“O número de internautas residenciais ativos em dezembro de 2007 ficou em 21,4 milhões de indivíduos, 48,4% mais do que em dezembro de 2006 e 0,7% menos que no mês de novembro. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings, com 22h59min, 5 minutos menos que em novembro de 2007 e 1 hora e 20 minutos acima do tempo de dezembro de 2006. Completam a lista dos cinco países com maior tempo por pessoa no domicílio a França (20h34min), os Estados Unidos (19h47min), a Alemanha (19h00min) e o Japão (17h46min). (Itália, Espanha e Reino Unido ainda não divulgaram seus dados de dezembro de 2007).

As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em dezembro, comparando com novembro, foram: “Ocasiões Especiais”, basicamente alavancada pelo envio de cartões de Natal, com crescimento de 23,2%, atingindo 4,2 milhões de internautas, “Automotivo”, que cresceu 6,3% e recebeu 3,4 milhões de visitantes únicos, “Casa e Moda”, com 3,6% de aumento, com visitas de 7,1 milhões de pessoas, “Finanças, Seguros e Investimentos”, que cresceu 3% em número de usuários, atingindo 8,5 milhões de brasileiros, além de “Comércio Eletrônico”, cujo crescimento no período atingiu 2,5%, recebendo a visita de 12,2 milhões de brasileiros.

“Considero como mais relevantes os números do e-commerce”, afirma Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings. “Especialmente porque há dois recordes envolvidos em seus números:

1) pela primeira vez, desde setembro de 2000, quando o IBOPE//NetRatings iniciou suas medições no País, a categoria “Comércio Eletrônico” ultrapassa a barreira dos 12 milhões de visitantes únicos residenciais, o que por si só já é uma marca importante;

2) mas, principalmente, porque é também a primeira vez que essa categoria atinge o alcance de 57%, ou seja, quase 60% do total dos internautas residenciais ativos visitaram algum site de e-commerce.

O crescimento do alcance indica que o “Comércio Eletrônico” cresce mais que a própria internet, que por sua vez, apresenta índices inéditos de aumento de sua base de internautas. São números excelentes, que devem corresponder a números recordes também no número de transações e valores transacionados no período de festas”, complementa Magalhães.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 48,4% em número de usuários no período, algumas categorias cresceram muito mais: “Automotivo” (70,4%), “Casa e Moda” (70,1%), “Viagens e Turismo” (55,6%), “Computadores e Produtos Eletrônicos” (50,9%) e “Entretenimento” (50,8%).

Para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc) o IBOPE//NetRatings continua indicando a marca de 39 milhões de pessoas com acesso à internet, número relativo ao terceiro trimestre de 2007, que inclui pessoas com 16 anos de idade ou mais.

Também trimestral, o total de pessoas com acesso residencial à internet em dezembro de 2007 continuou a totalizar 32,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais, número 45,5% maior que o do mesmo período do ano anterior.”

Quer dizer quer…

1- Publico o press release do Ibope NetRatings ipsis literis em meu blog no mesmo dia em que ele é divulgado porque é uma forma de organizar dados que às vezes nem no próprio site do Ibope encontro. Uma boa razão, convenhamos.

2- Mas concordo com o Juliano Spyer quando ele chama atenção, em seu blog Não Zero, para as possíveis leituras que podemos fazer a partir dessa cintilante presença brasileira na web como o país que faz uso mais intensivo da web nas residências (”continuamos a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings).

Diz Spyer, “O brasileiro navega mais na internet. E daí? … Sim, a internet é superbacana, mas pode haver razões menos românticas para esse resultado. Por exemplo, a falta de interesse pela leitura. Ou talvez o custo de assinatura de TV a cabo em relação a uma conexão à rede, justificando que a primeira seja preterida em benefício da segunda?”

3- Trabalhei algum tempo com quem compila esses dados. O Alexandre Magalhães e toda a equipe do NetRatings do Brasil sempre disseram que o brasileiro quando tem acesso à internet, pira, faz uso intensivo, fica mais tempo, adora interação. Que a razão pura e simples para se destacar nas estatísticas é essa afinidade. Nunca soube de outro motivo - baixa escolaridade, desinteresse pelos livros por exemplo. Eu adoraria saber mais. Quem souber, me conte, por favor.