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	<title>anacarmen.com &#187; jornalismo</title>
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		<title>Boni chamaria os jovens para reinventar a TV</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 03:26:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Boni disse que se tivesse de criar um novo modelo para a TV hoje chamaria os jovens, que entendem de internet. No programa Roda Viva, da TV Cultura, decretou o fim. A internet, as redes sociais, os aplicativos móveis, tudo isso transformou a televisão, disse ele. Se eu tivesse que criar um novo modelo, chamaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boni disse que se tivesse de criar um novo modelo para a TV hoje chamaria os jovens, que entendem de internet. No programa Roda Viva, da TV Cultura, decretou o fim. A internet, as redes sociais, os aplicativos móveis, tudo isso transformou a televisão, disse ele. Se eu tivesse que criar um novo modelo, chamaria os jovens para pensar, a nova geração que entende disso.</p>
<p>Como twitteira convidada, escrevi isso e postei em várias redes sociais. Com hashtags, anunciei o futuro lá mesmo, na internet. E Paulo Caruso, atento, fez essa linda caricatura. Sou a última da direita. Estou por cima (rs).</p>
<p><a href="http://www.anacarmen.com/wp-content/uploads/2011/12/IMG_2992.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2134" title="IMG_2992" src="http://www.anacarmen.com/wp-content/uploads/2011/12/IMG_2992-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
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		<title>Filtros no jornalismo: um algoritmo decide o que vou saber</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 16:09:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Google e Facebook apresentam resultados de acordo um algoritmo baseado em meus dados &#8211; onde estou, que computador uso, que browser utilizo, que links eu clico, quem me adiciona nas redes sociais etc. Esses resultados exibem informações sob medida, a minha medida, e aí mora o perigo para a democracia, defende Eli Pariser em palestra no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Google e Facebook apresentam resultados de acordo um algoritmo baseado em meus dados &#8211; onde estou, que computador uso, que browser utilizo, que links eu clico, quem me adiciona nas redes sociais etc. Esses resultados exibem informações sob medida, a minha medida, e aí mora o perigo para a democracia, defende Eli Pariser em palestra no TED.</p>
<p>Para não perecer em uma bolha, preciso muito mais do que a minha medida. Pariser exemplifica: durante os conflitos no Egito, dois amigos seus fizeram buscas no Google sobre &#8220;Egito&#8221;. Um deles só recebeu links sobre viagens, aspectos geográficos e históricos e outras amenidades a respeito de pirâmides e desertos no dia em que conflitos incendiavam as ruas do país e trabalhavam para derrubar um governo. O algoritmo escondeu da primeira página resultados sobre conflitos e o amigo de Pariser não tinha como saber o que o Google não mostrou. Aliás, nem eu, nem você temos como saber o que não lemos, o que não ficamos sabendo no Google e nas redes sociais.</p>
<p>A morte de um esquilo na sua calçada pode ser mais relevante para você do que a morte de uma pessoa na África, diz Zuckerberg, criador do Facebook. Essa é a lógica do senhor Algoritmo, atual editor de algumas de nossas principais fontes de informação.</p>
<p>Pariser aponta um caminho: senhor Algoritmo, o senhor deve calibrar seus resultados não apenas por relevância, mas por:</p>
<ul>
<li>relevância</li>
<li>importância</li>
<li>desconforto</li>
<li>desafio</li>
<li>diferentes pontos de vista</li>
</ul>
<p>De fenômeno que facilita a circulação das informações, a internet passa a ter guardiães-robôs. Se você quiser acompanhar o papo do Pariser:</p>
<p><!--copy and paste--><object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2011/Blank/EliPariser_2011-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/EliPariser-2011.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=1091&amp;lang=eng&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=eli_pariser_beware_online_filter_bubbles;year=2011;theme=new_on_ted_com;theme=a_taste_of_ted2011;theme=bold_predictions_stern_warnings;theme=what_s_next_in_tech;event=What%27s+Next+in+Tech;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Technology;tag=journalism;tag=politics;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2011/Blank/EliPariser_2011-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/EliPariser-2011.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=1091&amp;lang=eng&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=eli_pariser_beware_online_filter_bubbles;year=2011;theme=new_on_ted_com;theme=a_taste_of_ted2011;theme=bold_predictions_stern_warnings;theme=what_s_next_in_tech;event=What%27s+Next+in+Tech;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Technology;tag=journalism;tag=politics;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed></object></p>
<p>&#8220;Boa ideia para um post, hein?&#8221; Foi assim, com um empurrão bem-vindo do <a title="renato targa" href="http://www.renatotarga.com/">Renato</a>, que esse blog saiu do torpor para falar sobre como os filtros automáticos aplicados à seleção de informações podem me colocar em uma bolha autista.</p>
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		<title>Webjornalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 18:18:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Magaly Prado lança o livro Webjornalismo sobre &#8220;a troca de informações em rede&#8221;, como explica na dedicatória, com a ressalva de que &#8220;jornalismo é jornalismo em qualquer plataforma&#8221;. Certo.
