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Ronaldo Lemos fala sobre a tensão entre leis e internet

Ronaldo Lemos

Em relação ao direito autoral, a nossa constituição é uma das mais restritivas do mundo, explica Ronaldo Lemos, da Creative Commons Brasil. “A lei brasileira diz tudo o que você não pode fazer, mas ela não explica o que você pode fazer”, diz ele.

Falar em direito digital é entrar em terreno pantanoso, cheio de sombras mal explicadas e extensas áreas a descoberto. Ninguém sabe direito o que pode e não pode fazer na internet. Eu tenho a impressão, por exemplo, de que se comprar um CD na loja, pagar por ele, eu posso copiá-lo para o meu iPod. Mas não posso. Uma professora que participou da oficina sobre uso de blogs na educação durante o Campus Party me disse que tem a impressão de que se for para fins educativos, é permitido reproduzir uma obra. Basta dar os créditos e fica tudo certo. Mas não é permitido.

A legislação brasileira está totalmente defasada em relação às questões do mundo digital. No Brasil, a situação anacrônica soma-se ao fato de que como ninguém sabe o que é permitido, muita gente faz qualquer coisa. Basicamente, tudo é proibido. Não há quem verifique o cumprimento da lei e tudo acaba em pizza. Portanto, nada é proibido?

Ronaldo Lemos é uma das pessoas que pode explicar um pouco mais sobre esse cipoal de questões. Não por coincidência, eu e o Juliano Spyer, em seu remix colaborativo Não Zero, publicamos esta semana vídeos no YouTube e em nossos blogs com Ronaldo Lemos. Ele é o cara que pode dar uma luz sobre o assunto.

Vale a pena reunir em uma mesma lista as várias fontes para ouvi-lo. Ronaldo é um desses pensadores atentos para as novas fronteiras do mundo digital. Admiro sua postura de incentivo à colaboração da rede e morro de orgulho de ter sido ele quem escreveu o texto de apresentação da coleção Conquiste a Rede. Um texto inspirado e, ainda por cima, bonito, cheio de estilo. Esse mesmo estilo bacana a gente pode ver nesse post recente que ele publicou no Overmundo, Belém: do rock, da aparelhagem e de tudo o mais. Os novos caminhos da produção cultural aparecem desta vez em cenário transamazônico. Segue minha lista:

Livro para download grátis

Direito, tecnologia e cultura. Editado em 2005 pela Editora FGV, o livro está disponível para download no Overmundo. “Esta obra tem como objetivo investigar os desafios propostos ao direito em decorrência do advento da internet e da tecnologia digital. A relação entre direito e realidade sempre foi um tema central no pensamento jurídico”, diz Lemos logo no primeiro parágrafo.

Apresentações

1- Apresentação de Ronaldo Lemos sobre direito digital que seria feita durante a Campus Party e que ficou para depois, por problemas de equipamento.

2- Produção Cultural e Inclusão Digital nos Países em Desenvolvimento, palestra em inglês realizada nos EUA em novembro de 2007. Veja o vídeo, vale a pena: Cultural Production and Digital Inclusion in Developing Countries.

Meus vídeos:

3- Blogs e direito autoral

4- Posso copiar um CD que eu acabei de comprar na loja? Não, a lei brasileira não permite a cópia integral. Só permite cópias de pequenos trechos de obras. Você não pode copiar um CD inteiro para o iPod. Mesmo para fins não comerciais, fins educacionais, fins de pesquisa, você não pode.

5- Em casos de processos contra blogueiros, cabe a cada juiz decidir o que aconteceu.” A legislação brasileira não regulamenta a responsabilidade civil dos blogueiros.

Vídeos do Juliano Spyer

6- O direito autoral no Brasil

7- Xerox e direito autoral

8- Vale a pena lançar um livro em Creative Commons?

9- Por que o criador do Creative Commons agora estuda corrupção? Juliano, que fez estas entrevistas durante a Campus Party, conversa com Lemos sobre Lawrence Lessig, professor da Faculdade de Direito em Stanford que criou o Creative Commons. Em 2007, Lessig anunciou que mudaria o foco de suas pesquisas para corrupção.

Campus Party Brasil 2008

Campus Party Brasil 2008 Campus Party Brasil 2008

Foto de Pixel y Dixel, publicada originalmente aqui: http://www.flickr.com/photos/pixelydixel/2270612172/

Ela já foi reproduzida “n” vezes, já que está licenciada por Creative Commons. Valeu pela iniciativa de chamar todo mundo para uma pose. Apareço ali e concordo com o comentário do Manoel Neto: havia muito mais gente que não aparece. Segundo ele, 270 inscritos na área de Blog Camp.

Valeu, Pixel y Dixel!

PS: O rescaldo do Campus Party prosseguirá? Estou me sentindo parte do Corpo de Bombeiros, ainda trabalhando no assunto depois de dois dias.

Juliano Spyer oferece capítulo de Conectado

Juliano Spyer Juliano Spyer

O Juliano Spyer (na foto, na palestra Zen e a Arte de Blogar, durante o Campus Party) abriu um capítulo de seu livro “Conectado” para download grátis. Diz ele:

“Um dos meus capítulos favoritos do Conectado é o Impactos da rede na mídia. Ele foi escrito pensando no profissional da comunicação que aprendeu a trabalhar usando o broadcasting e que agora está tendo que se reinventar com a internet. É justamente esse capítulo que agora está disponível em PDF para ser distribuído livremente. Ele tem 3 mega e pode ser carregado neste link:

http://www.4shared.com/file/38020138/b26e2957/Conectado_cap16.html

Quem não tiver lido poderá ter uma idéia do que é o Conectado e quem já tiver o livro, pode repassar a informação para amigos e conhecidos interessados no assunto, especialmente jornalistas e outros profissionais da comunicação.

