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O futuro e a cultura digital

da cor de seu cabelo da cor de seu cabelo

Parar para pensar no futuro é essencial. Sem sonho não se inventa a vida.

Outro dia, ouvi o ministro da Cultura, Juca Ferreira, falar sobre a necessidade de pensar o futuro. Gostei do ângulo do pensamento dele. Estávamos em uma coletiva para blogueiros durante o File e ele anunciava a ida do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica para as comemorações do aniversário de Brasília no ano que vem. “Na renovação do sonho de Brasília, as artes digitais podem cumprir uma parte importante”, disse o ministro.

A coletiva contava também com o José Murilo para lançamento do Fórum de Cultura Digital, uma rede social que propõe debater alguns “eixos“:

- Memória digital

- Economia da cultura digital: Falou-se no “arranjo negocial”

- Infraestrutura: sem servidor, não se vai a lugar nenhum na internet. Falou-se em torrent.

- Arte Digital

- Comunicação Digital. Murilo falou em “convergência das mídias”.

Fiquei de postar aqui um registro sobre esse encontro e fui engolida pela falta de tempo. Por isso, só agora falo desse debate que ainda não consegui acompanhar pelo Fórum. Recebo diariamente convites para “ficar amiga” dos integrantes dessa comunidade, mas não consegui ir além, por enquanto – minha economia do tempo precisa urgente de “planejamento negocial”, será? Acho que é nos grupos que a conversa rola.

Domínio Público

Recebi hoje um email daqueles tipo corrente sobre o acervo do Domínio Público, que estaria para sair do ar por falta de acesso. Só pode ser piada ou desinformação.

O povo do governo federal discutindo o futuro da Cultura Digital e esse endereço, xodozinho do conteúdo sem copyright, ameaçado?

Links legais

Nunca terei tempo de compartilhar as descobertas. Para não dizer que tudo passou em branco, hoje parei para listar algumas:

1- O indivíduo, o movimento e a cidade.

Chris Esteves, coreógrafa, convida para debates na Casa das Caldeiras. O próximo debate é dia 23 de março, com Peter Pal Pelbart.

2- Para monitor notícias

Media Cloud, ou nuvem de notícias. Como elas são dadas, em que extensão, por quem. Lançamento do Berkman Center.

2- Os blogs das crianças

No blog da pequena Luna, uma aventura de bicicleta Tandem pelas pedras do Morro do Sabão.

A baby Alice chega para animar a festa. No Nhoc.

3- O amigo traidor

Tony de Marco escreve sobre os flagrantes do “jornalismo cidadão”.

Trechinho: “O povo vai misturando todo tipo de conteúdo pirateado com todo tipo de efeito manjado, sem medo de ser feliz.”

Cyberbeduínos e outros links legais

1- Uso do Twitter Intermediário Avançado Módulo 1

Como ainda não criaram o rehab para twitteiros compulsivos, eu evito a ferramenta e uso em doses bem comedidas. Não testei nada desses aplicativos que indico. Mas como este é o momento Twitter do Jornalismo, vale a intenção educativa. Até o Roda Viva já usa twitteiros convidados para oferecer a seu público uma versão em 140 caracteres das entrevistas. É uma forma de rejuvenescer o formato cadeira giratória e jornalistas que querem aparecer mais do que o entrevistado.

2- As cores e sua personalidade

Tese de Maria Claudia Cortes em Computer Graphics Design no Rochester Institute of Technology, 2003.

(Esse e os outros próximos dois links foram pescados pelo Renato Targa. Essa apresentação da personalidade das cores é uma graça! A Daniela Ramos também gostou da indicação do Rê e a mencionou em seu blog novo)

3- A comunicação sem fios está modificando totalmente a forma como as pessoas trabalham, vivem, amam e se relacionam com o ambiente e entre si . (”Wireless communication is changing the way people work, live, love and relate to places-and each other”)

Esse artigo da Economist fala em beduínos digitais. São pessoas que podem viver sem endereço fixo de trabalho, de forma nômade, graças ao acesso à internet. Eles podem falar com amigos e a família em um café com wifi enquanto trabalham em seus notebooks. Eles se conectam via celular – iPhones, Blackberries – e escrevem até livros com eles (5 entre 10 romances best sellers do Japão do ano passado foram escritos em celulares).

