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Meu celular, meu amigão: pesquisa em 40 países comprova que é impossível viver sem ele

  by Ana Carmen  Fotógrafa de congestionamento

Celular é mania. Não me refiro a falar pelo celular, o que é obviamente uma tara do pessoal que leva a sério as promoções “fale a vontade” das operadoras. Olhar fixamente para o celular e rir sozinho em seguida é a nova mania.

Passei ontem pela Paulista e uma banda tocava U2 na calçada, próximo à rua Augusta. A platéia até estava gostando, mas nem por isso a garotada levantava a cabeça para acompanhar o esforçadinho da guitarra. Muita gente de cabeça baixa entretida com o celular.

Celular, meu amigão

No restaurante, repare, as pessoas rapidamente espiam a tela do celular de tempos em tempos para ver se o mundo ainda não acabou. Elevador, fila e congestionamento, então, são cenários perfeitos para os entretidos com o celular.

A foto acima foi tirada em um dia de recorde do trânsito parado em São Paulo. Fiquei uma hora às margens do Rio Pinheiros. Cliquei e cliquei para passar o tempo. Publiquei no Instagram, dei uma espiada no e-mail e nada de sair do lugar. Meu celular, conectado ao som do carro por um fio, garantia a trilha sonora. Nada como as músicas favoritas para a passar o tempo. Meu celular, meu amigão.

Compro tudo pelo celular

Os smartphones (celulares espertos, em tradução beeeem livre), com acesso à internet, velocidade rápida o suficiente para vídeos e com memória para guardar playlists bacanas como a minha, agora também servem para comprar. Segundo uma pesquisa realizada pelo Google em parceria com a Ipsos e a Mobile Marketing Association (MMA), 80% dos consumidores brasileiros que têm smartphone pesquisam nele um produto ou serviço antes de comprar.

“A pesquisa em smartphones influencia as decisões dos compradores e as compras em canais. 31% dos usuários de smartphones fizeram uma compra pelo celular. Implicação: ter um site otimizado para celular é essencial. Além disso, é necessário ter uma estratégia para vários canais a fim de envolver os consumidores nos diversos caminhos até a compra.”

Jamais saio de casa sem ele

“A difusão dos smartphones atinge 14% da população, e esses proprietários de smartphones dependem cada vez mais de seus dispositivos. 73% acessam a Internet todos os dias no smartphone e muitos nunca saem de casa sem ele. Implicação: empresas que têm a rede móvel como um elemento central de sua estratégia se beneficiarão da oportunidade de envolver o novo consumidor, que está constantemente conectado”, conclui a pesquisa.

Sem ele não chegaria a lugares novos

Rodei muito com o auxílio de um guia de ruas em papel todo empoeirado que guardava no porta-luvas. Depois do advento do GPS embutido no meu celular, a vida mudou. A vida sorriu para mim, posso dizer. Consulto o mapinha da tela, dou zoom, vejo o nome das ruas paralelas àquela em que devo entrar, me encontro em um instante. Posso ainda fugir do congestionamento, se tiver paciência para pesquisar (não tenho o aplicativo adequado, nunca fiz isso) e já vi um amigo em corrida desabalada porque verificou pelo celular esperrrto que o ônibus que ele aguardava estava a poucas quadras de distância.

A pesquisa não fala em GPS, mas achei relevante meu depoimento de celular amigão. Até fazendo trilha de bicicleta no meio do mato, perdida entre muitos morros idênticos, foi um conforto saber que eu ainda iria achar o caminho. Pelo celular.

O horror, o horror

Para a geração dos meus pais essa mania de celular é abominável. “Ele e ela, namorados, sentaram um em frente ao outro na mesa e passaram a noite mudos, teclando no celular”, descreveu minha mãe, horrorizada, o comportamento do casal de 20 e poucos em uma pizzada de aniversário. “Acho que conversaram por SMS”.