Sempre muito antenada, ela resolveu um enigma que eu mesma já tive de encarar: como falar sobre internet, como escrever sobre internet, sem que o livro fique [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1873" title="webjornalismo" src="http://www.anacarmen.com/wp-content/uploads/2010/12/webjornalismo-300x300.png" alt="webjornalismo" width="300" height="300" /></p>
<p><a title="Magaly Prado" href="http://magalyprado.com/">Magaly Prado</a> lança o livro <a title="Magaly Prado" href="http://www.magalyprado.com/?tag=webjornalismo">Webjornalismo</a> sobre &#8220;a troca de informações em rede&#8221;, como explica na dedicatória, com a ressalva de que &#8220;jornalismo é jornalismo em qualquer plataforma&#8221;. Certo.</p>
<p>Sempre muito antenada, ela resolveu um enigma que eu mesma já tive de encarar: como falar sobre internet, como escrever sobre internet, sem que o livro fique velho e datado? Sim, porque texto sobre internet é mais perecível que alface e peixe no verão.</p>
<p>Pois essa imagem acima, um código de resposta rápida (quick response code), promete resolver a questão: por meio de um leitor que você baixa no celular, é possível chegar aos links citados em todos os capítulos, fazendo com que o livro dê um salto para o mundo digital, onde é possível renovar tudo incessantemente.</p>
<p>Puxa, Magaly, sensacional. &#8220;Não é? E se eu falo de uma foto, que não está no livro, você pode ver a foto pelo link.&#8221; E muita gente já usou esse recurso? &#8220;Não.&#8221;</p>
<p>QR Code, &#8220;um selo integrador de mídias&#8221;, muito modernex. Você baixa o trequito do <a title="reader kaywa português" href="http://reader.kaywa.com/pt?PHPSESSID=cdcfcb247be6bf851da061062702f656">Reader Kaywa</a> no celular, aponta para a imagem e &#8230;bingo! Ainda não fiz o experimento. Ih&#8230; Nem li o livro, que terá de esperar uma brecha na minha corredeira de fim do ano, só xeretei transversalmente, coisa mais digital de se fazer.</p>
<p>Quis logo registrar aqui o projeto, que fala da prática de jornalismo em épocas bicudas, de &#8220;hibridização de tecnologias e linguagens&#8221;, &#8220;buzz&#8221; e &#8220;leitura rizomática&#8221;. Parece difícil e é mesmo.</p>
<p>Magaly mapeia o tamanho da confusão: fim do diploma de jornalista, &#8220;streaming&#8221;, &#8220;jornalistas multitarefeiros&#8221;, &#8220;lógica do touch&#8221;&#8230; Uma pedreira esse caminho, para quem ainda tem de se situar. E é bom saber tudo isso antes de se jogar na produção. Não é?</p>
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		<title>Suíços do Brasil: história da imigração está no ar</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 18:17:19 +0000</pubDate>
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Nessa foto de 1927, meninas em um intervalo da escola São Nicolau de Flüe, da Colônia Helvetia, (Acervo Dra. Lotte Köhler &#8211;  Carlota Schmidt Memorial  Center)
&#8220;Cada imigrante suíço que desembarcou no Brasil trouxe na  bagagem um  pouco de seu país. A motivação da  viagem varia conforme a época e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Suílos do Brasil - colônias" href="http://www.suicosdobrasil.com.br/colonias/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1667" title="escola Nicolau Flue Helvetia" src="http://www.anacarmen.com/wp-content/uploads/2010/06/escola-Nicolau-Flue-Helvetia-300x158.jpg" alt="escola Nicolau Flue Helvetia" width="300" height="158" /></a></p>
<p>Nessa <a title="Colônias" href="http://www.suicosdobrasil.com.br/colonias/">foto de 1927</a>, meninas em um intervalo da escola São Nicolau de Flüe, da <a title="Colônia Helvetia" href="http://www.helvetia.org.br/">Colônia Helvetia,</a> (Acervo Dra. Lotte Köhler &#8211;  Carlota Schmidt Memorial  Center)</p>
<p>&#8220;Cada imigrante suíço que desembarcou no Brasil trouxe na  bagagem um  pouco de seu país. A motivação da  viagem varia conforme a época e a  história individual:  fuga da pobreza, motivos religiosos e ideológicos,  busca de  liberdade, gosto pela aventura, projetos pessoais ou  profissionais,  curiosidade científica, globalização da  economia.&#8221;</p>
