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Novo álbum do Coldplay para download

Coldplay 21 Coldplay 21

Mais um álbum para download gratuito: LeftRightLeftRightLeft, do Coldplay.

Ele reúne nove músicas gravadas ao vivo em cidades diferentes durante a turnê do álbum “Viva la vida”. Essa foto, de Hoong Wei Long , por exemplo, foi feita durante a passagem da turnê pelo Singapore Indoor Stadium.

Desde que o álbum foi liberado, na sexta, dia 15, já foi baixado 3,5 milhões de vezes.

Se quiser acompanhar a evolução do álbum e as novidades da banda, o twitter do Coldplay é @coldplay

Dark night of the soul

Sabe música que cai redondinha à noite, como bom vinho? “Everytime I’m With You (Jason Lytle)

Faz parte do álbum Dark Night of the Soul, de Danger Mouse and Sparklehorse, que você ouve, de graça, na NPR.

O álbum tem a participação de David Lynch (foto) e grande elenco (Susanne Vega, Iggy Pop, Frank Black, Julian Casablancas, Nina Persson, entre outros). Devido a um litígio com a EMI, ele não deve ser lançado. Fala-se em um CD virgem nas lojas, como protesto (sei lá, mas que trabalheira lançar um CD em branco).

Via Desculpe a Poeira, de Ricardo Lombardi.


Cantigas de roda com roupa eletrônica

A cantora e produtora Olivia vestiu as cantigas de roda com uma batida eletrônica. Quando nos encontramos semana passada, na praça ao lado do fórum da Vila Madalena, Olivia explicou que se elas fossem feitas hoje, seriam assim.

Pelo que pude ouvir, no blog do projeto Meu Tempo de Criança, as cantigas ficaram muito elegantes. No blog, Olivia dá uma palhinha – O Cravo e a Rosa e Capelinha de Melão - e deixa um gosto de quero mais. Quero mais, viu, Olivia?

Trova, de Zeca Baleiro: o Brasil pela janela

Ganhei um presentão: “O Coração do Homem-Bomba, Volume 2″, álbum mais recente de Zeca Baleiro. Não demorou e já estava enfeitiçada pelo looping do refrão de “Tevê”:

“E a vida a passar, a vida sempre a passar…”

Verdade. O mundo cai, a Lusitana roda, pouca gente atinge o nirvana, mas a vida a passar, sempre a passar.

O presentão veio da Heleninha Tassara, diretora que fez bonito com o melhor média metragem da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o documentário “Bode Rei, Cabra Rainha”. Helena convidou Zeca Baleiro para ler Ariano Suassuna, um grande entendedor da economia e do imaginário que circundam as cabras e os bodes. “O efeito colateral do filme foi que eu fiquei amiga do Zeca Baleiro”, conta ela.

Dessa amizade, nasceu o clipe de Trova, outra música desse álbum. As imagens são um corte e costura de sobras de outro documentário, travellings feitos para a série “O Povo Brasileiro” (baseada na obra de Darcy Ribeiro e dirigida por Isa Grinspum).

Gosto mais do clipe de “Trova” do que da música, mas essas coisas de paixão são tão pessoais. Gosto do clipe porque vejo o Brasil passar pela janela, como a vida, sempre a passar.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RJfwdlQq3Vw[/youtube]

Palavra (en)cantada: a força do verbo em documentário

No fun at all No fun at all

Escolhi assistir ao documentário Palavra (En)cantada com medo do arrependimento. Seria um chatomentário? Seria uma verborragia de especialistas sobre a força do verbo? Uma herança daqueles que me rodeavam, livro em punho e pergunta pronta, “você gosta de poesia”?

Surpreendi-me. Para bem. Ao fim do filme, senti um conforto espiritual. Existem reservas de biscoito fino. Resiste a inspiração.
O verbo ainda tem poder, ufa, que beleza, estamos salvos. O Big Brother Brasil e afins são apenas ilusão, transtorno coletivo de comportamento.

