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Bad hair day, o dia do cabelo ruim

o magro o magro

Foto que tirei no Estúdio Manus. Associar o Magro (Stan Laurel) da foto a um “dia de cabelo ruim” é por minha conta.

“Tentamos trazer em nosso desenho lembranças de algum passado e referências do imaginário coletivo, que se manifestam não apenas nas peças utilitárias como também nos objetos que denominamos Inutilitários, de caráter algo lúdico e de certa forma negando o desenho dito industrial”, dizem os artistas Caio de Medeiros e Daniela Scorza.

Eles têm blog também. Um dos primeiros posts fala de um piquenique em um dia de chuva na praia da Juréia.

Há anos acompanho as criações do Estúdio Manus pela vitrine de seu ateliê, na rua Girassol, que foi também minha rua por 16 anos. Elas são inusitadas, criativas, tudo de bom.
pinguins

Novas peças

Veja as criações mais recentes, como o prato com perninha, no set do Flickr.

Vila Madalena rocks

Copas e espada Copas e espada

Esse monstro das letras é uma criação de Fefê Talavera que fotografei na Vila Madalena, perto do Sujinho, já na área urbanizada pela City, que ali provavelmente se chama City Pinheiros. Foi no muro de um dessas casaronas da fronteira da Vila Madalena que encontrei esse exemplar puro-sangue de tipografia, um luxo.

Veja outro monstro das letras da Fefê Talavera que achei na Pompéia.

Veja as fotos da artista no Flickr.

Circuito dos Ateliês

arte na vila

Via Agenda da Cidade, soube que dias 5 e 6 de abril tem Arte da Vila, uma oportunidade para zanzar pela Vila Madalena e visitar ateliês. Veja a programação. Veja o mapa. É sempre divertido passear pelas ladeiras quando os artistas abrem seus ateliês.

Alice no País das Maravilhas

Coleção Alice Wanabe Coleção Alice Wanabe

Alice de Lewis Carroll inspirou a designer Miki Watanabe, que fez um desfile de bonecas para gente grande (toy art) na Galeria Pop, em São Paulo: “Alice Wannabe”.

Veja mais fotos minhas. Vejas as fotos do Renato Targa.

“Alice no País das Maravilhas” é um de meus livros favoritos.

O diálogo abaixo, copiado de página aberta a esmo, aleatoriamente, por exemplo, se aplica à vida, a essa vida, a esse blog, a esse post:

- “But I don’t want to go among mad people”, Alice remarked.

- “Oh, you can’t help that”, said the Cat, “we’re all mad here. I’m mad. You’re mad.”

- “How do you know I’m mad?”

- “You must be, said the Cat, ” or you wouldn’t have come here.”

Desfile de toys

Miki Watanabe, designer de talentos mil, blogueira dos mil endereços, entre eles o Cabeça Gorda, sobre culinária, apresenta no dia 31 de outubro, quarta-feira, a partir de 20h30, na Galeria Pop, rua Virgílio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros, desfile de moda para bonequinhas de pano.

Esse projeto começou em um blog chamado Mundo Miki. Veja mais. Agora o projeto sai mais uma vez para a vida off-line com Alice Wannabe:

miki toy

On the road

Viajarei para o interior de São Paulo, onde não chove há tanto tempo que a paisagem ficou mais amarelada, apesar do mar verde criado pelos canaviais. É o retrato do etanol brasileiro coberto de pó pela estiagem. Ainda é tempo de colheita de cana e há “treminhões” nas estradas - caminhões biarticulados, às vezes triarticulados, uma espécie de container sobre rodas que singra a terra seca e o asfalto esburacado das estradinhas municipais.

Esse papo bucólico todo é o que verei do dia sem carro em São Paulo. Perderei todo o movimento e estarei… na estrada. Para quem fica em São Paulo, é bom lembrar que é uma experiência: neste sábado, dia 20, deixar o carro na garagem e usar os pés, o transporte público ou a bicicleta para circular.

Veja a programação.

Sugestões que recebi e que eu toparia:

1- Fazer o circuito de ateliês da Vila Madalena. Sugestão de Beth Lima, que organiza o Arte na Vila.

