É oficial: o Beco do Batman tornou-se objeto de estudo e foi promovido oficialmente a mural de arte ao ar livre.
Estivemos lá eu e Francisco, 4 anos em alguns dias, que adora o Beco do Batman desde muito pequeno. Mal aprendeu a falar e já pedia para passar ali antes ou depois da escolinha. Como eu, adora acompanhar a transformação do lugar. Os grafites sazonalmente são substituídos.
Enquanto admirávamos os dois trabalhos mais toscos do pedaço, eleitos pelo meu filho como os de destaque do momento – duas pedrinhas pintadas singelamente com caretinhas, que impedem que os carros estacionem na calçada – vimos chegar um grupo de turistas. Insólita situação. Beco do Batman sempre foi um canto. Agora é ponto turístico.
Eram estudantes. Pranchetas na mão, ouviam explicações de uma guia-professora. Passaram rapidamente, nem tiveram tempo de escolher o que era mais legal. Pressa. Deixaram palavras soltas: cidade mais humana, São Paulo…
Os novos grafites
Dois tocos de pedra com caretas. Francisco elegeu os grafites mais toscos como os mais legais. Apelidamos os paralelepípedos cimentados na calçada de Cabeça-Dura e Cabeça-Linda. Ele, claro, era o Cabeça-Linda.
Voltaremos outras vezes. Quem sabe, para uma cidade mais humana.


















