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Comida de Dragão

Veja as fotos da Comida de dragão de Renato Targa

Comida de dragão, tradição dos tempos de Artur. Revigora, alerta todos os sentidos e provoca um incêndio.

Está vendo esse molho tailandês chamado Sriracha, o mais alto da fila? Junte a ele suco de tamarindo, de limão cravo, de limão tahiti, um pouco de cominho, coentro e outras cositas más e terás um incêndio pronto para gravar o nome desse prato em sua língua.

Ha, dirá um baiano. Você não sabe do que está falando. Bem, sei sim.

Preparei uma receita oriental no estilo o-que-tem-na geladeira-e-nas-prateleiras-de-casa mais o que eu trouxe da expedição à Liberdade - um maço de aspargos frescos e cogumelos franceses. Na falta de gengibre, usei cebolinha e salsinha. Acrescentei um pouco de açúcar mascavo e tofu fresco, que é branco, não tem gosto de nada e teve um leve efeito no incêndio.

Comemos com voracidade -a fome continua sendo o melhor tempero. Cheguei à conclusão que foi soberba ignorar as receitas e dar uma de alquimista sem brevê.

- “Nem tudo dá certo”, comentei com a Miki, que é cozinheira, pelo telefone.

- “Um lassi, bebida indiana preparada com iogurte, poderia cair bem com essa comida de dragão”, respondeu a Miki.

- Comida de dragão? Hahaha. Um bom nome.

E assim ficou, um exercício para rir dos próprios erros.

Blogs sobre comida fazem a minha festa

Adoro comer bem e, como boa natureba, adoro ler sobre comida. Tenho preguiça de cozinhar todo dia, sou temporã à beira do fogão. Como ler não dá tanto trabalho, os blogs sobre gastronomia e comida entraram na minha vida para ficar, substituindo as revistas femininas e suas incríveis receitas.

Acompanho o que acontece no Slow Food Brasil, que agora promove um concurso de receitas com batata Chefs contra a fome. Leio as últimas descobertas dos Gastronautas Amadores, descobri o enorme acervo de receitas do Trem Bom, visito o Dadivosa.

Ontem copiei uma receita de Pudding de Banana no Cabeça Gorda da Miki. Hoje encontrei ali um menu do dia criado por ela especialmente para o filme Estômago, vale a pena conferir. Encontrei ainda a enorme lista de blogs sobre culinária que o Kafka na Praia organizou.

Para preparar no almoço de hoje o maço de raízes de bardana (ou gobo, como se diz em japonês) que comprei na Liberdade, apelei para o tio Google e foram os blogs que me deram as dicas. Essa planta incomum, com propriedades medicinais, tem uma raiz saborosa que me lembra o gosto de alcachofra. Preparei-a à moda “comida de mãe japonesa”, como me explicou o Comadre Fulozinha, um site de Pernambuco que vende produtos orgânicos.

Não segui nenhuma receita ao pé da letra, adaptei um pouco o que encontrei e preparei a raiz com cebolinha, shoyu e gergelim torrado. No blog Pecado da Gula, encontrei uma receita mais sofisticada, que ficou para outro dia. A bardana ficou assim:

gobo bardana