Segundo o artigo, houve uma fase em que só existiam astronautas. Precisavam levar tudo porque o ambiente não fornecia nada. Carregavam também uma pilha de papéis caso todas as traquitanas eletrônicas falhassem. Depois, houve a fase do caramujo ermitão (na qual hoje ainda me encontro), que leva menos fios e cabos, mas leva uma casinha nas costas.

A evolução do caramujo é o beduíno, que não carrega água porque sabe onde estão os oásis. Com seu smartphone ou iPhone, o cyberbeduíno anda leve e feliz pelo mundo.

4- As tecnologias mais perturbadoras

A web semântica é a número 10. Computadores não conseguem interpretar a informação a partir de um contexto. Para criar inteligência artificial, as pessoas procuram deixar os metadados menos dúbios. Gartner prevê que somente em 2026 haverá uma transição do hipertexto semântico, que é fruto dessas tentativas, para um ambiente verdadeiramente semântico (leia-se, em que as máquinas possam “raciocinar”.)

5- Reino Selvagem - um pouco de humor nessa minha seleção. Aprenda a fazer comedouros para passarinho, churrasco em roda de carro e a aplicar Contact na geladeira velha. Guia de sobrevivência “básico” de um figura ímpar, Emerson von Lehman.

Jabaculê or not jabaculê?

Ponto de ônibus Ponto de ônibus

É jabaculê? Pode? Não pode? É elegante? É fino? Vende? Dá para fazer igual outra vez com a minha marca de geladeira? Vocês querem andar de pedalinho, desta vez? Esse tipo de pergunta agora tira o sossego da blogosfera. (ah, deixa eu rir um pouquinho dessa história).

Blogueiros estão em alvoroço porque um tal safári urbano, evento promocional realizado neste domingo para chamar atenção para um modelo de celular ultracaro, foi sucesso total em termos de visibilidade. Falou-se o domingo todo e pelo jeito, a segunda, também, via Twitter e posts, no tal celular.

Enquanto divulgavam o safári, o grupo de blogueiros convidados andava de helicóptero e entrava em campo no Morumbi em dia de jogo do São Paulo. Já dizia grandma: there’s no free lunch. Ainda mais almoço grátis no Bar Brahma.

É jabaculê sim, sem qualquer sombra de dúvida. Os meninos e meninas que postaram sobre o celular não esconderam que estavam em safári, leia-se, a serviço de. Receberam para falar bem. Eu não vi ninguém falar mal do aparelhinho, não, desculpe se alguém fez isso e não reparei.

Tem gente discutindo isso no Sim Viral, espie lá se quiser saber direitinho como vai essa polêmica.

Sou jornalista e para mim, essa conversa é antiga. Ganhei muitos discos da gravadora para depois entrevistar a banda e fazer a resenha. Falei mal depois, inclusive, ô mal educada. Como editora de turismo, ganhei viagem para a inauguração de hotel cinco estrelas em que eu não me hospedaria por falta de verba. Funciona assim, mas não é lá grande coisa esse esquema, convenhamos. Como jornalista ganha menos que eletricista (sem brincadeira), celular, Tahiti e trufas brancas estariam inacessíveis se não fosse o convite interesseiro da contraparte. Não fiquei rica, Não fiquei rica, não comi trufas brancas, não viajei para o Tahiti, não vendi a honra, não ganhei celular caro. Não rolou jabaculê brabo, desses que passam a se chamar propina e aparecem em dossiês. Mas já dei de cara com o jabaculê-mirim antes.

O único cuidado, para ser justo e elegante, seria deixar bem claro: “sou pau mandado, me deram o bagulho aqui para testar, adorei o brinquedo e agora vou fazer minha parte, a divulgação, como um assessor dessa marca.” Eufemismo jornalístico em turismo que se traduz em “jornalista fulano de tal viajou a convite das Aerolineas do Tahiti”.

O twitter é a novidade dessa história, na minha opinião, amplificando as críticas de quem acha que jabaculê não é legal, de quem acha que ganhar presente caro é supernormal, de quem acha que blogueiro é um ser menos contaminado pelos males da civilização.

