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Márcia Menezes do G1: reputação no jornalismo cidadão

Durante o debate “O Novo Jornalismo: Convergência e Atividade”, realizado em São Paulo em 13 de março, Márcia Menezes, diretora de conteúdo do G1, disse que aposta o sistema de rating – ou seja, de reputação do colaborador – para contar com contribuições confiáveis. O material que “o cara que colabora todo dia e sempre” envia é mais confiável, segundo ela.

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A qualidade das contribuições enviadas pelo internauta não é aquela maravilha, comenta ela. “A gente recebe um monte de releases e textos copiados da internet”. (Isso não me surpreende, uma vez que o portal não foi pensado como um YouTube da vida, para receber colaborações. Quem envia conteúdo para um megaportal de jornalismo como é o G1 ou está com tempo livre ou tem algum interesse, como as assessorias de imprensa).

“Esta questão de colaboração e interatividade é ótima, é um novo conceito, você tem que dar atenção e valor, só que você precisa ter um enorme cuidado, na hora em que você incorpora isso com seu nome e com seu aval. A gente vai ter de contratar todos os jornalistas formados para checar todos os e-mails que chegam? A gente vai colocar em uma página separada tudo o que chega e pescar algo dali? Há vários modelos.”

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=B6xNBC92_kY[/youtube]

Participaram também do debate sobre “O Novo Jornalismo: Convergência e Interatividade”, Américo Martins, editor executivo da BBC para Américas e Europa; Andrea Fornes, produtora executiva da MSN Brasil; Antonio Prada, diretor de conteúdo do Terra América Latina, e Pete Clifton, diretor da BBC News Interactive. O debate, realizado em 13 de março no Centro Brasileiro Britânico, foi uma iniciativa da BBC Brasil para marcar seus 70 anos.

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Antonio Prada, do Terra, fala sobre jornalismo cidadão

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Para Antonio Prada, diretor de conteúdo do Terra América Latina, “uma coisa é o usuário produzir conteúdo com as ferramentas disponíveis, outra coisa é o uso que se faz desse conteúdo dentro das regras do bom jornalismo”.Durante o debate “O Novo Jornalismo: Convergência e Interatividade” realizado em São Paulo no dia 13 de março, Prada comentou que o conteúdo enviado pelo público para o portal Terra hoje é mais relevante do que há dois anos, quando foi lançado o Você Repórter, um espaço para contribuições do público.

“O que acontece é muito interessante, porque no começo a gente recebia muita coisa que era lixo. No caso do Terra e do Você Repórter, que surgiu há dois anos, a gente optou nessa primeira fase por filtrar o material. Como o conteúdo enviado pelo internauta está muito relacionado a breaking news, a cidadanias, e ele pode ir para a primeira página, isso acaba afastando os aventureiros”, acredita Prada.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=hHAc0UUlJUQ[/youtube]

Participaram também desse encontro, permeado pelas questões do jornalismo cidadão, Américo Martins, editor executivo da BBC para Américas e Europa; Andrea Fornes, produtora executiva da MSN Brasil; Márcia Menezes, diretora de jornalismo do G1 e Pete Clifton, diretor da BBC News Interactive. O debate, realizado em 13 de março no Centro Brasileiro Britânico, foi uma iniciativa da BBC Brasil para marcar seus 70 anos.

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Andrea Fornes, do MSN: jornalismo ganha com participação do usuário

O que fazer com o conteúdo produzido pelo internauta foi a questão que permeou todo o debate “O Novo Jornalismo: Convergência e Interatividade”, realizado em São Paulo, no Centro Brasileiro Britânico, em 13 de março. Organizado pela BBC Brasil em comemoração de seus 70 anos, o encontro reuniu representantes de grandes portais – Terra, MSN Brasil e G1 – e da BBC. Pete Clifton, diretor da BBC News Interactive, apresentou a reetruturação que a BBC faz no momento para dar espaço ao jornalismo cidadão e permitir ao internauta que personalize sua experiência. A mediação do debate foi feita por Américo Martins, editor executivo da BBC para Américas e Europa.

Andrea Fornes, produtora executiva da MSN Brasil, diz que sua empresa decidiu investir em conteúdo e que a estratégia é usar o ponto forte, software, para promover a interatividade. Ela comenta que hoje há dois modelos para o usuário comunicar-se com o portal. Pelo primeiro, ele envia um e-mail, que é filtrado pela redação, e pelo segundo, ele deixa um comentário em uma página. Fornes diz que é preciso um novo modelo para as duas partes se comunicarem.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=YFuO6X1mhRc[/youtube]

A empresa onde eu trabalho não tem tradição na produção de mídia e há um ano e meio dois anos resolveu investir em conteúdo. O Brasil foi um dos primeiros a ter uma pessoa na posição que eu ocupo hoje, ou seja, de diretor de conteúdo, para começar a transformação do portal. Já havia o negócio on-line, mas ele estava adormecido e não recebia a atenção da Microsoft”, comenta. No vídeo, ela explica que a MSN Brasil procura oferecer conteúdo e serviços locais por meio de parcerias.

