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Dia sem carne

papinha papinha

Sem carne às segundas-feiras contra o aquecimento global. A proposta é que as pessoas não comam carne na segunda-feira. O lançamento da campanha será dias 3 e 4 de outubro, no Parque do Ibirapuera.

Quem me avisou foi o Laurent Rains. No fundo da memória remexeu-se uma lembrança de alguma celebridade hollywoodiana gastando suas fichas para convencer as pessoas a aderirem. Não sei quem.

Mudar um hábito é tão difícil. Mudar um hábito alimentar por uma motivação racional é coisa para poucos. Experimente fazer dieta. Experimente ficar proibido de comer chocolate. Vem uma vontade absurda de comer chocolate. Se você adora um bife, experimente parar de comer picanha só porque leu uma reportagem. Vai salivar loucamente quando o bifão passar exalando seus odores sob o seu nariz.

Eu, que tenho aversão a cheiro de carne e acho cheiro de picanha no fogo enjoativo para caramba, achei estranha essa ideia da campanha contra a carne. Será que funciona?

Não como carne desde a adolescência porque não gosto. Assim fácil. Sem camadas de ideologia em cima é mais fácil não salivar, mudar o hábito alimentar, comer de forma mais saudável etc.

Goste ou não do bifão, vale a pena uma segunda sem carne. Passe lá no blog Dia sem Carne para saber mais.

Programação

“Na Marquise do Parque haverá um caminho com grandes fichas coloridas, espécie de jogo, onde estarão dispostas informações, receitas e muito mais. As pessoas serão convidadas a percorrer o caminho de tijolos coloridos e entrar em quatro estações temáticas dispostas por este caminho: meio ambiente, ética, saúde e novos sabores.

Haverá exibição de filmes e palestras e apresentação e degustação de comida com a presença de alguns chefs na Escola Municipal de Astrofísica Professor Aristóteles Orsini, também no Ibirapuera.

Serão distribuídos e sorteados brindes como toy arts, receitas, camisetas, aventais e outros.

Oficinas do Gosto, promovidas pelo movimento Slow Food, serão promovidas gratuitamente para crianças, onde será possível desenvolver o olfato e conhecer alguns temperos. Haverá degustações no correr dos dois dias, oficina de compostagem doméstica e prática de yoga.”

Suíços do Brasil no Memorial do Imigrante

Embarque de imigrantes suíços

Foto: Acervo Memorial do Imigrante

Trabalhei no projeto da exposição Suíços do Brasil, que será inaugurada em 3 de outubro, um sábado, no Memorial do Imigrante e permanecerá ali até 2 de novembro. Depois, seguirá para outras cidades brasileiras onde a imigração suíça deitou raízes.

Quem for ao Memorial do Imigrante pode aproveitar para dar uma voltinha na antiga locomotiva que ainda circula nos finais de semana nessa antiga hospedaria. Ali ficavam os imigrantes por alguns dias, antes que serem “despachados” para as plantações de café.

Escrevi os textos, fiz a pesquisa iconográfica e parte da pesquisa histórica da exposição. Fui surpreendida pelo que aprendi. Desconhecia que os suíços, assim como os italianos, migraram em massa para o Brasil impelidos pela fome e a crise econômica de seu país natal. Conhecia apenas a versão mais sofisticada da viagem, opção de artistas, intelectuais, cientistas e empresários.

Viajei pela história da ciência ao escrever sobre Emílio Goeldi, do Museu Paraense que hoje leva seu nome, e Adolfo Lutz. Foi gostoso falar de Guilherme Gaensly, o fotógrafo que retratou a avenida Paulista na época dos barões. As imagens dos casarões da Paulista na época em que era uma pacata área de chácaras sempre foram de minha predileção, sempre suspirei ao ver fotos de Gaensly, tão lindas. Foi um prazer receber um email recheado de fotos de Claudia Andujar, falar com artistas, professores, instituições, mergulhar em mil fontes.

Abaixo, copio o texto de divulgação.

Suíços do Brasil – press release:

Realizada pela Embaixada da Suíça no Brasil e pelo Consulado Geral da Suíça em São Paulo, a exposição Suíços do Brasil’ – que acontece de 3 de outubro a 2 de novembro, no Memorial do Imigrante, revela pela primeira vez, num conteúdo histórico e biográfico, um panorama da presença suíça no Brasil.