Queriam fazer barulho com essa promoção, Está aí. Parabéns. Sucesso total. Agora durma-se com um barulho desses…

O veredicto para o jornalismo cidadão sugere limitações

Está no relatório The State of the News Media 2008: “O veredicto para o jornalismo cidadão no momento sugere limitações”. Bonito esse rococó para dizer: “não é tudo aquilo que se dizia ser”. Está na quinta edição do relatório Anual do Projeto para Excelência em Jornalismo (Project for Excellence in Journalism – journalism.org), que aponta as tendências da mídia nos Estados Unidos.

Isso é apenas o começo do relatório. É bombástico. Vamos por episódios, como se fosse uma novela.

A realidade é cada vez mais complexa

“Os críticos tendem a ver a tecnologia como promotora da democratização da mídia e o jornalismo tradicional em declínio. O público, dizem, fragmentou-se com as novas fontes de informação. Algumas pessoas até disseminam a noção de “Cauda Longa” (Long Tail).

A realidade surge cada vez mais complexa. Mesmo com tantas novas fontes, mais pessoas consomem hoje o que as redações tradicionais (antigas) produzem do que antes, principalmente da imprensa escrita. Os sites do top 10, ligados a velhas marcas, pertencem a uma oligarquia que comanda uma parte maior da audiência do que comanda nos veículos tradicionais. O veredicto para o jornalismo cidadão sugere limitações. As pesquisas mostram que blogs e sites ligados a assuntos públicos atraem uma audiência menor do que se esperava e são produzidos por pessoas com formação ainda mais de elite do que os jornalistas.”

Pensar como um internauta

Acompanho o debate sobre a produção de conteúdo pelo público – jornalismo grassroots, open source, código aberto, colaborativo, enfim, jornalismo cidadão – com atenção. Poucas gerações têm a oportunidade de testemunhar uma transformação tão drástica, em tão pouco tempo, na comunicação. Por isso acredito ser importante prestar atenção àquilo que um relatório desses diz. É um dado novo no tabuleiro.

Como procurei registrar nos posts anteriores, com trechos do debate promovido pela BBC sobre o tema, a produção de conteúdo feita pelo internauta é assunto do momento, cheio de arestas e partes mal iluminadas. Os grandes portais brasileiros deram depoimentos preciosos. Estou a mastigar o que eles disseram antes de opinar, mas saltou as olhos que a BBC, como empresa jornalística tradicional, mostra-se ágil para incluir o internauta como produtor de informação.

A meu ver, uma das maiores falhas que se pode cometer na reestruturação das redações é uma abordagem de empresa aqui, usuário lá. É um erro ater-se à identificação de oportunidades para tirar proveito daquilo o “usuário”, o “cliente” ou o “leitor” produz, quando o melhor seria pensar de forma inversa, pensar como um internauta faria. Acho que a BBC percebeu um pouco essa diferença e começou a “pensar” como um internauta. Esse é um ótimo rumo.

No próximo episódio, as grandes tendências

As grandes tendências:

  • A notícia deixa de ser um produto para se tornar um serviço.
  • As perspectivas para o conteúdo feito pelo usuário, antes imaginadas como centrais para a próxima era do jornalismo, agora aparecem mais limitadas.
  • E mais…

Números da mobilidade nos EUA

O futuro de seu computador pode ser o bolso da bermuda – cada vez mais usamos o celular como um computador. Veja os números de dezembro divulgados essa semana pelo Pew Internet Project no estudo “Mobile access to data and information” sobre o uso de celular nos EUA:

  • 62% de todos os norte-americanos participam de atividades digitais longe de casa ou do trabalho por meio de conexão sem fio para a internet ou por meio de aparelhos móveis (PDA ou celular).
  • 58% de todos os norte-americanos adultos usaram o celular ou um PDA para fazer ao menos uma de dez atividades não ligadas a voz, tais como escrever texto, enviar um e-mail, tirar fotos, fazer buscas em mapas, gravar vídeos.
  • 41% conectaram-se à internet ou por um aparelho móvel (celular ou PDA) ou pela conexão wireless do laptop.

O incidente do Ovo na Revolução Laranja da Ucrânia

O Berkman Center for Internet and Society é um centro de estudos ligados à Universidade de Harvard que possui um projeto chamado Internet e Democracia.

