Jornalismo | anacarmen.com

Arquivo da categoria: jornalismo

Suíços do Brasil: história da imigração está no ar

escola Nicolau Flue Helvetia

Nessa foto de 1927, meninas em um intervalo da escola São Nicolau de Flüe, da Colônia Helvetia, (Acervo Dra. Lotte Köhler – Carlota Schmidt Memorial Center)

“Cada imigrante suíço que desembarcou no Brasil trouxe na bagagem um pouco de seu país. A motivação da viagem varia conforme a época e a história individual: fuga da pobreza, motivos religiosos e ideológicos, busca de liberdade, gosto pela aventura, projetos pessoais ou profissionais, curiosidade científica, globalização da economia.”

Ajudei a compor essa história que o projeto Suíços do Brasil conta sobre a imigração suíça no Brasil. É com prazer que vejo os textos, imagens, entrevistas e pesquisa que compõem o projeto disponíveis também pela web. Trabalhar nesse projeto foi apaixonante e complexo. A síntese de tantas histórias e vivências precisava resultar em uma experiência que transmitisse sabores, cores e experiências de uma saga, de um povo que veio fazer o Brasil.

Por isso é muito agradável encontrar o material na web, pronto para consulta a um clique. Ficou bonito o resultado.

Suíços do Brasil

Paulo Francis

paulo francis

Paulo Nogueira escreve sobre Paulo Francis com a elegância necessária. Francis, como nós, jornalistas, chamávamos o mito, podia pecar em qualquer coisa, menos em estilo. Tinha um estilão.

Comecei a ler sua coluna, “Diário da Corte”, publicada a partir de 1977, ainda menina. As ilustrações, assinadas por Mariza, traziam desenhos bastante surreais, envoltos em bolhas, corpos distorcidos. Texto, ilustração, estilo e autor eram agradavelmente dissonantes naqueles tempos de fim da ditadura militar.

Paulo, o Nogueira, encarou a missão impossível de entender e explicar um jornalista tão complexo sem costurar trechos e mais trechos de citações. Considero uma proeza, pois é irresistível pinçar frases de efeito de Francis, que soube ser engraçado e delicioso em um sem fim de vezes. Mas seria uma pescaria barata.

“Barata Descascada”, xingou Francis a certa altura de uma briga sem eira nem beira com Caio Túlio Costa. Agradavelmente dissonantes, esses episódios de cordialidade zero que Francis colecionou estão todos na reflexão sobre seu talento para a polêmica, sem chegar a ser o melhor da festa.

“Paulo Francis, Polemista Profissional”, lançamento da Imprensa Oficial, acompanha o mito com um olhar original, com o conhecimento de quem vivenciou esse  jornalismo que reuniu condições para a existência de um Francis.

Ao ler o livro, posso sentir o cheiro do café ruinzinho do Estadão e da Folha quando Nogueira conta que Francis dizia que os editores às vezes eram mais realistas que o rei. Nogueira é narrador ímpar. Acompanhou, vivenciou e resmungou com o próprio Francis sobre os azares da corte.

Paulos, vocês juntos estão ótimos.

iPad x The Page

thepage

Esse é The Page, um leitor para a versão eletrônica de jornais. (dica da Patrícia, via Google Reader)

Sou entusiasta das versões eletrônicas, de ebooks. Infinitamente mais baratos, mais fáceis de publicar e distribuir do que livros de papel.

Gosto do Kindle, embora nunca tenha lido um livro por completo nele. Gosto menos do iPad, em tese, porque nunca cheguei a testar um. Mas nesses tempos em que só fala do recém-lançado gadget da Apple, destoam os comentários saudosistas ou feitos em nome dos saudosistas: “saudade do cheiro do papel”, “carisma” do livro impresso, “uma perda as capas dos livros desaparecerem”. “Baixei três livros e não consegui passar da primeira página”, me disse ontem uma amiga, que tentou ler e-books na tela de seu computador.

Acho que vamos pelejar até descobrir um formato mais agradável e eficiente para os livros digitais. Eles não consomem florestas, nem tempo, abrem janelas para os autores. Acho que vai ter de ser digital, sem morrer a versão impressa.

A Penguin Books fez um estudo interessante para conteúdo infantil no iPad:

The Page pode não ser a solução final, mas repare como nossos antigos hábitos, dobrar o jornal grandalhão, por exemplo, moldam as novas tecnologias:

O estado em que nos encontramos eu e a internet

A torre do lobo A torre do lobo

Francisco fala como o Cebolinha. Começou a fazer aulas de natação e tem um pouco de medo. Ainda se interessa por caminhar com sapatos de adulto. Quer fazer tudo “tozinho”.