O filme de Helena Solberg e Marcio Debellian tem a seu favor um elenco de pensantes interessantes. Não conhecia a verve poética de Lirinha, que conhecia no microfone, à frente do Cordel do Fogo Encantado. Adorei sua interpretação do poema de João Cabral de Mello Neto. Algo assim: o amor me tirou isso, me tirou aquilo e aquilo e tal, o amor me roubou o medo da morte.

Adorei também o mergulho nas imagens de arquivo que o filme traz. Por meio dela, descobri que a impertinência e a burrice dos repórteres televisivos tem linhagem, que remonta a 1967, quando Caetano Veloso apresentou “Alegria, Alegria” no festival da Record.

O antepassado dos repórteres sem graça dispara para Caetano: “E aí, como é que você coloca Coca-Cola e Cardinale na mesma música? De onde vem isso e por que fazer isso?” Faltou perguntar o sentido da vida.

Duas horas viajando em letras da MPB, os olhos de Chico Buarque para me ajudar a viajar, um canto trovadoresco interpretado por Adriana Calcanhoto só para abrir o apetite, no começo. Que filme bacana, como é bom falar português, como eu gosto dessa misturança brasileira que deu em música e poesia.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Qh5DpDTI6K4&feature=player_embedded[/youtube]

Elegância da manhã, um lindo videoclip

Her Morning Elegance, de Oren Lavie. Um clip lindo, lindo. Dica do Blog do Editor.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2_HXUhShhmY&eurl=http://blog.revistaparadoxo.com/&feature=player_embedded[/youtube]

Como fez Marcus Mark Cardoso em seu post, reproduzo a letra, igualmente bonita:

Letra da música Her Morning Elegance, de Oren Lavie:
Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case

Soon she’s down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows

Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
where the people are pleasantly
strange
and counting the
change
as she goes…
Nobody knows

Blip marca um chopp enquanto meu iPod fica mais feliz

Si Bemol Si Bemol

iPod é como coração de mãe: acolhe tudo. Aquele disco inteiro onde se salva apenas uma música. Aquela música que só é boa para dançar, má companhia pela manhã. Aquele putz-putz eletrônico que só combina com balada…

Hoje, enquanto ouvia Blip e meus amigos jazzísticos/roqueiros/reggaeiros e até amantes do hip hop, fiquei sabendo de um evento chamado Blip’n'Beer, marcado para esta quarta na Vila Madalena.

O mesmo evento acontece em outras cidades. “Todas as cidades na mesma sintonia. A festa simultânea de quem é blipper” é o slogan desse encontro que nasce virtual e termina bem pessoal, com uma pilha de amigos e de bolachas de chopp em volta.

Só posso dizer que continuo fã da Blip. Ao mesmo tempo em que tirei do iPod todas aquelas músicas que não combinavam mais comigo, ouvi Joshua Redman, minha nova fixação, e recebi o convite para o chopp.

Só posso rir das profecias que anunciavam isolamento para quem mergulha na internet.

Se eu vou ao barzinho? Ah, @diordan, acho que não, Francisco (meu baby) não gosta de fumaça, viajo no dia seguinte, fica para outra, peninha.

OBS: Si Bemol, essa foto que tirei há alguns anos, é melhor sem som. O Dani fez a Vila Romana tremer. Que saudades.

O sonzão da Blip FM

Sonzão Sonzão

Blip FM é um serviço on-line de música grátis em que você é o DJ e seus amigos ouvem o que você escolher. Seus “amigos” no sentido de comunidade on-line, aquelas pessoas que você adiciona ou que adicionam você, no bom e velho estilo Orkut de relacionamentos pela internet.

A Blip já não é exatamente uma novidade, os convites espalharam-se de forma viral entre os usuários do Twitter há umas duas semanas. Os blogueiros já bateram tambores. Eu é que não tive tempo de recomendar aqui – e recomendo.

