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Conteúdo gerado pelo usuário, jornalismo e Vitória

Vitória, ES Vitória, ES

Prometi deixar disponível para download a apresentação sobre jornalismo cidadão que fiz durante a Semana de Comunicação da Faesa de Vitória.

Você pode fazer o download aqui: www.anacarmen.com/download/jornalismocidadaomaio2008.pdf (um pouco de paciência, porque o arquivo ficou pesadinho e você vai levar uns minutos até conseguir baixar o documento).

E o jornalista, como é que fica?

“Qual vai ser o trabalho do jornalista se todo mundo pode fazer notícia?”, perguntou um aluno. “Como é que essa cultura de colaboração surgiu num mundo cada vez mais individualista?”, disse outro. “Que história é essa de web 3.0?” “Você não acha que essa onda de Twitter é uma coisa de blogueiros que só conversam entre si?” O papo começou assim e foi até o fim do mundo, entre questões técnicas, éticas, existenciais.

Valeu, meus amigos que fiz em Vitória.

Brasil: 53% de aumento de internautas com banda larga

Os dados relativos a abril de 2008 do Ibope//NetRatings mostram que os internautas ativos com banda larga cresceram 53% em um ano, que o Brasil continua com o maior consumo de internet, em tempo de navegação e em páginas vistas e que as redes sociais levam o brasileiro a consumir mais páginas de internet.

Copio o press release:

“Em abril de 2008, 22,4 milhões de pessoas usaram a internet residencial, segundo o IBOPE//NetRatings, 41,3% mais que os 15,9 milhões de abril de 2007, o maior aumento entre os dez países monitorados pela Nielsen//NetRatings. Dos usuários ativos de abril, 82% ou 18,3 milhões navegaram por banda larga, crescimento de 53% na comparação com os 11,9 milhões registrados em abril de 2007.

Com 22 horas e 47 minutos por pessoa, em média, o tempo de navegação também aumentou na comparação com abril do ano anterior, ao evoluir 4,9%. A média de páginas abertas por usuário foi de 1.868 no mês e o total de pessoas que moram em residências em que há computador com internet, que é atualizado trimestralmente, ficou em 34,1 milhões.

Para todos os ambientes (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas, telecentros) o IBOPE//NetRatings continua indicando a marca de 40 milhões de pessoas com 16 anos ou mais de idade com acesso à internet, número relativo ao quarto trimestre de 2007.

O Brasil continua com o maior consumo individual de internet domiciliar, tanto em tempo de navegação quanto em média de páginas por pessoa. Os países que mais se aproximaram do Brasil em tempo de navegação em abril foram a França, com 20 horas e 12 minutos, e os Estados Unidos, com 19 horas e 33 minutos por usuário. Em consumo de páginas, o internauta residencial francês também foi o que mais se aproximou do brasileiro, abrindo 1.765 páginas.

“Mas o maior crescimento do consumo de páginas neste momento vem ocorrendo entre as crianças até 11 anos e entre os adulto de 25 a 49 anos, refletindo o aumento do interesse dos internautas dessas faixas etárias pelos sites de comunidades”, disse o analista. “O crescimento do uso de redes sociais pelos adultos, que já são os maiores usuários de sites de bancos e de comércio eletrônico, indica que as empresas em geral também podem aproveitar o potencial das comunidades on-line para melhorar sua relação com esse público, que em geral tem mais renda e apresenta maior probabilidade de conversão em consumidores”.

As redes e o jornalismo cidadão

Parabólicas Parabólicas

Converso nesta quinta-feira com estudantes de comunicação de Vitória, durante a 2ª Semana de Comunicação Social da Faesa, que tem como tema “Interdiscursos: as múltiplas vozes no discurso midiático”.

Fui convidada para falar sobre jornalismo cidadão - a produção e divulgação de notícias por quem não é profissional de comunicação. Um dos livros da coleção Conquiste a Rede, da qual sou co-autora, é justamente, “Você faz a notícia - jornalismo cidadão“.

“A separação rígida entre os que fazem as notícias e os que recebem as informações desaparece no mundo virtual. Os profissionais da comunicação têm agora milhares de aliados na tarefa de apurar fatos, conhecer novidades, reunir e comentar informações. Qualquer um pode fazer notícia. O modelo tradicional, que distingue os emissores dos receptores da informação, deu lugar à comunicação feita por meio da colaboração”, escrevemos há dois anos eu e Roberto Taddei no primeiro capítulo do livro.