O arquivo inclui o prefácio do Caio Túlio, a introdução, o índice, o
glossário, notas de roda-pé e referências bibliográficas.”

Valeu Juliano!

Responsabilidade civil dos blogueiros no Brasil

Ronaldo Lemos, da Creative Commons Brasil, fala durante a Campus Party sobre a falta de regulamentação da responsabilidade civil dos blogueiros no Brasil. “Em casos de processos contra blogueiros, cabe a cada juiz decidir o que aconteceu”, diz ele.

Você pode acompanhar pelo pdf a apresentação do Ronaldo Lemos. Problemas no equipamento (para variar) impediram que ele mostrasse o que preparou para o Campus Party.

Mais direito autoral

1- “Posso copiar um CD que eu acabei de comprar na loja para o meu iPod?“, pergunta Ronaldo Lemos durante palestra na Campus Party.

Não!!!!!

2- Posso colocar um MP3 do Caetano Veloso no meu blog?

Momento gracinha involuntária no Campus Party

Quando você sai gravando uma palestra, você não faz idéia do que a outra pessoa vai falar, não há um roteiro. De vez em quando, o registro sai totalmente sem pé nem cabeça, sem ponto de corte, um rascunho sem serventia. Em outras vezes, o vídeo fica fora de contexto, como nesse trecho da fala do Ronaldo Lemos. Não faço idéia do que ele dizia antes e o que disse depois.

Intrigante

“A resposta é essa pergunta é muito intrigante”, diz o diretor da Creative Commons no Brasil. “Porque ela é basicamente a seguinte: ninguém sabe a resposta.”

Niemeyer salva Campus Party da feiúra

Bienal in gold Bienal in gold

O Campus Party (ou a Campus Party, festa do Campus, estou em dúvida) foi lindo. Um evento cheio de vida, por isso mesmo lindo. Mas foram as curvas de Niemeyer que surpreendentemente funcionaram como antídoto antimonotonia visual.

No Campus Party, o forte do segundo andar, onde se realizavam as palestras, não era o cuidado com o cenário, com a ambiência. O segundo andar não era bonito. Havia longas bancadas. As bancadas eram ok. Bancadas cheias de pessoas interessantes, alguns amigos, muitos conhecidos, quer coisa mais linda? Isso era lindo.

bienal_curva

No mais, o segundo andar parecia um lego aloprado com peças em preto e azul. E só. De uma feiúra ímpar. Foi a primeira vez que senti alívio em contemplar um legítimo projeto Niemeyer de dentro dele. Porque o cara faz umas coisas inabitáveis, como o memorial JK, a biblioteca do Memorial da América Latina etc e etc. No Campus Party foi a primeira vez em que me senti adequada, em escala. Se fosse realizado em um Anhembi da vida, o Campus Party teria sido bem mais feio.

Mais bonito e com acústica

Sem a ajuda do projeto arquitetônico e sem o verde do parque entrando pelas janelas, arejando a visitação, o cparty teria sido ainda mais descuidado com o visual, virge! Para o próximo ano também seria legal pensar em um ambiente que, além de mais atraente e interessante tivesse boa acústica. O formato “feira do peixe” que se estabelecia entre os vários espaços com palestras simultâneas não é exatamente a melhor forma de conversar.

Ronaldo Lemos fala sobre direito autoral na Campus Party

Posso copiar um CD que eu acabei de comprar na loja para o meu iPod?“, pergunta Ronaldo Lemos durante palestra na Campus Party.

Não!!!!!

Direito digital no Brasil é um terreno superpantanoso, super-arcaico, super-do-arco-da-velha.

As meninas que navegam

Ale Nahra Ale Nahra

Blogueiras, fotoblogueiras e fotógrafas, bonitas, elas adoram tatuagem. Quem saiu em busca do nerd perdido e encontrou muitas meninas pode ter saído confuso dessa Campus Party. Ué? Nerd não é gordinho? Feinho? Não era um bando de barbudos sem graça? As luluzinhas apareceram por lá. Desceram da nave, tatuadas, bonitas, geeks.

tatooo

Radar Cultura + blogs + educação

Radar Cultura + blogs + educação Radar Cultura + blogs + educação

A Bel Colucci conversou para o Radar Cultura com os professores que participaram sábado da oficna sobre blogs e educação na Campus Party.

O blog webduca, construído durante as oficinas sobre o uso de blogs, fotoblogs, videoblogs e podcasts em educação é um exemplo prático do que dá para fazer.

Qual é a fonte de sua informação?

Blogs são fonte de informação, digo nesse trechinho da apresentação Mundo Blog na Educação, feita para professores sobre o uso da ferramenta em sala de aula. Ela tem roteiro sugerido pela coleção de livros Conquiste a Rede. Falo sobre o fenômeno do blog como fonte de informação, característico do século 21:

Blog que criamos com os professores que participaram da oficina: webduca.blogspot.com

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