Blip FM é um serviço on-line de música grátis em que você é o DJ e seus amigos ouvem o que você escolher. Seus “amigos” no sentido de comunidade on-line, aquelas pessoas que você adiciona ou que adicionam você, no bom e velho estilo Orkut de relacionamentos pela internet.
A Blip já não é exatamente uma novidade, os convites espalharam-se de forma viral entre os usuários do Twitter há umas duas semanas. Os blogueiros já bateram tambores. Eu é que não tive tempo de recomendar aqui - e recomendo.
O acervo é gigantesco, muito bom. Fico surpresa em encontrar de Pixinguinha às bandinhas novas, indies, hypes, bregas, sul-americanas ou européias. Covers inusitados. Velharias. De Raul Seixas (ai) a Bessie Smith (meu filhote começou a cantar com ela), Muse (não conhecia e gostei ou conhecia e ignorava, como tantas bandas que passam pela gente).
Ouvi Les Negrésses Vertes, uns bagunceiros que eu não ouvia desde que dei meu vinil do álbum de estréia dos caras.
Ouvi Devendra Banhart, aquele cara que foi tão chalerado pelos críticos de música que eu tinha perdido a vontade de ouvir, com medo que fosse mais um “melhor som do mundo da semana”. Spyer me explicou, via Blip, que Banhart passou a infância na Venezuela e por isso tem sotaque espanhol impecável em “Pensando em Ti”, uma música que foi direto para a minha playlist.
Outra coisa interessante da Blip: você programa sua lista e, em um dia de preguiça, pode ouvir só as suas favoritas. A busca é o calcanhar de aquiles. Você digita Tom Waits, por exemplo, e os resultados incluem tudo que existe sobre Tom Jobim e outros “Tons”. Fora isso, a Blip é uma farra. É uma rede social que serve para alguma coisa: descobrir e ouvir coisas legais. Passe lá.