Recebi na semana passada a indicação de um estudo sobre o papel do telefone celular na Revolução Laranja (Orange Revolution) da Ucrânia. Só hoje tive oportunidade de aprender mais sobre o “Incidente do Ovo” e o papel do jornalismo colaborativo em 2004, quando milhares de pessoas se mobilizaram contra fraudes nas eleições. Disputavam a presidência Victor Yanukovych, sucessor do então presidente Leonid Kuchma, e Victor Yuschenko.

O autor do estudo, Joshua Goldstein, pergunta como – em um país que tinha na época apenas 2% a 4% de sua população (48 milhões de pessoas) ligada à internet – tanta gente se mobilizou? Como a informação circulou pelas bordas, correndo na raia fora da grande imprensa, partidária do governo, ou pelo menos, fortemente pressionada pelo governo?

Como foi que os protestos sob baixas temperaturas levaram a uma nova eleição de segundo turno? Como foi mesmo que o candidato de oposição, Yuschenko, ficou com o governo?

Humor

O humor é uma das respostas para a mobilização, afirma o estudo. Foi com muita risada que a informação restrita à elite e aos formadores de opinião desceu até os que não teriam acesso a ela. A brincadeira ajudou a mobilizar e a informar gente que de outra forma estaria longe do assunto.

O tal incidente do ovo foi o seguinte: o candidato do governo fazia campanha quando foi alvejado por um ovo. A grande imprensa ficou com a versão oficial, de que ele havia sido “brutalmente agredido por uma câmera de vídeo”. Todos os tapes foram confiscados, menos um, que ganhou divulgação online.

Uma infinidade de piadinhas e charges começou a circular no país. Criaram até um jogo online chamado “The Boorish Egg”, em que os adversários lutavam contra os que apoiavam o governo com ovos. O incidente ficou popular.

Formadores de opinião

Além do humor, outro motor da mobilização foi a influência dos formadores de opinião, diz o autor. O estudo cita a “Teoria do Fluxo em Dois Passos” (Two-Step Flow Theory), dos sociólogos Katz and Lazardsfeld (1955), para explicar como a internet, o celular e o jornalismo colaborativo fizeram com que as pessoas fossem à rua protestar, mesmo com o frio e a ação policial.

Segundo os sociólogos, a informação toma dois caminhos. O primeiro caminho é dos meios de comunicação de massa diretamente para o público. O segundo caminho é de uma elite de formadores de opinião para o grande público. “Essa teoria delineia como um grupo relativamente pequeno de ativistas e jornalistas cidadãos conseguiu criar um ambiente diferente de informação que desafiou a narrativa apresentada pela mídia controlada pelo governo”, afirma Goldstein.

Gostoso de ler

Joshua Goldstein, um cientista político com carreira acadêmica papo-sério e vários livros, tem um estilo bem gostoso de se ler, o que já é uma maravilha. Quantos estudos acadêmicos naufragam na impermeabilidade da linguagem, no texto chatonildo…

Esse estudo sobre a Revolução Laranja foi publicado agora em Dezembro de 2007. Está saindo do forno fresquinho, portanto, e tem uma vivacidade de quem conta e analisa com entusiamo. Não é ciberchato, não é cibermilitante. Eu “ciberrecomendo”.

Download

“The Role of Digital Networked Technologies in the Ukrainian Orange Revolution,” Josh Goldstein and the Internet & Democracy Project, December 2007

Mastigando Rheingold em frases

Por que luchamos?

Auto-retrato na expo do Mobilefest.

Howard Rheingold fala sobre:

1-TV no celular

“Estamos vendo a emergência do celular, dos pdas e de outros aparelhos portáteis como plataforma para a TV. Isso deve ter consequências sociais e políticas. Parece ser, para mim, a emergência de uma nova mídia”. E compara o momento com o nascimento da TV, que trazia várias coisas do cinema mas não era cinema.

