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Uncle Bob em 3D

Robert James Miller, cientista americano muito bacana e criativo que, para minha sorte, é meu tio, expõe em Rochester, Estados Unidos, uma série de trabalhos tridimensionais. Só pude apreciá-los por foto. E adorei.

Se você passar pelo café do Pieters Family Life Center de Rochester, conte o que achou.

Big Blue Head6 x 6 x 6 (a)Gold Bug TreeIn the Middle of an Island

A arte de ser invisível

A movement A movement

Encontrei o amigo querido Rubens Matuck na praça que ele ajudou a plantar (foto), coração da Vila Madalena e, para mim, coração de São Paulo. Onde eu acho que é meu canto.

Rubens planta árvores pelas ruas e praças de São Paulo desde os anos 70. Artista plástico muito fera, ele agora expõe com o MZK e o Nove na Choque Cultural. São obras cujo suporte é lixo urbano, tábuas, portas e gavetas encontradas em caçambas.

Rubens comemorava na padaria da rua Rodésia o fato de a reportagem de O Estado de S.Paulo sobre a mostra ter publicado apenas foto de uma obra sua e nenhum retrato seu.

“Há anos eu trabalho a minha invisibilidade”, resumiu.

Instalação de Ernesto Neto para crianças

Instalação de Ernesto Neto Instalação de Ernesto Neto

Nessa foto, do Renato, eu e Francisco afundamos na maciez do artista Ernesto Neto, celebrado no mundo todo por suas instalações com formas orgânicas e estímulos sensoriais. Estamos no Sesc Pompeia, na mostra Arte para Crianças.

Rimos muito nessa piscina de bolinhas gigante, um marshmellow que engole você e que repousa, ao mesmo tempo, os sentidos, um chamado para o relaxamento. Francisco nem sabe, mas essa fofura toda é arte.

Arte para crianças
Até 2 de agosto. De terça a sábado, das 10h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 20h.

Esse papo de Web 2.0 já era

Passado glorioso Passado glorioso

Assisti uma parte do debate entre Geert Lovink e Ronaldo Lemos no auditório do Tuca (PUC/SP), que me atraiu porque prometia uma discussão sobre web 2.0 temperada com idéias sobre produção artística e discussão de autoria. Embora tenha saído do Tuca empastelada de sono, infelizmente vencida pelo cansaço do dia, guardei ecos de frases interessantes. A conversa pode ser retomada pelo Twitter do netart.studies

Lovink quer estudar os buscadores e a Wikipedia. Esse negócio de blogs, diz ele, é só um pedacinho da conversa. Concordo totalmente (outro dia até escrevi sobre blogs porque um estudante pediu, mas acho isso miúdo). Peixe grande hoje são os buscadores e as redes sociais

Os buscadores, comenta Lovink, para muitos são hoje a única coisa que interessa na internet. “Achei bonitinho quando ouvi de uma pessoa que ela não usava mais internet, só o Google”, citou.

A Wikipedia, acredita ele, precisa ser estudada com seriedade, não adianta ficarmos em uma conversa de “olha, a Wikipedia é legal” enquanto os detratores dizem sempre a mesma coisa: olha como a Wikipedia é falha. Essa crítica e essa defesa precisam ser aperfeiçoadas, conclui o pesquisador holandês.

As redes sociais estão nas mãos de empresas (Facebook, Orkut, MySpace, citou). “Nas redes sociais, o momento é semelhante à transição do Blogger para o Wordpress”, comparou ele. E falou das ferramentas open source para criação de redes.