Para comemorar o Dia Nacional da Suíça, 1º de agosto, a exposição foi inaugurada em Indaiatuba, na Colônia Helvetia, fundada em 1888 por imigrantes que vieram trabalhar nas fazendas de café da região. Cerca de 8 mil pessoas visitaram a mostra, que chega agora a São Paulo.

Numa iniciativa da agência Presença Suíça, a exposição Suíços do Brasil é composta por módulos que percorrem a história da presença suíça no país, destacando perfis de 21 personalidades que tiveram e têm uma importante participação na sociedade brasileira. O projeto apresenta também depoimentos em vídeo de suíços que vivem no Brasil.

A exposição integra o programa Laços Suíços na América Latina, que até 2010 vai celebrar a história suíça nos países que receberam grande número desses imigrantes e ainda mantêm fortes vínculos culturais e econômicos com a Suíça.

Organizada a partir de material levantado em pesquisa histórico-biográfica, a exposição mostra os laços entre os dois países e resgata a história das relações suíço-brasileiras, que vêm se renovando e permanecem vivas até hoje.

Dentre os perfis individuais de personalidades suíças ligadas a áreas como literatura, ciência, engenharia, música e artes plásticas, estão o sanitarista Adolfo Lutz, a fotógrafa Claudia Andujar, o poeta Blaise Cendrars, o artista gráfico John Louis Graz, os engenheiros Robert Mange e Erich Meili, o cientista Emilio Goeldi, o músico Anton Walter Smetak e os artistas plásticos Dias e Riedweg.


Hospedaria da Mooca: o albergue dos imigrantes

Hospedaria do brás Hospedaria do Imigrante

No fim do século 19, a Europa estava em crise, enquanto o Brasil precisava de braços para as plantações de café. Os imigrantes se despediam de tudo o que conheciam e desciam no porto de Santos, onde embarcavam em um trem. Chegavam a São Paulo pela estação da Hospedaria do Imigrante.  Podiam ficar seis dias. Mais quatro se houvesse problemas no destino.

Recebiam um cartão de “rancho” que lhes dava direito a refeições, cama, banho. Depois, subiam em outro trem e viajavam para o oeste de São Paulo, para as fazendas de café. A história dos imigrantes nesse alojamento para mil pessoas termina em 1978, quando ainda recebia coreanos. No total, 2,5 milhões de pessoas passaram por lá. Em 1998, a Hospedaria foi transformada em Memorial do Imigrante. Nos fins de semana, a Locomotiva Baldwin 1922 ainda deixa a estação para uma voltinha com as crianças.

Estive lá a trabalho e me perguntei como não fui antes. No computador, é possível pesquisar a chegada das imigrantes pelo sobrenome. Minha família  aparece com várias grafias. Brava gente, como já escreveu alguém. Meu bisavô não foi para a lavoura, parou na cidade. Quantas histórias começaram ali.

Criança, de férias na casa de meus avós no interior, eu me equilibrava no trilho da ferrovia desativada. Os depósitos da estação tinham uma luz filtrada, bonita. Gostei de atiçar as lembranças com o que encontrei no pequeno museu ferroviário. Achei bonito encontrar uma máquina do tempo tão à mão.

14ª Festa da Imigração

Eu não sabia e acho que pouca gente sabe que neste domingo, dia 28, a 14ª Festa da Imigração mostra o rendado de nacionalidades que compõe São Paulo. Barraquinha japonesa ao lado da barraquinha indiana, na boa. Durante todo o domingo haverá música, dança das 10h às 18h.

Ai, que frio

Gato no forno/ Cat in the oven Gato no forno/ Cat in the oven

Não me lembro quando foi que em São Paulo fez tanto frio por tanto tempo. Semanas seguidas de temperaturas máximas de 20 graus e mínimas de até 7.

Engraçado como o corpo se acostuma e aos poucos, vamos diminuindo a quantidade de casacos. Incorporamos o frio à rotina e não deixamos mais de levantar tão cedo ou de sair ao ar livre só porque está gelado. O gorro entra para o layout básico, a echarpe e o cachecol viram coringas da estação.

