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O futuro do jornalismo e dos jornalistas

Sai dia 17 o relatório anual do Project for Excellence in Journalism, com dados sempre impressionantes sobre a mídia dos Estados Unidos e com qualidade para serem citados em pesquisa científica. Este ano, o relatório procura descobrir o que os jornalistas pensam do futuro da profissão. Analisa também o conteúdo de 64 sites de mídia cidadã, ou seja, de projetos que envolvem o jornalismo cidadão e a publicação de conteúdo por quem não tem diploma de Comunicação. No relatório do ano passado, como você pode ler, o foco era jornalismo digital.

folhinha

Pesquisa sobre blogs

Você, que pesquisa comunicação, anote aí: Blog Brasil é um wiki que reúne artigos publicados sobre weblogs no Brasil. Veja o que a academia diz a respeito.

Território ocupado

Enquanto isso, jornalistas e não-jornalistas que publicam conteúdo na rede continuam se estranhando no Brasil, em mútua animosidade. Alguns jornalistas dão a entender que blogueiro é aquele profissional de segunda categoria que avança sem aviso por seu território. Alguns blogueiros dão a entender que é a mãe. Eu acho essa conversa superada pelos próprios fatos, até quando vem acompanhada por bolinho de arroz, tabasco e chopp. Enquanto isso, a caravana passa e o relatório deve apontar para as novas tendências.

Smart mobs e o futuro do celular no Sesc Paulista

Se no post anterior eu disse que não sabia de qual evento participaria amanhã, quinta-feira, dia 5 6 (ooops), desfaz-se qualquer dúvida agora: mobilefest, no Sesc Paulista.

A primeira rodada do dia, user generated content, tem especial interesse. A segunda, Smart Mobs, é com o Howard Rheingold e com o Rogério da Costa. Oba.

19h15 às 20h Video Conferência - Howard Rheingold
Tema: Smart Mobs

20:00 às 22:00 Debate com Howard Rheingold e convidados brasileiros
Tema: Futuro

Participantes presenciais
Eduardo Bicudo – Publicitário presidente da Wunderman
Sérgio Amadeu - Professor e pesquisador
Rogério da Costa – Mestre em Sociologia e Pesquisador
Renato Cruz – Jornalista especializado em tecnologias móveis

Mediação
Paulo Henrique Ferreira - Jornalista

Videoconferências com Yochai Benkler e Westminster University

Uma única tarde e duas videoconferências interessantes.

Amanhã, dia 5 6 (ê-lá-iá) , quinta-feira, a partir de 14h30, Yochai Benkler, autor de The Wealth of Networks (referência para quem estuda redes que está disponível para download for free), participa da última sessão do ciclo de debates sobre o livro promovido pelo IEA na USP, como lembra o Juliano no Não Zero.

No Sesc Paulista, entre 14h e 18h30, o Seminário do Mobilefest faz uma videoconferência com a Universidade de Westminster, Londres, com o tema Novas possibilidades de produção e distribuição de vídeos pelas redes móveis, conteúdo gerado pelo usuário e novas linguagens. Participam:

Daniel Florêncio - Trabalhou no lançamento da Current TV no Reino Unido.
Lisa Roberts - Organizadora do Festival Pocket Shorts, Inglaterra
Eva Weber – Diretora do média metragem premiado ”The intimacy of strangers”, Inglaterra
Cyrus Frisch - Diretor e produtor do filme, “Why didn’t anybody tell me that it would become this bad in Afghanistan”, Holanda
Max Schleser – Pesquisador de novas mídias e vídeo documentarista - Alemanha
Camille Backer – Doutoranda com o SMARTlab na University of East London

Participantes presenciais
Alberto Tognazzi - Diretor do MovilFilm Fest, editor áudio-visual 1996, Espanha
Zico Góes - Diretor de Programação MTV
Maurício Hirata – Secretária do Audiovisual, Ministério da Cultura
Wagner Martins – Economista, criador do site Cocadaboa
Mauro Rubens – VJ e vídeo artista
Duncan Kennedy – Idealizador do Festival Mobifest Canadá

A mediação é de Rosana Hermann.

E agora, onde eu vou?

Desconferência e como usar a tag teia2007

Fiz esse vídeo durante uma “desconferência” em Belo Horizonte sobre o uso de uma tag - teia2007 - no Delicious, YouTube, Flickr e blogs para reunir tudo o que for escrito, gravado e registrado a respeito do evento. O encontro realiza-se a partir do dia 7 em Belo Horizonte e reúne a produção e as pessoas dos pontos de cultura.

Veja a programação. Veja minhas fotos da oficina.

Em oficina neste fim de semana com mais de 100 pessoas, conversamos sobre jornalismo colaborativo e cultural para preparar a cobertura jornalística. No vídeo, um trechinho da desconferência sobre como usar tags e cadastrar o rss dos blogs na agência de notícias:

Em vídeo que o Pedro Markun, do Jornal de Debates, fez na oficina, Luiz Algarra explica melhor o que é uma desconferência que, em resumo, é um workshop livre. O nome é um contraponto àquele modelo que coloca de um lado o palestrante que sabe, e no outro o público que vai aprender. A desconferência propõe algo menos organizadinho. Tem dado samba.

Pensamento colaborativo e redes

Bernardo Schepop enviou da Holanda, muito chique, a indicação de um blog sobre “pensamento colaborativo”: Colaborative Thinking - Perception on collaboration and social software by Mike Gotta.

Já gostei do tema que o cara elegeu. De lá, já fui parar no site da ferramenta para criação de comunidades virtuais Groupsites. É uma ferramenta for free com interface bem bonitinha.

Falando em redes, mais um pouco sobre a palestra de Pierre Lévy. Ele tirou das ferramentas para comunidades virtuais e o peso da responsabilidade pelo sucesso de um projeto. Lévy mencionou como exemplo um projeto bem-sucedido que usa uma ferramenta extremamente simples.

“Você não “constrói” comunidades, como engenheiros constróem casas”, disse ele. “Comunidades crescem. Elas têm de se organizar em torno de uma memória coletiva. Comunidade depende de identidade e de uma memória comum e a estruturaçaõ desse conhecimento deve ser algo vivo”, acredita.

A Riqueza das Redes

Yochai Benkler, da Escola de Direito da Universidade Yale, fala sobre comunidades no livro “The Wealth of Networks — How Social Production Transforms Markets and Freedom”. A Riqueza das Redes — Como a Produção Social Transforma Mercados e a Liberdade, disponível para download em vários formatos.

O Instituto de Estudos Avançados da USP promove um ciclo de debates sobre a obra e nesta quinta-feira, dia 23, realiza um debate sobre produção social, que pode ser acompanhado pela web.

No wiki que o autor criou, o resumo da ópera é o seguinte:

“Production is shifting from physical products like blue jeans, to decentralized information goods, like articles on the Internet. This gives users more power (they can publish instead of just reading), creates more opportunities for democratic participation, lowers costs for developing countries, and democratizes the creation of our culture.

This book will analyze these changes by looking at what new technologies make easy, applying an individualist economic model, and examining the effects on human beings. As the state’s role has largely been to support big companies, this book will largely ignore it, even though it could be used as a force for good.”