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Tom Zé no Radar Cultura

Tom Zé Tom Zé

No lançamento do Radar Cultura, www.radarcultura.com.br, projeto colaborativo para a Rádio Cultura AM.

Adorei a interface do novo projeto, de visual limpo, fácil de usar.

O mais divertido foi votar em músicas. Fazer a programação é mesmo um barato. Acho que isso vai dar samba. Com licença para o trocadilho.

Pitaco

Minha sugestão é que a nuvem de tags (tag cloud) leve também para música.

Penso em bossa nova, clico ali na palavra e só encontro posts ou podcasts sobre o assunto. Gostaria de uma lista de músicas do gênero quando não lembro de nenhuma. Uma lista para inspirar.

Veja mais fotos.

Rádio Cultura agora é colaborativa

A partir desta segunda-feira, às 20h, a Rádio Cultura passa a ter um ambiente colaborativo para que os ouvintes possam sugerir pautas e interferir na programação, como explica o Juliano Spyer em seu Não Zero.

Radar Cultura é o nome desse novo ambiente colaborativo. Para participar é preciso cadastrar-se e o conteúdo ganha destaque a partir do voto dos outros integrantes da comunidade, ou seja, ele é “moderado socialmente”. O conteúdo tem licença Creative Commons. Todas essas características são ótimas porque trazem o DNA da colaboração.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a promessa de que as pautas sugeridas pela equipe da redação terão o mesmo peso das pautas sugeridas pelo público, com as mesmas chances de serem produzidas e divulgadas. Ponto para a Cultura. E para o Juliano Spyer e André Avório, que trabalharam no projeto.

O contraste: fiquei estarrecida ao abrir o Guia da Folha desta semana com uma edição para os melhores de 2007. Pela primeira vez, o guia traz o voto dos leitores -12 mil almas - mas sua opinião tem um peso três vezes menor do que o voto dos críticos escolhidos pelo guia. Vexame completo, que falta de faro! Os críticos têm seu cabedal de conhecimento e experiências, certo. Mas o guia consegue que mais de 12 mil leitores se dêem ao trabalho de interagir com o veículo para depois espremer seu voto no rodapé da página? Três quartos de página para os críticos e um quarto para os leitores? Miopia editorial é um jeito bondoso de falar dessa opção.

De volta ao louvável: outro diferencial do Radar Cultura é a elegância do Spyer, que no mesmo Não Zero já citado acima, ressalta que a idéia de rádio colaborativa não brotou do solo esta semana, mas que a experiência em rádios públicas tem um histórico. Ele cita e ainda dá link.

Copio os links porque é um referencial importante para a terra de cegos:

  • Programa Open Source - O blog serve para a comunidade sugerir pautas, entrevistados e comentar o conteúdo que vai ao ar.
  • Rought Cuts da NPR - Espaço colaborativo onde a emissora apresenta aos ouvintes idéias programas novos para receber feedback da comunidade e iniciar a divulgação boca-a-boca.
  • Vocalo - Projeto de rádio produzida pela participação da comunidade.
  • Search Engine - A audiência é convidada a repercutir assuntos em suas comunidades e enviar de volta ao programa.”

É assim que se faz. Desejo sucesso ao Radar Cultura. E recomendo a leitura do post do texto sobre colaboração em rádios assinado por Mark Glaser que o Não Zero se deu ao trabalho de traduzir para o português. É muito claro ali um depoimento de Christopher Lydon, do programa Open Source, que diz : “Nós podemos treinar participantes e eles podem nos treinar. É um trabalho lento e humilde, mas toda a idéia de conteúdo criado pela audiência, onde ouvintes se tornam escritores, é uma boa idéia e funciona como um encanto.” Lento, humilde, construção e colaboração, uma rima.

Copio outro trecho da tradução, porque traz dicas de Greta Pemberton, a blogueira-chefe do programa Open Source, sobre o que funciona em jornalismo colaborativo: “No começo nós não instruíamos as pessoas em relação às sugestões e era realmente trabalhoso ler esse material. Desde que estamos dando mais feedback nas respostas, temos tido melhores resultados.”

Destruir é para iniciantes. Somar é uma arte.