Minhas impressões das instalações de Iole de Freitas e de Carlito Carvalhosa na Pinacoteca de São Paulo. A de Carlito Carvalhosa tem um nome lindo: A Soma dos Dias. Você passeia por ela e se sente bem, aéreo. A instalação de Iole de Freitas é bacana. Dialoga com a arquitetura da Pinacoteca, agradável revelação.
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Fotografar o ar
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Fotografia: prêmios Syngenta e HTTPpix
Você pode participar de dois concursos de fotografia, com inscrições ainda abertas. Copio as informações do material de divulgação:
Syngenta
Inscrições até 20 de junho.
O tema é “dar vida ao potencial das plantas”. Os vencedores receberão como prêmios equipamentos da Canon nos valores de US$ 8 mil, US$ 5 mil e US$ 3 mil para os três primeiros colocados. Podem se inscrever tanto fotógrafos amadores como profissionais.
As imagens devem explorar temas relacionados à agricultura moderna, incluindo paisagens, plantas, comunidades e tecnologias.
HTTPpix
HTTPpix é um festival de fotografia on-line que acontece via Flickr. Inscrições até 14 de junho. Prêmios de R$1.500,00. O tema é “Carregue sua Marca”. Veja as fotos no grupo HTTPpix
O HTTPpix convida o público a discutir de forma criativa o consumo e a “gift economy” (economia de doação). Além disso, pretende dar visibilidade a fotógrafos e artistas visuais brasileiros ou residentes no país e ampliar o repertório estético dos usuários da Internet.
O Festival acontece no Flickr e está aberto a participantes de todo o país, sem limite de idade. Três finalistas ganharão prêmios de R$1.500 cada. HTTPpix é uma realização do Insituto Sergio Motta e da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com apoio do Yahoo e da Agência Click.
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Uma kombi chamada Alice
Histórias de Alice é o nome do projeto de dois fotógrafos que conheço.
Como eu, eles têm vontade de rodar pelo Brasil, conhecer o país, fotografar, relatar a viagem. Eles, muito mais espertos que euzinha, já colocaram em prática o desejo.
Embarcam em 2010 para uma viagem de três anos (são os planos) nessa Kombi simpática, que até chuveiro quente possui. O nome da fofa, equipada com pia, varanda, conexão para eletricidade e outras comodidades, é Alice.
Franco e Inês explicam que o projeto tem proposta de inclusão por meio de contos (literatura), fotografia e cinema.
“Histórias de Alice nasce da decisão do casal de fotógrafos Inês Calixto e Franco Hoff de sair em viagem pelo Brasil a bordo de uma Kombihome (a Alice), fotografando histórias narradas por pessoas simples, investigando seu modo de ser e de viver.
Tem a pretensão de trabalhar a inserção cultural de comunidades do interior do Brasil, em três linguagens: a literatura, o cinema e a fotografia. Ao mesmo tempo compor uma coletânea de causos narrados pelos protagonistas (pessoas do lugar onde visitarmos) registrando seu modo de ser e fazer cultura.”
As saudações
Boa viagem meninos! Cuidem bem do seu Chico!
(Chico é o nome da marionete que acompanha os dois. Boa idéia para estar em boa companhia)
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Suíços do Brasil no Memorial do Imigrante

Foto: Acervo Memorial do Imigrante
Trabalhei no projeto da exposição Suíços do Brasil, que será inaugurada em 3 de outubro, um sábado, no Memorial do Imigrante e permanecerá ali até 2 de novembro. Depois, seguirá para outras cidades brasileiras onde a imigração suíça deitou raízes.
Quem for ao Memorial do Imigrante pode aproveitar para dar uma voltinha na antiga locomotiva que ainda circula nos finais de semana nessa antiga hospedaria. Ali ficavam os imigrantes por alguns dias, antes que serem “despachados” para as plantações de café.
Escrevi os textos, fiz a pesquisa iconográfica e parte da pesquisa histórica da exposição. Fui surpreendida pelo que aprendi. Desconhecia que os suíços, assim como os italianos, migraram em massa para o Brasil impelidos pela fome e a crise econômica de seu país natal. Conhecia apenas a versão mais sofisticada da viagem, opção de artistas, intelectuais, cientistas e empresários.
