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Apagão via Twitter

Luz, light, light, luz Luz, light, light, luz

Eu estava em casa e me preparava para assistir a um vídeo pelo computador quando veio o apagão. Não me dei conta que era algo mais extenso do que os reparos que a Eletropaulo anda fazendo em meu bairro. Mas Renato e meus pais, que estavam próximos à avenida Paulista, em cinco minutos falavam ao telefone sobre a falta de luz que atingia vários bairros.

Celular na mão, procuramos notícia no UOL sobre o apagão. Ainda não havia nada, ah, até para redigir uma notinha levamos alguns minutos. No twitter pipocavam mensagens de vários estados sob a hashtag #apagao e nós ficamos sabendo o que acontecia. Não liguei o rádio, coisa que meu pai, que assiste ao futebol pela TV e ouve a narração pelo rádio, que é mais emocionante, deve ter feito. Coisa de geração.

Assisti ao vídeo, grata por estar em casa e não na rua, como me aconteceu no apagão de 1999. A bateria do computador aguentou até o fim do episódio de FastForward e a mistura de luz de velas, entretenimento pop, celular 3G, noticiário mais eficiente na rede social do que no portal de notícias foi curiosa.

Mobilidade em um mundo conectado

Sinapse urbana Sinapse urbana

The Global Information Technology Report 2008–2009, Mobility in a Networked World

Encontrei esse estudo gordão sobre tecnologia, datado 2008-2009, cheio de dados compilados pelo Fórum Econômico Mundial. É bom para quem cansou de ler Mônica e Cebolinha. Por exemplo.

A perspectiva de Ran

ran_salvador_messina

Ran é o personagem sapo do Salvador Messina.

Dá para folhear as tirinhas do Universo Ran no fotoblog do UOL. Embora a ferramenta seja meio tosquinha para navegar, insista. Vale passear pelo acervo.

Ran é filosófico, divertido, faceiro e bem brasileirinho. Oi Salvador, Ran está cada vez mais legal!

Copio, com sua licença, mais uma tirinha, para as amigas e amigos que gostam de falar de comida e comer:

ola senhor tomate  ran

Jovens preferem conversar pelo computador

Lazy Town Lazy Town

Quer teclar?

“Quase um terço (29%) dos jovens com idade entre 10 e 17 anos prefere conversar com seus amigos e familiares pelo computador do que pessoalmente.”

A notícia do G1 apresenta dados do Ibope Mídia: “No total, 45% dos entrevistados acreditam que as redes sociais já fazem parte de sua rotina: o índice sobe para 72% quando considera somente aqueles entre 18 e 24 anos e chega a 49% entre o público masculino”.

Ou seja, quanto mais jovem, mais chat na veia.

Download do livro Cultura digital

Câmera digital Câmera digital

Cheguei, achei a caixa postal com uma centena de mensagens. É vida digital. No meio delas, achei esse link para download do livro Cultura Digital. Claro que ainda não deu tempo de ler, mas pesquei uns trechinhos.

“O livro Cultura Digital Br é uma obra de intervenção. Foi pensado para provocar reflexão e ação em seus leitores”, adverte Rodrigo Savazoni logo nas primeiras linhas.

“Enfim, existe uma real carência de representação conceitual para os fenômenos surgidos no âmbito da cultura digital. Yochai Benkler, que refletiu criativamente sobre a possibilidade de uma teoria política da rede, enxerga na emergência das redes sociais e da produção dos pares uma alternativa a ambos os sistemas proprietários fudamentados nas lógicas do estado ou do mercado. Este novo “sistema operacional” da cultura seria capaz de fomentar  ao mesmo tempo criatividade, produtividade e liberdade, satisfazendo igualmente às demandas tanto de indivíduos quanto de coletividades”, escreve José Murilo Carvalho Junior.

10 + 10

O mesmo povo envolvido com o Fórum de Cultura Digital leva a conversa até Santos nessa quinta e sexta, dias 1 e 2.

Gilberto Gil, Pierre Levy, André Lemos, Laymert García, Alfredo Manevy, Cláudio Prado e Sérgio Amadeu discutem cibercultura: um balanço e reflexão sobre os últimos dez anos e os próximos dez da cultura digital no Brasil e no mundo.

Dá para acompanhar ao vivo.

“O primeiro dia, quinta-feira agora (dia 1º), será uma discussão sobre os últimos dez anos e sobre os próximos dez. Daí o nome do evento: Cibercultura 10+10. A sexta-feira (dia 2) será outra coisa: uma oficina de remix”, explica o release.

O futuro e a cultura digital

da cor de seu cabelo da cor de seu cabelo

Parar para pensar no futuro é essencial. Sem sonho não se inventa a vida.

Outro dia, ouvi o ministro da Cultura, Juca Ferreira, falar sobre a necessidade de pensar o futuro. Gostei do ângulo do pensamento dele. Estávamos em uma coletiva para blogueiros durante o File e ele anunciava a ida do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica para as comemorações do aniversário de Brasília no ano que vem. “Na renovação do sonho de Brasília, as artes digitais podem cumprir uma parte importante”, disse o ministro.

A coletiva contava também com o José Murilo para lançamento do Fórum de Cultura Digital, uma rede social que propõe debater alguns “eixos“:

- Memória digital

- Economia da cultura digital: Falou-se no “arranjo negocial”

- Infraestrutura: sem servidor, não se vai a lugar nenhum na internet. Falou-se em torrent.

- Arte Digital

- Comunicação Digital. Murilo falou em “convergência das mídias”.

