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Brasileiras abrem portas na Croácia

Cubatão Cubatão

Meninas do Brasil instalam portas nas ruas da Croácia. No meio da cidade de Zagreb, instalam portas em lugares inusitados. Pelo olho mágico, vêem-se fotos. Algumas das fotos, como essa ao lado, são minhas. Um recorte do Brasil. Renato Targa também contribui com imagens.

Explico melhor: OPOVOEMPÉ, um grupo de intervenção urbana dirigido pela querida Cristiane Zuan Esteves, participa do Urban Festival. De Zagreb, ela escreve:

“Nós, do OPOVOEMPÉ, estamos aqui realizando o nosso projeto “Out of key(s)”, de instalações e ações cênicas, no UrbanFestival. Um festival voltado para a arte em espaços públicos, com artistas que trabalham em áreas fronteiriças. O tema deste ano é ‘How we regret’.

Iniciamos a pesquisa para o projeto em dezembro de 2007 e estamos em processo na Croácia há 10 dias. Para conhecer o projeto, os outros artistas deste festival e um pouco de Zagreb e da Croácia, acesse nosso blog edição especial:

www.opovoempeemzagreb.blogspot.com

O blog é atualizado todos os dias, acompanhando o processo de criação e execução do trabalho, as experiências e encontros desta viagem.”

Pelo blog, vejo crianças que brincam ao lado de um bunker. Visite você também. Adoro essas viagens internas e geográficas de OPOVOEMPÉ.

Qualquer sofá com OPOVOEMPÉ no Sesc Pinheiros

Qualquer sofá Qualquer sofá

Neste fim de semana e no próximo, OPOVOEMPÉ faz intervenções no Sesc Pinheiros. As meninas trabalham com técnicas corporais que pedem atenção ao aqui e agora de uma forma muito exigente: Suzuki Training e Viewpoints. A direção é da Chris Esteves, de quem já falei aqui.

Leio no blog que “no dia 30 de abril, OPOVOEMPÉ parte para Zagreb, Croácia, a convite do UrbanFestival“. Então, vá lá antes, conferir esse trabalho.

Outra tropa de elite vai para a Alemanha

chris esteves

Chris Esteves é uma diretora brasileira que pesquisa teatro documental, aquele que não trabalha com atores. Por conta disso, levou parte dos policiais que fizeram o projeto Chácara Paraíso para a Alemanha, a convite do diretor Stefan Kaegi. Juntos, eles participam do festival Spiel Art em Munique, com a performance Soko São Paulo, em 20 de novembro:

soko sao paulo

Tropa na esquina

A idéia de uma outra Tropa de Elite não me sai da cabeça desde que eu e Chris nos encontramos por acaso, aproveitamos para tomar um café e começamos a nos despedir em uma esquina da Vila Madalena. Foi um papo desses em que você se despede mil vezes, sempre emendando um assunto mais interessante no outro, protelando a despedida.

- Serão seis policiais brasileiros, seis alemães, explica Chris na primeira tentativa de um tchau.

- Como é que é?

- Tem o policial que treina cachorros e vai levar a cadela Agata…

- Será que é aquela labradora fofa que ajudou no resgate do acidente do Metrô?

- Não, não é.

- Ela ia se aposentar.

Aposentados têm tempo para viajar, certo? Podia ser uma viagem por mérito, uma cachorrinha tão valente, farejadora de escombros, sempre de lencinho no pescoço para fotos.

- Não é não, é outra. Tem a mulher do Copom, que atende a chamados de emergência pelo telefone. Tem um policial que participou da invasão da USP, um outro que toca contrabaixo e a Eliana, que foi da primeira turma de mulheres a serem aceitas na polícia.

- Invasão da USP? Essa agora?

- Não, aquela do Crusp, mais antiga, na época da ditadura…

- Ah, tá…

Oingo e Boingo falham nas conexões em cada situação… Ainda bem que é amiga, não repara.

- É interessante ver como esses policiais encaram a profissão como uma missão. Mas eles têm a linguagem e o discurso da corporação impregnada neles.

Diana, outra amiga, passa esbaforida e interrompe a conversa: “Acredita que furou o pneu do meu carro? Justo agora?”

- Você não vê uma categoria, os policiais.

Chris começa a perceber que a despedida virou entrevista com a aparição de papel e caneta.

- Não são os policiais, são as pessoas e suas histórias, que revelam as contradições que vivem.

Encerramos a sessão despedida e deixo a amiga seguir seu rumo, em direção à Alemanha.