Viajei pela história da ciência ao escrever sobre Emílio Goeldi, do Museu Paraense que hoje leva seu nome, e Adolfo Lutz. Foi gostoso falar de Guilherme Gaensly, o fotógrafo que retratou a avenida Paulista na época dos barões. As imagens dos casarões da Paulista na época em que era uma pacata área de chácaras sempre foram de minha predileção, sempre suspirei ao ver fotos de Gaensly, tão lindas. Foi um prazer receber um email recheado de fotos de Claudia Andujar, falar com artistas, professores, instituições, mergulhar em mil fontes.
Abaixo, copio o texto de divulgação.
Suíços do Brasil – press release:
Realizada pela Embaixada da Suíça no Brasil e pelo Consulado Geral da Suíça em São Paulo, a exposição ‘Suíços do Brasil’ – que acontece de 3 de outubro a 2 de novembro, no Memorial do Imigrante, revela pela primeira vez, num conteúdo histórico e biográfico, um panorama da presença suíça no Brasil.
Para comemorar o Dia Nacional da Suíça, 1º de agosto, a exposição foi inaugurada em Indaiatuba, na Colônia Helvetia, fundada em 1888 por imigrantes que vieram trabalhar nas fazendas de café da região. Cerca de 8 mil pessoas visitaram a mostra, que chega agora a São Paulo.
Numa iniciativa da agência Presença Suíça, a exposição Suíços do Brasil é composta por módulos que percorrem a história da presença suíça no país, destacando perfis de 21 personalidades que tiveram e têm uma importante participação na sociedade brasileira. O projeto apresenta também depoimentos em vídeo de suíços que vivem no Brasil.
A exposição integra o programa Laços Suíços na América Latina, que até 2010 vai celebrar a história suíça nos países que receberam grande número desses imigrantes e ainda mantêm fortes vínculos culturais e econômicos com a Suíça.
Organizada a partir de material levantado em pesquisa histórico-biográfica, a exposição mostra os laços entre os dois países e resgata a história das relações suíço-brasileiras, que vêm se renovando e permanecem vivas até hoje.
Dentre os perfis individuais de personalidades suíças ligadas a áreas como literatura, ciência, engenharia, música e artes plásticas, estão o sanitarista Adolfo Lutz, a fotógrafa Claudia Andujar, o poeta Blaise Cendrars, o artista gráfico John Louis Graz, os engenheiros Robert Mange e Erich Meili, o cientista Emilio Goeldi, o músico Anton Walter Smetak e os artistas plásticos Dias e Riedweg.
Artesãos do Corpo em foto na Galeria Olido
Exposicao na Galeria Olido – Sao Paulo SP
O fotógrafo Fábio Pazzini expõe a partir de sexta, dia 5, fotos do grupo Artesãos do Corpo na Galeria Olido. Os bailarinos/atores são uma das paixões de suas lentes. Fábio adora falar sobre o dia em que todo mundo ficou pelado, o dia em que isso e aquilo. São dez anos de palco, rua e fotos, explica ele.
Amigo, dessa vez acho que não vou conseguir aparecer… Beijos de blog, então. E suerte.
De 5 a 14 de junho
Galeria Olido
av. São João, 473 – Centro – São Paulo – SP
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Fotos de Roger Collet na Reserva Cultural
O fotógrafo francês radicado no Brasil Roger Collet inaugura nesta quinta, dia 4, às 20h, exposição na Reserva Cultural. “Re-membrar” é sua primeira mostra no Brasil e traz imagens feitas em Higienópolis e no jardim de sua residência em São Paulo. Pela amostra que vi, as fotos tem cores vibrantes e formas geométricas.
A veia artística é de família. Roger é irmão de Nicole, jornalista que conheci na ECA/USP. Ambos são filhos de Christine Yufon, artista plástica que no passado ensinou boas maneiras a várias gerações de aristocratas e modelos e que hoje desenha jóias enormes, esculturais.
Re-membrar fica de 5 a 30 de junho na Reserva Cultural.
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Fotos em preto e branco na Pinacoteca
Foto: Boris Kossoy, São Paulo, 1970
Boris Kossoy, Cláudia Andujar, Carlos Moreira, Cristiano Mascaro, Fernando Lemos, German Lorca e Thomaz Farkas: com essas estrelas da fotografia a Pinacoteca exibe, a partir de sábado, dia 23, 80 fotos em preto e branco doadas para seu acervo.
Minha intenção é estar na inauguração da mostra, que vai das 11h às 14h do sábado. Além de fã desses olhares em preto e branco, visitar Jardim da Luz e tomar um café em frente às árvores centenárias é um de meus programas favoritos em São Paulo. (Uso o adesivo da Pinacoteca que identifica os visitantes na blusa como uma medalha para meninas espertas).
