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Blogs e jornais, paixão de tango

Jornais e blogs, jornais ou blogs, jornais versus blogs, blogs de jornais e até jornais de blogs. Essas duas substâncias díspares e ao mesmo tempo afins estão em discussão em vários posts que li e não se avista consenso nesse caso de paixão de tango.

1- Interney divulgou hoje alguns dos nomes que participam da próxima edição do CampusBlog, uma das áreas do Campus Party 2009.

Como o próprio Edney Souza, que organiza a programação desta edição, fala sempre em formas possíveis de ganhar dinheiro na web e, em particular, com blogs, esse aspecto do debate sobre a blogosfera foi contemplado na lista de discussões, onde leio “monetização” e “empreendedorismo digital”.

Curiosa, procuro as novidades “desta estação”, será que tem alguma? “Miguxas na web”? Ah, não, isso já rendeu. “Mulheres e blogs”? Parece tão antigo quanto “Homens e blogs”. Falando sério: jornalismo, ética e mídia, moral, direito digital, sexo, mobilidade e até política, temas que aparecem na programação, dão o molho básico para começar a cozinhar as tendências da web.

2- Publico.org é um projeto de jornalismo colaborativo que traz nomes conhecidos, como o do Rodrigo Savazoni, Pedro Markun, Paulo Fehlauer, Ceila Santos. “Nosso objetivo é realizar uma cobertura jornalística cidadã, apartidária, colaborativa, plural, diversa, multimídia e hiperlocal da cidade de São Paulo”, explicam.

Não entendi se o projeto está se organizando ou se organizado está. Os posts são poucos, esparsos, sem uma freqüência, o último foi ao ar em agosto. Talvez a cobertura seja feita nos blogs e endereços de cada um dos participantes e a comunidade se agrupe ali para se apresentar como grupo, não entendi. Mas foi por meio do Público que acabei achando debates outros capítulos sobre o que chamei, só para variar, de paixão de tango e que menciono abaixo:

3- Vários nomes para a mesma coisa, assim eu e o Roberto Taddei falávamos em 2005 sobre jornalismo cidadão. Daniela Bertocchi discorda e explica a diferença entre jornalismo cívico e jornalismo cidadão, em entrevista do ExuCaveiraCover.

O “jornalismo participativo” (colaborativo) ocorre quando um cidadão, ou grupo de cidadãos, assume uma função ativa no processo de recolha, reportagem, análise e divulgação de notícias e informações”, diz Bertochi. “O “jornalismo cívico”, por outro lado, procura encorajar a participação, mas as organizações noticiosas mantêm um elevado nível de controle através da determinação da agenda temática, da seleção dos participantes e da moderação das conversas.”

Continuo discordando e considero participativo e colaborativo os nomes mais bonitos. E só.

4- Em O Jornalismo Morreu, encontrei ainda uma entrevista com Beth Saad, parceira de blog da Daniela e professora da USP, sobre… O destino dos jornais. “O poder ainda não rejuvenesceu e, mesmo aqueles mais jovens que estão muito próximos do nível de decisão, ainda estão sob a tutela de uma cultura empresarial muito forte, arraigada a valores familiares e ao tamanho do poder social e de formação de opinião que o jornalismo supostamente possui”, diz Beth Saad.

Concordo com o comentário, que me lembrou a letra de uma música: “Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam, não…”

5- Donos da Mídia www.donosdamidia.com.br - Um projeto de cartografia dos grupos de mídia brasileiros.

“Produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), entidade parceira do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, e idealizado pelo jornalista Daniel Herz, Donos da Mídia, é uma grande, inédita e valiosa base de dados sobre os grupos de mídia do Brasil”, explica o excelente blog da UFBA Jornalismo e Internet – GJol.

Donos da Mídia traz artigos que falam em “concentração da mídia e coronelismo eletrônico”, por exemplo. Nesta “Comparsita”, podem trazer ângulos interessantes para a paixão de tango.

