A dica é da Gleice Bueno e eu reproduzo o texto que ela enviou por e-mail porque está bem escrito e explica tudo. A foto do post é do set no Flickr do Encontro de Coletivos Ibero-Americanos.
Dica da Gleice:
“Gente, vale muito a pena o Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos que está rolando na Galeria Olido.
Coletivos fotográficos são como centros de umbanda, pelo que pude perceber. Não há um igual ao outro. Há sim aquilo que os une – além do termo – em torno da premissa maior que parece ser a vontade de ter controle sobre sua produção. E todos fazem da web o principal meio de difusão.
Propostas autorais, outras mais documentais e, por que não, algumas mais comercias foram apresentadas ontem à noite (11/12) pelo Mondaphoto, Garapa, Pandora (virei fã) e Supay Fotos. Diferenças que só somam, eles contaram como, quando e por que decidiram se agrupar, tendo a fotografia como élan.
Os discursos que embasam e justificam a produção plural em torno de uma única marca variam entre ideais democráticos, colaborativos e as sinceras declarações de busca por mais visibilidade para os trabalhos.
O mexicano Mondaphoto, que existe desde 2006, funciona como uma agência, na qual seis jornalistas prestam serviços para mercado editorial e publicitário. Com o mercado cada dia mais competitivo, acharam inteligente se organizar como coletivo para alavancar mais trabalhos e conseguir, de quebra, financiar os projetos pessoais e do grupo.
O brasileiro Garapa vai além dos limites estáticos da fotografia. São um coletivo multimídia formado por três repórteres fotográficos, reunidos há pouco mais de um ano, para cumprirem as pautas que estão a fim e que – muitas vezes – não cabiam nas páginas dos jornais. Além de potencializar a realização dos trabalhos, a crítica permanente é destacada por eles como grande vantagem do trabalho coletivo.
O Supay Fotos, do Peru, também foi criado em 2007 para documentar e difundir a cultura peruana: as festas, a fé, a força. Os quatro membros são “cholos” e estão vivendo, contando e fazendo a própria história.
Deixei por último o que considerei o melhor trabalho da noite, o do Pandora. Vai ser bom assim mundo a fora! É um coletivo com características extremamente globais, focado num tema único: o ser humano. A produção de cada trabalho do Pandora é praticamente individual, da pauta a pós-produção. O conteúdo social é o que une os seis fotógrafos da agência, criada há um ano, para contar histórias que acontecem em diferentes cantos do planeta.
Forma de organização contemporânea (e da modinha), apesar do trabalho reunido sob um nome único, parece sobrar bastante espaço para a individualidade nos coletivos, ao menos nos citados acima. Enquanto descobrem as formas mais adequadas de trabalho conjunto, o pessoal parece bem satisfeito com o aprendizado e os resultados já conquistados.”
www.mondaphoto.com
www.supayfotos.com
www.garapa.org/
www.pandorafoto.com
Safári na Paulista
A dica é do Milton Jung e a recebi via twitter. Reproduzo o texto do post porque o blog dele não tem link permanente para cada texto (vai entender essa política das grandes empresas de comunicação):
“O fotógrafo profissional e professor Eduardo Miguel Garofalo convida para um passeio pela Avenida Paulista, neste sábado, às três e meia da tarde. A intenção é que o cidadão com sua câmera na mão – e não precisa ser profissional – se dê a oportunidade de conhecer os detalhes da avenida no momento em que a região está decorada para o Natal. O material registrado será depois apresentado em exposição organizada por Garofalo.
Para quem aceitar o convite, faça sua reserva, de graça, pelo telefone (011) 4121-3120″

