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Oficina sobre blogs para professores no Campus Party

Zóios Zóios

É oficial: eu estarei todas as manhãs, de 12 a 16 de fevereiro, durante o Campus Party, com professores da rede municipal de educação de São Paulo.

Vamos falar sobre uso de blogs como ferramenta na sala de aula.

Não é bacana? Conversei hoje sobre como vamos usar essas quatro horas de atividades e fiquei entusiasmada. Blogs são muito bacanas para a escola, aposto nisso. Tenho uma coleção de livros que escrevi, Conquiste a Rede, que pode servir de apoio didático para as oficinas. O download é grátis.

O programa para começar essa conversa nas oficinas:

1 - O QUE SÃO BLOGS E FOTOLOGS

2 - QUAIS OS PRINCIPAIS BLOGS EDUCATIVOS

3 - QUEM USA BLOGS NA EDUCAÇÃO

4 - IDÉIAS DE USO EM VÁRIAS ÁREAS DO CONHECIMENTO: DA MATEMÁTICA AO
ENSINO DA HISTÓRIA.

5 - COMO USAR FOTOLOGS E VIDEOLOGS NO COTIDIANO ESCOLAR

6- EXPERIMENTANDO CRIAR SEU PRÓPRIO BLOG

7- EXPERIMENTANDO O YOUTUBE E O ORKUT COMO FERRAMENTAS EDUCACIONAIS.

8 - POSSIBILIDADES DO PEN DRIVE E AUDIO-CAST (IPOD ETC)

Andei sem qualquer tempo para postar, se a ausência é um lapso, deixo vagas desculpas. Estar off-line às vezes faz parte da construção e não há o que substitua a concretude do ser humano.

Mas eu falava: agora é oficial. Estive hoje em reunião com a equipe que fará as oficinas e sinto não poder participar das outras: astronomia e escola conectada. Tudo isso me interessa, quero ser aluna também, mas não vai dar.

Teremos 50 professores por dia, durante quatro horas faremos um ótimo exercício de pensar o uso de ferramentas bacanas para a educação. Obrigada por um começo de ano tão promissor :)

As idéias de Conquiste a Rede na universidade

A coleção “Conquiste a Rede” comemora um ano de lançamento nesses dias. Nesse ano, ela teve uma intensa vida nas universidades, onde ela foi lida, citada e comentada. “Conquiste a Rede” virou lição de casa de muita gente: leia o livro, faça um blog, publique uma resenha, seja avaliado por esse aprendizado.

Pelo Technorati, acompanhei os posts escritos sob encomenda dos professores. Talentosos muitos, engraçados aqueles em que se encontra o tom de dever de casa que só um aluno com pressa consegue perpetuar. Lição de casa é lição de casa até na blogosfera…

Houve outro movimento bastante interessante em monografias acadêmicas. Aproveito o aniversário do lançamento dos livros para falar da monografia de mestrado de Rafael Savi, da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele apresentou no primeiro semestre a dissertação “Utilização de ferramentas interativas em Jornalismo Participativo: uma análise de casos de blogs, wikis, fóruns e podcasts em meados da primeira década do século XXI”.

O autor colocou a tese para download, sob licença Creative Commons, muito bacana, podemos todos lê-la - eu nunca entendi por que a produção acadêmica mais fresquinha fica guardada em papel nas bibliotecas das universidades. Difícil esse acesso. Ninguém sabe o que foi pesquisado, o que foi escrito recentemente, quais são as novas idéias. Todas as teses deveriam estar disponíveis para download.

E é possível ler também na coluna de Alexandre Gonçalves, a Coluna Extra, a entrevista com Savi.

Mude a senha: Writely migra para o Google

O Writely agora funciona com a senha do Gmail. O serviço de escrita colaborativa, eleito essa semana pela revista Wired como um dos melhores da web 2.0 foi adquirido pelo Google. A migração de empresas provocou a mudança – automática – no log in do serviço.

A recém-lançada coleção de livros “Conquiste a Rede” foi escrita via Writely em parceria com Roberto Romano Taddei. O processador de texto baseado na rede funcionou à perfeição: quando alguém alterava o texto, a atualização era imediata. Além disso, o Writely oferece um recurso importante para quem escreve a quatro mãos: o histórico das diferentes versões do texto.

Senha para o cérebro?

Senha é uma ginástica para a memória. Temo que em breve eu precise de senha para usar o cérebro, que não dá conta de tantos números, letras e combinações de alta segurança. Tão seguras que nem eu mesma consigo lembrar.

Criei um documento para guardá-las todas. São três ou quatro para emails, mais duas para o banco e um sem fim de sites nos quais é necessário fazer o log in. Não foi o suficiente, pois depois de formatar meu computador, perdi o caminho para o Blogger e o Skype. Desisti de recuperar minha identidade e criei novos personagens em ambos endereços.

Graças à “cola”, ainda consigo entrar no You Tube, Bloglines, Vimeo, New York Times, Orkut, Flickr, Odeo, Overmundo, Google Talk, Live Messenger, Delicious e WordPresss, só para citar alguns endereços. Já perdi a palavrinha mágica para muitos outros. No ICQ, qual seria, por exemplo, o meu abre-te sésamo? Não faço idéia.

Como queríamos demonstrar: que coisa mais chata são as senhas.

Por onde anda ‘Conquiste a Rede’

Alguns rituais interessantes, como a noite de autógrafos, desaparecem quando você lança livros pela web. O frio na barriga que antecede o vinho branco barato não evapora com a festa ao lado dos amigos. Fica ali, miudinho, escondido embaixo de URLs, posts e comentários, sem catarse.

