Deu no New York Times: MySpace junta-se à Universal, Sony e WEA em site de música. É o “mais novo esforço da debilitada indústria musical para conter o declínio de suas perspectivas”, segundo o jornal.
Pelo que eu entendi, o serviço é gratuito e paga-se com publicidade. Em troca dá streaming, listas personalizadas, grupos de amigos e download. Fala-se em cobrar uma assinatura mensal para download ilimitado.
“Chris DeWolfe, executivo chefe do MySpace, uma divisão da News Corporation, descreve o serviço, que será apresentado no fim deste ano, como um lugar só para toda a música, nas suas variadas encarnações digitais.”
Se as gravadoras não podem combater o download irrestrito, juntam-se a ele, inexoravelmente.
Bonito ser testemunha de algumas mudanças muito rápidas. Comecei a trabalhar justamente nessa área: primeiro tive um programa de rock no rádio, depois pesquisei música no Centro Cultural São Paulo, fui produtora da MTV, repórter da seção cultural de dois jornais, cansei as pernas em shows em estádio de futebol e festivais. O negócio todo mudou tão radicalmente, caramba. Não sobrou nada desse império das grandes gravadoras. Posso ouvir sua queda. “Quem te viu, quem te vê.”