Eu voltei a trabalhar fora de casa e estamos os dois estranhando horrores. Eu voltei a trabalhar com internet o dia todo e, por isso mesmo, olhei com gula para o relatório The State of Internet, relatório anual do Pew Research Center’s Project for Excellence in Journalism. Só vontade, ando sem tempo para degustar.

O estado da internet deve ser melhor que o meu estado, imagino. Ô correria. Uma amiga de blog perguntou no post anterior, feito às pressas na época de carnaval: “Cadê você?”

Somos duas que não sabem de mim, Vivian. Cadê eu, eu e o meu estado com a internet.

No caminho para a escola, Francisco conversa comigo na cadeirinha instalada no banco de trás do carro.

- “Mamãe, a torre do lobo. Machucou o bumbum”.

Tradução: ele viu uma torre igual àquela por onde o lobo desceu na casa do porquinho da casa de tijolo, onde o esperava um caldeirão cheio de água quente, que queimou seu… bumbum.

- Filho, o nome disso é chaminé.

E assim a vida se esgueira pelas dobras, interessantíssima se a gente tiver olhos para vislumbrar.

Apagão via Twitter

Luz, light, light, luz Luz, light, light, luz

Eu estava em casa e me preparava para assistir a um vídeo pelo computador quando veio o apagão. Não me dei conta que era algo mais extenso do que os reparos que a Eletropaulo anda fazendo em meu bairro. Mas Renato e meus pais, que estavam próximos à avenida Paulista, em cinco minutos falavam ao telefone sobre a falta de luz que atingia vários bairros.

Celular na mão, procuramos notícia no UOL sobre o apagão. Ainda não havia nada, ah, até para redigir uma notinha levamos alguns minutos. No twitter pipocavam mensagens de vários estados sob a hashtag #apagao e nós ficamos sabendo o que acontecia. Não liguei o rádio, coisa que meu pai, que assiste ao futebol pela TV e ouve a narração pelo rádio, que é mais emocionante, deve ter feito. Coisa de geração.

Assisti ao vídeo, grata por estar em casa e não na rua, como me aconteceu no apagão de 1999. A bateria do computador aguentou até o fim do episódio de FastForward e a mistura de luz de velas, entretenimento pop, celular 3G, noticiário mais eficiente na rede social do que no portal de notícias foi curiosa.

Post pago, mostra a sua cara

“Post pago/mostra sua cara/quero ver quem paga/para a gente ficar assim/Blogueiro, qual é o seu negócio?/O nome do seu sócio?”

Claro que Cazuza nem sonhava/tinha pesadelos com posts pagos e blogueiros preocupados com a monetização de seus textos quando escreveu a letra de “Brasil”. Cantarolei essa versão ao saber que a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos definiu diretrizes para a responsabilidade civil sobre o post pago: blogueiro que receber para divulgar um produto terá de explicitar que o fez.

O jabá tornou-se ilícito, veja só. Presentinho, jantar, viagem, pagamento, qualquer retribuição em troca de divulgação ou promoção deve ser anunciada para o leitor.

“A partir de dezembro, blogueiros, tuiteiros e marqueteiros on-line dos Estados Unidos terão que contar aos consumidores quando forem pagos ou receberem presentes e outros brindes para escrever resenhas positivas ou posts promocionais”, explica a Folha Online.

Quem descumprir a determinação, pagará multa de US$ 11 mil: “Violating the rules, which take effect December 1, could bring fines up to $11,000 per violation. Bloggers or advertisers also could face injunctions and be ordered to reimburse consumers for financial losses stemming from inappropriate product reviews.”

Achei muito saudável. São boas novas. Vamos nessa, Brasil?

Comunicação não é um penduricalho

Não sou nem a favor, nem contra o diploma de jornalista, acho essa questão superada porque nunca existiu. Na prática, a exigência de diploma valia, ma non troppo, como expliquei jocosamente no post anterior com essa história de drible da vaca, uma das glórias de Pelé na Copa de 70.

Acho fundamental o jornalista ter preparo e conhecimento técnico, assim como formação humanista, humor, olhar curioso, bondade na alma, enfim, recheio. O problema é que nem os que “tiram” diploma de comunicação estão preparados, uma vez que o currículo das universidades está sempre defasado. Em relação às novas mídias, por exemplo, é um desastre. O professor de jornalismo às vezes ainda está na fase acústica e analógica e muito pouco pode acrescentar à formação dos alunos.

O problema mais difícil de superar reside em outra esfera, porém. Comunicação ainda é um penduricalho na visão de muita gente. É aquela bobagenzinha que qualquer um sabe fazer. O design é da sobrinha do cliente. O texto foi a estagiária que copiou não sei de onde. A foto foi esticada para “caber” na resolução necessária. O site é atualizado uma vez por mês pelo RH. O livro saiu em 15 dias porque finalmente liberaram a verba e agora tem de sair, de qualquer jeito, vai assim mesmo…

Comunicação parece algo que qualquer um pode fazer. Esse é o problema. É por isso que os jornalistas esperneiam tanto em relação ao fim da obrigatoriedade do diploma. Nós, jornalistas, sabemos o quanto é difícil trabalhar em Comunicação e o quanto ela é estratégica, importante, complexa e difícil de ser bem feita. A gritaria provavelmente vem desse sentimento de “agora é que a vaca vai para o brejo de uma vez”, em termo de qualidade e da remuneração que as pessoas desavisadas estão dispostas a dar a quem sabe trabalhar em comunicação.