Soube que o frio vai embora e, quer saber, não gostei muito. Desde que o aquecimento global entortou de vez as estações, sinto saudade do frio durante o inverno.

Artesãos do Corpo em foto na Galeria Olido

Exposicao na Galeria Olido - Sao Paulo SP Exposicao na Galeria Olido – Sao Paulo SP

O fotógrafo Fábio Pazzini expõe a partir de sexta, dia 5, fotos do grupo Artesãos do Corpo na Galeria Olido. Os bailarinos/atores são uma das paixões de suas lentes. Fábio adora falar sobre o dia em que todo mundo ficou pelado, o dia em que isso e aquilo. São dez anos de palco, rua e fotos, explica ele.

Amigo, dessa vez acho que não vou conseguir aparecer… Beijos de blog, então. E suerte.

De 5 a 14 de junho
Galeria Olido
av. São João, 473 – Centro – São Paulo – SP

Riachos perdidos que podem voltar a céu aberto

luz luz

Um riacho corta o quarteirão do meu prédio ao meio. Nada se vê dele, apenas uma nesga que às vezes é terreno baldio, às vezes é cimentada, às vezes foi invadida pela área de lazer dos condomínios chiques e até mesmo por um estacionamento de trios elétricos (!!!).

Descobri esse riacho durante a Feira da Pompéia, quando encontrei o arquiteto César Augusto Sartorelli, que conheço dos nossos tempos de USP, em uma barraquinha da Prefeitura. Ele divulgava o projeto Riachos Perdidos, que mapeou riachos e fontes/nascentes da bacia da Pompéia (que vai da Avenida Sumaré à Vila Romana), conforme me explicou em um papo rápido por e-mail:

A idéia é deixar a água novamente a céu aberto?

Sim.

É possível isso?

Sim, desde os anos 70 já acontece nos EUA, Canadá, Europa, Japão.

E todas as fundações feitas ao lado da canalização, como ficam?

O rio continua lá. Se afetasse as fundações já o teria feito.

Será que haverá um dia um riacho a cortar essas quadras todas aqui do bairro?

Sonho com isso. Sim, haverá.

Fotos em preto e branco na Pinacoteca

Foto: Boris Kossoy, São Paulo, 1970

Boris Kossoy, Cláudia Andujar, Carlos Moreira, Cristiano Mascaro, Fernando Lemos, German Lorca e Thomaz Farkas: com essas estrelas da fotografia a Pinacoteca exibe, a partir de sábado, dia 23, 80 fotos em preto e branco doadas para seu acervo.

Minha intenção é estar na inauguração da mostra, que vai das 11h às 14h do sábado. Além de fã desses olhares em preto e branco, visitar Jardim da Luz e tomar um café em frente às árvores centenárias é um de meus programas favoritos em São Paulo. (Uso o adesivo da Pinacoteca que identifica os visitantes na blusa como uma medalha para meninas espertas).

A exposição fica até 9 de agosto, de terça a domingo, das 10h às 18h. Ingresso combinado (Pinacoteca + Estação Pinacoteca): R$ 4 ou R$ 2. Grátis aos sábados.

Fotos da Feira da Pompeia

A Feira da Pompéia, no domingo, foi bem divertida. Encontrei amigos, comi um beijinho, tomei água com gás e fotografei. Veja as fotos.

Com tanta barraquinha, não comprei nada, talvez porque meu lado consumo-consciente estivesse mode on. Gostei das barracas de roupas amalucadas, coloridas, “customizadas”. Nem assim.

A rua estava menos cheia que no ano passado, o dia estava lindo, Francisco adorou os shows e eu me diverti.

Feira da Pompeia no domingo

Funny T-shirts Funny T-shirts

Neste domingo tem Feira da Pompeia.

Pela manhã é agradável.

À tarde, é intransitável.

O entardecer é inviável pela quantidade de adolescentes entretidos no looping de: comprar latinha, tomar toda a cerveja, comprar outra latinha.

Ateliês da Vila Madalena abrem as portas

Frufru Frufru

No próximo fim de semana tem Arte da Vila, um evento anual em que os ateliês da Vila Madalena ficam abertos para visitas e comprinhas. São dias ótimos para quem gosta de caminhar pelo bairro. Se você preferir há um serviço de vans grátis para ir de uma ladeira até outra.

Saiba mais:

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