Criança comportada tem celular na mão

Os pais descobriram um truque sinistro. Você nem precisa ensinar aos meninos bons modos. Basta emprestar o celular e eles ficam como que lobotomizados. Quietos, serenos, alheados. Em um mundo paralelo bem longe da reunião familiar.

Pesquisa mundial

Voltando aos dados científicos, essa pesquisa Our Mobile Planet é recheadona de dados, espie lá: www.ourmobileplanet.com/pt-br/ Cruza informações sobre a adoção e o uso de smartphones em mais de 40 países.

Relatórios por paíswww.ourmobileplanet.com/pt-br/downloads/

Não sei como anda a vida para os chineses, deixa eu ver: ah, lá são 33% os que usam smartphones. E no Canadá? Suécia? Egito? Irlanda? Estados Unidos? Como será? Está tudo na pesquisa gorda, aberta para consulta.

E aí, será que na Irlanda, quando o U2 original (e não o cover) toca a moçada abaixa a cabeça e prefere o celular? Será?

 

Wall Street 99%

99 Cent dreams 99 Cent dreams by PetroleumJelliffe

O movimeto Occupy Wall Street está vivinho. No tumblr We Are the 99%  as pessoas que partipam do protesto em Nova York colocam suas histórias e fotos, veja lá.

“Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui”, alerta o filósofo Slavoj Žižek in loco. “Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. ”

Um bom começo para uma reflexão.

É interessante também o que John Cassidy escreve na New Yorker . Alguém (Mike Konczal) que teve o cuidado de pesquisar a média de idade dos que postam no tumblr dos 99% descobriu que é 26 e que entre as palavras que mais aparecem ali destacam-se as ligadas a estudo e emprétimos. Wall Street não está na lista das palavras mais usadas. John Cassidy pondera que o protesto não é anti-Wall Street. É anti-status quo. Wall Street serviria como ponto focal:

“None of them feature in the top twenty-five. This absence feeds my suspicion that Occupy Wall Street isn’t primarily an anti-Wall Street phenomenon. It is a generalized anti status-quo protest movement, for which Wall Street serves as the convenient focal point.”

Vou e volto já

Depois conto o que vi.

 

A fórmula da felicidade de Zygmunt Bauman

Ele é fofo aos 86 anos, de uma clareza de pensamento deliciosa. Diz que há duas coisas irreversíveis: que nós continuamos a nos multiplicar no planeta e que somos interdependentes. Nossa vida é fragmentada, vivemos em episódios. Não pertencemos a uma comunidade que nos define, construimos nossa identidade todo dia, toda hora, toda meia hora. Substituímos laços humanos por amigos de Facebook e há quem hoje não saiba o que significam laços humanos.

A felicidade… O segredo da felicidade… Veja o vídeo, ele conta tudo (com legendas em português)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=POZcBNo-D4A&feature=youtu.be[/youtube]

Mobilidade em um mundo conectado

Sinapse urbana Sinapse urbana

The Global Information Technology Report 2008–2009, Mobility in a Networked World

Encontrei esse estudo gordão sobre tecnologia, datado 2008-2009, cheio de dados compilados pelo Fórum Econômico Mundial. É bom para quem cansou de ler Mônica e Cebolinha. Por exemplo.

Lessig faz campanha para o Congresso com blog, wiki e Facebook

Eu escrevi sobre direito digital sem saber que o assunto viria para ficar mais algum tempo nos posts. Ganhou novamente espaço, mas olha que interessante: Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons, professor de Direito de Stanford e defensor da cultura livre, anunciou esta semana que pode ser candidato ao congresso norte-americano pela Califórnia. Em um blog, ele explicou que vai se dedicar ao movimento Change the Congress (Mude o Congresso) e que na semana que vem confirmará se vai ou não ser candidato.