Nestes últimos dois anos, desde o lançamento do livro (somente pela web, com licença Creative Commons, para permitir que ele tivesse larga distribuição) houve uma explosão do jornalismo cidadão. O fenômeno nem sempre é acompanhado por uma crescente qualidade no material produzido. Muitas críticas são feitas a essa produção.

Eu escrevo sempre aqui no blog sobre os muitos ângulos e questões que o tema traz e costumo dizer que poucas gerações puderam observar uma transformação tão drástica e definitiva na comunicação. Novidades nesse setor mostram que esse fenômeno ainda está em plena transformação.

Para observar a olho nu

Na semana passada, o YouTube lançou o Citizen News, um portal dedicado ao jornalismo cidadão. Há pelo menos dois novos portais em espanhol, o Igooh e o Notícias Latinoamericanas. Em Salvador, na Bahia, foi lançado também recentemente o Boca do Povo, com o slogan “Aqui você faz notícia”.

Ao mesmo tempo em que são poucos os portais exclusivos de mídia cidadã que têm grande repercussão, esses lançamentos mostram a ebulição nessa área. Acredito é precipitado desqualificar a produção do leigo. Tampouco é sensato declarar como valioso tudo o que é publicado.

Fatos, furos e redes

No Brasil, os blogs são a parte mais vistosa dessa tendência. Pelo que posso perceber, eu também apostaria algumas fichas nas redes sociais. Ferramentas que mesclam publicação de conteúdo com uma comunidade on-line têm todos os ingredientes para que o jornalismo cidadão floresça.

Twitter, Friendfeed, Google Reader, Justin TV, entre outros, são serviços que conectam um grupo e permitem a qualquer um acompanhar o que dizem os produtores de informação e de conhecimento, no que prestam atenção os pesquisadores, o que comentam os jornalistas. Oferecem cobertura ao vivo, ás vezes com o requinte de imagem e áudio, cursos, palestras e encontros fechados que cobram caro o ingresso dos participantes.

Essas ferramentas de publicação de conteúdo que também são redes são como um termômetro, revelam o buzz, o que os formadores de opinião consideram relevante agora, as últimas notícias que impactam aquele grupo conectado. Em suma, as redes são ótima fonte de notícias e oferecem material em primeira mão. Muitas vezes antes do que qualquer outro veículo de comunicação.

Roda Viva com Ivaldo Bertazzo a bordo do Twitter

Gravo um vídeo minutos antes de começar o Roda Viva com Ivaldo Bertazzo. Não resisto. Tiro também algumas fotos enquanto me preparo para conversar on-line e ao vivo com uma comunidade de “early adopters” de uma nova ferramenta de comunicação, o microblog.

Pelo Twitter, você lê o que eu escrevi e o que todos escreveram.

Atenção: se você não consegue acessar o endereço, paciência, tente novamente depois. O Twitter é “o novo Orkut” em termos de bugs, falhas (”no donuts for you”).

Realidade paralela

Ivaldo Bertazzo é um mestre, um educador, uma pessoa que sabe muito sobre ser humano. Lembro-me que ele dizia que precisamos ganhar uma estrutura antes de relaxar o corpo. Se você tentar só deitar e relaxar antes de ganhar essa estrutura, arrisca-se a virar uma poça de água, massa sem forma. Aprendi muito como sua aluna. Anos se passaram e sua clareza é cada vez mais aguçada. Ivaldo fala de uma subversão, a de transformar o corpo, dar-lhe consciência, eixo. “Cidadão dançante aprende que esse corpo que sofre continua produzindo linguagem. Quero instrumentalizá-lo para ter saúde”, disse ele no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Essa citação eu publiquei ao vivo pelo Twitter. Fui convidada, ao lado de dois outros jornalistas e blogueiros, Helena Nacinovic e Alexandre Inagaki a cobrir e comentar o programa por essa ferramenta de microblog que para a maioria ainda é desconhecida.

Para quem não sabe, um sobrevôo rápido: é uma rede que conversa por mensagens com no máximo 140 caracteres. Elas podem ser lidas pela web, no site do serviço, pelo celular, pelo gtalk, por e-mail, você escolhe como quer usar o serviço. É possível enviar as mensagens pelo computador ou pelo celular e a conversa é ouvida por quem quiser “seguir” o autor do texto. Para ser ouvido por outra pessoa, ela precisa querer ouvir (seguir) você.