O acervo é gigantesco, muito bom. Fico surpresa em encontrar de Pixinguinha às bandinhas novas, indies, hypes, bregas, sul-americanas ou européias. Covers inusitados. Velharias. De Raul Seixas (ai) a Bessie Smith (meu filhote começou a cantar com ela), Muse (não conhecia e gostei ou conhecia e ignorava, como tantas bandas que passam pela gente).

Ouvi Les Negrésses Vertes, uns bagunceiros que eu não ouvia desde que dei meu vinil do álbum de estréia dos caras.

Ouvi Devendra Banhart, aquele cara que foi tão chalerado pelos críticos de música que eu tinha perdido a vontade de ouvir, com medo que fosse mais um “melhor som do mundo da semana”. Spyer me explicou, via Blip, que Banhart passou a infância na Venezuela e por isso tem sotaque espanhol impecável em “Pensando em Ti”, uma música que foi direto para a minha playlist.

Outra coisa interessante da Blip: você programa sua lista e, em um dia de preguiça, pode ouvir só as suas favoritas. A busca é o calcanhar de aquiles. Você digita Tom Waits, por exemplo, e os resultados incluem tudo que existe sobre Tom Jobim e outros “Tons”. Fora isso, a Blip é uma farra. É uma rede social que serve para alguma coisa: descobrir e ouvir coisas legais. Passe lá.

Herbie Hancock & Macy Gray tocaram no Pólo Sul

Herbie Hancock no Villa-Lobos Herbie Hancock no Villa-Lobos

Foi a festa da capucha. Todo mundo de capinha de plástico transparente sobre a elegância do inverno. O show de Herbie Hancock e Macy Gray foi tão londrino, com sensação térmica de alguns graus abaixo de zero. Chuva fininha, daquela que molha os ossos, para não haver dúvidas.

Os cachorrinhos chiques dos moradores do Alto de Pinheiros usaram capinhas. Muita gente levou vinho, foi o desfile de safras do Chile, França, Itália e Argentina com alguns garrafões de Sangue de Boi na mão de incautos mais durangos. As meninas foram de botas. Os meninos, de boné. Sustentei a situação por várias músicas porque o cara é muito bom mesmo.

Fiquei surpresa em encontrar milhares de loucos como eu, que encararam a tarde gelada para ouvir jazz de primeiríssima qualidade. Um programão exótico no parque Villa-Lobos.

Dançando com São Paulo

Dançando com Banespa Dançando com Banespa

A Virada Cultural que eu vi nesse fim de semana devolveu um pedaço da cidade que estava sitiado. Eu brinquei no meio da avenida São João atrás de um homem de perna de pau. O cortejo tinha carrinhos de bebê e uma banda de metais.

Eu comprei milho verde na rua Aurora! Rua Aurora é aquele lugar que sempre esteve caindo aos pedaços. Os inferninhos exalam cheiros estranhos, os malacos da cracolândia zanzam por lá. Mas meus amigos tinham fome, o carrinho de milho verde fumegava no meio da rua…

Eu me senti turista em São Paulo em frente da igreja Santa Ifigênia. Fotografei um galinho que fica no topo da torre ao som de dona Ivone Lara. É uma rosa dos ventos dourada muito linda, que recebia o som do fim da tarde e brilhava. Senti o mesmo estranhamento de fotografar uma igreja em Berlim. Contemplei os prédios históricos com gente na sacada. Uma tarde pacata na escala do centro urbano de uma grande cidade, mas um centro pacificado.

São Paulo voltou para mim em forma de caminhadas no centrão mais ou menos despreocupadas. Pareceu-me o lugar mais exótico que uma rave poderia pedir: o centrão, carregado de história, degradado e agora recuperado afetivamente por nós, os moradores da cidade. Soube que 4 milhões de pessoas fizeram o mesmo. Tomara que tenham aproveitado tanto quanto eu.

Fofo, o centrão.

Veja as minhas fotos na Virada Cultural.

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