Arquivo da tag: fotografia

Bom cabrito é o que mais berra na Campus Party

Fotógrafos :) Fotógrafos :)

Entrei de gaiata no navio da Campus Party. Ancorei no porto da fotografia, em ilustre companhia. Renato Targa, Boi, João Liberato (na foto), Fábio Pazzini, Michelle Gomes, Aline Moura, Rafael Jacinto e os meninos da Cia de Foto, tudo isso no primeiro dia. E tem mais nas palestras e workshops da semana.

Para chegar às lonjuras da Imigrantes, fui de metrô e desci na estação Jabaquara. Voltei de carona, esmagada na Bandeirantes entre caminhões gigantes que transportam contêineres. Tá louco, que mico.

Da #cparty, tag que a gente usa para agregar posts, fotos e vídeos no livestream do BlogBlogs, eu trouxe algumas considerações:

1- Barulho infernal
Pensei que estava na feira do peixe. Na Campus Party, bom cabrito é que mais berra?

2- Programação de blogs legal
Não deu tempo de comentar, mas ficou bacana a grade do Campus Blog. Tentei chegar perto ontem da área, mas o lugar estava bombando, gente demais, e eu fui embora sem nem saber do que se tratava. Sei que reuniu muita gente.

3- A luz é uma m…
Olhei de nariz torto para minha coleção de fotos: por que não estava lá essas coisas? Resposta: a luz é uma porcaria. Ai que saudades das janelonas do prédio da Bienal.

4- Morri com a latinha de refrigerante na mão
Na lanchonete, não encontrei lata de lixo reciclável. O Jorge Cordeiro disse que elas existem, mas eu não achei. Mal sinal. Fiquei só na vontade de clicar o lixo orgânico misturado com o reciclável. Fui impedida pelo senso estético.

5- As pessoas são começo, o meio e o fim :)
O melhor disso tudo ainda é encontrar as pessoas e ter oportunidade de papear sobre besteiras.

6- Eu sou o @qualquercoisadotwitter
Fui apresentada a muita gente e percebi que a praxe é dizer o nome e depois como a pessoa assina no twitter. Esquisito para caramba. Não consigo guardar nomes, imagine avatares. Complicou para o meu lado.

7- Pena que não deu para ouvir
Volto para onde comecei. De que adianta um monte de palestras e debates interessantes se a gente não ouve nada? A #cparty virou uma cacofonia dos infernos?

Lembrei de uma viagem a Belém. Fui a uma festa da SBPC na zona da cidade, onde cada boteco/bordel punha uma caixa de som gigantesca na porta e tocava uma música diferente. Lembrei daquela competição grotesca em termos de decibéis e lamentei não ouvir o que os fotógrafos falavam na #cparty.

Mas descobri que alguém ali ouve até demais: Mr. Manson, com um microfone direcional, passa o tempo a ouveir a conversa alheia a metros de distância, sem que ninguém perceba. Aproveita para gravar e publicar na web a conversa. Tá bom para você?

O tempo sem tempo

efêmero efêmero

A gente nunca tem tempo, ele sempre escorre entre os dedos.

Fotógrafos, safáris e coletivos

Pra ficar pensando melhor Pra ficar pensando melhor

A dica é da Gleice Bueno e eu reproduzo o texto que ela enviou por e-mail porque está bem escrito e explica tudo. A foto do post é do set no Flickr do Encontro de Coletivos Ibero-Americanos.

Dica da Gleice:

“Gente, vale muito a pena o Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos que está rolando na Galeria Olido.

Coletivos fotográficos são como centros de umbanda, pelo que pude perceber. Não há um igual ao outro. Há sim aquilo que os une – além do termo – em torno da premissa maior que parece ser a vontade de ter controle sobre sua produção. E todos fazem da web o principal meio de difusão.

Propostas autorais, outras mais documentais e, por que não, algumas mais comercias foram apresentadas ontem à noite (11/12) pelo Mondaphoto, Garapa, Pandora (virei fã) e Supay Fotos. Diferenças que só somam, eles contaram como, quando e por que decidiram se agrupar, tendo a fotografia como élan.

Os discursos que embasam e justificam a produção plural em torno de uma única marca variam entre ideais democráticos, colaborativos e as sinceras declarações de busca por mais visibilidade para os trabalhos.

O mexicano Mondaphoto, que existe desde 2006, funciona como uma agência, na qual seis jornalistas prestam serviços para mercado editorial e publicitário. Com o mercado cada dia mais competitivo, acharam inteligente se organizar como coletivo para alavancar mais trabalhos e conseguir, de quebra, financiar os projetos pessoais e do grupo.