A exposição fica até 9 de agosto, de terça a domingo, das 10h às 18h. Ingresso combinado (Pinacoteca + Estação Pinacoteca): R$ 4 ou R$ 2. Grátis aos sábados.
ISO para o jornalismo
Recebi um release curioso hoje, da International Organization for Standartization, sobre padrões ISO para o jornalismo e os meios de comunicação.
A conexão peer-to-peer, ou seja, de indivíduo para indivíduo, fica mais fácil, na base do plug and play, diz um dos capítulos da revista da organização: Peer-to-peer connectivity made easy
Você pode ler todos os capítulos desta edição sobre mídia aqui: ISO Focus – April 2009
Fala-se em padrões para a arquitetura das redes, metadados, compressão digital de imagens e vídeo, pdf, enfim, coisas que tornam a vida do usuário possível em uma época em que novas tecnologias crescem como grama no jardim. Além disso, como explica o CEO Reiner Mittelbach, “padrões são importantes para a nossa indústria reduzir custos e esforços”.
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Rescaldo da Campus Party, a quermesse do mundo digital
Levei meu filhotinho de 1 ano no último dia de Campus Party. Foi ótimo. Ele queria mexer em todos os mouses, teclados, cpus e fios que viu. Sei lá como essa nova geração entende o mundo digital, mas tenho a impressão que ele em breve me dará aulas sobre câmeras, celulares e computadores. Ele já sabe “folhear” as fotos que tirei na minha câmera. Aperta a flechinha e volta, imagem por imagem. Fala sério!
Bom, no último dia de Campus Party o Tony de Marco falou sobre o sucesso de sua série de imagens No Logo, que registraram o sumiço da publicidade nas ruas de São Paulo com a Lei Cidade Limpa. Ele comentou algo que faz sentido: depois da lei, a publicidade ostensiva e incômoda migrou para o subsolo, para o metrô.
Ainda na área de fotografia, a Gleice Bueno concluiu o workshop sobre o Olhar Estranho e o Edison Angeloni falou sobre Pin Hole digital, coisa que eu desconhecia. Adorei a paixão dele por traquitanas, por formas de registro simples e esquisitas, tipo barril com furinho, caixa de fósforo com furinho que registra tudo distorcido. Qualquer objeto vira uma câmera na mão de quem entende de pin hole, pelo que entendi. Será que alguém já tentou com uma concha? Na praia, sei lá, as idéias aparecem…
Marijô Zilveti gravou um vídeo para o Pictura Pixel e eu, como sempre muito envergonhada, fiquei megaencabulada diante da lente, pilotada por Hans Georg:
No rescaldo do #cparty ainda entra uma entrevista da Folha Online, que recebi no domingo, via formulário de contato do meu blog, sobre o melhor e o pior do evento. Copio minha resposta (não se sabe nunca o que sobrevive na edição):
1- O melhor da Campus Party é o encontro entre as pessoas. E a rede é feita pelas pessoas. Muitas se conhecem apenas pela internet e tem ali oportunidade de um encontro presencial. Campus Party é uma espécie de quermesse do mundo digital, no qual a comunidade confraterniza.
2- O pior da Campus Party: A cacofonia gerada pela proximidade entre os palcos e o volume do som do palco central. Neste ano, mal se ouviam as palestras, parecia uma feira do peixe onde bom cabrito é o que mais berra.
Fotografia no Campus Party: do zero ao tudo de bom
Somente no início de janeiro que a área de fotografia do Campus Party foi oficialmente criada. A pressa bateu na minha prainha. Renato Targa (meu marido), coordenador da área no evento, topou o desafio binário: do zero ao 1 em poucos dias. O relógio já na contagem regressiva. Tique taque. Dois dias para montar uma grade de palestras e workshoops. Tique taque.
Procurei ajudar. Os amigos fotógrafos-buscadores-estudiosos toparam participar. A rapidez deu frutos. Oficialmente, ainda não é um coletivo, mas é oficialmente feliz esse encontro.
Eu não pude cobrir o evento como gostaria, mas o Fotocolagem faz isso diariamente, veja que bacana: Fotocolagem
Essa mesma foto aqui do post foi parar no blog de um site muito legal de fotografia, o PicturaPixel. Uma cobertura com muitos colaboradores, graças à ação da antenadíssima jornalista carioca Adriana Paiva: Pictura Pixel
O Fore escreveu sobre o segundo dia de fotografia no campus party.
Como eu disse outro dia, o melhor do #cparty são as pessoas e esse encontro feliz.
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