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Quem vê a Copa na TV digital grita gol depois

tv_digital tecnologia e gambiarras

Assisti ao primeiro jogo do Brasil no escritório, que tem a TV mais antiga. Ali, as crianças faziam miséria na cadeira de balanço e pulavam na frente da tela, em ambiente de dispersão total. (No problema, foi um joguinho sem vergonha mesmo).

Nesta salinha do público café-com-leite gritamos gol antes dos que assistiam ao jogo na sala diante de uma tela plana com transmissão digital. Foi ridículo: com tanta tecnologia, eles souberam pelas crianças (e pela TV analógica a cabo) que o Brasil escapou do vexame inexplicável diante da Coréia do Norte. Gol!

Achei (via GJol) uma explicação para o curioso delay, dada por Luís Sucupira Neto: o sinal digital vai até o satélite (faz baldeação, portanto), volta, é decodificado e comprimido (precisa ser lavado, escovado e embalado) para somente então chegar ao consumidor final. O analógico não precisa de tanto tratamento. E o radinho de pilha, quem diria, ganha em velocidade dos dois.

Para os malucos por futebol – 99,8% dos brasileiros – recomenda-se um radinho de pilha na orelha para acompanhar a imagem lindona da tela plana. Só rindo.

Ou como diz o @renatotarga, meu querido: “Malucos por futebol com radinho de pilha? É smarthphone de última geração com headphone bluetooth (exceto iPhone, que não tem sinal FM)”.

Mapão do desempenho do Brasil

Nesse infográfico lindo do Estadão dá para monitorar a performance da seleção brasileira em cada partida em mundiais, desde a estreia em 1930. Outra dica do GJOL.

iPad x The Page

thepage

Esse é The Page, um leitor para a versão eletrônica de jornais. (dica da Patrícia, via Google Reader)

Sou entusiasta das versões eletrônicas, de ebooks. Infinitamente mais baratos, mais fáceis de publicar e distribuir do que livros de papel.

Gosto do Kindle, embora nunca tenha lido um livro por completo nele. Gosto menos do iPad, em tese, porque nunca cheguei a testar um. Mas nesses tempos em que só fala do recém-lançado gadget da Apple, destoam os comentários saudosistas ou feitos em nome dos saudosistas: “saudade do cheiro do papel”, “carisma” do livro impresso, “uma perda as capas dos livros desaparecerem”. “Baixei três livros e não consegui passar da primeira página”, me disse ontem uma amiga, que tentou ler e-books na tela de seu computador.

Acho que vamos pelejar até descobrir um formato mais agradável e eficiente para os livros digitais. Eles não consomem florestas, nem tempo, abrem janelas para os autores. Acho que vai ter de ser digital, sem morrer a versão impressa.

A Penguin Books fez um estudo interessante para conteúdo infantil no iPad:

The Page pode não ser a solução final, mas repare como nossos antigos hábitos, dobrar o jornal grandalhão, por exemplo, moldam as novas tecnologias:

No TED: vestiu uma camisa listrada e saiu por aí

“Esta demonstração — do laboratório da Pattie Maes no MIT, coordenado por Pranav Mistry — foi um destaque no TED…. É um dispositivo que se veste, com um projetor que abre caminho para uma profunda interação com o meio a sua volta.”

Mobilidade em um mundo conectado

Sinapse urbana Sinapse urbana

The Global Information Technology Report 2008–2009, Mobility in a Networked World

Encontrei esse estudo gordão sobre tecnologia, datado 2008-2009, cheio de dados compilados pelo Fórum Econômico Mundial. É bom para quem cansou de ler Mônica e Cebolinha. Por exemplo.

Download do livro Cultura digital

Câmera digital Câmera digital

Cheguei, achei a caixa postal com uma centena de mensagens. É vida digital. No meio delas, achei esse link para download do livro Cultura Digital. Claro que ainda não deu tempo de ler, mas pesquei uns trechinhos.

“O livro Cultura Digital Br é uma obra de intervenção. Foi pensado para provocar reflexão e ação em seus leitores”, adverte Rodrigo Savazoni logo nas primeiras linhas.

