Tem coleção de tudo, até de textos afiados. Achei dois.
No blog do André Forastieri, As regras do Jogo, um post bacana sobre propriedade intelectual que nos explica direitinho o que fazer com os contratos que assinamos com empresas cedendo os direitos sobre nossos textos e fotografias para todo o sempre.
“É uma completa insanidade alguém querer controlar como seus textos/fotos/qualquer coisa digitalizável. A tecnologia não permite proteção eficiente e consumidor não quer. Com toda a admiração que tenho pelas licenças do tipo Creative Commons”, diz Forastieri, “não me meto a querer legislar sobre o uso que você quiser fazer do que está escrito aqui. Até porque não tenho como controlar. E sei disso faz tempo.”
Interessante reflexão vinda de um diretor editorial (PC Magazine, entre outras publicações). Copio abaixo outro trecho desse texto:
Nós não vamos pagar nada daqui pra frente
“A grande pergunta é: os criadores vão continuar produzindo sem a expectativa de retorno financeiro – sem a chance de ficar milionários? Spielberg, os Racionais, escritores, editores, criadores de softwares e games vão morrer de fome? E as empresas de comunicação, vão falir ou vão se reinventar?
Ninguém sabe responder. Mas enfrentar o copyleft, o movimento do software livre e a pirataria é derrota certa. Nós não vamos pagar nada – e cada vez mais gente sabe disso.”
O segredo de se dar bem no mundo digital
“Intercon e um post meio pessoal“, de Alê Nahra, explica aquela sensação de paralisia que se apossa de quem pensa muito antes de fazer porque quer fazer direitinho. Aí aparece um desatinado sem loção e faz de qualquer jeito e se dá bem. Os “revolts” se perdem no diálogo com seu superego artístico enquanto os desatinados mandam bala. Copio um trecho:
“Monetização - lindo se fosse tornar as coisas mais Monet, haha. Mas é tornar as coisas mais rentáveis, fazer dinheiro com a web - com um blog, um site, um aplicativo. Nada contra, eu também adoro ganhar dinheiros. Mas antes de pensar em “monetizar”, os novos gênios jovens do mercado digital precisam primeiro pensar em coisas mais básicas, como criar diálogos que as pessoas querem ter - e não empurrar goela abaixo conteúdo inútil e irrelevante. Tem gente que quer monetizar o blog mas precisa antes é aprender a escrever.
Eu faço parte da turma dos revolts. Sempre fui do contra. Não sou do tipo que tampa o nariz e acredita. Então, tem muita coisa no “mundinho da internet” que me dá dor de estômago. No domingo fui almoçar com o amigo @exucaveiracover, outro revolucionário que não acredita em hypes, e soltamos o verbo. Pelo menos eu não estou sozinha.
Tem um grande amigo meu que um dia me ensinou o segredo de se dar bem em São Paulo, e pode ser também o segredo de se dar bem no mercado digital. Diz ele: “em terra de cego, quem FINGE que tem um olho é rei”. Tem gente que finge tão bem que engana até a si próprio - esse é o segredo. São esses os caras que vão lá e fazem. A minha turma dos revolts deveria aprender pelo menos isso com eles. A gente fica se questionando, duvidando da própria capacidade, e acaba não fazendo nada.”