Na foto abaixo, Andrea Fornes e Pete Clifton.

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Mais sobre jornalismo cidadadão e tendências do jornalismo on-line

Links sobre jornalismo cidadão

Começa o ano letivo nas universidades e eu percebo que a coleção Conquiste a Rede segue como uma referência para falar de conteúdo e notícias produzidas por quem não tem um diploma de Comunicação. É o chamado “citizen journalism”, ou jornalismo cidadão, um termo que já existia quando eu e Roberto Taddei escrevemos esses livrinhos de introdução ao mundo da publicação na rede. Já em 2005 discutíamos se o termo era esse mesmo e optamos por traduzir do inglês o termo que já era usado em We the Media, de Dan Gillmor.

Citizen Journalism, user-generated content, user-powered

Acho o nome “jornalismo cidadão” um horror, ainda mais porque ele dá a entender que tudo o que não for cívico, tudo o que não tiver a ver com política, cidadania e afins não é jornalismo cidadão. Ainda assim preferi colocá-lo no título de um dos livrinhos que lançamos com download grátis pela web, Jornalismo Cidadão – Você faz a notícia, para não reiventar a roda. E o nome seguiu carreira em português.

Acho mais leve o outro nome que se dá a essa mesma produção, “user-generated content”, ou seja, conteúdo criado pelo usuário (o internauta). Já dá a entender que o conteúdo não é necessariamente engajado e, como se pode ver pelos links abaixo, já existem vários projetos comerciais com citizen journalism no meio.

A CNN prefere falar em “site user-powered” para se referir a seu novo canal iReport, para o qual usuários enviam conteúdo. O que for divulgado pela própria CNN ganha um selo “on CNN” e o autor recebe por isso. O projeto é tão experimental para essa gigante da imprensa tradicional que leva “beta” até no domínio: beta.ireport.com.

Outros links

Bom, além desses links que coloquei nos parágrafos acima, e do que escrevi aqui sobre o tema, aproveito para listar outros endereços. Uma estudante do último ano de jornalismo me escreveu na semana passada para dizer que fará o trabalho de conclusão de curso sobre o tema jornalismo cidadão, que conta com minha colaboração e me lembrou que está aberta a temporada das monografias. Vamos ver se consigo, aos poucos, publicar referências e links para quem pesquisa.

Quem quiser colaborar pode deixar um link na seção de comentários. Grazie!

Projetos pelo mundo

  • Global Voices e Global Voices Brasil – Engajado, opinativo, tem correspondentes brasileiros que traduzem e comentam trechos de blogs brasileiros para o inglês e assim constrói uma ponte para as barreiras de língua.
  • Guias Global Voices em quatro idiomas – “Don’t hate the media, make media” (Não odeia a mídia, faça a mídia). Para ensinar a fazer “mídia cidadã”. Cada guia traz uma série de links interessantes para quem pesquisa comunicação, blogs, mobilidade e direitos humanos, tudo imbricado.
  • Vanguard Journalism – programa novo da Current TV voltado para jornalismo investigativo
  • My News - portal indiano
  • Now Public - portal canadense baseado em Vancouver
  • Helium - Publicar conteúdo e ser remunerado por isso. Esse modelo, já usado pelo OhMynews, é a promessa desse projeto que cobre áreas tão diversas quanto animais de estimação, automóveis, carreiras e empregos. (O brasileiro Carlos Rix já é um colaborador e enviou a dica.)
  • The Observers France 24 -Portal francês
  • Orato - Portal colaborativo canadense.
  • Scopical – projeto australiano.
  • OhMyNews – a iniciativa pioneira da Coréia do Sul.
  • Newswine – Para você ver como a Lusitana roda, o conteúdo é em inglês, mas o banner já está em português.
  • Scoopt - “Para que dar de graça a foto que você pode vender?” É o slogan dessa agência que intermedia a venda do material de repórteres fotográficos amadores para a grande imprensa.
  • YouTube - Nem tudo o que pulula nesses portais me interessa, certo? Muita coisa pode também não interessar a você. Mas há um endereço que agrada a gregos, troianos e baianos. YouTube é a unanimidade, o fenômeno de variedade e popularidade.

