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Recursos Educacionais Abertos em livro: notícias do front sobre educação

Breve história da medicina

Doutor, tenho uma dor de ouvido:

2000 a.C. Coma esta raiz.

1000 d.C. Raiz é remédio pagão, faça esta oração.

1850 d.C. Essa oração é superstição. Beba essa poção.

1917 d.C. Esta poção é fajuta, engula este comprimido.

1985 d.C. Este comprimido é ineficaz, tome esse antibiótico.

2000 d.C. Este antibiótico não funciona, coma esta raiz.

(Anônimo)

Com essa comparação bem humorada da “história” da medicina com as soluções para os problemas de educação, Tel Amiel, pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação  da Unicamp, ilustra o território por onde caminha a conversa no livro Recursos Educacionais Abertos: Práticas colaborativas e políticas públicas.

Organizado por Bianca Santana, Carolina Rossini e Nelson De Luca Pretto, o livro foi lançado durante um simpósio realizado na Casa de Cultura Digital, em São Paulo. Está disponível sem custo nenhum para leitura on-line e download. Reúne autores que pensam a educação lá do front das inovações.

É bom ouvir seus relatos do front, os textos têm sabor de pensar de um jeito novo. Como nessa história da medicina, ninguém traz única solução mágica para garantir educação com qualidade. Nem a internet salva.

Novas mídias, antigos anseios

REA fala em tornar acessível pela internet, de graça, todo o material didático. Acessível e aberto para remixagens, alterações, coautorias.

O livro não trata de novidades para a educação em termos de traquitanas tecnológicas. É isso, é também isso e bem mais que isso. O papel da internet na informação e comunicação entra na pauta, embrulhado por perguntas sobre como universalizar a educação, garantir a qualidade, qual a importância da escola na educação. A escola é o centro? A escola é necessária? A tecnologia resolve alguma coisa? Resolve o quê?

Novamente empresto um trecho de Tel Amiel sobre o que é Educação Aberta:

“Fomentar (ou ter a disposição) por meio de práticas, recursos e ambientes abertos, variadas configurações de ensino e aprendizagem, mesmo quando essas aparentam redundância, reconhecendo a pluralidade de contextos e as possibilidades educacionais para o aprendizado ao longo da vida.

A definição acima parte de um conceito nascido no âmbito da educação a distância conhecido como blended learning[2]. O modelo surgiu na busca pela sinergia entre o ensino a distância e o ensino presencial, buscando configurações de ensino que melhor pudessem satisfazer os interesses de alunos e professores, levando conta preferências de aprendizagem, tempo disponível, entre outros fatores. Não se trata, portanto, de pensar em quais novas mídias, sistemas ou técnicas podem suplantar modelos de ensino vigentes. Neste fértil e produtivo embate entre modelos sedimentados e emergentes, encontram-se oportunidades para configurações cada vez mais complexas de ensino e aprendizagem, que possam satisfazer a real diversidade de alunos e professores, nos mais variados contextos e condições. (AMIEL, 2011b)”

Todo material didático vai para a rede:

Educação Aberta, o site: educacaoaberta.org/rea

Recursos Educacionais Abertos: Práticas colaborativas e políticas públicas, o livro: livrorea.net.br

Alfabetização grafite

Alfabetização grafite by Ana Carmen Alfabetização grafite

Não tem F nessa parede.

edX: Harvard e MIT juntos oferecem cursos online grátis

A Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) uniram-se no edX, instituição sem fins lucrativos, para oferecer cursos online grátis. São dois dos maiores centros de conhecimento e tecnologia do mundo, vizinhos em Cambridge, nos Estados Unidos, e muitas vezes rivais na pesquisa, que investem no projeto US$ 60 milhões de dólares porque “a educação a distância pode mudar o mundo”.

Anant Agarwal, diretor do laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT escolhido para ser o primeiro presidente do edX, anuncia: “Nosso objetivo é atingir um bilhão de pessoas”.