Niemeyer salva Campus Party da feiúra

Bienal in gold Bienal in gold

O Campus Party (ou a Campus Party, festa do Campus, estou em dúvida) foi lindo. Um evento cheio de vida, por isso mesmo lindo. Mas foram as curvas de Niemeyer que surpreendentemente funcionaram como antídoto antimonotonia visual.

No Campus Party, o forte do segundo andar, onde se realizavam as palestras, não era o cuidado com o cenário, com a ambiência. O segundo andar não era bonito. Havia longas bancadas. As bancadas eram ok. Bancadas cheias de pessoas interessantes, alguns amigos, muitos conhecidos, quer coisa mais linda? Isso era lindo.

bienal_curva

No mais, o segundo andar parecia um lego aloprado com peças em preto e azul. E só. De uma feiúra ímpar. Foi a primeira vez que senti alívio em contemplar um legítimo projeto Niemeyer de dentro dele. Porque o cara faz umas coisas inabitáveis, como o memorial JK, a biblioteca do Memorial da América Latina etc e etc. No Campus Party foi a primeira vez em que me senti adequada, em escala. Se fosse realizado em um Anhembi da vida, o Campus Party teria sido bem mais feio.

Mais bonito e com acústica

Sem a ajuda do projeto arquitetônico e sem o verde do parque entrando pelas janelas, arejando a visitação, o cparty teria sido ainda mais descuidado com o visual, virge! Para o próximo ano também seria legal pensar em um ambiente que, além de mais atraente e interessante tivesse boa acústica. O formato “feira do peixe” que se estabelecia entre os vários espaços com palestras simultâneas não é exatamente a melhor forma de conversar.

Radar Cultura + blogs + educação

Radar Cultura + blogs + educação Radar Cultura + blogs + educação

A Bel Colucci conversou para o Radar Cultura com os professores que participaram sábado da oficna sobre blogs e educação na Campus Party.

O blog webduca, construído durante as oficinas sobre o uso de blogs, fotoblogs, videoblogs e podcasts em educação é um exemplo prático do que dá para fazer.

Aquário para a imprensa no Campus Party

Aquário para a imprensa no Campus Party Aquário para a imprensa no Campus Party

Humor é tudo :)

O que é RSS

Essa é jogo duro: explicar para alguém o que é RSS, como funciona um feed, como usar um agregador. A Luciana Terceiro conta tudo direitinho:

Delícias de um Campus Party

Foto de Renato Targa

Mais um dia de Campus Party Brasil. Em três etapas:

1- Pela manhã, um céu azul celeste radiante total para quem caiu da cama às 6 da matina. A Oca de Niemeyer e o Jardim de Esculturas do MAM estavam especialmente iluminados.

2- Na oficina de blogs, o equipamento funcionou direitinho em menos de meia hora! E a oficina – dada apenas por mim e Luciana hoje – terminou sob aplausos.

Eu também adorei, professores. Palmas para vocês, que são interessados, simpáticos, bacanas. Missão cumprida.

3- Como nota dissonante, uma conversa muito fora de tom entre jornalistas e jornalistas sobre… Sobre o que mesmo? Bem, me convidaram para um debate. Mas não me convidaram para subir ao palco, onde estavam alguns jornalistas. Ficamos ali, os convidados, estranhando o desconvite. Como? Disseram ao meu grupo – “os blogueiros” – que devíamos perguntar aos jornalistas coisas importantes (sobre o futuro da nação, da comunicação e o sentido da vida). “Os blogueiro”, era o que faltava. Comecei a pensar como sairia daquela, mas fiquei imobilizada. Petrificada pelo nonsense, sei lá. Às vezes eu sou assim, boba.

Já no palco (o pessoal sabe chiar direitinho, subiram dez ao palco com cadeirinhas nas mãos), com o microfone na mão, dei a enorme contribuição de dizer que sou jornalista e sou blogueira e que o mundo não se divide desta forma. Fora isso, entrei muda e saí calada.