O lastro da academia

O futuro do jornalismo e dos jornalistas

Sai dia 17 o relatório anual do Project for Excellence in Journalism, com dados sempre impressionantes sobre a mídia dos Estados Unidos e com qualidade para serem citados em pesquisa científica. Este ano, o relatório procura descobrir o que os jornalistas pensam do futuro da profissão. Analisa também o conteúdo de 64 sites de mídia cidadã, ou seja, de projetos que envolvem o jornalismo cidadão e a publicação de conteúdo por quem não tem diploma de Comunicação. No relatório do ano passado, como você pode ler, o foco era jornalismo digital.

folhinha

Pesquisa sobre blogs

Você, que pesquisa comunicação, anote aí: Blog Brasil é um wiki que reúne artigos publicados sobre weblogs no Brasil. Veja o que a academia diz a respeito.

Território ocupado

Enquanto isso, jornalistas e não-jornalistas que publicam conteúdo na rede continuam se estranhando no Brasil, em mútua animosidade. Alguns jornalistas dão a entender que blogueiro é aquele profissional de segunda categoria que avança sem aviso por seu território. Alguns blogueiros dão a entender que é a mãe. Eu acho essa conversa superada pelos próprios fatos, até quando vem acompanhada por bolinho de arroz, tabasco e chopp. Enquanto isso, a caravana passa e o relatório deve apontar para as novas tendências.

Lessig faz campanha para o Congresso com blog, wiki e Facebook

Eu escrevi sobre direito digital sem saber que o assunto viria para ficar mais algum tempo nos posts. Ganhou novamente espaço, mas olha que interessante: Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons, professor de Direito de Stanford e defensor da cultura livre, anunciou esta semana que pode ser candidato ao congresso norte-americano pela Califórnia. Em um blog, ele explicou que vai se dedicar ao movimento Change the Congress (Mude o Congresso) e que na semana que vem confirmará se vai ou não ser candidato.

Facebook

Diz Lessig que nesse meio tempo acompanhará as discussões de um grupo do Facebook, onde teve início uma conversa engraçada sobre as razões pelas quais ele não deve concorrer ao congresso. Um dos motivos é que ele poderia ser juiz caso Obama ou Hillary vençam e isso lhe daria mais poder que o Congresso. Outro cara diz que ele é tímido. Outro diz que ele não é Arnold Schwarzenegger e que sua candidatura não decola, não dura três semanas…

Campanha de muitos links

Lessig diz que quer ouvir todo mundo, mande seu e-mail etc. Ele faz uma campanha de muitos links: Draft Lessig, Lessig08, Draft Lessig Wiki. É a campanha mais linkada do mundo, provavelmente. Aliás, lá no Facebook, um cara diz que Lessig é bom de link, mas não é bom de voto.

Webcast

Enquanto isso, a pressão por nova legislação relativa a direitos autorais segue seu caminho. Nesta segunda, dia 25, a Comissão Federal de Comunicação dos Estados Unidos debate en banc O Futuro da Banda Larga, no Berkman Center for Internet and Society de Harvard. Entre os participantes dos painés estão Yochai Benkler e executivos do BitTorrent, Comcast, Verizon e Sony.

O áudio do evento será transmitido ao vivo, caso alguém tenha interesse “beeeeem” profundo sobre assuntos jurídicos :)

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Leis brasileiras para a internet

Ronaldo Lemos fala sobre a tensão entre leis e internet

Ronaldo Lemos

Em relação ao direito autoral, a nossa constituição é uma das mais restritivas do mundo, explica Ronaldo Lemos, da Creative Commons Brasil. “A lei brasileira diz tudo o que você não pode fazer, mas ela não explica o que você pode fazer”, diz ele.

Falar em direito digital é entrar em terreno pantanoso, cheio de sombras mal explicadas e extensas áreas a descoberto. Ninguém sabe direito o que pode e não pode fazer na internet. Eu tenho a impressão, por exemplo, de que se comprar um CD na loja, pagar por ele, eu posso copiá-lo para o meu iPod. Mas não posso. Uma professora que participou da oficina sobre uso de blogs na educação durante o Campus Party me disse que tem a impressão de que se for para fins educativos, é permitido reproduzir uma obra. Basta dar os créditos e fica tudo certo. Mas não é permitido.

A legislação brasileira está totalmente defasada em relação às questões do mundo digital. No Brasil, a situação anacrônica soma-se ao fato de que como ninguém sabe o que é permitido, muita gente faz qualquer coisa. Basicamente, tudo é proibido. Não há quem verifique o cumprimento da lei e tudo acaba em pizza. Portanto, nada é proibido?