O brasileiro Garapa vai além dos limites estáticos da fotografia. São um coletivo multimídia formado por três repórteres fotográficos, reunidos há pouco mais de um ano, para cumprirem as pautas que estão a fim e que – muitas vezes – não cabiam nas páginas dos jornais. Além de potencializar a realização dos trabalhos, a crítica permanente é destacada por eles como grande vantagem do trabalho coletivo.

O Supay Fotos, do Peru, também foi criado em 2007 para documentar e difundir a cultura peruana: as festas, a fé, a força. Os quatro membros são “cholos” e estão vivendo, contando e fazendo a própria história.

Deixei por último o que considerei o melhor trabalho da noite, o do Pandora. Vai ser bom assim mundo a fora! É um coletivo com características extremamente globais, focado num tema único: o ser humano. A produção de cada trabalho do Pandora é praticamente individual, da pauta a pós-produção. O conteúdo social é o que une os seis fotógrafos da agência, criada há um ano, para contar histórias que acontecem em diferentes cantos do planeta.

Forma de organização contemporânea (e da modinha), apesar do trabalho reunido sob um nome único, parece sobrar bastante espaço para a individualidade nos coletivos, ao menos nos citados acima. Enquanto descobrem as formas mais adequadas de trabalho conjunto, o pessoal parece bem satisfeito com o aprendizado e os resultados já conquistados.”

www.mondaphoto.com
www.supayfotos.com
www.garapa.org/
www.pandorafoto.com

Safári na Paulista

A dica é do Milton Jung e a recebi via twitter. Reproduzo o texto do post porque o blog dele não tem link permanente para cada texto (vai entender essa política das grandes empresas de comunicação):

“O fotógrafo profissional e professor Eduardo Miguel Garofalo convida para um passeio pela Avenida Paulista, neste sábado, às três e meia da tarde. A intenção é que o cidadão com sua câmera na mão – e não precisa ser profissional – se dê a oportunidade de conhecer os detalhes da avenida no momento em que a região está decorada para o Natal. O material registrado será depois apresentado em exposição organizada por Garofalo.

Para quem aceitar o convite, faça sua reserva, de graça, pelo telefone (011) 4121-3120″

O fotógrafo invisível

Roda Viva da coxia Roda Viva da coxia

Nesta segunda, dia 8, fui convidada a fotografar o programa Roda Viva, da TV Cultura. O tema eram os direitos humanos no Brasil e o convidado, o ministro Paulo Vannuchi.

Fui para a Cultura com um frio na barriga, pois foi minha primeira cobertura oficial como fotógrafa. Sempre fotografo, mas nunca com a obrigação de apresentar algo que preste. Se sair bom, ótimo, se não der em nada, não deu.

Espantei o nervosismo com uma conversa fiada com o motorista do táxi sobre os últimos 35 anos da Freguesia do Ó. Depois, cliquei freneticamente e postei mais de 60 fotos. Publiquei mais de uma foto por minuto do programa. Tudo ali no calor da hora, ao vivo.

Se tirei boa nota no quesito “dedos nervosos”, como fotógrafa eu ainda sou boa escritora, algo assim. Nenhuma imagem ficou uma maravilha, nenhuma fala e vale por si. No entanto, fiquei satisfeita com a coleção, que você confere no set Roda Viva do meu Flickr.

Voltei para casa feliz da vida, pensando que só falta eu conseguir pagar as contas fazendo essas coisas de que gosto. Minha familiaridade com Twitter, Flickr, bastidores de TV e entrevistas ajudaram, eu estava no meu metier.

O programa teve uma transmissão experimental participativa, que você pode conferir no Radar Cultura.

Os convidados das redes sociais (Twitter e Flickr) responderam previamente, por e-mail, o que acham dessa modinha de viola. Veja o que dissemos: eu, Milton Jung, Rodrigo Savazoni e Hernani Dimantas.

Fotógrafo invisível

Aprendi uma coisa: fotógrafo é invisível. O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, foi muito simpático com todos, cumprimentou um a um os que estavam nos bastidores. Eu, com minha câmera gigantona na mão (equipamento profissional, nada de camerazinha dessa vez), acenei umas duas vezes com a cabeça para cumprimentar o ministro, que não percebeu.

Fotógrafo é aquele verbo “registrar”, aquele substantivo “imprensa”, aquela impressão de “lá vêm eles”, aquele comportamento de cardume e instinto de cão perdigueiro. Fotógrafo não é, naquele momento do clicar, uma pessoa, um jornalista, um convidado.

Na próxima, antes de sair roubando imagens e a alma de um ministro, vou me apresentar ou vou cumprimentá-lo e pedir licença, se puder.

