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O jornalista é o produto

Espelho, espelho meu Espelho, espelho meu

Simpatizei com o ângulo que o jornalista português Alexandre Gamela, do blog O Lago, escolheu para escrever o post 10 mudanças no papel do jornalista e 5 coisas que se mantêm

Entre as mudanças, a lista menciona que o jornalista precisa saber trabalhar em diferentes mídias e que hoje ele é marca e é produto. Acho que sim, o jornalista já há algum tempo é um produtinho que um camelô poderia exibir sobre um feltro esticado na calçada - com essa despretensão, embora muitos ainda pensem que seus textos e análises têm o peso daquilo que muda o mundo.

O post menciona também que o jornalista hoje é um arqueólogo de informações, que é mais um guarda de trânsito do que um detetive e, finalmente, que é um DJ, a remixar tudo. Esse meu post, inclusive, ilustra bem essa última tese. É um moderador, é um validador, um produtor. Ufa, quanta coisa.

Aquário para a imprensa no Campus Party

Aquário para a imprensa no Campus Party Aquário para a imprensa no Campus Party

Humor é tudo :)

Delícias de um Campus Party

Foto de Renato Targa

Mais um dia de Campus Party Brasil. Em três etapas:

1- Pela manhã, um céu azul celeste radiante total para quem caiu da cama às 6 da matina. A Oca de Niemeyer e o Jardim de Esculturas do MAM estavam especialmente iluminados.

2- Na oficina de blogs, o equipamento funcionou direitinho em menos de meia hora! E a oficina - dada apenas por mim e Luciana hoje - terminou sob aplausos.

Eu também adorei, professores. Palmas para vocês, que são interessados, simpáticos, bacanas. Missão cumprida.

3- Como nota dissonante, uma conversa muito fora de tom entre jornalistas e jornalistas sobre… Sobre o que mesmo? Bem, me convidaram para um debate. Mas não me convidaram para subir ao palco, onde estavam alguns jornalistas. Ficamos ali, os convidados, estranhando o desconvite. Como? Disseram ao meu grupo - “os blogueiros” - que devíamos perguntar aos jornalistas coisas importantes (sobre o futuro da nação, da comunicação e o sentido da vida). “Os blogueiro”, era o que faltava. Comecei a pensar como sairia daquela, mas fiquei imobilizada. Petrificada pelo nonsense, sei lá. Às vezes eu sou assim, boba.

Já no palco (o pessoal sabe chiar direitinho, subiram dez ao palco com cadeirinhas nas mãos), com o microfone na mão, dei a enorme contribuição de dizer que sou jornalista e sou blogueira e que o mundo não se divide desta forma. Fora isso, entrei muda e saí calada.

Queria informar aos amigos todos que não poso de oráculo - e que acho que isso representa algum progresso em termos de respostas a essas questões importantes sobre o sentido da vida.