Arte na pista

Ronaldo Lemos me surpreendeu ao discutir arte e tecnologia, por ser professor de direito e lembrar de gatos verde-limão criados por engenharia genética como um ato artístico e por debater alter-modernismo. Vou simplificar aqui a discussão, o que não ajuda muito, mas é o que um blog de gente apressada consegue. Ele aposta em 4 caminhos para o encontro da arte com tecnologia:

1- Levar até as últimas conseqüências os rompimentos que a tecnologia permitiu

2- Trabalhar com suportes obsoletos (citou a gravação de vídeos digitais em vinil)

3- Encarar a pesquisa científica (o exemplo do gato verde-limão)

4- A apropriação da tecnologia por parte das periferias globais (citou um roteiro mundial de fenômenos como o tecnobrega de Belém)

Mais: na Netart

Krajcberg: admiração de três décadas

Frans Krajcberg na Oca Frans Krajcberg na Oca

Minha admiração por Frans Krajcberg é como um bom vinho, amadurece com o tempo. Há três décadas gosto do que ele faz. Nada cerebral, nada a ver com idéias. Gosto das obras e, depois, ainda gosto das atitudes, depois ainda, de seu poder de transformação.

Depois de depois eu lembro que ele é um visionário e que sua postura cai como uma luva nesses tempos de desastre ambiental planetário.

Imagine que delícia encontrar um artista de quem eu gosto há tanto tempo em pessoa no sábado. Fomos passear no Ibirapuera em dia de sol e entramos na Oca, onde o Krajcberg participava de um debate organizado pelo MAM. Imagine que bacana apresentar as crianças – Francisco e Luiza – para o mestre. Idéia da Liliane Ferrari, eu sou tímida, mas as fotos que o Renato tirou me deixam a impressão de que os meninos Chiquinho e Luiza começam bem, perto de quem tem a ver, é um bom jeito de mostrar o bom caminho.

Lembrei-me que gosto das raízes de Krajcberg desde a adolescência. Voltei de uma Bienal, em 1977 provavelmente, um passeio com meus pais, com um folheto nas mãos e colei uma foto de sua obra na parede do quarto (olha que delícia, do chão ao teto eu colava posteres, fotos e toda a sorte de quinquilharias que eu achava muito válidas e ninguém reclamava, não).

Enquanto eu observava essa aranha da foto, o artista chorava a Mata Atlântica: “destruíram a mata mais bonita que havia no Brasil”. Chorei pela mata. Que coisa. Queimam árvores aos montes. Eu até hoje não me conformo e posso ser pueril, mas tudo bem. Não estou sozinha nessa.

Frans Krajcberg: Natura reúne 65 esculturas e 40 fotos. A mostra fica até dia 14 de dezembro na Oca, parque do Ibirapuera, São Paulo.

Bad hair day, o dia do cabelo ruim

o magro o magro

Foto que tirei no Estúdio Manus. Associar o Magro (Stan Laurel) da foto a um “dia de cabelo ruim” é por minha conta.

“Tentamos trazer em nosso desenho lembranças de algum passado e referências do imaginário coletivo, que se manifestam não apenas nas peças utilitárias como também nos objetos que denominamos Inutilitários, de caráter algo lúdico e de certa forma negando o desenho dito industrial”, dizem os artistas Caio de Medeiros e Daniela Scorza.

Eles têm blog também. Um dos primeiros posts fala de um piquenique em um dia de chuva na praia da Juréia.

Há anos acompanho as criações do Estúdio Manus pela vitrine de seu ateliê, na rua Girassol, que foi também minha rua por 16 anos. Elas são inusitadas, criativas, tudo de bom.
pinguins

Novas peças

Veja as criações mais recentes, como o prato com perninha, no set do Flickr.

Vila Madalena rocks

Copas e espada Copas e espada

Esse monstro das letras é uma criação de Fefê Talavera que fotografei na Vila Madalena, perto do Sujinho, já na área urbanizada pela City, que ali provavelmente se chama City Pinheiros. Foi no muro de um dessas casaronas da fronteira da Vila Madalena que encontrei esse exemplar puro-sangue de tipografia, um luxo.

Veja outro monstro das letras da Fefê Talavera que achei na Pompéia.

Veja as fotos da artista no Flickr.

