Dezembro, mês de bazar.
De amigo secreto, de panetone, de calor com sorvete de palito nos escritórios.
Como o iogurte neutraliza a pimenta, uma viagem de férias neutraliza o nervoso do consumo do fim do ano. Do fim do mundo.
Se eu puder, vou até ali e já volto.
Bestar. Como se fosse janeiro, de chapéu, vestido e sandália, como se não existissem tantas providências, tantas confraternizações, tantas compras.
Cuidado, dizia a estátua. O fim (do ano) está próximo.

