A Endossa pode ser um bom jeito de começar. A loja, aberta há pouco mais de um mês na rua Augusta, 1.360, em São Paulo, aluga espaço em suas prateleiras e site para quem quiser mostrar produtos ou idéias. É um bazar com endereço fixo (em um lugar muito simpático, a Augusta para o lado do centro), que mantém uma comunidade on-line.
Conversei com um dos criadores do projeto, o publicitário Gustavo Ferriolli, 24 anos. Para o Gustavo, que trabalhava em uma grande empresa, a Endossa representa um jeito diferente de seguir a vida profissional depois de concluir a faculdade, ao lado de amigos, os sócios Rafael Pato e Carlos Margarido, e de um coletivo de jovens criadores e jovens marcas.
“Qualquer um pode ser um mini-micro-empreendedor”, anunciam eles. “A Endossa é uma comunidade para empreender idéias, construída por quem vende e por quem compra”, definem. Os meninos chamam o projeto de loja colaborativa porque os freqüentadores decidem quem permanece ou não nas vitrines. Se os produtos encalharem, gongo neles: não será renovado o aluguel da prateleira, da caixa, da arara. “Cada compra é um endosso e os consumidores decidem quais marcas permanecem na loja.”
Gostei de umas caixas de papel (não lembro a marca), dos toys da Homem Bala e de uns brincos com rodelinhas de plástico estampado com histórias em quadrinhos que a mineira Bárbara Magalhães fez. Quer dizer, para mim, eles são um pouco grandes. Mas essa história de brinco de gibi é muito boa.
Tudo certo. Acho ótimo experimentar jeitos diferentes de começar!