“Enfim, existe uma real carência de representação conceitual para os fenômenos surgidos no âmbito da cultura digital. Yochai Benkler, que refletiu criativamente sobre a possibilidade de uma teoria política da rede, enxerga na emergência das redes sociais e da produção dos pares uma alternativa a ambos os sistemas proprietários fudamentados nas lógicas do estado ou do mercado. Este novo “sistema operacional” da cultura seria capaz de fomentar  ao mesmo tempo criatividade, produtividade e liberdade, satisfazendo igualmente às demandas tanto de indivíduos quanto de coletividades”, escreve José Murilo Carvalho Junior.

10 + 10

O mesmo povo envolvido com o Fórum de Cultura Digital leva a conversa até Santos nessa quinta e sexta, dias 1 e 2.

Gilberto Gil, Pierre Levy, André Lemos, Laymert García, Alfredo Manevy, Cláudio Prado e Sérgio Amadeu discutem cibercultura: um balanço e reflexão sobre os últimos dez anos e os próximos dez da cultura digital no Brasil e no mundo.

Dá para acompanhar ao vivo.

“O primeiro dia, quinta-feira agora (dia 1º), será uma discussão sobre os últimos dez anos e sobre os próximos dez. Daí o nome do evento: Cibercultura 10+10. A sexta-feira (dia 2) será outra coisa: uma oficina de remix”, explica o release.

O futuro e a cultura digital

da cor de seu cabelo da cor de seu cabelo

Parar para pensar no futuro é essencial. Sem sonho não se inventa a vida.

Outro dia, ouvi o ministro da Cultura, Juca Ferreira, falar sobre a necessidade de pensar o futuro. Gostei do ângulo do pensamento dele. Estávamos em uma coletiva para blogueiros durante o File e ele anunciava a ida do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica para as comemorações do aniversário de Brasília no ano que vem. “Na renovação do sonho de Brasília, as artes digitais podem cumprir uma parte importante”, disse o ministro.

A coletiva contava também com o José Murilo para lançamento do Fórum de Cultura Digital, uma rede social que propõe debater alguns “eixos“:

- Memória digital

- Economia da cultura digital: Falou-se no “arranjo negocial”

- Infraestrutura: sem servidor, não se vai a lugar nenhum na internet. Falou-se em torrent.

- Arte Digital

- Comunicação Digital. Murilo falou em “convergência das mídias”.

Fiquei de postar aqui um registro sobre esse encontro e fui engolida pela falta de tempo. Por isso, só agora falo desse debate que ainda não consegui acompanhar pelo Fórum. Recebo diariamente convites para “ficar amiga” dos integrantes dessa comunidade, mas não consegui ir além, por enquanto – minha economia do tempo precisa urgente de “planejamento negocial”, será? Acho que é nos grupos que a conversa rola.

Domínio Público

Recebi hoje um email daqueles tipo corrente sobre o acervo do Domínio Público, que estaria para sair do ar por falta de acesso. Só pode ser piada ou desinformação.

O povo do governo federal discutindo o futuro da Cultura Digital e esse endereço, xodozinho do conteúdo sem copyright, ameaçado?

ISO para o jornalismo

camera camera

Recebi um release curioso hoje, da International Organization for Standartization, sobre padrões ISO para o jornalismo e os meios de comunicação.

A conexão peer-to-peer, ou seja, de indivíduo para indivíduo, fica mais fácil, na base do plug and play, diz um dos capítulos da revista da organização: Peer-to-peer connectivity made easy

Você pode ler todos os capítulos desta edição sobre mídia aqui: ISO Focus – April 2009

Fala-se em padrões para a arquitetura das redes, metadados, compressão digital de imagens e vídeo, pdf, enfim, coisas que tornam a vida do usuário possível em uma época em que novas tecnologias crescem como grama no jardim. Além disso, como explica o CEO Reiner Mittelbach, “padrões são importantes para a nossa indústria reduzir custos e esforços”.