Não será difícil. Neste ano, 120 mil se inscreveram no curso de introdução aos circuitos e eletrônica oferecido pelo recém-criado MITx, que permite aos estudantes obter certificados com e-learning. Na metade do curso, 20 mil alunos ainda participavam ativamente.

Experiência interativa

Os cursos do edX começam no segundo semestre, com um formato que promete ser inovador e interativo, com tutores para acompanhar os estudantes. “Esperamos transformar a experiência de aprendizado on-line”, foi anunciado durante o lançamento.

Trata-se de um experimento que envolve várias frentes, da tecnologia ao conteúdo e práticas pedagógicas. O edX vai expandir as fronteiras do e-learning e será uma experiência genuinamente diferenciaida, garante Susan Hockfield, presidente do MIT. Apertem os cintos, disse Hockfield, repetindo o mesmo tom rumo-ao-infinito.

A plataforma de e-learning nasce com código aberto para que atrair a colaboração de desenvolvedores interessados em aperfeiçoá-la. Uma característica importante para selar o sucesso do projeto.

Eu quero

Minha experiência com e-learning não é tão boa assim. Cursei por alguns meses um MBA sobre assuntos do mundo digital e sofri, desacostumada a tantas horas de teleconferência e conteúdo mal adaptado aos propósitos. Desisti do curso e demorei anos para me interessar novamente por aulas on-line.

Hoje, quando participo de webinars, workshops, palestras etc via internet, me percebo dispersiva, consultando outras páginas ao mesmo tempo em que o áudio segue, perdendo as imagens pouco atraentes de alguém sentado em uma escrivaninha ou exibindo slides. Isso é chato mesmo, convenhamos. Essa dificuldade em manter a atenção na telinha pode ser também um defeito da minha geração, que não nasceu teclando.

O desafio que Harvard e Mit aceitaram é interessante, pelo porte da encrenca e pelos resultados que pode alcançar, dado seu poder e sua declarada inclinação ao experimental e às inovações. É claro que tudo isso fica restrito, por enquanto, aos fluentes em inglês. Não chega a ser o fim do mundo, mas é elitista do nosso ponto de vista brasileiro. De qualquer forma, se puder, vou experimentar.

Deixo aqui a dica, que nem é notícia do dia (o anúncio do projeto foi no início de abril) porque tenho a intenção de registrar as boas coisas on-line que são grátis.

Edx: www.edxonline.org

 

Mundo digital para professores: o material didático que caiu na rede

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Material didático grátis e disponível na internet para que professores se preparem melhor, façam projetos mais interessantes com seus alunos e não tomem um caldo completo nas aulas relacionadas com o mundo digital. Material multimídia para os tablets que serão distribuídos pelo governo para escolas públicas.

São muitos os projetos lançados recentemente. Destaco alguns:

1- Coleção Ensinar e Aprender no Mundo Digital

Produzida pelo Cenpec, essa coleção de 5 ebooks traz “propostas didáticas para incorporar as tecnologias ao currículo escolar a partir de uma abordagem interdisciplinar.

Os fascículos estão licenciados em Creative Commons (CC) e podem ser copiados e reproduzidos”. Já disponíveis:

Fundamentos para prática pedagógica na cultura digital

Arte e Cultura: o audiovisual

Sujeitos, espaços e meio ambiente: redes virtuais

Resolução de Problemas: interpretação de dados

2-  Recursos Educacionais Abertos, REA

Nos sites do Projeto REA Brasileducaçãoaberta.org/rea você encontra referências e documentos para usar em sala de aula. Além disso, informações sobre os vários  congressos e encontros acadêmicos ligados a REA (na Unicamp e no Mackenzie SP, entre outros) que aglutinam a militância a favor de políticas e mudanças de comportamento para deixar disponível na internet todo o material didático possível, principalmente aquele usado em escolas públicas. A compra de tablets turbina esse debate.