<p>Ajudei a compor essa história que o projeto <a title="Suíços do Brasil" href="http://www.suicosdobrasil.com.br/">Suíços do Brasil </a>conta sobre a imigração suíça no Brasil. É com prazer que vejo os textos, imagens, entrevistas e pesquisa que compõem o projeto disponíveis também pela web. Trabalhar nesse projeto foi apaixonante e complexo. A síntese de tantas histórias e vivências precisava resultar em uma experiência que transmitisse sabores, cores e experiências de uma saga, de um povo que veio fazer o Brasil.</p>
<p>Por isso é muito agradável encontrar o material na web, pronto para consulta a um clique. Ficou bonito o resultado.</p>
<p><strong><a title="Suíços do Brasil" href="http://www.suicosdobrasil.com.br/">Suíços do Brasil</a></strong></p>
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		<title>Paulo Francis</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 19:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacarmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Paulo Nogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[
Paulo Nogueira escreve sobre Paulo Francis com a elegância necessária. Francis, como nós, jornalistas, chamávamos o mito, podia pecar em qualquer coisa, menos em estilo. Tinha um estilão.
Comecei a ler sua coluna, &#8220;Diário da Corte&#8221;, publicada a partir de 1977, ainda menina. As ilustrações, assinadas por Mariza, traziam desenhos bastante surreais, envoltos em bolhas, corpos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1630" title="paulo francis" src="http://www.anacarmen.com/wp-content/uploads/2010/05/paulo-francis.jpg" alt="paulo francis" width="300" height="441" /></p>
<p>Paulo Nogueira escreve sobre Paulo Francis com a elegância necessária. Francis, como nós, jornalistas, chamávamos o mito, podia pecar em qualquer coisa, menos em estilo. Tinha um estilão.</p>
<p>Comecei a ler sua coluna, &#8220;Diário da Corte&#8221;, publicada a partir de 1977, ainda menina. As ilustrações, assinadas por Mariza, traziam desenhos bastante surreais, envoltos em bolhas, corpos distorcidos. Texto, ilustração, estilo e autor eram agradavelmente dissonantes naqueles tempos de fim da ditadura militar.</p>
<p>Paulo, o Nogueira, encarou a missão impossível de entender e explicar um jornalista tão complexo sem costurar trechos e mais trechos de citações. Considero uma proeza, pois é irresistível pinçar frases de efeito de Francis, que soube ser engraçado e delicioso em um sem fim de vezes. Mas seria uma pescaria barata.</p>
<p>&#8220;Barata Descascada&#8221;, xingou Francis a certa altura de uma briga sem eira nem beira com Caio Túlio Costa. Agradavelmente dissonantes, esses episódios de cordialidade zero que Francis colecionou estão todos na reflexão sobre seu talento para a polêmica, sem chegar a ser o melhor da festa.</p>
<p>&#8220;Paulo Francis, Polemista Profissional&#8221;, lançamento da Imprensa Oficial, acompanha o mito com um olhar original, com o conhecimento de quem vivenciou esse  jornalismo que reuniu condições para a existência de um Francis.</p>
<p>Ao ler o livro, posso sentir o cheiro do café ruinzinho do Estadão e da Folha quando Nogueira conta que Francis dizia que os editores às vezes eram mais realistas que o rei. Nogueira é narrador ímpar. Acompanhou, vivenciou e resmungou com o próprio Francis sobre os azares da corte.</p>
<p>Paulos, vocês juntos estão ótimos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>iPad x The Page</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 15:39:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Esse é The Page, um leitor para a versão eletrônica de jornais. (dica da Patrícia, via Google Reader)
Sou entusiasta das versões eletrônicas, de ebooks. Infinitamente mais baratos, mais fáceis de publicar e distribuir do  que livros de papel.