Circuito dos Ateliês

arte na vila

Via Agenda da Cidade, soube que dias 5 e 6 de abril tem Arte da Vila, uma oportunidade para zanzar pela Vila Madalena e visitar ateliês. Veja a programação. Veja o mapa. É sempre divertido passear pelas ladeiras quando os artistas abrem seus ateliês.

Alice no País das Maravilhas

Coleção Alice Wanabe Coleção Alice Wanabe

Alice de Lewis Carroll inspirou a designer Miki Watanabe, que fez um desfile de bonecas para gente grande (toy art) na Galeria Pop, em São Paulo: “Alice Wannabe”.

Veja mais fotos minhas. Vejas as fotos do Renato Targa.

“Alice no País das Maravilhas” é um de meus livros favoritos.

O diálogo abaixo, copiado de página aberta a esmo, aleatoriamente, por exemplo, se aplica à vida, a essa vida, a esse blog, a esse post:

- “But I don’t want to go among mad people”, Alice remarked.

- “Oh, you can’t help that”, said the Cat, “we’re all mad here. I’m mad. You’re mad.”

- “How do you know I’m mad?”

- “You must be, said the Cat, ” or you wouldn’t have come here.”

Desfile de toys

Miki Watanabe, designer de talentos mil, blogueira dos mil endereços, entre eles o Cabeça Gorda, sobre culinária, apresenta no dia 31 de outubro, quarta-feira, a partir de 20h30, na Galeria Pop, rua Virgílio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros, desfile de moda para bonequinhas de pano.

Esse projeto começou em um blog chamado Mundo Miki. Veja mais. Agora o projeto sai mais uma vez para a vida off-line com Alice Wannabe:

miki toy

On the road

Viajarei para o interior de São Paulo, onde não chove há tanto tempo que a paisagem ficou mais amarelada, apesar do mar verde criado pelos canaviais. É o retrato do etanol brasileiro coberto de pó pela estiagem. Ainda é tempo de colheita de cana e há “treminhões” nas estradas – caminhões biarticulados, às vezes triarticulados, uma espécie de container sobre rodas que singra a terra seca e o asfalto esburacado das estradinhas municipais.

Esse papo bucólico todo é o que verei do dia sem carro em São Paulo. Perderei todo o movimento e estarei… na estrada. Para quem fica em São Paulo, é bom lembrar que é uma experiência: neste sábado, dia 20, deixar o carro na garagem e usar os pés, o transporte público ou a bicicleta para circular.

Veja a programação.

Sugestões que recebi e que eu toparia:

1- Fazer o circuito de ateliês da Vila Madalena. Sugestão de Beth Lima, que organiza o Arte na Vila.

Dia sem carro

2- Espiar a Casa da Xiclet, uma artista que transformou a própria casa em galeria e que depois dessa primeira sacada já fez muitas coisas. Ela inaugura às 20h do dia sem carro a mostra “Mercoseca”, que fica até 10 de outubro na rua Fradique Coutinho, 1.855. O preço é R$ 5 e R$ 10 ( “com direito ao cataloguim” , segundo a divulgação). Quem avisa é um amigo de Flickr, Felipe Fatarelli (FOTO). Participam os artistas:

Jeff Anderson e Eloir Santos , João Maciel, Felipe Luiz Fatarelli , Oriovaldo, Erik Thurm, Fabiana Arruda, Adriana Duarte, Cassiano Reis, Elisa Queiroz, Monika Jung, Monique Allain, Carlós Amorim, Adelaide Ivánova, Jailtão, Letícia Tonon, Rodger Savaris, Ricardo Guidara, Alexandre Matos, Luisa Dória, André Sztutman, Fernanda Figueiredo e Eduardo Mattos, Rafael Aboud Piovani, Jack Mugller, Tarik Klein , Maura Grimaldi, Victor Freitas, Luciano Cardoso, Caio Amaral Falcão, Breno Zylbersztajn, Jan Nehring, Henrique César, Deni L. Bill.

Felipe Mercoseca

Enquanto isso, meu papo é totalmente off-line com o menino da porteira…

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