Ronaldo Lemos é uma das pessoas que pode explicar um pouco mais sobre esse cipoal de questões. Não por coincidência, eu e o Juliano Spyer, em seu remix colaborativo Não Zero, publicamos esta semana vídeos no YouTube e em nossos blogs com Ronaldo Lemos. Ele é o cara que pode dar uma luz sobre o assunto.

Vale a pena reunir em uma mesma lista as várias fontes para ouvi-lo. Ronaldo é um desses pensadores atentos para as novas fronteiras do mundo digital. Admiro sua postura de incentivo à colaboração da rede e morro de orgulho de ter sido ele quem escreveu o texto de apresentação da coleção Conquiste a Rede. Um texto inspirado e, ainda por cima, bonito, cheio de estilo. Esse mesmo estilo bacana a gente pode ver nesse post recente que ele publicou no Overmundo, Belém: do rock, da aparelhagem e de tudo o mais. Os novos caminhos da produção cultural aparecem desta vez em cenário transamazônico. Segue minha lista:

Livro para download grátis

Direito, tecnologia e cultura. Editado em 2005 pela Editora FGV, o livro está disponível para download no Overmundo. “Esta obra tem como objetivo investigar os desafios propostos ao direito em decorrência do advento da internet e da tecnologia digital. A relação entre direito e realidade sempre foi um tema central no pensamento jurídico”, diz Lemos logo no primeiro parágrafo.

Apresentações

1- Apresentação de Ronaldo Lemos sobre direito digital que seria feita durante a Campus Party e que ficou para depois, por problemas de equipamento.

2- Produção Cultural e Inclusão Digital nos Países em Desenvolvimento, palestra em inglês realizada nos EUA em novembro de 2007. Veja o vídeo, vale a pena: Cultural Production and Digital Inclusion in Developing Countries.

Meus vídeos:

3- Blogs e direito autoral

4- Posso copiar um CD que eu acabei de comprar na loja? Não, a lei brasileira não permite a cópia integral. Só permite cópias de pequenos trechos de obras. Você não pode copiar um CD inteiro para o iPod. Mesmo para fins não comerciais, fins educacionais, fins de pesquisa, você não pode.

5- Em casos de processos contra blogueiros, cabe a cada juiz decidir o que aconteceu.” A legislação brasileira não regulamenta a responsabilidade civil dos blogueiros.

Vídeos do Juliano Spyer

6- O direito autoral no Brasil

7- Xerox e direito autoral

8- Vale a pena lançar um livro em Creative Commons?

9- Por que o criador do Creative Commons agora estuda corrupção? Juliano, que fez estas entrevistas durante a Campus Party, conversa com Lemos sobre Lawrence Lessig, professor da Faculdade de Direito em Stanford que criou o Creative Commons. Em 2007, Lessig anunciou que mudaria o foco de suas pesquisas para corrupção.

Responsabilidade civil dos blogueiros no Brasil

Ronaldo Lemos, da Creative Commons Brasil, fala durante a Campus Party sobre a falta de regulamentação da responsabilidade civil dos blogueiros no Brasil. “Em casos de processos contra blogueiros, cabe a cada juiz decidir o que aconteceu”, diz ele.

Você pode acompanhar pelo pdf a apresentação do Ronaldo Lemos. Problemas no equipamento (para variar) impediram que ele mostrasse o que preparou para o Campus Party.

[youtube]http://youtube.com/watch?v=-eQ20M9xdQ0[/youtube]

Mais direito autoral

1- “Posso copiar um CD que eu acabei de comprar na loja para o meu iPod?“, pergunta Ronaldo Lemos durante palestra na Campus Party.

Não!!!!!

2- Posso colocar um MP3 do Caetano Veloso no meu blog?

Ronaldo Lemos fala sobre direito autoral na Campus Party

Posso copiar um CD que eu acabei de comprar na loja para o meu iPod?“, pergunta Ronaldo Lemos durante palestra na Campus Party.

Não!!!!!

[youtube]http://youtube.com/watch?v=NyAlSj4lWlE[/youtube]

Direito digital no Brasil é um terreno superpantanoso, super-arcaico, super-do-arco-da-velha.

Radar Cultura + blogs + educação

Radar Cultura + blogs + educação Radar Cultura + blogs + educação

A Bel Colucci conversou para o Radar Cultura com os professores que participaram sábado da oficna sobre blogs e educação na Campus Party.

O blog webduca, construído durante as oficinas sobre o uso de blogs, fotoblogs, videoblogs e podcasts em educação é um exemplo prático do que dá para fazer.

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