Gosto do Kindle, embora nunca tenha lido um livro por completo nele. Gosto menos do iPad, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://people.artcenter.edu/~edarden/page/creative.html"><img class="alignleft size-medium wp-image-1586" title="thepage" src="http://www.anacarmen.com/wp-content/uploads/2010/04/thepage-300x245.jpg" alt="thepage" width="300" height="245" /></a></p>
<p>Esse é <a title="The Page" href="http://people.artcenter.edu/~edarden/page/model.html">The Page</a>, um leitor para a versão eletrônica de jornais. (dica da <a title="pakallil" href="http://www.patriciakalil.com/">Patrícia</a>, via Google Reader)</p>
<p>Sou entusiasta das versões eletrônicas, de ebooks. Infinitamente mais baratos, mais fáceis de publicar e distribuir do  que livros de papel.</p>
<p>Gosto do Kindle, embora nunca tenha lido um livro por completo nele. Gosto menos do iPad, em tese, porque nunca cheguei a testar um. Mas nesses tempos em que só fala do recém-lançado gadget da Apple, destoam os comentários saudosistas ou feitos em nome dos saudosistas: &#8220;saudade do cheiro do papel&#8221;, &#8220;carisma&#8221; do livro impresso, &#8220;uma perda as capas dos livros desaparecerem&#8221;. &#8220;Baixei três livros e não consegui passar da primeira página&#8221;, me disse ontem uma amiga, que tentou ler e-books na tela de seu computador.</p>
<p>Acho que vamos pelejar até descobrir um formato mais agradável e eficiente para os livros digitais. Eles não consomem florestas, nem tempo, abrem janelas para os autores. Acho que vai ter de ser digital, sem morrer a versão impressa.</p>
<p>A Penguin Books fez um estudo interessante para conteúdo infantil no iPad:</p>
<p><a href="http://www.anacarmen.com/blog/2010/04/20/ipad-x-the-page/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>The Page pode não ser a solução final, mas repare como nossos antigos hábitos, dobrar o jornal grandalhão, por exemplo, moldam as novas tecnologias:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="225" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7283259&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="225" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7283259&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://vimeo.com/7283259"></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O estado em que nos encontramos eu e a internet</title>
		<link>http://www.anacarmen.com/blog/2010/03/17/o-estado-em-que-nos-encontramos-eu-e-a-internet/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 01:31:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ A torre do lobo
Francisco fala como o Cebolinha. Começou a fazer aulas de natação e tem um pouco de medo. Ainda se interessa por caminhar com sapatos de adulto. Quer fazer tudo &#8220;tozinho&#8221;.