Soko São Paulo

São Paolo is one of the most dangerous places in the world. Munich is the most secure city in Germany. In January 2007 the Swiss specialist in documentary theatre Stefan Kaegi (Rimini-Protokoll) and the Argentine author and stage director Lola Arias developed together with 17 Brazilian policemen a scenic installation in São Paulo. In small groups the audience met policemen, human beings with biographies full of contradictions. Now six of these Brazilian policemen come to Germany to meet their Munich colleagues. SOKO SÃO PAULO is a scenic installation, in which Brazilian and German policemen reconstruct their experiences as representatives of the law. In small chambers they show photos and tell their memories as if they were attendants of their own lives.”

With: Isabel Cristina Amaro, Thago de Paula Santos Alves, Marcel Lima, Pedro Amorim, Sebastião Teixeira dos Santos, Ellana Gombes Viana Pires, Rudi Baier, Verena Kunze, Klaus Röschinger, Bennie Baumann, Johann Beck. Special guest: Günther Koch (football reporter)

Alice no País das Maravilhas

Coleção Alice Wanabe Coleção Alice Wanabe

Alice de Lewis Carroll inspirou a designer Miki Watanabe, que fez um desfile de bonecas para gente grande (toy art) na Galeria Pop, em São Paulo: “Alice Wannabe”.

Veja mais fotos minhas. Vejas as fotos do Renato Targa.

“Alice no País das Maravilhas” é um de meus livros favoritos.

O diálogo abaixo, copiado de página aberta a esmo, aleatoriamente, por exemplo, se aplica à vida, a essa vida, a esse blog, a esse post:

- “But I don’t want to go among mad people”, Alice remarked.

- “Oh, you can’t help that”, said the Cat, “we’re all mad here. I’m mad. You’re mad.”

- “How do you know I’m mad?”

- “You must be, said the Cat, ” or you wouldn’t have come here.”

Interior vem a São Paulo: música e patas

No Memorial da América Latina e no Parque da Água Branca, samba no pé, bate-lata e uma cavalhada.

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

Os vídeos feitos durante o evento de cultura popular “Revelando São Paulo”, nos dias 15 e 16 de setembro, marcam a estréia aqui do plugin WordTube, dica foi do professor Rogério da Costa. É complicado de instalar, mas o resultado é essa traquitana estilosa em flash.

Que tal?

O interior veio à capital

Com amigos que estudam fotografia, acompanhei sábado a chegada a São Paulo de bonecos gigantes, vindos de todo o estado.

lULA NO MEMORIAL

Eles chegaram no Memorial da América Latina e, dali, caminharam até o parque da Água Branca, onde se realizava um evento de cultura popular, o “Revelando São Paulo”. Dava gosto ver o rosto feliz das crianças, alvoroçadas com o passeio.

Menina e boi

Sob um calor infernal: o Memorial não tem uma sombra, uma árvore. É uma guerra perdida para o concreto. Os músicos improvisaram - como sempre - e acharam abrigo no bagageiro do ônibus:

Musicians

Foi bacana participar da “concentração” que, na verdade, era expansão. Esse pessoal que veio passear em São Paulo gosta de bonecos e de dançar. Trouxe junto um outro olhar, mais franco, para a vida.

Mais fotos no Flickr em Cultura Popular.

Entre xarás: Trinta Anos, Três Anas

Voltei com uma cestinha cheia de recados dos amigos depois de uma ausência para cuidar da vida. O último post foi antes do feriado, nossa.

Para quem gosta de fotografar, tem o convite da Bianca Piragibe, jornalista e atriz. Ela avisa que quinta, dia 13 de setembro, às 18h30, haverá sessão para imprensa de Trinta Anos, Três Anas no Teatro do Ator (Praça Franklin Roosevelt, 172, Consolação, tel: 3257-2264). O espetáculo fica em cartaz até 15 de dezembro, sempre aos sábados, às 19h.

“No dia em que completa 30 anos, Ana faz um balanço de sua vida”, resume a sinopse.

Bianca Ana

Foto: Iberê Thenório.

Yoga pela paz

Ganesha Ganesha

O evento Yoga pela Paz começa amanhã às 21h no Clube Pinheiros, com uma homenagem ao professor Hermógenes, pioneiro do yoga no Brasil. Lembro-me bem dele em 1977, quando comecei a praticar. Era a referência, ainda é. O músico americano Krishna Das se apresenta na abertura do evento.

Sábado, dia 18

No sábado, o Sesc Pinheiros tem uma programação que inclui palestra do físico quântico Amit Goswami. Ele aparece no documentário What the bleep we know (Quem Somos Nós):

Ativismo Quântico
Palestra com o físico quântico Amit Goswami, conhecido mundialmente por aliar tradições místicas com exploração científica, buscando unificar espiritualidade e física quântica. A partir de 15 anos. Venda de ingressos nas bilheterias de todas as unidades da capital, pelo sistema INGRESSOSESC. Venda limitada: 02 ingressos por pessoa. No Ginásio Ônix, 7o.andar. 1 R$ 15,00; R$ 10,00 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
Dia(s) 18/08 Sábado, às 17h30.
SESC Pinheiros

