
Do blog Minor Details
Adorei, porque é tudo baixinho, sem arestas pontiagudas, sem muito rococó.
Tags: design, bebê, blog, decoração, design, móvel | Comentários (2) | Link para este post
Meu bebê chegou de repente, não tive aquele momento enxoval e não sou exatamente uma rata de lojinhas (por falta de tempo e não de vocação para xeretar). De vez em quando, compro pontualmente alguma coisa que Francisco precisa.
Na semana passada, por exemplo, saí à procura de uma sandalinha para o verão e acabei com um modelo Crocs Otter todo ajustável, de velcro. Não chega a ser um achado, pois cada dinossauro na sandalinha custou uma grana, mas a sola, ao menos, é molinha. Quem teve a idéia de fabricar calçados para bebês com solas duras? Que heresia! Não ajuda nem o aprendizado dos movimentos, nem os pezinhos. Por isso guardei esse link de sapatinhos da Bb Moderno. Quem sabe ainda vou usar.
Descobri que o mundo dos bebês é cheio de mistérios, não existe nenhum endereço que resolva tudo e da melhor forma. Rapidamente, de forma indolor, como eu gostaria. Por isso, pensei em dividir os achados que aos poucos faço e que saem do convencional (Alô Bebê e Ecobaby sempre me salvam, eu seria ingrata se não mencionasse essas lojonas). Aí vai minha primeira listinha:
Lençóis dos sonhos: você encontra o enxoval mais legal na Panacéia. Eu disse o mais legal, não o mais em conta.
Sem cara de bobo: Moshi Kids é tudo de bom. Essa grife para bebês tem bodies do Ultraseven, toy art, roupinhas que deixam seu bebê fofo, mas sem cara de Disneylândia. A lojinha, na rua Harmonia, fica tão escondida que é melhor levar o endereço. Ah, e os preços são bons. Mini-humanos tem várias coleções interessantes. O preço é mais salgado do que eu gostaria. Ronaldo Fraga para bebês: A estampa de bolacha Maria é fantástica. Ah, as roupitchas têm preço de grife Ronaldo Fraga, óbvio. Boas para olhar.
Bazar: Dias 7,8 e 9 tem Baby Bum na 9 de Julho, no antigo Sacre Coeur. Já ouvi falar que o forte não são os precinhos camaradas, mas a diversidade de coisas fofas, descoladas e afins. Acho que vou espiar, sim, se puder.
Comida de bebê: Baby Sol é um site português que se destaca pelo bom senso. Leio ali coisas interessantes, aprendo com os posts. Crianças na Cozinha já é outro papo. Natureba que sou, não encontro muita coisa entre tantas receitas de caldo de carne feito em casa. Mas sei lá, quem sabe daqui a um tempo encontre, já que para os maiorzinhos há várias receitas de cookies, biscoitos e bolos, além de pratos feitos no forno, coisa que adoro.
Tags: bebê, bazar, Bb moderno, bebê, comida, criança, mini-humanos, moshi kids, panacéia, receita, ronaldo fraga, roupa | Comentário (1) | Link para este post
Ganhei este livro de aniversário de minha amiga Lu Terceiro e do Daniel Doro. Nesses meus tempos de trocas de fraldas, pouco sono e pouco tempo para lazer adulto, “Julie/Julia”, escrito pela norte-americana Julie Powell, foi meu amigo nos poucos minutos que me sobram antes de cair no sono, passada de cansaço.
Já percebi que um bebê tem ação um pouco anticultural na vida da mamãe que acaba de se tornar mãe. Francisco trouxe um repertório de cantigas de roda e quadrinhas d’antanho muito divertido para minha vida, mas colocou por algum tempo a literatura, os blogs, a culinária, o cinema, a música e quaisquer outros assuntos adultos em segundo, terceiro, quarto e quinto plano. Mandou tudo para plano algum, sendo bem franca. Por isso, o livro de Julie Powell caiu bem nesses tempos de papinhas turbinadas, me conectava com o mundo adulto.
Julie gosta de se apresentar como uma desequilibrada maluca por vodka-tônicas que encasquetou de preparar 524 receitas em 365 dias e narrar suas experiências em um blog.
As receitas vêm de um livro sobre culinária francesa de Julia Child, uma espécie de Dona Benta que tinha um programa de TV nos Estados Unidos popular como o de Ofélia aqui no Brasil.
Julie decidiu cozinhar feito louca depois do trabalho a troco de nada, criou para si um desafio que preenchesse seu vazio existencial. De dia, era secretária de uma repartição pública ligada à reconstrução do Ground Zero, o local onde houve o atentado de 11 de setembro. De noite, encarava coisas fora de moda como extrair o tutano de uma pata de vitelo para fazer uma porcaria chamada Aspic, com ovos incrustrados lá dentro desse mocotó - ciente do despropósito o tempo todo.
O livro de Julia Child ensinou uma geração de donas de casa americanas a cozinhar pratos franceses. Isso na década de 40.
Julie Powell o transformou em uma forma cult de adiar a decisão de ter filhos.
Para mim, Julie/Julia foi uma leitura leve e amanteigada, digamos assim, sobre uma americana porcalhona e perdida na vida que resolveu escrever palavrões em um blog, servir jantares às onze da noite diariamente e canonizar seu marido, tudo simultaneamente.
Fiquei chocada foi com o orgulho que ela sente em contar como não limpava a cozinha, onde nasceram larvas sob o secador de louças. Oh, céus. Lembrei-me do banco traseiro do carro da amiga americana de minha tia, cheio de meias de nylon usadas e embalagens de hamburger to go. Inesquecível a viagem que fiz nesse banco traseiro cheio de lixo. Quando uma americana negligencia a limpeza, ela sabe como ir longe nisso.
Vida de dona de casa é um mistério, me conte como ter tempo para limpar, escovar, cozinhar, brilhar, ler, entreter, receber, meditar e tudo o mais, sem o surgimento de larvas sob o escorredor de pratos.
Tags: bebê, blog, comida, literatura, bebê, blog, cozinhar, culinária, literatura, livro | Comentário (0) | Link para este post