Eu voltei a trabalhar fora de casa e estamos os dois estranhando horrores. Eu voltei a trabalhar com internet o dia todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="photo_caption"><a title="A torre do lobo" href="http://www.flickr.com/photos/anacarmen/4441470927/"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4008/4441470927_d1bcbf508c_m.jpg" alt="A torre do lobo" /></a> <span class="caption"><a href="http://www.flickr.com/photos/anacarmen/4441470927/">A torre do lobo</a></span></p>
<p style="clear:left;">Francisco fala como o Cebolinha. Começou a fazer aulas de natação e tem um pouco de medo. Ainda se interessa por caminhar com sapatos de adulto. Quer fazer tudo &#8220;tozinho&#8221;.</p>
<p>Eu voltei a trabalhar fora de casa e estamos os dois estranhando horrores. Eu voltei a trabalhar com internet o dia todo e, por isso mesmo, olhei com gula para o relatório <a title="The State of the Media" href="http://www.stateofthemedia.org/2010/">The State of Internet,</a> relatório anual do Pew Research Center’s  Project for Excellence in Journalism. Só vontade, ando sem tempo para degustar.</p>
<p>O estado da internet deve ser melhor que o meu estado, imagino. Ô correria. Uma amiga de blog perguntou no post anterior, feito às pressas na época de carnaval: &#8220;Cadê você?&#8221;</p>
<p>Somos duas que não sabem de mim, Vivian. Cadê eu, eu e o meu estado com a internet.</p>
<p>No caminho para a escola, Francisco conversa comigo na cadeirinha instalada no banco de trás do carro.</p>
<p>- &#8220;Mamãe, a torre do lobo. Machucou o bumbum&#8221;.</p>
<p>Tradução: ele viu uma torre igual àquela por onde o lobo desceu na casa do porquinho da casa de tijolo, onde o esperava um caldeirão cheio de água quente, que queimou seu&#8230; bumbum.</p>
<p>- Filho, o nome disso é chaminé.</p>
<p>E assim a vida se esgueira pelas dobras, interessantíssima se a gente tiver olhos para vislumbrar.</p>
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		<title>Apagão via Twitter</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacarmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Luz, light, light, luz
Eu estava em casa e me preparava para assistir a um vídeo pelo computador quando veio o apagão. Não me dei conta que era algo mais extenso do que os reparos que a Eletropaulo anda fazendo em meu bairro. Mas Renato e meus pais, que estavam próximos à avenida Paulista, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="photo_caption"><a title="Luz, light, light, luz" href="http://www.flickr.com/photos/anacarmen/359901350/"><img src="http://farm1.static.flickr.com/137/359901350_abb81c76c2_m.jpg" alt="Luz, light, light, luz" /></a> <span class="caption"><a href="http://www.flickr.com/photos/anacarmen/359901350/">Luz, light, light, luz</a></span></p>
<p style="clear:left;">Eu estava em casa e me preparava para assistir a um vídeo pelo computador quando veio o apagão. Não me dei conta que era algo mais extenso do que os reparos que a Eletropaulo anda fazendo em meu bairro. Mas Renato e meus pais, que estavam próximos à avenida Paulista, em cinco minutos falavam ao telefone sobre a falta de luz que atingia vários bairros.</p>
<p>Celular na mão, procuramos notícia no UOL sobre o apagão. Ainda não havia nada, ah, até para redigir uma notinha levamos alguns minutos. No twitter pipocavam mensagens de vários estados sob a hashtag #apagao e nós ficamos sabendo o que acontecia. Não liguei o rádio, coisa que meu pai, que assiste ao futebol pela TV e ouve a narração pelo rádio, que é mais emocionante, deve ter feito. Coisa de geração.</p>
<p>Assisti ao vídeo, grata por estar em casa e não na rua, como me aconteceu no apagão de 1999. A bateria do computador aguentou até o fim do episódio de FastForward e a mistura de luz de velas, entretenimento pop, celular 3G, noticiário mais eficiente na rede social do que no portal de notícias foi curiosa.</p>
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		<title>Post pago, mostra a sua cara</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 13:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacarmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
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		<category><![CDATA[post pago]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Post pago/mostra sua cara/quero ver quem paga/para a gente ficar assim/Blogueiro, qual é o seu negócio?/O nome do seu sócio?&#8221;
Claro que Cazuza nem sonhava/tinha pesadelos com posts pagos e blogueiros preocupados com a monetização  de seus textos quando escreveu a letra de &#8220;Brasil&#8221;. Cantarolei essa  versão ao saber que a Comissão Federal de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Post pago/mostra sua cara/quero ver quem paga/para a gente ficar assim/Blogueiro, qual é o seu negócio?/O nome do seu sócio?&#8221;</p>
