Um ano atrás…
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Pine Point, a cidade que sumiu
Contar uma história e contar de um jeito novo, sem recursos rococós. Comover com timing de videoclipe e interagir quase nada, só pedir para virar páginas – de um site.
Gostei muito de Pine Point, a história de uma cidade projetada que desapareceu. Os autores trabalham com revista impressa, olha só. Gostei dos “Googles”, como eles se intitulam.
Clicáveis adoráveis
Na aba Interativa do NFC (National Film Board do Canadá), encontrei outros clicáveis adoráveis, como My Tribe is my life (Minha Tribo é minha Vida).
Uma garota de preto, entre o punk, o gótico, o Emo e o Bieber, tem ao fundo um cavalo que corre em círculos. Estão na fazenda e como ela tem internet e as redes sociais, o mundo é largo e a vida é uma festa.
Adorei a forma nessa pesquisa sobre “Como a internet transforma nossa identidade e relações interpessoais”, subtítulo do projeto.
iPad e Android
Para quem já tem um, o NFB oferece download de seu aplicativo para iPad e Android.
Um pacote todo bacana e certinho.
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2666, Bolaño
Um bom peso de porta, não fosse boa literatura. Deixei a livraria com o som de uma frase nos meus corredores internos: “Eu mato o Dani se esse livro for chato. Deste tamanho e chato.” Comprei “2666″ por causa de uma resenha bem escrita do Daniel Benevides. Pronto, pensei ao terminar de lê-la, me convenceu. Vou ler. Em tempos de pouco tempo para ler.
E assim foi, aos poucos, o volume pesando na barriga em madrugadas de verão. A primeira parte, uma intriga na corte do mundo acadêmico, uma coisa intelectualóide, rococó. A segunda, quase insuportável de ler, mesmo para quem já viu filme de Tarantino, a mesma crueza de açougue ao falar de crimes e narcotráfico na fronteira do México com Estados Unidos. Uma última parte surpreendente.
Foi assim que 2666 não virou peso de porta. Assim que terminei, foi emprestado, o amigo com uma urgência de quem tivesse lido a resenha. E não leu.
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Começo de primavera
Uma comemoração sem fim aqui dentro de mim.
Uma amiga tem uma boa notícia.
Parece que finalmente começa a nova estação.
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Brasileirinhos concorre ao Grammy Latino
O CD “Brasileirinhos – Música para os bichos do Brasil”, do Paulo Bira, foi indicado para concorrer ao Grammy Latino na categoria “mejor album de musica latina para niños”.
“São só cinco indicados e só de estar nessa lista já é uma grande emoção”, me escreve Bira, de quem somos fãs aqui em casa.
Francisco escolheu uma das músicas deste CD – “Tubarão-Martelo e Peixe-Serra” – como sua música favorita. Rockão pesado, uma graça essa escolha: “Vamos construir um castelo, perguntou o tubarão-martelo. Só se for o mais lindo da terra, respondeu o peixe-serra. Eu martelo. Você serra.”

Essa foto eu tirei na Livraria da Vila, em um show bem tranquilo, com amigos em volta. Dia 12 de outubro ele faz a festa do Dia das Crianças no Museu da Casa Brasileira.
‘Brasileirinhos’ canta os bichos do Brasil ameaçados de extinção
“Quando você achar um bicho gordinho
Comendo capim
No fundo do rio,
Diga oi!
Oi, peixe-boi.”
Animais da fauna brasileira como o peixe-boi, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará são cada vez mais raros, ameaçados pela destruição de seus habitats. O pobre tamanduá, por exemplo, “foi à feira comprar formiga para encher a barriga” e só “encontrou verdureiro, pasteleiro”. Nenhum formigueiro à vista.
Bira musicou poemas de Lalau ilustrados por Laurabeatriz que são sucesso em uma série consagrada de livros da editora Cosac Naify. Em CD da Azul Music, os Brasileirinhos ganham ginga e personalidade. Exploram ritmos e sonoridades das regiões do Brasil, da moda de viola ao samba-rock, enriquecendo a experiência de conhecer estes animais.
Convidados especiais
Para caracterizar cada animal como um personagem único, ele chamou músicos e cantores diferentes para cada uma das 15 faixas do álbum. Zeca Baleiro dá voz ao “Urubu-Rei”. Maria Orth interpreta o “Mico-de-Cheiro”. Suzana Salles e Paulo Tatit apresentam o “Tamanduá-Bandeira”, e Skowa, o “Mico-Leão-Dourado”.
Toda uma geração de músicos participa do projeto: Lucina, Suzie Mathias, Cris Miguel e Sergio Serrano (Cia Ópera na Mala), Mario Manga, Jerry Espíndola, Ciro Pinheiro, Kennya, Mano Bap, Marcos Bowie, Natalia Barros, Fogueira das Rosas e Carlos Campos.
Na Rádio UOL dá para ouvir algumas faixas. A Veja fez uma boa resenha.
Paulo Bira
Gravou com Bocato, Alzira Espíndola, Luiz Waack, Tetê Espíndola, Bob Cupini, Dema K., Miriam Maria e Mona Gadelha, para quem produziu e arranjou faixas de seus dois últimos CDs. Rotoroots é seu projeto com o baterista e percussionista Paulo Pixu e o tecladista Edu Diegues. Como baixista, trabalha com o grupo Mawaca desde 2003. Foi co-produtor do mais recente trabalho do grupo Rupestres Sonoros.
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Pérolas e atentados
- ‘O sero mano tem uma missão…’
- ‘O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas. .’
- ‘A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região.’
- Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.’
- ‘A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO.’
- ‘Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia’
- … menos desmatamentos, mais florestas arborizadas. ‘
- ‘Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado.’
- ‘… são formados pelas bacias esferográficas. ‘
- ‘O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas.
- ‘Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos.’
OBS: eu recebi essa baciada de pérolas como resultados do Enem. Não duvido, mas também não comprovo. O “sero mano” é capaz de tudo, inclusive de inventar um spam cheio de humor.
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