No Brasil, esse serviço, que é grátis, já começa a se espalhar, uma vez que brasileiro é louco por interação. Ivaldo Bertazzo, Ana Francisca Ponzio, Paulo Lima, entre alguns dos convidados da noite com quem conversei, não conheciam o Twitter e não sabiam direito o que íamos fazer ali. Mostraram-se curiosos e disseram já ter “ouvido falar” da ferramenta.

A TV Cultura inova ao trazer a riqueza das redes para o jornalismo. Foi uma experiência muito interessante participar como tuiteira - jornalista experiente já sou, mas ali eu tinha toda uma rede a contribuir, interagir, brincar e comentar. Percebi que uma nova camada de vivências foi acrescentada ao programa e quem só o acompanhou pela TV perdeu as informações, dúvidas e ironias dessa esfera.

Faltou encaminhar as dúvidas que chegavam via Twitter para Ivaldo Bertazzo. Pedro Markun diz que os tuiteiros são como Paulo Caruso que, com suas charges, comenta o programa e também não interage com o entrevistado. Verdade. Só que podemos ver suas aquarelas durante o programa de TV e não lemos as mensagens de twitter na tela, só pela web. A maioria precisaria abraçar o computador/celular e a televisão ao mesmo tempo se quisesse ter a experiência completa. Acho que o Twitter tem de entrar na veia do Roda Viva, sim. Inagaki sugeriu legendas no pé da tela. Qualquer outra solução vale, acho que conectar essas vozes só rejuvenescerá o programa, o mais reputado da emissora. Inovar ali é uma aposta no mundo digital do presidente da Fundação Anchieta, Paulo Markun.

Gambiarra: conexão do restaurante

Jornalista e tuiteiro sem lugar na platéia, Renato Targa foi ao restaurante da TV Cultura e conseguiu uma conexão muito mambembe com a internet, acrescentando outra camada ao programa. Fotografou os bastidores e publicou, também ao vivo, suas imagens, antes de o programa acabar. Acrescentou outra camada ao programa. Soubemos por ele que fora do estúdio a noite tinha, além de lua cheia, pernilongos a granel. Achei que sua intervenção curiosa porque mostra como a web exige poucos recursos e muita criatividade. Isolado no restaurante, ao lado de alunos de Ivaldo, Renato estava conectadíssimo.

Vídeos

Fiz dois vídeos: Bastidores do Roda Viva e Roda Viva com Ivaldo Bertazzo.

Fotos

Não resisti e também tirei fotos de nossa participação, que você encontra no meu álbum Webthings do Flickr. Com essa multiplicidade de canais, saí convencida de que a comunicação caminha a passos largos em várias direções ao mesmo tempo.

Muita gente acompanhou pela web, via streaming, o programa. É inovador contar com tantos canais e melhor ainda ter bons interlocutores. O grupo de pessoas que participava pelo twitter é de formadores de opinião, estudantes, jovens, geeks todos. Uma alquimia poderosa.

Nos blogs

A conversa nunca termina por aí. Blogueiros são gregários e hoje a rede traz mais leituras dessa experiência.

    E por aí vai. As camadas são infinitas.

    O que se comenta a respeito de jornalismo cidadão

    Eu e o Francisco Madureira, do Clico, logo existo, conversamos com estudantes de Comunicação do Mackenzie no ano passado sobre jornalismo cidadão. As meninas, muito simpáticas, deixaram comigo a íntegra do papo em CD, um cuidado que nem todo mundo tem. Ponto para elas. Elas também colocaram o vídeo no YouTube e eu acho legal mostrar aqui os trechos que elas escolheram das nossas entrevistas porque o assunto continua chamando a atenção dos estudantes e dos profissionais de comunicação, ontem mesmo conversei com uma repórter do portal Comunique-se a respeito. “Eu acho que a diversidade é a melhor coisa que a gente ganha com isso”, digo nesse papo. Acho mesmo.

    Novo milênio trouxe o Botecocamp

    MILENIO MILENIO

    Neste sábado de sol vários blogueiros e jornalistas reuniram-se em São Paulo para discutir notícias, blogs, web e business plan, nessa ordem. Como eu cheguei muito no final do Newscamp, ouvi alguma coisa (pertinente) sobre business plan para projetos web e vi quando o evento começou a transformar-se em Botecocamp. Boteco é o destino final de qualquer uma dessas reuniões, pelo que pude entender.