<p>Claro que Cazuza nem sonhava/tinha pesadelos com posts pagos e blogueiros preocupados com a monetização  de seus textos quando escreveu a letra de &#8220;Brasil&#8221;. Cantarolei essa  versão ao saber que a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos definiu diretrizes para a responsabilidade civil sobre o post pago: blogueiro que receber para divulgar um produto terá de explicitar que o fez.</p>
<p>O jabá tornou-se ilícito, veja só. Presentinho, jantar, viagem, pagamento, qualquer retribuição em troca de divulgação ou promoção deve ser anunciada para o leitor.</p>
<p>&#8220;A partir de dezembro, blogueiros, tuiteiros e marqueteiros on-line dos Estados Unidos terão que contar aos consumidores quando forem pagos ou receberem presentes e outros brindes para escrever resenhas positivas ou posts promocionais&#8221;, explica  a <a title="Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u633709.shtml">Folha Online</a>.</p>
<p>Quem descumprir a determinação, pagará <a title="Multa para jabá" href="http://blogs.journalism.co.uk/editors/2009/10/06/new-ftc-rules-us-bloggers-must-disclose-payments-for-reviews/">multa de US$ 11 mil</a>: “Violating the rules, which take effect December 1, could bring fines up to $11,000 per violation. Bloggers or advertisers also could face injunctions and be ordered to reimburse consumers for financial losses stemming from inappropriate product reviews.”</p>
<p>Achei muito saudável. São boas novas. Vamos nessa, Brasil?</p>
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		<title>Comunicação não é um penduricalho</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 12:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacarmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[diploma]]></category>
		<category><![CDATA[diploma de jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou nem a favor, nem contra o diploma de jornalista, acho essa questão superada porque nunca existiu. Na prática, a exigência de diploma valia, ma non troppo, como expliquei jocosamente no post anterior com essa história de drible da vaca, uma das glórias de Pelé na Copa de 70.
Acho fundamental o jornalista ter preparo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou nem a favor, nem contra o diploma de jornalista, acho essa questão superada porque nunca existiu. Na prática, a exigência de diploma valia, ma non troppo, como expliquei jocosamente no post anterior com essa história de <a title="diploma de jornalismo" href="http://www.anacarmen.com/blog/2009/06/17/diploma-de-jornalismo-nao-e-mais-obrigatorio/">drible da vaca</a>, uma das glórias de Pelé na Copa de 70.</p>
<p>Acho fundamental o jornalista ter preparo e conhecimento técnico, assim como formação humanista, humor, olhar curioso, bondade na alma, enfim, recheio. O problema é que nem os que “tiram” diploma de comunicação estão preparados, uma vez que o currículo das universidades está sempre defasado. Em relação às novas mídias, por exemplo, é um desastre. O professor de jornalismo às vezes ainda está na fase acústica e analógica e muito pouco pode acrescentar à formação dos alunos.</p>
<p>O problema mais difícil de superar reside em outra esfera, porém. Comunicação ainda é um penduricalho na visão de muita gente. É aquela bobagenzinha que qualquer um sabe fazer. <a title="Jornalismo para não-jornalistas" href="http://farm4.static.flickr.com/3129/3636683149_57636aaeaf_o.jpg">O design é da sobrinha do cliente</a>. O texto foi a estagiária que copiou não sei de onde. A foto foi esticada para “caber” na resolução necessária. O site é atualizado uma vez por mês pelo RH. O livro saiu em 15 dias porque finalmente liberaram a verba e agora tem de sair, de qualquer jeito, vai assim mesmo…</p>
<p>Comunicação parece algo que qualquer um pode fazer. Esse é o problema. É por isso que os jornalistas esperneiam tanto em relação ao fim da obrigatoriedade do diploma. Nós, jornalistas, sabemos o quanto é difícil trabalhar em Comunicação e o quanto ela é estratégica, importante, complexa e difícil de ser bem feita. A gritaria provavelmente vem desse sentimento de “agora é que a vaca vai para o brejo de uma vez”, em termo de qualidade e da remuneração que as pessoas desavisadas estão dispostas a dar a quem sabe trabalhar em comunicação.</p>
<p><strong>Depois de baixar a poeira</strong></p>
<p>Esse complemento aos primeiros comentários sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista foi escrito quando parei para refletir se, afinal, eu era contra ou a favor do diploma.</p>
<p>Tenho dois diplomas em Comunicação, alguns cursos de especialização, um desejo de seguir mestrado adiante, quando conseguir, mais de um quarto de século de carreira na área (jesusinho). Foi por meio dos anos de universidade, da convivência com profissionais, mais os anos de experiência, mais um compromisso contínuo comigo mesma de nunca parar de estudar que lidei com essa barafunda até agora. Acho que não chega a ser a receita do sucesso. Só sei de uma coisa: diploma não separa inteligentes de mentecaptos.</p>
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