Práticas de yoga e meditação
Atividade que inicia com meditação em conjunto, e em seguida, é realizada a prática de yoga. Com Lia Diskin e Monja Coen, Cristóvão de Oliveira, Marcos Rojo, Deborah Weinberg, Lygia Lima. A partir de 15 anos. Necessário estar em trajes confortáveis apropriados para atividade física. Trazer um tapete próprio para prática de yoga e uma almofada para a prática de meditação. Venda de ingressos nas bilheterias de todas as unidades da capital, pelo sistema INGRESSOSESC. Venda limitada: 02 ingressos por pessoa. No Ginásio Ônix, 7o.andar. 1 R$ 15,00; R$ 10,00 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
Dia(s) 18/08 Sábado, das 10h30 às 13h e das 13h30 às 16h.
SESC Pinheiros

Meditação no Ibirapuera domingo

No domingo, meditação e yoga reinauguram a Praça da Paz do Ibirapuera, que estava fechada. São esperadas 15 mil pessoas. Programão para dia de sol.

Banana Pudding by Miki W.

A designer Miki fez um pudding de banana enquanto um pessoal ali ao lado ficava pelado a 11 ºC. De regata branca, eles usavam máscaras e estavam unidos por tubos de acrílico. Não deu para tirar foto da performance “Dispositivo de Interação Combinada” porque tinha tanta gente na Galeria Vermelho que era impossível ver qualquer coisa.

bananapudding

Subi em um banco para ver a cena insólita do pessoal de regata branca e depois fui perambular pelo Verbo, um festival de performances, instalações e bolinhos de banana, peixe assado na grelha, batatas assadas no papel alumínio.

MIki

No vídeo que fiz a gente pode ver o cachorro Filé, entusiamado com tanta gente e tantos cheiros, de olho na grelha enquanto “Songs of Googlism” usava “dados do Google para a criação de textos montados com fragmentos de frases vindas de diferentes sites da internet”, assinado digigarden.

Além do pudding de banana, experimentei o peixe preparado pelo Projeto Apartamento, que ocupou há tempos um prédio da Encol e fez a primeira versão da grelha-instalação. Agora a grelha está no Verbo.

peixe galeria vermelho

Teresa Berlinck organizou o lance da cozinha. Segundo ela me contou, a “Cozinha Cultural” baseia-se na colaboração. Quem quiser (e souber) cozinhar aparece, traz ingredientes, cozinha. Quem quiser chegar, pode levar alguma coisa, uma bebida. “Cozinha Cultural propõe a criação de um núcleo de convivência e colaboração, abrindo espaço para a troca de experiências que podem ocorrer ao redor do fogão e da mesa. Receitas e dicas podem ser enviadas para blog www.cozinhacultural.blogspot.com.

O pudding de banana da Miki estava sensacional. A máquina que vende arte contemporânea na “Vending Machine” é dez. E devolve dez, como se vê no vídeo.

Em tempo: a receita do banana pudding

Ingredientes

Para o pudding
» 125g de farinha de trigo
» 3 colheres (sopa) niveladas de fermento em pó
» 125g de açúcar cristal
» 1 ovo batido
» 1 banana bem madura amassada (quanto mais madura, mais saborosa a sobremesa ficará)
» 250ml de leite em temperatura ambiente
» 1 colher (chá) de essência de baunilha
» 50g de margarina derretida e esfriada

Para a “crosta”
» 100g de açúcar mascavo
» 2 colheres (sopa) de mel Karo
» 150ml de água fervente

Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Peneire a farinha de trigo e fermento numa vasilha grande e acrescente o açúcar, mexendo levemente. Reserve.

Misture o ovo, a banana amassada, o leite, a baunilha e a margarina derretida até ficar com uma mistura homogênea. Despeje com cuidado sobre a mistura seca reservada e mexa bem com uma colher para incorporar os ingredientes.

Nesse ponto, você pode fazer de duas maneiras: ou usar um pirex grande e deitar a mistura toda nele ou pequenas xícaras de porcelana ou cerâmica ou ainda ramequins e fazer porções individuais. Particularmente, eu acho as xícaras de café as mais fofas! Se esse também for o seu caso, não encha muito mais do que 2/3 da xícara, pois o fermento começa a agir e não sobrará espaço para a calda.

Parta, então, para a etapa da crosta: coloque a água em uma panela pequena e quando ela estiver fervento, adicione os demais ingredientes, mexendo bem. Deixe no fogo mexendo ocasionalmente. Assim que ferver, verta gentilmente sobre a massa.

Ajeite as xicrinhas em uma assadeira e leve ao forno por aproximadamente 30 ou 40 minutos. O centro tem que ficar firme. Ele é tudo o que importa. Se ainda estiver em ‘erupção’ como um pequeno vulcão é porque não está pronto.

Sirva quente.