Depois de baixar a poeira

Esse complemento aos primeiros comentários sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista foi escrito quando parei para refletir se, afinal, eu era contra ou a favor do diploma.

Tenho dois diplomas em Comunicação, alguns cursos de especialização, um desejo de seguir mestrado adiante, quando conseguir, mais de um quarto de século de carreira na área (jesusinho). Foi por meio dos anos de universidade, da convivência com profissionais, mais os anos de experiência, mais um compromisso contínuo comigo mesma de nunca parar de estudar que lidei com essa barafunda até agora. Acho que não chega a ser a receita do sucesso. Só sei de uma coisa: diploma não separa inteligentes de mentecaptos.

Diploma de jornalismo não é mais obrigatório

TV digital TV digital

Acompanhe pelo Twitter o que se falou no momento em que o STF decidiu por 8 votos a 1 que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para o exercício da profissão: #diploma

Fim do drible da vaca

Eu me formei na ECA/USP em Rádio e Televisão e pouco tempo depois trocava empregos em TV e produtoras pelo trabalho de repórter de um jornal. Fui contratada como assistente administrativo e sem ter uma única aula sobre o que é um lead, escrevi meu primeiro texto com um. Pirâmide invertida na intuição, quem sabe de tanto ler notícias.

Os anos se passaram e eu resolvi “tirar” um diploma de jornalismo para deixar de ser “tradutora” em outra redação. Entrei numa instituição de ensino que muito lembrava uma caixinha registradora. Tilim! Meu comentário sobre a formação dos futuros jornalistas ali é que era deformação. Sem entrar no mérito da instituição, o currículo em si era crítico, muito técnico, emburrecedor.

O diploma “serviu” uma ou outra vez na vida profissional. Mas veio a onda da globalização, da terceirização, da web 2.0, da especialização, do fim da mediação entre público e produtor de informação, veio o século 21 e eu me tornei empresária, dona de uma microempresa que presta serviços de comunicação. Eu-presária. Diploma… Para que, nessas alturas, pergunto eu?

Ah, tá, as redações. Sim, muitos trabalham em redações, inclusive eu, voltei a algumas por breves períodos, muito breves, muito críticos, muito cruz-credo-o-que-foi-feito-da-profissão-de-jornalista-nesse-país?

Os meios de comunicação estão em crise, o jornalista ficou prensado entre a mudança dos tempos e a verba minguada do dono do veículo, a inteligência do bom jornalista permaneceu a mesma e ficamos agora a ver os juízes a votar, 8 contra 1.

Na prática, o diploma já não servia muito, achava-se, quando era o caso, uma forma de contornar a obrigatoriedade (chegamos ao drible da vaca, você joga a bola por um lado, corre pelo outro e ultrapassa o adversário/obstáculo). Não se achava um jeito quando não havia vontade suficiente (sei por experiência própria).

Podemos agora voltar para o que realmente importa: a formação do jornalista ou de quem assume um papel na comunicação. Costumam trabalhar na área de comunicação profissionais das mais diversas áreas. O STF só formaliza o que já acontece na prática.

Trabalham na área profissionais com diploma de Relações Públicas (eles começam com produção de eventos e em assessorias de imprensa, terminam na coordenação de megaproduções), Letras e História (costumam escrever bem e são abduzidos), Filosofia (têm ótima formação e não arranjam outro emprego que não de professor), Publicidade (entendem de marketing, hypes, redes sociais, virais), Design (todo site, livro, jornal, newsletter precisa de um e eles acabam ficando), Ciências Sociais (mesmo caso dos filósofos), Computação (a nova geração chega com cursos do tipo Mídias Digitais, Tecnologia etc e tal).

Já trabalhei com jornalistas formados em Medicina, Geologia, Engenharia, Cinema, Direito, Biologia, Economia, Biblioteconomia. A lista é imensa. Ninguém era melhor ou pior por ter ou não diploma de jornalista. Importante sempre foi o ser humano, se era honesto, ético, simpático, com aptidão para trabalhar em grupo (comunicação é feita toda em equipe) e se tinha boa formação, inteligência, gosto pela vida e pelo saber. Diploma nunca explicou nada, nunca filtrou nada, nunca separou bons e maus profissionais.