Fiquei de postar aqui um registro sobre esse encontro e fui engolida pela falta de tempo. Por isso, só agora falo desse debate que ainda não consegui acompanhar pelo Fórum. Recebo diariamente convites para “ficar amiga” dos integrantes dessa comunidade, mas não consegui ir além, por enquanto – minha economia do tempo precisa urgente de “planejamento negocial”, será? Acho que é nos grupos que a conversa rola.

Domínio Público

Recebi hoje um email daqueles tipo corrente sobre o acervo do Domínio Público, que estaria para sair do ar por falta de acesso. Só pode ser piada ou desinformação.

O povo do governo federal discutindo o futuro da Cultura Digital e esse endereço, xodozinho do conteúdo sem copyright, ameaçado?

Kit de ferramentas da internet para educação

jazzy & stoned jazzy & stoned

Um link precioso da Barbara Dieu que pesquei esta semana: wiki com uma lista de ferramentas que professores e alunos podem usar para estudar e ensinar.

“A aprendizagem ocorre a todo momento, em um movimento contínuo e não linear”, lembra ela. A gente às vezes bobeia e esquece.

De quebra, Bee dá uma aula sobre ambientes de aprendizagem nessa apresentação.

Brasil tem 62,3 milhões de pessoas com acesso à internet

Press release do Ibope Nielsen Online, empresa que faz a medição da internet brasileira residencial, faz a projeção de que existem 62,3 milhões de pessoas conectadas à internet hoje no Brasil (em suas residências, no trabalho, nas escolas, em lan-houses, bibliotecas ou telecentros). Não somos uma China, mas já fazemos barulho, não é não?Copio o texto que acabo de receber:

Internet residencial cresceu 13,6% em um ano

Número de usuários ativos manteve-se estável em relação ao mês anterior; o Brasil permaneceu na liderança do tempo de navegação por pessoa.

Considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade com posse de telefone fixo ou móvel, o IBOPE projeta a existência de 62,3 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros).

O Brasil manteve-se na liderança do tempo de navegação, entre os países medidos com a mesma metodologia, com o tempo de 24 horas e 7 minutos por pessoa. Houve diminuição de 8% do tempo navegado na comparação com março de 2009 e crescimento de 6% sobre abril do ano passado. O internauta do Reino Unido, com 23 horas e 3 minutos, foi o que mais se aproximou do tempo de navegação domiciliar do brasileiro. Foi seguido pelo internauta do Japão, com 22 horas e 53 minutos, e pelo da França, com 22 horas e 15 minutos.

Em abril os principais crescimentos da audiência única foram registrados principalmente nas subcategorias ‘Fotografia’, com evolução de 11,7%, e de ‘Jogos e Loterias’, com aumento de 10,7%. Também houve maior navegação em sites de moda.

Na comparação com abril de 2008, a categoria ‘Viagens e Turismo’ acumula crescimento de 28%, seguida por ‘Entretenimento’, com evolução de 16%, e de ‘Comércio Eletrônico’, com 15%.

O número de pessoas que navegaram na internet residencial foi de 25,5 milhões em abril, segundo o IBOPE Nielsen Online, o que representa estabilidade em relação ao mês anterior e crescimento de 13,6% sobre o abril de 2008.

Um conto escrito pelo Twitter em em dois continentes

o gato pirata e a gata-da-lua-de-todas-as-cores o gato pirata e a gata-da-lua-de-todas-as-cores

Duas amigas, Miki Watanabe (@mikiw) e Patrícia Kalil (@pakalil), escreveram um conto tropicalista e ensolarado via Twitter: O Gato Pirata e a Gata da Lua de Todas as Cores.

Achei um refresco a brincadeira das duas. O Twitter pegou ares de assessoria de imprensa nos últimos tempos. São avatares e mensagens sem fim com objetivo de auto-promoção ou divulgação comercial, coisinha meio chata, se você prestar atenção.

Meninas, viva a maré de guarda-sóis.

Tempos de mídia colaborativa: Wikipedia, The Guardian e a Rússia

Linux & Jesus Linux & Jesus

1- Sem loção

Um jornalista sem loção copiou da Wikipedia uma declaração que teria sido feita pelo compositor francês Maurice Jarre para usá-la no obituário que escreveu para a edição de 31 de março do jornal inglês The Guardian. Acontece que a declaração foi inserida no dia anterior na Wikipedia por um malandrinho de 22 anos. Deliberadamente ele colocou a isca para ver qual jornalista apressado mordia.

Shane Fitzgerald comenta a “barriga”, como se diz no jargão jornalístico e lista vários equívocos que o jornalista cometeu, a começar por não procurar uma “fonte primária” confiável.

Está na Wikipedia, beleza, mas não dá para tomar a Wikipedia como fonte primária. Concordo.

O Andre Deak deu a dica sobre essa “barriga” pelo Twitter e chamou-a de lição para os jornalistas, dois pontos, o link a seguir. Fiquei pensando se em vez de lição, esse não é só um incidente do tipo que será cada vez mais comum em tempos de mídias colaborativas.

Lição os jornalistas tomam na cabeça todo dia, em tempos de informação em tempo real. É só lição na cabeça, ui ui ui.

2- Com loção

Obama é o cara, quando se trata de trabalhar com a mídia social. Além de usar Twitter, Facebook, suas fotos no Flickr não tem cheiro de divulgação oficial. Quem posta o material tem loção.

3- Linux e Jesus

Recebi um pedido para autorizar em um blog a publicação dessa foto aqui, feita durante o Corpus Christi em frente a uma lan house de Dourado (SP).

Acho que esse blog é russo, palpitou a Kelly. Não faço idéia do que está lá escrito, mas se fala de open source, vamos lá, tá autorizado, com créditos.

Depois do café, só para começar meu dia, essas três coisas me chamaram a atenção. Reuni tudo porque pensei: ah, são sinais dos tempos de mídia colaborativa. É daí em diante.

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