    Conheci figuras novos e, como sempre, achei tudo muito divertido, embora eu ainda não entenda como tantos jovenzitos inteligentes pratiquem esse esporte radical e tão diferente, a tal da desconferência, que é uma versão renovada dos antigos debates.

    Em sábado de sol? Não é exótico ter 20 e poucos anos e passar o dia a discutir Twitter e “mo-ne-ti-za-ção”?

    No fim do evento, o Botecocamp deu um toque de fim de tarde na praia a todas essas idéias e trouxe ares do novo Milênio, que você pode ver na foto. Na verdade, Milênio é o nome auspicioso do fornecedor do toldo que cobria as mesinhas do boteco.

    Como o tempo anda curto para falar sério e eu não participei de várias das discussões, se você quiser saber mais:

    Ah. Tive uma conversa muito original com Renato Cruz, do Estadão, Jorge Cordeiro, jornalista que trabalha para o Greenpeace Brasil e com Juliano Spyer, do Não Zero, gravada pelo Juliano, nem sei precisar exatamente sobre o quê. O Newscamp virava botecocamp e a gente ficou conversando no portão, sem deixar o treco terminar. Mas a conversa estava tão interessante que a gente continuava ali, ouvindo bronca de quem queria encerrar o evento. Quando eu conseguir saber mais, dou o link.

    Como são os blogs do Irã

    Nem todos os blogs do Irã contestam o regime religioso, descobriu um estudo sobre a blogosfera iraniana feito pelo projeto Internet e Democracia do Berkman Center for Internet and Society, mantido pela escola de Direito de Harvard. A pesquisa revelou que existem hoje na blogosfera persa 60 mil blogs atualizados regularmente.

    “Em contraste com a impressão de que todos os blogueiros iranianos são críticos do regime, encontramos uma larga variedade de opiniões representando pontos de vista religiosos conservadores”, diz o resumo do estudo, “assim como blogs seculares com temas que variam de política a direitos humanos, poesia, religião e cultura pop.”

    Leia o relatório “Mapping Iran’s Online Public: Politics and Culture in the Persian Blogosphere”

    Trilha do filme sobre Rolling Stones no YouTube

    Rolling Stones e o diretor Martin Scorsese no centro

    Todas as músicas de Shine a Light, documentário de Martin Scorsese sobre os Rolling Stones, estão disponíveis para você ouvir agora no YouTube. Muito bom. Estou curiosa para ver o filme, gravado no Beacon Theater de Nova York em 2006. Tem participações de filme de Jack White, da banda White Stripes, de Christina Aguilera e do guitarrista Buddy Guy.

    Ouça Shine a Light.

    Eu soube via Gui Fellitti Gui Felitti, do Chá Quente.

    Gravadoras unem-se ao MySpace

    Deu no New York Times: MySpace junta-se à Universal, Sony e WEA em site de música. É o “mais novo esforço da debilitada indústria musical para conter o declínio de suas perspectivas”, segundo o jornal.

    Pelo que eu entendi, o serviço é gratuito e paga-se com publicidade. Em troca dá streaming, listas personalizadas, grupos de amigos e download. Fala-se em cobrar uma assinatura mensal para download ilimitado.

    “Chris DeWolfe, executivo chefe do MySpace, uma divisão da News Corporation, descreve o serviço, que será apresentado no fim deste ano, como um lugar só para toda a música, nas suas variadas encarnações digitais.”

    Se as gravadoras não podem combater o download irrestrito, juntam-se a ele, inexoravelmente.

    Bonito ser testemunha de algumas mudanças muito rápidas. Comecei a trabalhar justamente nessa área: primeiro tive um programa de rock no rádio, depois pesquisei música no Centro Cultural São Paulo, fui produtora da MTV, repórter da seção cultural de dois jornais, cansei as pernas em shows em estádio de futebol e festivais. O negócio todo mudou tão radicalmente, caramba. Não sobrou nada desse império das grandes gravadoras. Posso ouvir sua queda. “Quem te viu, quem te vê.”

    Como é fácil usar o iPhone

    Via Rodrigo Prior encontrei esse vídeo da pequena Deby. Ela contracena com André Sá em Los Angeles e mostra como usar o iPhone. Deby tem 3 anos!!!!!!!!!!

    André Sá aprendendo a usar o iphone

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