2- Crise do direito autoral

“Estamos em um momento em que os criadores de valores culturais precisam descobrir um novo jeito de ganhar dinheiro. Dois de meus livros estão disponíveis em www.rheingold.com. Estou competindo comigo mesmo ao fazer isso, mas desta forma eu tenho mais público para os meus próximos livros. Sou chamado para palestras. Isso não vai servir para todos. É preciso inovar. Veja o caso da banda Radiohead. As pessoas pagarão voluntariamente pelo trabalho cultural.”

3- Brasil

“O Brasil tem inovação em coisas que outros países não tem. Ele tem potencial para ser líder em inovação.”

4- Educação

“Todas essas inovações nos fizeram melhores? Essa pergunta eu ouço muitas vezes. Depende. Depende da educação, não apenas do acesso aos meios, mas entender o que eles significam. É preciso tratar os alunos não como vasos que precisam ser preenchidos, mas dar a eles o poder de inovar e criar.”

5- O paradoxo

“O grande poder da internet é que todo mundo pode publicar. O grande problema da internet é que todo mundo pode publicar.”

6- Pensamento crítico

“Como incentivar o pensamento crítico? Precisamos ouvir os estudantes e guiá-los para que criem o novo.”

Leia mais: Mastigando Rheingold

Debate Rheingold

Foto: Rogério da Costa (LinC), Renato Cruz (Estadão), Eduardo Bicudo (Wunderman) e Sérgio Pompeu.

Mastingando Rheingold

Quase que os problemas técnicos roubam a videoconferência com Howard Rheingold, autor de Smart Mobs, durante a tarde de ontem do Mobilefest, no Sesc Paulista.

Howard Rheingold

A conexão com a San Francisco Bay Area estava péssima. Mastigava as palavras. Rheingold ia dizer algo do tipo “em síntese, o que eu acho a respeito da colaboração é shhshshshhshshsrrrrrrkkkk…..”

O correspondente a tirar o som na hora em que o detetive revela o criminoso: “E quem matou a mocinha foi “shshshhshrrrrrrrkkkkkkkkuuuuurssssss….”

Videoconferência Rheingold

O Brasil conversou com Rheingold por uma linha de chat do tamanho de um palito. Você pode ver na foto acima, é o campo horizontal mais estreito ao pé da tela. Alguém fazia uma pergunta comprida, mais explanação que pergunta e a mocinha no controle do chat traduzia (mal) a pergunta. Rheingold recebia uma outra questão e assim a conversa se enchia de ruídos. Ainda assim valeu a pena. Daqui a pouco conto sobre o que ele falou.

Tive um flashback desgostoso também de passar o dia em videoconferência, olhos em um telão que exibe a telinha do computador. Nada menos ergonômico, zero de usabilidade. Precisamos de um formato menos besta.

Esse negócio de mediar a comunicação de um grupo no Brasil reunido em uma caixa preta, um teatro com poltronas, que fala com um grupo em Londres em uma sala com mesinhas enfileiradas tem uma série de problemas. Se à noite o problema foi o som, durante a tarde o Mobilefest tinha problemas de superlotação de convidados. Uns 12 aqui e 4 lá, todos querendo falar, uma certa cacofonia de assuntos. Sem falar no problema estético da caixa preta. Parecíamos um bando de vampiros ensaiando o próximo take do filme de terror. Veja na imagem abaixo, o lado direito é a caixa de brasileiros. Na mesa, Rosana Hermann:

Telinhas Mobilefest

Smart mobs e o futuro do celular no Sesc Paulista

Se no post anterior eu disse que não sabia de qual evento participaria amanhã, quinta-feira, dia 5 6 (ooops), desfaz-se qualquer dúvida agora: mobilefest, no Sesc Paulista.

A primeira rodada do dia, user generated content, tem especial interesse. A segunda, Smart Mobs, é com o Howard Rheingold e com o Rogério da Costa. Oba.

19h15 às 20h Video Conferência – Howard Rheingold
Tema: Smart Mobs

20:00 às 22:00 Debate com Howard Rheingold e convidados brasileiros
Tema: Futuro

Participantes presenciais
Eduardo Bicudo – Publicitário presidente da Wunderman
Sérgio Amadeu – Professor e pesquisador
Rogério da Costa – Mestre em Sociologia e Pesquisador
Renato Cruz – Jornalista especializado em tecnologias móveis

Mediação
Paulo Henrique Ferreira – Jornalista

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