Esse papo de Web 2.0 já era

Passado glorioso Passado glorioso

Assisti uma parte do debate entre Geert Lovink e Ronaldo Lemos no auditório do Tuca (PUC/SP), que me atraiu porque prometia uma discussão sobre web 2.0 temperada com idéias sobre produção artística e discussão de autoria. Embora tenha saído do Tuca empastelada de sono, infelizmente vencida pelo cansaço do dia, guardei ecos de frases interessantes. A conversa pode ser retomada pelo Twitter do netart.studies

Lovink quer estudar os buscadores e a Wikipedia. Esse negócio de blogs, diz ele, é só um pedacinho da conversa. Concordo totalmente (outro dia até escrevi sobre blogs porque um estudante pediu, mas acho isso miúdo). Peixe grande hoje são os buscadores e as redes sociais

Os buscadores, comenta Lovink, para muitos são hoje a única coisa que interessa na internet. “Achei bonitinho quando ouvi de uma pessoa que ela não usava mais internet, só o Google”, citou.

A Wikipedia, acredita ele, precisa ser estudada com seriedade, não adianta ficarmos em uma conversa de “olha, a Wikipedia é legal” enquanto os detratores dizem sempre a mesma coisa: olha como a Wikipedia é falha. Essa crítica e essa defesa precisam ser aperfeiçoadas, conclui o pesquisador holandês.

As redes sociais estão nas mãos de empresas (Facebook, Orkut, MySpace, citou). “Nas redes sociais, o momento é semelhante à transição do Blogger para o Wordpress”, comparou ele. E falou das ferramentas open source para criação de redes.

Arte na pista

Ronaldo Lemos me surpreendeu ao discutir arte e tecnologia, por ser professor de direito e lembrar de gatos verde-limão criados por engenharia genética como um ato artístico e por debater alter-modernismo. Vou simplificar aqui a discussão, o que não ajuda muito, mas é o que um blog de gente apressada consegue. Ele aposta em 4 caminhos para o encontro da arte com tecnologia:

1- Levar até as últimas conseqüências os rompimentos que a tecnologia permitiu

2- Trabalhar com suportes obsoletos (citou a gravação de vídeos digitais em vinil)

3- Encarar a pesquisa científica (o exemplo do gato verde-limão)

4- A apropriação da tecnologia por parte das periferias globais (citou um roteiro mundial de fenômenos como o tecnobrega de Belém)

Mais: na Netart

Bom cabrito é o que mais berra na Campus Party

Fotógrafos :) Fotógrafos :)

Entrei de gaiata no navio da Campus Party. Ancorei no porto da fotografia, em ilustre companhia. Renato Targa, Boi, João Liberato (na foto), Fábio Pazzini, Michelle Gomes, Aline Moura, Rafael Jacinto e os meninos da Cia de Foto, tudo isso no primeiro dia. E tem mais nas palestras e workshops da semana.

Para chegar às lonjuras da Imigrantes, fui de metrô e desci na estação Jabaquara. Voltei de carona, esmagada na Bandeirantes entre caminhões gigantes que transportam contêineres. Tá louco, que mico.

Da #cparty, tag que a gente usa para agregar posts, fotos e vídeos no livestream do BlogBlogs, eu trouxe algumas considerações:

1- Barulho infernal
Pensei que estava na feira do peixe. Na Campus Party, bom cabrito é que mais berra?

2- Programação de blogs legal
Não deu tempo de comentar, mas ficou bacana a grade do Campus Blog. Tentei chegar perto ontem da área, mas o lugar estava bombando, gente demais, e eu fui embora sem nem saber do que se tratava. Sei que reuniu muita gente.

3- A luz é uma m…
Olhei de nariz torto para minha coleção de fotos: por que não estava lá essas coisas? Resposta: a luz é uma porcaria. Ai que saudades das janelonas do prédio da Bienal.

4- Morri com a latinha de refrigerante na mão
Na lanchonete, não encontrei lata de lixo reciclável. O Jorge Cordeiro disse que elas existem, mas eu não achei. Mal sinal. Fiquei só na vontade de clicar o lixo orgânico misturado com o reciclável. Fui impedida pelo senso estético.

