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Jovens preferem conversar pelo computador

Lazy Town Lazy Town

Quer teclar?

“Quase um terço (29%) dos jovens com idade entre 10 e 17 anos prefere conversar com seus amigos e familiares pelo computador do que pessoalmente.”

A notícia do G1 apresenta dados do Ibope Mídia: “No total, 45% dos entrevistados acreditam que as redes sociais já fazem parte de sua rotina: o índice sobe para 72% quando considera somente aqueles entre 18 e 24 anos e chega a 49% entre o público masculino”.

Ou seja, quanto mais jovem, mais chat na veia.

Preferir as pombas ao mico-leão-dourado

mico leão dourado mico leão dourado

Conversa por chat entre “mamis” no sábado à noite:

me: Francisco tá mudando de fase, feito videogame.
agora ele é moleque bagunceiro.
fomos hoje ao zoológico

Luciana: hahahahah
essa é ótima :)

me: ele saiu correndo pelo passeio inteiro, não queria nem dar a mão

Luciana: heheheh

me: voltou exausto, fedido, feliz e faminto

Luciana: que demais :)

me: e quer morder a sola do sapato para ver como os adultos reagem

Luciana: vixe :)

me: fomos com uma amiga que, aliás, inventou essa loucura. ela reparou que, em frente aos macacos no laguinho, ele estava reparando nas pombas

Luciana: e aí? tentou caçar as pombas?

me: ah, e tinha as girafas de costas, comendo. um monte de bumbuns de girafas e as pombas voando.
ele ficou com as pombas novamente

Mastingando Rheingold

Quase que os problemas técnicos roubam a videoconferência com Howard Rheingold, autor de Smart Mobs, durante a tarde de ontem do Mobilefest, no Sesc Paulista.

Howard Rheingold

A conexão com a San Francisco Bay Area estava péssima. Mastigava as palavras. Rheingold ia dizer algo do tipo “em síntese, o que eu acho a respeito da colaboração é shhshshshhshshsrrrrrrkkkk…..”

O correspondente a tirar o som na hora em que o detetive revela o criminoso: “E quem matou a mocinha foi “shshshhshrrrrrrrkkkkkkkkuuuuurssssss….”

Videoconferência Rheingold

O Brasil conversou com Rheingold por uma linha de chat do tamanho de um palito. Você pode ver na foto acima, é o campo horizontal mais estreito ao pé da tela. Alguém fazia uma pergunta comprida, mais explanação que pergunta e a mocinha no controle do chat traduzia (mal) a pergunta. Rheingold recebia uma outra questão e assim a conversa se enchia de ruídos. Ainda assim valeu a pena. Daqui a pouco conto sobre o que ele falou.

Tive um flashback desgostoso também de passar o dia em videoconferência, olhos em um telão que exibe a telinha do computador. Nada menos ergonômico, zero de usabilidade. Precisamos de um formato menos besta.

Esse negócio de mediar a comunicação de um grupo no Brasil reunido em uma caixa preta, um teatro com poltronas, que fala com um grupo em Londres em uma sala com mesinhas enfileiradas tem uma série de problemas. Se à noite o problema foi o som, durante a tarde o Mobilefest tinha problemas de superlotação de convidados. Uns 12 aqui e 4 lá, todos querendo falar, uma certa cacofonia de assuntos. Sem falar no problema estético da caixa preta. Parecíamos um bando de vampiros ensaiando o próximo take do filme de terror. Veja na imagem abaixo, o lado direito é a caixa de brasileiros. Na mesa, Rosana Hermann:

Telinhas Mobilefest