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Novo prédio da Rádio e TV na USP

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O professor Luis Fernando Angerami, da Escola de Comunicações e Artes da USP, avisa que dia 21 de outubro será inaugurado um prédio novinho para o curso de Rádio e TV.

Se der, apareço, viu?

Fiquei com vontade de voltar para a ECA. Quando eu estudei ali, nos anos 80, usava equipamentos paleozóicos.

Câmeras em preto e branco, bitola larguíssima, umas fitas que se desmanchavam sozinhas e que você editava na gilete. Isso, fita magnética, imagine, na gilete. Uma grande porcaria.

Eram herança da TV Tupi. Não serviam para nadica, mas a gente inventava e se virava. Não saía lá uma maravilha, mas a gente treinou tudo o que devia: enquadramento, luz, roteiro, direção. Treinou também fazer alguma coisa a partir do nada, na base do improviso e da criatividade.

Todo mundo se salvou. Quem saiu do curso e seguiu carreira nas artes visuais, fez sucesso e tudo. Quem não ficou tão famoso, como eu, ainda assim, lustrou as idéias.

Minha tese é que o curso ensinava a pensar e, inclusive por absoluta falta de condições, não era nada técnico. Aposto minhas fichas no sucesso de um curso assim.

Os vampiros de Sookie Stackhouse

lua lua

Cada um segue a novela que pode e eu viciei-me, confesso, nas histórias de vampiros de Sookie Stackhouse. O formato dos livrinhos é idêntico aos de Sabrina. Traduzi uma vez um livrinho da Sabrina e pude verificar a extensão da baboseira ali.

Estou no quinto livrinho da série escrita por Charlaine Harris (um bestseller do New York Times, como anuncia o selo na capa) e já vi todas as temporadas de “True Blood”, a adaptação para a TV feita pela HBO. Acredito estar habilitada a atestar a extensão da baboseira contida ali.

É interessante observar como o roteirista da série da TV arredondou e suavizou as besteiras de dona Charlaine. A foto da autora na orelha é inverossímil: uma mulher bem rechonchudona com colar de pérolas, toda sorridente. Não parece alguém interessada em vampiros. Mas parece uma leitora de Sabrina, aha!

É ela quem escreve a saga da garçonete Sookie Stackhouse, que acha finíssimo combinar a cor do batom com os brincos e que namora vampiros, sai com lobisomens e enfrenta bruxas. Uma salada mal escrita. Uma Sabrina pop.

Outra confirmação de que a historinha vicia: senti-me mais segura ao deixar a livraria ontem com outros três livrinhos sobre a brega da Sookie. Estoque suficiente para o feriado. Alívio.

Agora tem um “shapeshifter” que vira tigre, um “tigresomem”. É uma salada sem vergonha essa. Tão cheia de buracos que eu me sinto um gênio ao pinçar frases repetidas de livrinho em livrinho. “Provavelmente, a última coisa que os japoneses esperavam quando inventaram um sangue artificial é que sua disponibilidade traria os vampiros do reino das lendas para as luzes dos fatos.”

Essa frase deve ter 11 versões (uma para cada livro). É sempre um rearranjo para encher linguiça. Não gosto de terror, mas desde Lestat, o vampiro roqueiro, eu sentia falta de uma besteira desse porte.

#zemayerfacts

Sex Sex

Sempre achei que internet e besteira (jogo, fun, farra) foram feitos um para o outro.

Prova disso é o sucesso da tag #zemayerfacts, que está “galgando o pódium” dos assuntos mais comentados no Twitter, para usar uma expressão tão cafona quanto o conceito par-romântico-principal-da novela-das-8-da-Globo.

Ninguém acreditou que o José Mayer é novamente o gostosão da novela. A resposta coletiva foi cheia de humor, adoro isso. Para quem desceu da nave ainda agorinha, copio algumas das pérolas que o povo está colecionando:

José Mayer não conta carneirinhos, conta Helenas.

@diallmeida: 2 coisas contribuíram para a explosão demográfica humana: a revolução industrial e o nascimento do zé mayer.

@patiporto: Maria era virgem porque José não era Mayer

@7ropz: O movimento feminista surgiu porque Ze Mayer estava dando um intervalinho

O Zé Mayer está explorando o pré-sal.

@liviacarolinne: estudos comprovam q as mulheres tendem a se relacionar c/ homens parecidos com seus pais. meu pai parece com o zé mayer

@renatotarga Madonna só ficou com o Jesus Luz porque o Zé Mayer achou que ela era muito velha pra ele. Pegava mal.

@leandrocabido: Don Juan se deitou com 1000 mulheres. Zé Mayer que passou o telefone delas

@rjmeneghello: …se você perguntar que horas são para o Zé Mayer, ele responde “Faltam 3, 2, 1…” e depois te come

@garotona Darth Vader: “Zé Mayer, I’m your son”

@jakis_: Na Roma antiga, Baco dava festas com vinho e orgia em homenagem a Zé Mayer!