Tudo é diferente. “Conquiste a Rede”, uma coleção de livros sobre ferramentas de comunicação e interação, foi ao ar pelo Overmundo. Tivemos, os dois autores, Ana Carmen Foschini e Roberto Romano Taddei, uma apresentação entusiasmada do Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas e diretor do projeto Creative Commons no Brasil. Foi um brinde bacana.

Em vez de fila dos autógrafos, os quatro títulos - Blog, Flog & Vlog, Podcast e Jornalismo Cidadão – ficaram na “fila da edição”, onde os internautas podiam criticar e comentar os textos durante 48 horas. Em seguida, os livros foram para a “fila de votação”, à espera da opinião da comunidade virtual. Todos passaram por esse crivo e conquistaram seu lugar no Banco de Cultura do Overmundo, onde estão disponíveis para download.

A coleção foi ainda para o site do Ministério da Cultura, para o Cultura Livre e Creative Commons Brasil.

A liberdade de distribuição que a licença Creative Commons oferece, além de ser simpática, funciona. Poucos dias depois de lançada pela web, “Conquiste a Rede” começa a ser lida. É um ângulo interessante dessa nova forma de publicar: o retorno dos leitores não demora. É na lata, pá-pum.

O caminho

“Jornalismo Cidadão - Você faz a notícia” foi o livro que chamou a atenção do blog do Marmota. Agradeço ser excluída da “horda de bárbaros” que “repassa e-mails com apelos, promoções inexistentes e não-textos do Veríssimo”.

“Conquiste a Rede” também está no blog do Estadão do Renato Cruz, que por sua vez repercutiu no Impressão On Line. A coleção foi para os blogs Vírgula Nada, NerdGames e também foi notada pelo site Jornalistas da Web.

Ninguém leu quatro livros de imediato. Amigos, internautas e profissionais particularmente interessados no tema devoraram um ou outro dos quatro títulos. É um começo de conversa.

Quem tem um blog, um fotoblog e um videoblog quer leitores. Quem tem uma coleção de livros sobre os temas, deseja ainda mais: quer leitores e quer saber o que eles acham, como eles interagem, como se comunicam e o que descobriram essa semana. Que link bacana eles repassaram hoje à tarde? Qual o novo ambiente que entrou em beta essa semana?

Hoje à tarde me indicaram o link Como dissuadir você mesmo de ter um blog. Trata-se de um título enganoso, pois o texto é engajado na causa wiki page, defende o texto escrito de forma colaborativa.

Conselho desse link ao cair da tarde: “Fique tranqüilo. É totalmente respeitável não ter um blog.”

Conquiste a Rede é lançada nos sites Overmundo, Cultura Livre e Creative Commons Brasil

A coleção de livros “Conquiste a Rede” está no ar. Foi lançada nos sites Overmundo, Cultura Livre e Creative Commons Brasil. Caiu na rede, deve seguir seu caminho. A idéia é divulgar os quatro livros - “Blog”, “Flog e Vlog”, “Podcast” e “Jornalismo Cidadão” - para que eles tenham o destino para o qual foram criados: permitir que mais e mais pessoas entendam melhor e possam se beneficiar dos caminhos criativos da web. Quanto mais leitores tiver a coleção, melhor ela cumprirá sua missão.

As condições para divulgá-la são: dar os devidos créditos, não usá-la para fins lucrativos e compartilhá-la pela mesma licença. Qualquer internauta pode lê-la, sem custos.

Como apresentamos a coleção:

“Conquiste a Rede é um convite para participar do processo de criação coletiva na internet. Com um pouco de conhecimento, cada um de nós pode tornar-se dono de um veículo de comunicação. Convidamos você a ocupar seu espaço nessa plataforma onde vozes de todo o mundo interagem.

Nesse cenário, a contribuição de cada pessoa tem valor inestimável para a troca de conhecimento e os princípios de igualdade. Procuramos apresentar alguns conceitos básicos para que o controle da comunicação seja compartilhado com cada internauta.

Ferramentas de publicação acessíveis na rede revolucionaram o modo como as pessoas consomem, interpretam, produzem e divulgam informações. Elas permitem ao internauta deixar de ser um receptor silencioso para tornar-se um criador. Falamos sobre as principais ferramentas que contribuem para a descentralização da produção: blogs, podcasts, flogs e vlogs.

Colaboração é a palavra-chave e, por isso, o conceito de jornalismo cidadão permeia todos os títulos da coleção. Ocupar seu espaço na web significa também transformar o jornalismo em uma conversa de um para um, um para muitos e de muitos para muitos.

Algumas questões norteiam a coleção: contribuir para os esforços multilaterais de inclusão digital da população brasileira, apresentar referências para várias plataformas de computadores, como PC, MAC e Linux, e sugerir o uso de ferramentas gratuitas, uma vez que participar desse novo universo é uma questão de cidadania.

A coleção pretende reunir informações e conhecimentos raramente apresentados em português. Assumimos o risco de registrar um universo mutante porque acreditamos que a exclusão digital vem também da dificuldade em navegar sem as referências necessárias. Colocamos um glossário simplificado no final de cada título com esse mesmo objetivo.

A coleção foi concebida para usuários da web em geral, para cidadãos digitais. Ela quer ser um começo de conversa para facilitar o acesso a um mundo virtual necessário para a realização pessoal e profissional. Não pretende esgotar o assunto.”

Ana Carmen Foschini e Roberto Romano Taddei, Agosto de 2006