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Estarei pelo twitter no Roda Viva com Ivaldo

Nesta segunda-feira participo do programa Roda Viva, da TV Cultura. A entrevista é com o bailarino, coreógrafo e mestre Ivado Bertazzo, de quem fui aluna por dois anos e de quem sou fã, tiete e admiradora. A minha participação será via Twitter. Acompanhe, comente, converse comigo. Vamos experimentar essa nova ferramenta na cobertura jornalística. Estou curiosa para ver se dá samba. Você pode também enviar sua pergunta via internet para o programa.

Estou feliz por ser Ivaldo o entrevistado, sou fã de carteirinha desde que o entrevistei pela primeira vez, ainda nos anos 80, quando ele já falava em transformar pessoas comuns em bailarinos em seus espetáculos, quando ele já falava em cidadãos dançantes. Depois tornei-me aluna de sua escola, quase participei de um de seus espetáculos (o horário do jornal, na época, não combinava com os ensaios, não deu certo).

O método de preparação corporal de Ivaldo, baseado nas cadeias musculares de Godelieve Denys-Struyf, é seríssimo, assim como seu trabalho de misturar danças orientais e de roda com música brasileira. Então, ficamos combinados: segunda, dia 19, às 22h40, ao vivo, na TV Cultura. Espero você.

O veredicto para o jornalismo cidadão sugere limitações

Está no relatório The State of the News Media 2008: “O veredicto para o jornalismo cidadão no momento sugere limitações”. Bonito esse rococó para dizer: “não é tudo aquilo que se dizia ser”. Está na quinta edição do relatório Anual do Projeto para Excelência em Jornalismo (Project for Excellence in Journalism - journalism.org), que aponta as tendências da mídia nos Estados Unidos.

Isso é apenas o começo do relatório. É bombástico. Vamos por episódios, como se fosse uma novela.

A realidade é cada vez mais complexa

“Os críticos tendem a ver a tecnologia como promotora da democratização da mídia e o jornalismo tradicional em declínio. O público, dizem, fragmentou-se com as novas fontes de informação. Algumas pessoas até disseminam a noção de “Cauda Longa” (Long Tail).

A realidade surge cada vez mais complexa. Mesmo com tantas novas fontes, mais pessoas consomem hoje o que as redações tradicionais (antigas) produzem do que antes, principalmente da imprensa escrita. Os sites do top 10, ligados a velhas marcas, pertencem a uma oligarquia que comanda uma parte maior da audiência do que comanda nos veículos tradicionais. O veredicto para o jornalismo cidadão sugere limitações. As pesquisas mostram que blogs e sites ligados a assuntos públicos atraem uma audiência menor do que se esperava e são produzidos por pessoas com formação ainda mais de elite do que os jornalistas.”

Pensar como um internauta

Acompanho o debate sobre a produção de conteúdo pelo público - jornalismo grassroots, open source, código aberto, colaborativo, enfim, jornalismo cidadão - com atenção. Poucas gerações têm a oportunidade de testemunhar uma transformação tão drástica, em tão pouco tempo, na comunicação. Por isso acredito ser importante prestar atenção àquilo que um relatório desses diz. É um dado novo no tabuleiro.

Como procurei registrar nos posts anteriores, com trechos do debate promovido pela BBC sobre o tema, a produção de conteúdo feita pelo internauta é assunto do momento, cheio de arestas e partes mal iluminadas. Os grandes portais brasileiros deram depoimentos preciosos. Estou a mastigar o que eles disseram antes de opinar, mas saltou as olhos que a BBC, como empresa jornalística tradicional, mostra-se ágil para incluir o internauta como produtor de informação.

A meu ver, uma das maiores falhas que se pode cometer na reestruturação das redações é uma abordagem de empresa aqui, usuário lá. É um erro ater-se à identificação de oportunidades para tirar proveito daquilo o “usuário”, o “cliente” ou o “leitor” produz, quando o melhor seria pensar de forma inversa, pensar como um internauta faria. Acho que a BBC percebeu um pouco essa diferença e começou a “pensar” como um internauta. Esse é um ótimo rumo.

No próximo episódio, as grandes tendências

As grandes tendências:

  • A notícia deixa de ser um produto para se tornar um serviço.
  • As perspectivas para o conteúdo feito pelo usuário, antes imaginadas como centrais para a próxima era do jornalismo, agora aparecem mais limitadas.
  • E mais…

Mastigando Rheingold em frases

Por que luchamos?

Auto-retrato na expo do Mobilefest.

Howard Rheingold fala sobre:

1-TV no celular

“Estamos vendo a emergência do celular, dos pdas e de outros aparelhos portáteis como plataforma para a TV. Isso deve ter consequências sociais e políticas. Parece ser, para mim, a emergência de uma nova mídia”. E compara o momento com o nascimento da TV, que trazia várias coisas do cinema mas não era cinema.

2- Crise do direito autoral

“Estamos em um momento em que os criadores de valores culturais precisam descobrir um novo jeito de ganhar dinheiro. Dois de meus livros estão disponíveis em www.rheingold.com. Estou competindo comigo mesmo ao fazer isso, mas desta forma eu tenho mais público para os meus próximos livros. Sou chamado para palestras. Isso não vai servir para todos. É preciso inovar. Veja o caso da banda Radiohead. As pessoas pagarão voluntariamente pelo trabalho cultural.”