Em tempo: formação é fundamental

Não sou nem a favor, nem contra o diploma, acho essa questão superada porque nunca existiu. Na prática, a exigência de diploma valia, ma non troppo, como expliquei jocosamente com essa história de drible da vaca, uma das glórias de Pelé na Copa de 70.

Acho fundamental o jornalista ter preparo e conhecimento técnico, assim como formação humanista, humor, olhar curioso, bondade na alma, enfim, recheio. O problema é que nem os que “tiram” diploma de comunicação estão preparados, uma vez que o currículo das universidades está sempre defasado. Em relação às novas mídias, por exemplo, é um desastre. O professor de jornalismo às vezes ainda está na fase acústica e analógica e muito pouco pode acrescentar à formação dos alunos.

O problema mais difícil de superar reside em outra esfera, porém. Comunicação ainda é um penduricalho na visão de muita gente. É aquela bobagenzinha que qualquer um sabe fazer. O design é da sobrinha do cliente. O texto foi a estagiária que copiou não sei de onde. A foto foi esticada para “caber” na resolução necessária. O livro saiu em 15 dias porque finalmente liberaram a verba e agora tem de sair, de qualquer jeito, vai assim mesmo…

Comunicação parece algo que qualquer um pode fazer. Esse é o problema. É por isso que os jornalistas esperneiam tanto em relação ao fim da obrigatoriedade do diploma. Nós, jornalistas, sabemos o quanto é difícil trabalhar em Comunicação e o quanto ela é estratégica, importante, complexa e difícil de ser bem feita. A gritaria provavelmente vem desse sentimento de “agora é que a vaca vai para o brejo de uma vez”, em termo de qualidade e da remuneração que as pessoas desavisadas estão dispostas a dar a quem sabe trabalhar em comunicação.

Tempos de mídia colaborativa: Wikipedia, The Guardian e a Rússia

Linux & Jesus Linux & Jesus

1- Sem loção

Um jornalista sem loção copiou da Wikipedia uma declaração que teria sido feita pelo compositor francês Maurice Jarre para usá-la no obituário que escreveu para a edição de 31 de março do jornal inglês The Guardian. Acontece que a declaração foi inserida no dia anterior na Wikipedia por um malandrinho de 22 anos. Deliberadamente ele colocou a isca para ver qual jornalista apressado mordia.

Shane Fitzgerald comenta a “barriga”, como se diz no jargão jornalístico e lista vários equívocos que o jornalista cometeu, a começar por não procurar uma “fonte primária” confiável.

Está na Wikipedia, beleza, mas não dá para tomar a Wikipedia como fonte primária. Concordo.

O Andre Deak deu a dica sobre essa “barriga” pelo Twitter e chamou-a de lição para os jornalistas, dois pontos, o link a seguir. Fiquei pensando se em vez de lição, esse não é só um incidente do tipo que será cada vez mais comum em tempos de mídias colaborativas.

Lição os jornalistas tomam na cabeça todo dia, em tempos de informação em tempo real. É só lição na cabeça, ui ui ui.

2- Com loção

Obama é o cara, quando se trata de trabalhar com a mídia social. Além de usar Twitter, Facebook, suas fotos no Flickr não tem cheiro de divulgação oficial. Quem posta o material tem loção.

3- Linux e Jesus

Recebi um pedido para autorizar em um blog a publicação dessa foto aqui, feita durante o Corpus Christi em frente a uma lan house de Dourado (SP).

Acho que esse blog é russo, palpitou a Kelly. Não faço idéia do que está lá escrito, mas se fala de open source, vamos lá, tá autorizado, com créditos.

Depois do café, só para começar meu dia, essas três coisas me chamaram a atenção. Reuni tudo porque pensei: ah, são sinais dos tempos de mídia colaborativa. É daí em diante.

CNN faz concurso universitário de jornalismo

TV set TV set

Recebi um press release de Frederico Conti, jornalista da que trabalha na divulgação da CNN, para que o 5º Concurso Universitário de Jornalismo CNN fosse divulgado neste blog. Está certo, divulgar um concurso de vídeos sobre “O uso da tecnologia no desenvolvimento social” em blogs tem muito a ver.

Reproduzo a mensagem do Frederico:

“As inscrições começaram no dia 24 de março e podem ser feitas até dia 29 de junho de 2009.O tema deste ano é “O uso da tecnologia no desenvolvimentosocial”.

A novidade de 2009 é que o estudante vai poder enviar o vídeo de até 2 minutos pelo YouTube, sendo que ele poderá produzir quantas matérias quiser.O concurso é válido somente para estudantes de jornalismo.O ganhador conhecerá os estúdios da
CNN International, além de ter sua matéria exibida pelo canal.
As inscrições podem ser feitas no site:
www.concursocnn.com.br

Acompanhe ainda as novidades no Blog:
www.concursocnn.com.br/2009/blog/

« Posts anterioresNext Page »