@Pitterdias: Se zé mayer comprasse a microsoft, ela mudaria o nome para bighard

@japeta_: Quando jovem, José Mayer gostava de escrever em seu diário, mais tarde ele ficou conhecido como “Kama Sutra”

@maribubbles: Na casa do zé mayer nem o azeite é virgem. #zemayerfacts

Bode rei, cabra rainha

Bode rei, cabra rainha, filme de Helena Tassara que foi escolhido como o melhor média metragem da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, estará na TV Cultura. Ele abre a programação de Janela Brasil na quinta, dia 9, às 22h10.

Eu já vi e gostei. Tem humor, poesia, pastoreio, cenas de buchada explícita. Helena contou que a carne preparada como churrasco é saborosa. Eu, por meu lado, compreendo bem uma senhora que diz no filme não conseguir comer o bicho que cria. Eu costumava alimentar coelhos no sítio de meus tios e eles viravam tapetinhos. Foi um ótimo treinamento para virar veggie.

Leia mais sobre Zeca Baleiro nesse filme.

Em boca fechada não entra mosquito

frog frog

Eu ia falar mal dos repórteres de TV que “fazem poesia” durante as passagens. Passagens são aqueles segundos de glória para o jornalista, quando ele aparece no vídeo ensanduichado entre as imagens da reportagem.

É na passagem que a poesia-meleca se concentra e alça vôos atlânticos, é na passagem que as metáforas pululam como sapos do brejo.

Detesto essas passagens standard, elas têm um tom de voz e um estilo narrativo que me dão nos nervos. São um extrato de chavões, lugares comuns e filosofia de rabeira de caminhão.

Mas só digo uma coisa: o sapo não lava o pé, não lava porque não quer.

Estarei pelo twitter no Roda Viva com Ivaldo

Nesta segunda-feira participo do programa Roda Viva, da TV Cultura. A entrevista é com o bailarino, coreógrafo e mestre Ivado Bertazzo, de quem fui aluna por dois anos e de quem sou fã, tiete e admiradora. A minha participação será via Twitter. Acompanhe, comente, converse comigo. Vamos experimentar essa nova ferramenta na cobertura jornalística. Estou curiosa para ver se dá samba. Você pode também enviar sua pergunta via internet para o programa.

Estou feliz por ser Ivaldo o entrevistado, sou fã de carteirinha desde que o entrevistei pela primeira vez, ainda nos anos 80, quando ele já falava em transformar pessoas comuns em bailarinos em seus espetáculos, quando ele já falava em cidadãos dançantes. Depois tornei-me aluna de sua escola, quase participei de um de seus espetáculos (o horário do jornal, na época, não combinava com os ensaios, não deu certo).

O método de preparação corporal de Ivaldo, baseado nas cadeias musculares de Godelieve Denys-Struyf, é seríssimo, assim como seu trabalho de misturar danças orientais e de roda com música brasileira. Então, ficamos combinados: segunda, dia 19, às 22h40, ao vivo, na TV Cultura. Espero você.

O veredicto para o jornalismo cidadão sugere limitações

Está no relatório The State of the News Media 2008: “O veredicto para o jornalismo cidadão no momento sugere limitações”. Bonito esse rococó para dizer: “não é tudo aquilo que se dizia ser”. Está na quinta edição do relatório Anual do Projeto para Excelência em Jornalismo (Project for Excellence in Journalism – journalism.org), que aponta as tendências da mídia nos Estados Unidos.

Isso é apenas o começo do relatório. É bombástico. Vamos por episódios, como se fosse uma novela.

A realidade é cada vez mais complexa

“Os críticos tendem a ver a tecnologia como promotora da democratização da mídia e o jornalismo tradicional em declínio. O público, dizem, fragmentou-se com as novas fontes de informação. Algumas pessoas até disseminam a noção de “Cauda Longa” (Long Tail).

A realidade surge cada vez mais complexa. Mesmo com tantas novas fontes, mais pessoas consomem hoje o que as redações tradicionais (antigas) produzem do que antes, principalmente da imprensa escrita. Os sites do top 10, ligados a velhas marcas, pertencem a uma oligarquia que comanda uma parte maior da audiência do que comanda nos veículos tradicionais. O veredicto para o jornalismo cidadão sugere limitações. As pesquisas mostram que blogs e sites ligados a assuntos públicos atraem uma audiência menor do que se esperava e são produzidos por pessoas com formação ainda mais de elite do que os jornalistas.”

Pensar como um internauta

Acompanho o debate sobre a produção de conteúdo pelo público – jornalismo grassroots, open source, código aberto, colaborativo, enfim, jornalismo cidadão – com atenção. Poucas gerações têm a oportunidade de testemunhar uma transformação tão drástica, em tão pouco tempo, na comunicação. Por isso acredito ser importante prestar atenção àquilo que um relatório desses diz. É um dado novo no tabuleiro.

Como procurei registrar nos posts anteriores, com trechos do debate promovido pela BBC sobre o tema, a produção de conteúdo feita pelo internauta é assunto do momento, cheio de arestas e partes mal iluminadas. Os grandes portais brasileiros deram depoimentos preciosos. Estou a mastigar o que eles disseram antes de opinar, mas saltou as olhos que a BBC, como empresa jornalística tradicional, mostra-se ágil para incluir o internauta como produtor de informação.