Flickr também é astronomia

IC434, The Horse Head & The Flame IC434, The Horse Head & The Flame

Lightclad não é o Hubble, mas ele tira fotos da Terra que poderiam vir de viagem espacial.

Veja mais fotos do Lightclad, seu nickname no Flickr, aqui.

E o Paraíso foi roubado na Praça Ramos

Essa é boa. Fizeram um buraco na porta e levaram a foto do paraíso. Se você não leu o post anterior, é o seguinte: OPOVOEMPÉ, um grupo de intervenções urbanas que instalou portas em alguns pontos da cidade, usou essa foto minha, tirada na Chapada Diamantina, para o olho mágico da porta deixada no meio da Praça Ramos de Azevedo, coração do centrão. Você olha pelo olho mágico, encontra essa visão.

Alguém gostou tanto, mas tanto, dessa foto, que abriu um buraco na obra, parte da mostra Sesc de Artes. O olho mágico virou um rombo de canhão sem paraíso nem nada, só a saudade.

Fico lisonjeada, no fundo, no fundo. Algum elemento gostou tanto da foto a ponto de fazer um furo na madeira para roubar a imagem. Eu e a Cris Esteves, que dirige OPOVOEMPÉ, demos risadas de emoticons ontem à noite, quando conversávamos muito rapidinho pelo skype. Em Santo Amaro, no Largo 13, a prefeitura levou a porta, mesmo com permissão para a intervenção fora do esquema Cidade Limpa.

Cris e eu estamos como o coelho da Alice: é tarde, é tarde, é tarde é muito tarde, dizemos e nos despedimos.

Revelando SP

Corre Corre

Começa agora dia 12 o evento Revelando São Paulo, no parque da Água Branca. Fica até dia 21.

Se possível passe lá durante um dia de semana, quando é viável ver barraquinhas, ouvir alguma atração musical e ainda aproveitar a onda pacífica do parque. No fim de semana, a multidão rouba essa dimensão humana do interior paulista que vem passear na “capitar”.

Ano passado fotografamos uma cavalhada de São Luís do Paraitinga e foi genial. Para quem gosta de fotografia, a programação é mamão com açúcar. Ou rapadura com pinga, melhor dizendo.

Águas de março

Na estrada Na estrada

“São as águas de março fechando o verão/ É promessa de vida no teu coração.”

Fotografei sábado e registrei as águas de março fechando o verão, algumas horas antes de elas desabarem em forma de tempestade com raios. Deixaram para a lua cheia da Páscoa apenas uma breve aparição.

Tom Jobim era uma simpatia, um figura. Entre tantos músicos que entrevistei, ele pertence ao grupo dos gênios de grande porte.

“É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira”

Viajei para Campos do Jordão para a abertura de um festival de inverno especialmente para conversar com Tom Jobim sobre a criação da Universidade Livre de Música, da qual ele era patrono. Isso foi em mil novecentos e bolinha. Ele me enrolou um tanto, mas eu não estava com muita pressa mesmo. Nossa conversa acabou sendo rápida, muito rápida, constato hoje, no camarim do Auditório Cláudio Santoro. Tom embrulhado em cachecol e na nuvem de fumaça do charuto. Uma grande figura.

Novos talentos da fotografia na Ímã

Catedral da Sé Catedral da Sé

O autor dessa foto, mestre Renato Targa, e outros alunos de um grande mestre, Walter Firmo, mostram a colheita de imagens feita durante os cursos “Universo da Cor” e “Fábrica de Idéias” em uma exposição coletiva. Tem festa na inauguração da mostra, nesta sexta, dia 29, a partir das 20h. Além das ampliações nas paredes, veremos fotos projetadas. Pelos fotógrafos que participam, difícil achar algo mais ou menos ali. Gosto muito do trabalho deles. Os alunos de Vera Albuquerque também estão na mostra.

FLYER da Expo Universo da Cor

Veja as fotos da mostra

Basta clicar no nome do fotógrafo: Aline Moura, Antonio Carlos Espilotro, Bianca Vasconcellos, Fabio Pazzini, Franco Hoffchneider, Gleice Bueno, Giuliana Monteiro, José Sylvio, Lígia Vargas, Renato Targa, Rodrigo Galvão, Rony Costa.

Mais fotos da mostra

Seleção de Walter Firmo: Fábrica de Idéias

Festa para os olhos

Abertura: 29 de fevereiro, sexta, a partir de 20h

Íma Fotogaleria: www.imafotogaleria
Rua Fradique Coutinho, 1.239, São Paulo, Vila Madalena
Tel: (11) 3816-1290

« Previous PagePróximos posts »