5- As pessoas são começo, o meio e o fim :)
O melhor disso tudo ainda é encontrar as pessoas e ter oportunidade de papear sobre besteiras.

6- Eu sou o @qualquercoisadotwitter
Fui apresentada a muita gente e percebi que a praxe é dizer o nome e depois como a pessoa assina no twitter. Esquisito para caramba. Não consigo guardar nomes, imagine avatares. Complicou para o meu lado.

7- Pena que não deu para ouvir
Volto para onde comecei. De que adianta um monte de palestras e debates interessantes se a gente não ouve nada? A #cparty virou uma cacofonia dos infernos?

Lembrei de uma viagem a Belém. Fui a uma festa da SBPC na zona da cidade, onde cada boteco/bordel punha uma caixa de som gigantesca na porta e tocava uma música diferente. Lembrei daquela competição grotesca em termos de decibéis e lamentei não ouvir o que os fotógrafos falavam na #cparty.

Mas descobri que alguém ali ouve até demais: Mr. Manson, com um microfone direcional, passa o tempo a ouveir a conversa alheia a metros de distância, sem que ninguém perceba. Aproveita para gravar e publicar na web a conversa. Tá bom para você?

Cyberbeduínos e outros links legais

1- Uso do Twitter Intermediário Avançado Módulo 1

Como ainda não criaram o rehab para twitteiros compulsivos, eu evito a ferramenta e uso em doses bem comedidas. Não testei nada desses aplicativos que indico. Mas como este é o momento Twitter do Jornalismo, vale a intenção educativa. Até o Roda Viva já usa twitteiros convidados para oferecer a seu público uma versão em 140 caracteres das entrevistas. É uma forma de rejuvenescer o formato cadeira giratória e jornalistas que querem aparecer mais do que o entrevistado.

2- As cores e sua personalidade

Tese de Maria Claudia Cortes em Computer Graphics Design no Rochester Institute of Technology, 2003.

(Esse e os outros próximos dois links foram pescados pelo Renato Targa. Essa apresentação da personalidade das cores é uma graça! A Daniela Ramos também gostou da indicação do Rê e a mencionou em seu blog novo)

3- A comunicação sem fios está modificando totalmente a forma como as pessoas trabalham, vivem, amam e se relacionam com o ambiente e entre si . (”Wireless communication is changing the way people work, live, love and relate to places-and each other”)

Esse artigo da Economist fala em beduínos digitais. São pessoas que podem viver sem endereço fixo de trabalho, de forma nômade, graças ao acesso à internet. Eles podem falar com amigos e a família em um café com wifi enquanto trabalham em seus notebooks. Eles se conectam via celular – iPhones, Blackberries – e escrevem até livros com eles (5 entre 10 romances best sellers do Japão do ano passado foram escritos em celulares).

Segundo o artigo, houve uma fase em que só existiam astronautas. Precisavam levar tudo porque o ambiente não fornecia nada. Carregavam também uma pilha de papéis caso todas as traquitanas eletrônicas falhassem. Depois, houve a fase do caramujo ermitão (na qual hoje ainda me encontro), que leva menos fios e cabos, mas leva uma casinha nas costas.

A evolução do caramujo é o beduíno, que não carrega água porque sabe onde estão os oásis. Com seu smartphone ou iPhone, o cyberbeduíno anda leve e feliz pelo mundo.

4- As tecnologias mais perturbadoras

A web semântica é a número 10. Computadores não conseguem interpretar a informação a partir de um contexto. Para criar inteligência artificial, as pessoas procuram deixar os metadados menos dúbios. Gartner prevê que somente em 2026 haverá uma transição do hipertexto semântico, que é fruto dessas tentativas, para um ambiente verdadeiramente semântico (leia-se, em que as máquinas possam “raciocinar”.)

5- Reino Selvagem - um pouco de humor nessa minha seleção. Aprenda a fazer comedouros para passarinho, churrasco em roda de carro e a aplicar Contact na geladeira velha. Guia de sobrevivência “básico” de um figura ímpar, Emerson von Lehman.

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