interessado no efeito, na sorte.

A cozinheira anuncia que aprendeu uns segredinhos novos. O dia parece menos comprido com a miragem dos segredinhos novos, seja qual forem. Isso não importa. É dia de sorte.

Chego à conclusão de que aquilo que nos dá sorte, quando comemoramos esse nhoque da sorte, é o desperdício de tempo somado à lógica cartesiana colocada de banda.

Perder tempo com coisas que não dão dinheiro, mas aproximam os amigos e dão espaço para o acaso, mais um gesto embrulhado em tabu e superstição como colocar uma nota sob o prato do jantar, juntos, esses dois fatores têm o poder de abrir espaço para o mundo de heróis, monstros, donzelas e porquinhos rosa que aparecem em mangás.

Hana Matsuri, os 2.632 anos de Buda

Buda's birthday Buda’s birthday

Buda fez aniversário no fim de semana e eu fui até a Liberdade comemorar. Cheguei um pouco tarde, quando as “velinhas” já haviam sido apagadas, quando Buda já se preparava para descer do elefante e voltar para uma vida mais contemplativa, depois de dar um rolê pelas ruas do bairro japonês.

Comi hossomaki que comprei na Towa (foto) e aproveitei para renovar ali o estoque de talharim de arroz (feito na Tailândia). Adoro aniversário!

Cadê o hossomaki que estava aqui?

Rua dos Estudantes

Rua dos Estudantes Rua dos Estudantes

Sente-se o pulso da Liberdade na rua dos Estudantes porque o coração do bairro japonês de São Paulo fica ali, na esquina com a rua Galvão Bueno.

Yakisoba, shitake, bardana.
Banchá, carê, judô.
Origami, moti, hashi.
Haikai, mangá, animê.
Zen, nô, dô.

Ensina-se chinês, diz o anúncio.
Vá para o Japão, convida a agência.
Época de Sakura.
O pulso da Liberdade.