3- Brasil

“O Brasil tem inovação em coisas que outros países não tem. Ele tem potencial para ser líder em inovação.”

4- Educação

“Todas essas inovações nos fizeram melhores? Essa pergunta eu ouço muitas vezes. Depende. Depende da educação, não apenas do acesso aos meios, mas entender o que eles significam. É preciso tratar os alunos não como vasos que precisam ser preenchidos, mas dar a eles o poder de inovar e criar.”

5- O paradoxo

“O grande poder da internet é que todo mundo pode publicar. O grande problema da internet é que todo mundo pode publicar.”

6- Pensamento crítico

“Como incentivar o pensamento crítico? Precisamos ouvir os estudantes e guiá-los para que criem o novo.”

Leia mais: Mastigando Rheingold

Debate Rheingold

Foto: Rogério da Costa (LinC), Renato Cruz (Estadão), Eduardo Bicudo (Wunderman) e Sérgio Pompeu.

Virtual

Virtual Virtual

Mundo virtual é um perpétuo overload de informação.

Virtual não é material e palpável, mas é como essa imagem da árvore na água, presente, muitas vezes dominante.

Um amigo jornalista, que trabalha em uma revista semanal, deu uma bronca hoje: pô, você não acompanha minha coluna? Sorry, não dá tempo para ler tudo e eu não sou target de sua revista, tentei consertar. Fui lá no endereço da coluna, li, todos os textos são excelentes. Mas a questão é tempo, foco, putz. Eu adoraria ler tudo, juro. Sou curiosa, mas o overload é fatal, empanturra.

E essa tal New Tee Vee newteevee.com. Você já viu? Eu ainda não consegui. Não foi por falta de dicas e links, vindos de vários lugares. Eles começaram a colocar no ar os vídeos, registros de uma conferência que discute o futuro da TV, dos filhos do YouTube. Para quem se interessa por mídias sociais, comunicação, TV digital, vídeos, é bom. É bom…

É bom também ter tempo e reservar um pouco da criatividade intelectual. Pronto. Acaba agora meu recreio. Fim de outro post apressado.

Pangea Day pede seus vídeos

O YouTube convida a participar no dia 10 de maio de 2008 do Pangea Day:

“Em um mundo em que as pessoas estão freqüentemente dividas por fronteiras, diferenças e conflitos, é fácil perder de vista o que todos nós temos em comum. O Pangea Day procura superar isso - para ajudar as pessoas a enxergar a si próprias nos outros - por meio do poder das imagens.

Em 10 de Maio de 2008 - Dia da Pangéia - sites no Cairo, Dharansala, Jerusalém, Kigali, Londres, Nova York, Ramallah e Rio de Janeiro estarão unidos para produzir um programa de quatro horas com filmes poderosos, porta-vozes visionários e música. O programa será transmitido ao vivo para o mundo pela internet, televisão, cinemas digitais e celulares.”

As atrizers Cameron Diaz e Meg Ryan, o artista brasileiro Vik Muniz e o designer Phillippe Starck estão entre os organizadores. Os vídeos devem ter até 5 minutos de duranção e deverão ser enviados até 15 de janeiro.

Mais informações em: Pangea Org.

Dica do Schepop.

Heroes ou Lost?

Heroes ou Lost? Eu sou mais Heroes. Acho o roteiro de Lost abilolado, um novelinho no qual há muitas pontas soltas, balançando ao gosto da audiência. Apesar da preferência, achei o último episódio da primeira temporada (ou primeiro volume, como eles dizem) de Heroes um tanto quanto goiaboso.

Seriados são minhas novelinhas, o xampu para lavar as idéias depois de um dia cheio. Meu grau de exigência não é tão alto, mas gosto de bons roteiros.

O núcleo Mica-Niki, sempre dispensável, mostrou porque entrou no roteiro de Heroes. O menino Mica encarna o carinha que era preciso existir para controlar computadores. A loira violenta é a dose de mulher sexy necessária para estampar à frente dos cartazes publicitários.

Peter Petrelli Peter Petrelli, o mais poderoso dos Heroes. Se você quiser assistir aos episódios pela web, a partir de um computador no Brasil, use um Proxy e acesse o site da NBC

Hiro Nakamura e seu ingênuo entusiasmo salva Heroes de ser desinteressante. No meu ranking de personagens legais vêm em seguida Peter Petrelli, o irmão atormentado e cheio de boas intenções do político bonitón. Em terceiro lugar, a cheerleader. Adoro o slogan “Save the cheerleader, save the world”.

Sylar, o vilão, é chato de dar dó, tadinho. A gente só nota como ele é malvado quando ele tira a tampa do crânio e rouba o cérebro de algum superpoderoso. Digamos que ele aparece somente quando pendura uma melancia no pescoço, pisa em cima e suja o chão de vermelho.

Quem quiser saber o que acontece no episódio, é só perguntar. Não quero estragar a festa de ninguém. Mas adianto: a mocinha não morre no final.