Wiki Educação Aberta, um espaço colaborativo, tem uma seção “Repositório” apontando para os mil lugares com material didático. Fato: professor tem de ser valente para pesquisar e achar o que precisa.

Depoimentos de quem usa cria, usa e compartilha Recursos Educacionais abertos aqui.

 

3- Música na Escola

“Escutar. O verbo mais utilizado e praticado neste projeto”, anunciam os autores, financiados por leis de incentivo e atentos à volta do ensino de música às escolas do ensino básico.  Projeto multimídia, como não poderia deixar de ser.

4- Mais de 60 livros, manuais e cartilhas sobre cultura digital, mídias e educação disponíveis on-line

5- Nos EUA: o New York Times fez reportagem com o título Recursos Abertos: Transformando a maneira de transmitir conhecimento

Kit de ferramentas da internet para educação

jazzy & stoned jazzy & stoned

Um link precioso da Barbara Dieu que pesquei esta semana: wiki com uma lista de ferramentas que professores e alunos podem usar para estudar e ensinar.

“A aprendizagem ocorre a todo momento, em um movimento contínuo e não linear”, lembra ela. A gente às vezes bobeia e esquece.

De quebra, Bee dá uma aula sobre ambientes de aprendizagem nessa apresentação.

Criança, a alma do negócio

Esse trailer é do documentário “Criança, A Alma do Negócio” de Estela Renner e Marcos Nisti.

Estou curiosa para ver a íntegra do projeto, que encontra repercussão entre as minhas neuras. Começo a sentir na pele a pressão para transformar meu filhinho em uma “criança normal”, que tem pilhas de brinquedos eletrônicos, que conhece todos os Backyardigans etc.

Cadê os contos de fada, as cantigas de roda, as canções folclóricas nessa pilha de atividades modernésimas? Todo mundo preocupado com a melhor escolinha porque ela é também a única salvação?

Renato reparou outro dia que as crianças conhecem o Príncipe Encantado como um vilão, por causa de Shrek. Que confusão, que mundo muito, muito, muito longe daqui.

Assista aqui a Criança, a Alma do Negócio.

Assista às histórias do poder

Percorrer cem anos da história da política brasileira é uma verdadeira expedição ao nosso DNA histórico. Imagine que isso está disponível na web, onde você pode assistir aos cinco episódios de Histórias do Poder. Dirigidos por Max Alvim e Nelma Salomão, os vídeos mergulham em um gigantesco acervo de vídeos e fotos de momentos-chave, que podem nos ajudar a entender como chegamos onde chegamos, de onde viemos e, além do mais, quem são estes caras que viram nome de ruas, avenidas e aeroportos.

Interessante para professores, alunos, para quem nasceu antes, durante e depois da ditadura militar, das Diretas Já ou do Impeachment.

“Com o objetivo de promover o conhecimento, a reflexão e a pesquisa acerca da história política brasileira, a série de documentários Histórias do Poder – cem anos de política no Brasil (1900 – 2000) apresenta um mapeamento do comportamento político do país e mostra os bastidores do poder através de depoimentos de alguns dos principais protagonistas e estudiosos da história política brasileira do século XX”, diz a apresentação do projeto.

Uma dica: costumo usar o Firefox como browser e tive dificuldades em assistir aos vídeos, superadas quando apelei para o Internet Explorer.

Números da internet no Brasil batem recorde

Somos malucos por internet e os números comprovam essa paixão dos brasileiros.O crescimento em fevereiro, um mês fraco, de Carnaval, foi 4,5% -56,7% mais do que em fevereiro de 2007. Copio o press release do Ibope//NetRatings, empresa que faz a medição da audiência residencial da internet em 10 países e traz uma análise comparativa:

Internet atinge seu maior patamar no Brasil

Endereços eletrônicos para relação institucional, com informações sobre a empresa e suas política, ganham atenção dos usuários

“O número de internautas residenciais ativos em fevereiro de 2008 cresceu 4,5%, atingindo 22 milhões de usuários, 56,7% mais do que em fevereiro de 2007. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio mensal de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings, com 22h24min, 48 minutos menos do que em janeiro de 2008 e 3 horas e 17 minutos acima do tempo de fevereiro de 2007. Completam a lista dos cinco países com maior tempo médio mensal por pessoa no domicílio os Estados Unidos (19h52min), a França (19h40min), o Japão (18h29min) e o Reino Unido (17h46min).