A meu ver, uma das maiores falhas que se pode cometer na reestruturação das redações é uma abordagem de empresa aqui, usuário lá. É um erro ater-se à identificação de oportunidades para tirar proveito daquilo o “usuário”, o “cliente” ou o “leitor” produz, quando o melhor seria pensar de forma inversa, pensar como um internauta faria. Acho que a BBC percebeu um pouco essa diferença e começou a “pensar” como um internauta. Esse é um ótimo rumo.

No próximo episódio, as grandes tendências

As grandes tendências:

  • A notícia deixa de ser um produto para se tornar um serviço.
  • As perspectivas para o conteúdo feito pelo usuário, antes imaginadas como centrais para a próxima era do jornalismo, agora aparecem mais limitadas.
  • E mais…

Mastigando Rheingold em frases

Por que luchamos?

Auto-retrato na expo do Mobilefest.

Howard Rheingold fala sobre:

1-TV no celular

“Estamos vendo a emergência do celular, dos pdas e de outros aparelhos portáteis como plataforma para a TV. Isso deve ter consequências sociais e políticas. Parece ser, para mim, a emergência de uma nova mídia”. E compara o momento com o nascimento da TV, que trazia várias coisas do cinema mas não era cinema.

2- Crise do direito autoral

“Estamos em um momento em que os criadores de valores culturais precisam descobrir um novo jeito de ganhar dinheiro. Dois de meus livros estão disponíveis em www.rheingold.com. Estou competindo comigo mesmo ao fazer isso, mas desta forma eu tenho mais público para os meus próximos livros. Sou chamado para palestras. Isso não vai servir para todos. É preciso inovar. Veja o caso da banda Radiohead. As pessoas pagarão voluntariamente pelo trabalho cultural.”

3- Brasil

“O Brasil tem inovação em coisas que outros países não tem. Ele tem potencial para ser líder em inovação.”

4- Educação

“Todas essas inovações nos fizeram melhores? Essa pergunta eu ouço muitas vezes. Depende. Depende da educação, não apenas do acesso aos meios, mas entender o que eles significam. É preciso tratar os alunos não como vasos que precisam ser preenchidos, mas dar a eles o poder de inovar e criar.”

5- O paradoxo

“O grande poder da internet é que todo mundo pode publicar. O grande problema da internet é que todo mundo pode publicar.”

6- Pensamento crítico

“Como incentivar o pensamento crítico? Precisamos ouvir os estudantes e guiá-los para que criem o novo.”

Leia mais: Mastigando Rheingold

Debate Rheingold

Foto: Rogério da Costa (LinC), Renato Cruz (Estadão), Eduardo Bicudo (Wunderman) e Sérgio Pompeu.

Virtual

Virtual Virtual

Mundo virtual é um perpétuo overload de informação.

Virtual não é material e palpável, mas é como essa imagem da árvore na água, presente, muitas vezes dominante.

Um amigo jornalista, que trabalha em uma revista semanal, deu uma bronca hoje: pô, você não acompanha minha coluna? Sorry, não dá tempo para ler tudo e eu não sou target de sua revista, tentei consertar. Fui lá no endereço da coluna, li, todos os textos são excelentes. Mas a questão é tempo, foco, putz. Eu adoraria ler tudo, juro. Sou curiosa, mas o overload é fatal, empanturra.

E essa tal New Tee Vee newteevee.com. Você já viu? Eu ainda não consegui. Não foi por falta de dicas e links, vindos de vários lugares. Eles começaram a colocar no ar os vídeos, registros de uma conferência que discute o futuro da TV, dos filhos do YouTube. Para quem se interessa por mídias sociais, comunicação, TV digital, vídeos, é bom. É bom…

É bom também ter tempo e reservar um pouco da criatividade intelectual. Pronto. Acaba agora meu recreio. Fim de outro post apressado.

Pangea Day pede seus vídeos

O YouTube convida a participar no dia 10 de maio de 2008 do Pangea Day:

“Em um mundo em que as pessoas estão freqüentemente dividas por fronteiras, diferenças e conflitos, é fácil perder de vista o que todos nós temos em comum. O Pangea Day procura superar isso – para ajudar as pessoas a enxergar a si próprias nos outros – por meio do poder das imagens.

Em 10 de Maio de 2008 – Dia da Pangéia – sites no Cairo, Dharansala, Jerusalém, Kigali, Londres, Nova York, Ramallah e Rio de Janeiro estarão unidos para produzir um programa de quatro horas com filmes poderosos, porta-vozes visionários e música. O programa será transmitido ao vivo para o mundo pela internet, televisão, cinemas digitais e celulares.”

As atrizers Cameron Diaz e Meg Ryan, o artista brasileiro Vik Muniz e o designer Phillippe Starck estão entre os organizadores. Os vídeos devem ter até 5 minutos de duranção e deverão ser enviados até 15 de janeiro.

Mais informações em: Pangea Org.

Dica do Schepop.

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