Queria informar aos amigos todos que não poso de oráculo – e que acho que isso representa algum progresso em termos de respostas a essas questões importantes sobre o sentido da vida.

Blogs dão visibilidade à produção dos alunos

Terminei nesta quarta minha oficina sobre uso de blogs em educação no Campus Party e subi um andar para ouvir Barbara Dieu, professora de inglês. O tema de sua palestra foi exatamente esse. Fiquei contente em ver os mesmos mapas de redes cheios de nós enfeitando sua apresentação. A minha também tem essas imagens. Fiquei contente em saber que falamos ambas sobre novas formas de aprendizado e conhecimento, colaboração. Afinadíssimas, embora eu ainda não a conheça.

Gravei esse trechinho da Barbara em vídeo para publicar no webduca.blogspot.com, um blog que criamos durante a oficina de terça para guardar os links interessantes para os professores e quem em dois dias já é um sucesso. Webduca é um blog feliz porque ele mostra sem muito blablablá como é que se usa blog para o conhecimento :)

Imagens do Campus Party

Veja as fotos das oficinas e do Campus Party no meu set do Flickr e no do Renato Targa

Posso colocar um MP3 do Caetano Veloso no meu blog?

Ronaldo Lemos, do Creative Commons Brasil, fez uma palestra (inspirada) no Campus Party Brasil sobre direito digital. Começou com um quiz sobre o que é permitido e o que é ilegal em um blog.

Pergunta: Posso colocar um MP3 com uma música do Caetano Veloso em meu site?

Resposta: “No meu, não, violão. Sem chance.”

Resposta errada. Veja o vídeo:

Primeiro dia do workshop sobre blogs na educação do Campus Party

Inclusão Digital Inclusão Digital

O primeiro dia do workshop sobre uso de blogs na escola foi ótimo.

Tudo o que podia não dar certo em termos de equipamento, não deu. Talvez seja a lição número 1 de quem trabalha com tecnologia. Dá pau. Não funciona. O computador finge que vai, mas não vai.

O microfone chia, frita, esperneia e lança o som nas caixas da sala ao lado, da oficina de astronomia. O professor Walmir, escolado, cheio de humor, manda um recado para os professores que querem aprender sobre blog na educação na sala ao lado. Ele já entendeu todo o recado. É preciso ter ginga para entrar na web 2.0.

E o RSS? Alguém já descobriu essa pedra filosofal dos blogs? Os professores se engajam na busca. Mas é um tal de xml, atom, assinatura, agregador, uma nova língua, uma nova sociedade.

O esforço é válido. Como sintetiza uma amiga, “precisamos alfabetizar as pessoas, não para o século 20, mas para o século 21″.

Webduca

Começa o Campus Party

Robôs Robôs

Campus Party, como vai ser isso? Já começou – já vi e fotografei um pedacinho do making of. Conto depois o que puder. Estarei todos os dias na Bienal, em um workshop sobre uso de blogs na escola, em uma sala logo depois da rampa do térreo (não sei se ali é primeiro andar).

Tenho um palpite sobre o que vai ser o Campus Party. Imagino que o grande barato será o encontro das pessoas. Encontro presencial (como se diz no corporativês) das tribos. Aposto algumas fichas que será uma festa, uma espécie de quermesse, praça eletrônica e feira de ciências misturada com balada pura e simples.

Tantas barracas armadas (2.500!) em um andar do renomado projeto Niemeyer. Acho a maior graça nessa idéia, gosto dessa invencionice. Imagino batalhões com a escova de dente e a toalha circulando pelo tão renomado projeto Niemeyer. É engraçado.

Acompanhe

Veja minhas fotos do Campus Party.

Mais fotos no Flickr.

Livestream do BlogBlogs

Making of do Remixando

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