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O pug e a cadeira Eames

Pug On Mini Eames Chair Pug On Mini Eames Chair

O design tem seus marcos e essa cadeirinha para descansar ao lado é um deles. Em 1956, depois de anos de pesquisa, Charles e Ray Eames lançaram a “Lounge Chair”, construída a partir de três “conchas” de madeira. Leia mais.

Quanto à foto, ao publicá-la entro em uma espécie de corrente da fortuna que só o mundo digital permite: primeiro, ela apareceu no Flickr da Jennifer Kelly, mas ela não sabe de quem é, diz que “achou online”. Depois, uma outra pessoa, Marv, postou a foto em seu blog. Eu, por minha vez, vi no Ping-Mag. Ela não é Creative Commons e tal, mas depois de tanto rodar o mundo e ter sido visa mais de 12 mil vezes no Flickr, eu topo reproduzi-la aqui, mesmo sem saber autor, porque é muito bonitinha.

Feio e gostoso, linda e disfuncional

Feio e gostoso/Ugly and delicious Feio e gostoso/Ugly and delicious

Sinto-me como aquele dinossauro rosa chamado Barney quando olho para os pés. Não é à toa que o logo do Croc é uma pata de dinossauro.

Durante vários meses observei os pés das crianças: elas adoram, não tiram do pé. Percebi que as meninas enfeitam os Crocs com botões de bichinhos quando o vendendor tentou me empurrar um par. “Se as crianças gostam”, pensei, “deve ser confortável”.

Os meses se passaram, precisei de um novo chinelo, tranquei o senso estético no porão e experimentei um. Que cor? Esse prata pareceu coisa de astronauta, mellhor do que o pé do Barney. Descobri que, além de medonho, ele é muito gostoso. As crianças deram a dica.

Aproveitei e despachei um par de havaianas sem ergonomia e sem cabimento. Lindas e totalmente disfuncionais:

havaiana rosa

Bad hair day, o dia do cabelo ruim

o magro o magro

Foto que tirei no Estúdio Manus. Associar o Magro (Stan Laurel) da foto a um “dia de cabelo ruim” é por minha conta.

“Tentamos trazer em nosso desenho lembranças de algum passado e referências do imaginário coletivo, que se manifestam não apenas nas peças utilitárias como também nos objetos que denominamos Inutilitários, de caráter algo lúdico e de certa forma negando o desenho dito industrial”, dizem os artistas Caio de Medeiros e Daniela Scorza.

Eles têm blog também. Um dos primeiros posts fala de um piquenique em um dia de chuva na praia da Juréia.

Há anos acompanho as criações do Estúdio Manus pela vitrine de seu ateliê, na rua Girassol, que foi também minha rua por 16 anos. Elas são inusitadas, criativas, tudo de bom.
pinguins

Novas peças

Veja as criações mais recentes, como o prato com perninha, no set do Flickr.

Sugestões sobre design brasileiro

Recebi hoje à tarde um e-mail de Charlie Smith, um visitante norte-americano do blog que tem uma loja de móveis nos Estados Unidos. Em português, ele me escreveu para pedir dicas sobre fábricas de móveis no Brasil, e o fez muito bem, fora uns errinhos de ortografia. Ele vem ao país em março. Diz que viu meu blog “sobre design” e que gostaria de sugestões. No entanto, meu blog não é sobre design. Mas…

Ter um blog é interessante. Se você abre uma janela para o mundo, o mundo entra por ela. Aceito o desafio. Embora eu curta design contemporâneo, estou longe de ser expert sobre a indústria de móveis. Não sei quem tem os melhores preços, em quem se pode confiar, quem é ético, quem está preocupado com a preservação do planeta. São coisas que fazem a diferença quando se dá dicas sobre o assunto em um país que exporta móveis e madeiras raras.

cadeiracortada

Minhas sugestões:

1- Vá para o Sul: Rio Grande do Sul State concentra a maioria das fábricas de móveis.

2- Dê uma olhada nos eventos: A indústria brasileira promove um sem número de feiras, congressos, prêmios, mostras. Encontrei uma agenda de eventos na Design Brasil.

3- Preços: Charlie pediu dicas de empresas pequenas e médias, provavelmente por causa dos preços e da exclusividade. Eu lamento pelos preços. Infelizmente, a maioria dos bons móveis não cabem em meu orçamento. Eu diria que 99% não cabem.

4- Marcenaria Baraúna: Adoro o encontro da tradição brasileira com o minimalismo e uma levada contemporânea de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci. Recomendo o “banquinho caipira” criado por eles e à venda na Marcenaria Baraúna: www.barauna.com.br

5- Fernando Jaeger: www.fernandojaeger.com.br Fernando Jaegger, além de ótimo designer e já reconhecido, ainda mantém os preços em níveis sensatos. Gosto de seus sofás e cadeiras.

6- Ecologia: Enquanto a Amazônia diminui, cai bem a idéia de usar madeira certificada. Maurício Azeredo www.mauricioazeredo.com.br foi um designer que descobri ao pesquisar links para Charlie. Ele recicla madeira e usa material de demolição em alguns projetos.

