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Gravadoras unem-se ao MySpace

Deu no New York Times: MySpace junta-se à Universal, Sony e WEA em site de música. É o “mais novo esforço da debilitada indústria musical para conter o declínio de suas perspectivas”, segundo o jornal.

Pelo que eu entendi, o serviço é gratuito e paga-se com publicidade. Em troca dá streaming, listas personalizadas, grupos de amigos e download. Fala-se em cobrar uma assinatura mensal para download ilimitado.

“Chris DeWolfe, executivo chefe do MySpace, uma divisão da News Corporation, descreve o serviço, que será apresentado no fim deste ano, como um lugar só para toda a música, nas suas variadas encarnações digitais.”

Se as gravadoras não podem combater o download irrestrito, juntam-se a ele, inexoravelmente.

Bonito ser testemunha de algumas mudanças muito rápidas. Comecei a trabalhar justamente nessa área: primeiro tive um programa de rock no rádio, depois pesquisei música no Centro Cultural São Paulo, fui produtora da MTV, repórter da seção cultural de dois jornais, cansei as pernas em shows em estádio de futebol e festivais. O negócio todo mudou tão radicalmente, caramba. Não sobrou nada desse império das grandes gravadoras. Posso ouvir sua queda. “Quem te viu, quem te vê.”

‘Grande Sertão: Veredas’ liberado na web

“Viver é um negócio muito perigoso”, escreve Guimarães Rosa em sua obra mais conhecida, “Grande Sertão: Veredas”, lançada há exatos 50 anos. Para comemorar a efeméride, a editora Nova Fronteira experimenta o sabor dessa constatação e oferece a obra para download na web até dezembro de 2006.

Baixe a edição comemorativa de “Grande Sertão: Veredas”.

Imensidade

Editar livros também é um negócio muito perigoso. Você pode reparar que na página onde se faz o dowload da obra há um minutinho para os comerciais da versão impressa. A argumentação soa um pouco desesperada: “Livro é portátil, livro dispensa eletricidade e baterias, livro é o melhor suporte já inventado para o diálogo entre o leitor e o texto.”

Sei, sei. Livro é caro e, a rede, líquida, fluida. Ela cabe nas palavras de Rosa: “aquela terrível água de largura: imensidade”. Água, quando represada aqui, acaba escoando ali por um algum buraquinho. Colocar o livro na rede é ótimo exercício, é aprender o caminho das águas.

Boa companhia

Vale a pena xeretar no portal Domínio Público, Guimarães Rosa está na boa companhia de Machado de Assis, Shakespeare, Júlio Verne e tantos outros na lista de obras que podem ser lidas sem qualquer custo para o internauta.