Dia sem carro

2- Espiar a Casa da Xiclet, uma artista que transformou a própria casa em galeria e que depois dessa primeira sacada já fez muitas coisas. Ela inaugura às 20h do dia sem carro a mostra “Mercoseca”, que fica até 10 de outubro na rua Fradique Coutinho, 1.855. O preço é R$ 5 e R$ 10 ( “com direito ao cataloguim” , segundo a divulgação). Quem avisa é um amigo de Flickr, Felipe Fatarelli (FOTO). Participam os artistas:

Jeff Anderson e Eloir Santos , João Maciel, Felipe Luiz Fatarelli , Oriovaldo, Erik Thurm, Fabiana Arruda, Adriana Duarte, Cassiano Reis, Elisa Queiroz, Monika Jung, Monique Allain, Carlós Amorim, Adelaide Ivánova, Jailtão, Letícia Tonon, Rodger Savaris, Ricardo Guidara, Alexandre Matos, Luisa Dória, André Sztutman, Fernanda Figueiredo e Eduardo Mattos, Rafael Aboud Piovani, Jack Mugller, Tarik Klein , Maura Grimaldi, Victor Freitas, Luciano Cardoso, Caio Amaral Falcão, Breno Zylbersztajn, Jan Nehring, Henrique César, Deni L. Bill.

Felipe Mercoseca

Enquanto isso, meu papo é totalmente off-line com o menino da porteira…

TU mercado de arte e moda no Istituto Europeo di Design

Mais uma dica da cestinha de recados, abarrotada neste pós-7-e-11- de-setembro. É da Nelcy del Grossi e atualizo o post com fotos que acabaram de chegar.

magnoliarisoflora

by Magnolia Risoflora

“Estamos divulgando o TU Mercado de Arte e Moda, que traz 55 expositores, sendo 11 alunos do IED (Istituto Europeo di Design) neste fim de semana, de 14 a 17 de setembro. Assinados por designers, objetos de decoração e utensílios domésticos ganham formas originais sem perder a funcionalidade.

Um dos expositores é a The Toy que produz toy art.

Outro é o Leo Caraffa, designer que usa material reciclado como caixas do Ceagesp para criar cadeiras e mesas e revestimento de automóveis para criar futons. Ele também produz relógios de pulso inusitados.

leo caraffa

by Leo Caraffa

Há ainda corsets insinuantes da Only for Ladies Corsets, arte para a casa do estúdio Nous Sommes Beaux e dos designers do Magnólia Risoflora, brinquedos feitos com material reciclado da Volcano, um ateliê/escola de ecodesign que ensina jovens e adultos a criar e produzir brinquedos e jogos educativos com embalagens pós-consumo e materiais alternativos.

Infinitas Tramas

Abertura: 14 de setembro das 18h às 24h. Dias 15 e 16, das 13 às 22h. Dia 17, das 10 às 19h. A entrada é gratuita. O IED fica na Rua Maranhão, 617, Higienópolis.

Antídoto contra o mau humor

osgemeos

“O peixe que comia estrelas cadentes”, exposição da dupla de grafiteiros do Cambuci conhecida como osgemeos, fica somente até este sábado, 16 de setembro, na Galeria Fortes Vilaça, na Vila Madalena. Colorido e feliz, o trabalho dos irmãos Otavio e Gustavo Pandolfo engole meteoros para cuspir sonho, brincadeiras visuais e um irresistível olhar inocente.

A mistura de realismo mágico com feira medieval e cordel é uma das boas surpresas dessa temporada, que começa a pegar fogo - vem aí a Bienal e suas milongas sobre vida coletiva. Durante alguns meses, a instalação de osgemeos foi “o” passeio descolado em São Paulo para adultos, crianças e até bebês. Ganhou um boca-a-boca forte em blogs e fotoblogs. Formaram-se filas na galeria, que chegou a fechar as portas durante um sábado, quando 800 pessoas passaram por ali.

Mas não é que um crítico desses que tem porte para discutir arte conceitual e os rumos da produção contemporânea xingou a exposição de desfile de escola de samba? Era o mau humor que havia levantado a tampa de um bueiro para mostrar a cara feia.

É muito feliz - em todas as acepções da palavra - a transposição dos personagens amarelinhos e grafitados para o circuito formal das artes visuais. O peixe engolirá estrelas cadentes até sábado. Depois osgemeos seguem carreira internacional, famosos em vários idiomas.

Fio da meada

O mau humor? Esse volta a mostrar a cara feia. Sempre volta. Encontrei-o no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) quando fui visitar uma exposição chamada “Manobras Radicais”. Uma das paredes está coberta de facas e coldres de couro. Funciona assim: você tenta passar no corredor onde está a obra e um segurança pula à sua frente, com a mão no revólver e a cabeça nos ataques do PCC.

Você quase morre de susto, pragueja, manda a produção contemporânea catar coquinho e vai até a urna de sugestões. Deixa um apelo à instituição, argumentando ser apenas um visitante e não uma ameaça. A instituição, solidária, responde que tentou alterar a forma de exibição da coleção Ginsu, mas a artista não concordou.

Tudo bem. O antídoto fica na sala ao lado. Um fiapo de seda branca enroscado em qualquer coisa tem ao lado uma plaquinha com o nome da artista. Só rindo. Na próxima vez em que sua camiseta soltar um fio de linha, corra até o museu mais próximo, pendure na parede e assine. É suuuuperconceitual.