7- Caro e bacana: Etel Carmona www.etelinteriores.com.br

8- Para crianças: Freso

9- Longe do convencional: Marcelo Rosenbaum: www.rosenbaum.com.br

10 - Sofisticado:Orro & Christensen (só madeira certificada): www.ocdesign.com.br e Pedro Useche: www.useche.com.br

11- Outras sugestões : Arcoweb (um bom endereço na web sobre arquitetura e design) arcoweb.com.br/design

12- Um site: Design Brasil - www.designbrasil.org.br

Depois da viagem, adoraria saber o que o Charlie encontrou no Brasil.

PS: Fiz uma versão English do post. Em breve o site terá um cantinho apropriado para texto em ingrêis. Enquanto isso, ficamos assim: Links about Brazilian Designers

Links about Brazilian designers

This afternoon I received an e-mail from Charlie Smith, an American visitor of my blog that has a furniture store in the USA. He wrote in Portuguese, in which he was very well succeeded, apart from some misspellings, to ask for tips about Brazilian furniture producers. He will come to Brazil in a few weeks and he would like me to give him suggestions. He thought my blog focused on design, and it does not. But… Having a blog is interesting. If you open a window to the world, the world comes in. I will try to help my visitor.

Mr. Smith, I feel challenged and I accept your question. Though I am a great enthusiast of the contemporary design, I am far from being an expert on the Brazilian furniture market. I don’t know who has the best prices, who can be trusted, who cares for ethics, who is concerned about the preservation of the planet. These are things that make the difference when you give tips about this subject in a country that exports wood and furniture made of rare species.

cadeira combananas

My suggestions on Brazilian design

1- Go South: Rio Grande do Sul State concentrates most of the furniture industry.

2- Check the events: Brazilian industry promotes a lot of fairs, congresses, exhibitions. It debates strategies for the trade. I found an agenda at the Design Brasil website.

3- Prices: I myself feel very sorry for the high prices. Unfortunately most of the best works do not fit in my budget. Almost 99%, I must say.

4- Marcenaria Baraúna: I love when Brazilian traditions mix with minimalism and a contemporary approach. I admire Marcelo Ferraz and Francisco Fanucci for this. You can find the “caipira bench” (banquinho caipira) created by them at the Marcenaria Baraúna: www.barauna.com.br

5- Fernando Jaeger: www.fernandojaeger.com.br Besides being good and famous, his prices are still OK. I love Fernado Jaeger sofas and chairs.

6- Ecology: Amazon Forest is disappearing and I like the idea of furniture made of certified wood. I found Maurício Azeredo while goggling Brazilian designers: www.mauricioazeredo.com.br and I like his style. He recycles. He works with used and demolition wood in his projects.

7- Expensive and cool: Etel Carmona (in English): www.etelinteriores.com.br

8- For kids: Freso

9- Unconventional: Marcelo Rosenbaum: www.rosenbaum.com.br

10 - Sophisticated:Orro & Christensen (only certified wood, in English): www.ocdesign.com.br and Pedro Useche: www.useche.com.br

11- Other suggestions: Brazilian designers reviewed by Arcoweb (a very good on-line magazine about Architecture & Design): arcoweb.com.br/design

12- A website: Design Brasil (in English) - www.designbrasil.org.br

After his trip, I would love to hear from Charlie Smith what he found in Brazil.

Das Park: um hotel que usa tubulões de cimento

Em Ottensheim, cidade austríaca às margens do Danúbio, prossegue até outubro uma experiência diferente de hospedagem, criada pelo designer Andreas Strauss. É dirigida a espíritos e bolsos despojados. O Das Park Hotel oferece lençóis, cobertor, cama de casal e uma tomada para recarregar eletrônicos e em troca pede aos hóspedes que paguem somente o que acharem que devem pagar, de acordo com o tempo de uso do hotel e de suas possibilidades.

Das Park

Como banheiro, chuveiro e lanchonete pertencem ao parque onde estão os quartos, tudo é muito minimalista. Segundo o criador do projeto, que funciona entre maio e outubro pelo terceiro ano, o Das Park Hotel é uma forma barata de hospedagem que oferece uma experiência de aconchego em um espaço público.

Depois de fazer a reserva, o interessado recebe or e-mail a senha para trancar o quarto e usar o local de armazenagem disponível dentro de um dos três tubulões.

Das Park Hotel

Tem gente experimentando coisas diferentes, comentam aqui em casa. É um experimento para outra cultura, outro hemisfério, penso com meus botões. Começa com um e-mail e termina com elegância. Acho que por aqui não daria muito certo, a começar pelo pagamento da hospedagem. O hóspede deixa a soma no quarto antes de sair.

Dica do Pan-Dan, via Luciana Terceiro.

Da luz

Conheço pelo menos duas pessoas que quiseram viver de luz. Não deu certo.

Lembrei delas quando encontrei essa receita de suco de luz do sol!(??!!)
Agora, descubro como iluminar com potes de luz. É simples, diz a Patrícia Kalil em seu blog. Você compra um pote para picles, instala um led e um sensor que capta a energia solar pela tampa. A explicação está no Instructables. Fica lindo:

Pote de luz

Como pude viver até agora sem um desses?

Como jogar energia em coisas inúteis

Como jogar energia em coisas inúteis: enfeitando a privada.

1- Por módicos 15 dólares, você pode adquirir esse primor:

privada_bebedouro.jpg

OBS: Detesto feira de filhotes em shoppings, supermercados e postos de gasolina na beira da estrada.

2- Coideloco, esse style Mondrian. Saiu na revista de design contemporâneo MocoLoco:

privada_mondrian.jpg