“A internet brasileira é tão impressionante que atingimos o maior número de usuários residenciais ativos em fevereiro, mês tradicionalmente fraco para a internet: 1) mês com menos dias, portanto, com menos possibilidade de navegação; 2) mês com o período de Carnaval, também com menor possibilidade de acesso residencial, pois muitos usuários viajam durante esse período. Além do recorde, vivemos o maior boom de crescimento desde o início das medições no País”, afirma Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings.

As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em fevereiro, comparando com janeiro, foram: “Educação e Carreira”, impulsionada tanto pelos sites de educação, quanto pelos endereços ligados à carreira profissional, com crescimento de 14,4%, atingindo 10,8 milhões de internautas, “Informações Corporativas”, que cresceu 10,3% e recebeu 8 milhões de visitantes únicos, “Notícias e Informações”, com 9,3% de aumento, com visitas de 14,4 milhões de pessoas, “Governo e Empresas sem Fins Lucrativos”, que cresceu 8,3% em número de usuários, atingindo 10,3 milhões de brasileiros, além de “Telecom e Serviços de Internet”, cujo crescimento no período atingiu 8%, recebendo a visita de 20,3 milhões de brasileiros.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 56,7% em número de usuários no período, algumas categorias cresceram muito mais: “Viagens e Turismo” (99,6%), “Informações Corporativas” (91,7%), “Casa e Moda” (86,1%), “Notícias e Informações” (66,7%) e “Governo e Empresas sem Fins Lucrativos” (66%).

“Destaco os números da categoria “Informações Corporativas”, que foi a segunda em crescimento em número de usuários, mas a primeira em aumento de visitas por pessoa em ampliação do tempo gasto por usuário. Isso pode indicar que é cada vez maior a importância da internet na comunicação institucional, fornecimento de informações sobre a empresa, suas ações na comunidade, seu atendimento ao cliente on-line, ou seja, estamos observando a transferência do contato cliente/empresa para as páginas da internet”, afirma Magalhães. “Esse movimento amplia a importância do ambiente on-line para as empresas, passando de um ponto de exibição do portfolio da empresa para um canal de relacionamento”, complementa o gerente.

Para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc), o IBOPE//NetRatings atualizou o número do total de pessoas com acesso à internet, atingindo 40 milhões de pessoas, também o maior patamar desde setembro de 2000, início das medições no país. Esse número é relativo ao quarto trimestre de 2007, que inclui pessoas com 16 anos de idade ou mais. Também trimestral, o total de pessoas com acesso residencial à internet em fevereiro de 2008 atingiu 34,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais, número 54,1% maior que o do mesmo período do ano anterior.”

Qual é a fonte de sua informação?

Blogs são fonte de informação, digo nesse trechinho da apresentação Mundo Blog na Educação, feita para professores sobre o uso da ferramenta em sala de aula. Ela tem roteiro sugerido pela coleção de livros Conquiste a Rede. Falo sobre o fenômeno do blog como fonte de informação, característico do século 21:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=XtcREaLNSJo[/youtube]

Blog que criamos com os professores que participaram da oficina: webduca.blogspot.com

Sabadão de Campus Party

soninho soninho

Canseira. Essa maratona de oficinas de blog para professores teve início na terça-feira. Hoje, sabadão de Campus Party, o cansaço começa a pesar. Nossa, que semana comprida! Nossa, quanta coisa cabe em alguns dias. Nossa, como falar muito cansa. Nossa, como ar-condicionado faz mal para a voz.

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