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Herbie Hancock & Macy Gray tocaram no Pólo Sul

Herbie Hancock no Villa-Lobos Herbie Hancock no Villa-Lobos

Foi a festa da capucha. Todo mundo de capinha de plástico transparente sobre a elegância do inverno. O show de Herbie Hancock e Macy Gray foi tão londrino, com sensação térmica de alguns graus abaixo de zero. Chuva fininha, daquela que molha os ossos, para não haver dúvidas.

Os cachorrinhos chiques dos moradores do Alto de Pinheiros usaram capinhas. Muita gente levou vinho, foi o desfile de safras do Chile, França, Itália e Argentina com alguns garrafões de Sangue de Boi na mão de incautos mais durangos. As meninas foram de botas. Os meninos, de boné. Sustentei a situação por várias músicas porque o cara é muito bom mesmo.

Fiquei surpresa em encontrar milhares de loucos como eu, que encararam a tarde gelada para ouvir jazz de primeiríssima qualidade. Um programão exótico no parque Villa-Lobos.

Dá para caminhar em São Paulo?

corredor corredor

Caminhar é a melhor forma de ocupar um lugar na cidade e também faz bem à saúde.

Conheço o bairro a pé, me encanto porque ele ganha rosto, mostra o sorriso, resmunga. Às vezes, caminhar impõe um estado de alerta.

Caminhar desautomatiza o trajeto. Desperta alguma emoção. Caminhar economiza o dinheiro de uma condução.

Caminhar é cada vez mais difícil, as calçadas banguelas têm armadilhas.

Caminhar é um projeto que tem de andar na arquitetura da agenda do meu dia, pois é preciso levar as idéias para um passeio.

E aí, dá para caminhar em São Paulo?

Gravadoras unem-se ao MySpace

Deu no New York Times: MySpace junta-se à Universal, Sony e WEA em site de música. É o “mais novo esforço da debilitada indústria musical para conter o declínio de suas perspectivas”, segundo o jornal.

Pelo que eu entendi, o serviço é gratuito e paga-se com publicidade. Em troca dá streaming, listas personalizadas, grupos de amigos e download. Fala-se em cobrar uma assinatura mensal para download ilimitado.

“Chris DeWolfe, executivo chefe do MySpace, uma divisão da News Corporation, descreve o serviço, que será apresentado no fim deste ano, como um lugar só para toda a música, nas suas variadas encarnações digitais.”

Se as gravadoras não podem combater o download irrestrito, juntam-se a ele, inexoravelmente.

Bonito ser testemunha de algumas mudanças muito rápidas. Comecei a trabalhar justamente nessa área: primeiro tive um programa de rock no rádio, depois pesquisei música no Centro Cultural São Paulo, fui produtora da MTV, repórter da seção cultural de dois jornais, cansei as pernas em shows em estádio de futebol e festivais. O negócio todo mudou tão radicalmente, caramba. Não sobrou nada desse império das grandes gravadoras. Posso ouvir sua queda. “Quem te viu, quem te vê.”

Eu odeio o atendimento da NET

Russo Russo

Vou poupá-lo de ouvir minhas lamúrias de quem paga o serviço do Vírtua e recebe em troca um novo passatempo: pagar mico sem fim.

A quimera é uma homenagem ao péssimo serviço de atendimento da NET. O homem corpulento, ao lado, pode ser aquele russo que cantarola na publicidade do serviço de televisão a cabo e internet banda larga.

O grafite não tem nada com isso É lindo e está no Beco do Batman, na Vila Madalena

Comida de Dragão

Veja as fotos da Comida de dragão de Renato Targa

Comida de dragão, tradição dos tempos de Artur. Revigora, alerta todos os sentidos e provoca um incêndio.

Está vendo esse molho tailandês chamado Sriracha, o mais alto da fila? Junte a ele suco de tamarindo, de limão cravo, de limão tahiti, um pouco de cominho, coentro e outras cositas más e terás um incêndio pronto para gravar o nome desse prato em sua língua.

Ha, dirá um baiano. Você não sabe do que está falando. Bem, sei sim.

Preparei uma receita oriental no estilo o-que-tem-na geladeira-e-nas-prateleiras-de-casa mais o que eu trouxe da expedição à Liberdade - um maço de aspargos frescos e cogumelos franceses. Na falta de gengibre, usei cebolinha e salsinha. Acrescentei um pouco de açúcar mascavo e tofu fresco, que é branco, não tem gosto de nada e teve um leve efeito no incêndio.

Comemos com voracidade -a fome continua sendo o melhor tempero. Cheguei à conclusão que foi soberba ignorar as receitas e dar uma de alquimista sem brevê.

- “Nem tudo dá certo”, comentei com a Miki, que é cozinheira, pelo telefone.

- “Um lassi, bebida indiana preparada com iogurte, poderia cair bem com essa comida de dragão”, respondeu a Miki.

- Comida de dragão? Hahaha. Um bom nome.

E assim ficou, um exercício para rir dos próprios erros.