Facebook

Diz Lessig que nesse meio tempo acompanhará as discussões de um grupo do Facebook, onde teve início uma conversa engraçada sobre as razões pelas quais ele não deve concorrer ao congresso. Um dos motivos é que ele poderia ser juiz caso Obama ou Hillary vençam e isso lhe daria mais poder que o Congresso. Outro cara diz que ele é tímido. Outro diz que ele não é Arnold Schwarzenegger e que sua candidatura não decola, não dura três semanas…

Campanha de muitos links

Lessig diz que quer ouvir todo mundo, mande seu e-mail etc. Ele faz uma campanha de muitos links: Draft Lessig, Lessig08, Draft Lessig Wiki. É a campanha mais linkada do mundo, provavelmente. Aliás, lá no Facebook, um cara diz que Lessig é bom de link, mas não é bom de voto.

Webcast

Enquanto isso, a pressão por nova legislação relativa a direitos autorais segue seu caminho. Nesta segunda, dia 25, a Comissão Federal de Comunicação dos Estados Unidos debate en banc O Futuro da Banda Larga, no Berkman Center for Internet and Society de Harvard. Entre os participantes dos painés estão Yochai Benkler e executivos do BitTorrent, Comcast, Verizon e Sony.

O áudio do evento será transmitido ao vivo, caso alguém tenha interesse “beeeeem” profundo sobre assuntos jurídicos :)

Leia mais

Leis brasileiras para a internet

Smart mobs e o futuro do celular no Sesc Paulista

Se no post anterior eu disse que não sabia de qual evento participaria amanhã, quinta-feira, dia 5 6 (ooops), desfaz-se qualquer dúvida agora: mobilefest, no Sesc Paulista.

A primeira rodada do dia, user generated content, tem especial interesse. A segunda, Smart Mobs, é com o Howard Rheingold e com o Rogério da Costa. Oba.

19h15 às 20h Video Conferência – Howard Rheingold
Tema: Smart Mobs

20:00 às 22:00 Debate com Howard Rheingold e convidados brasileiros
Tema: Futuro

Participantes presenciais
Eduardo Bicudo – Publicitário presidente da Wunderman
Sérgio Amadeu – Professor e pesquisador
Rogério da Costa – Mestre em Sociologia e Pesquisador
Renato Cruz – Jornalista especializado em tecnologias móveis

Mediação
Paulo Henrique Ferreira – Jornalista

Videoconferências com Yochai Benkler e Westminster University

Uma única tarde e duas videoconferências interessantes.

Amanhã, dia 5 6 (ê-lá-iá) , quinta-feira, a partir de 14h30, Yochai Benkler, autor de The Wealth of Networks (referência para quem estuda redes que está disponível para download for free), participa da última sessão do ciclo de debates sobre o livro promovido pelo IEA na USP, como lembra o Juliano no Não Zero.

No Sesc Paulista, entre 14h e 18h30, o Seminário do Mobilefest faz uma videoconferência com a Universidade de Westminster, Londres, com o tema Novas possibilidades de produção e distribuição de vídeos pelas redes móveis, conteúdo gerado pelo usuário e novas linguagens. Participam:

Daniel Florêncio – Trabalhou no lançamento da Current TV no Reino Unido.
Lisa Roberts – Organizadora do Festival Pocket Shorts, Inglaterra
Eva Weber – Diretora do média metragem premiado ”The intimacy of strangers”, Inglaterra
Cyrus Frisch – Diretor e produtor do filme, “Why didn’t anybody tell me that it would become this bad in Afghanistan”, Holanda
Max Schleser – Pesquisador de novas mídias e vídeo documentarista – Alemanha
Camille Backer – Doutoranda com o SMARTlab na University of East London

Participantes presenciais
Alberto Tognazzi – Diretor do MovilFilm Fest, editor áudio-visual 1996, Espanha
Zico Góes – Diretor de Programação MTV
Maurício Hirata – Secretária do Audiovisual, Ministério da Cultura
Wagner Martins – Economista, criador do site Cocadaboa
Mauro Rubens – VJ e vídeo artista
Duncan Kennedy – Idealizador do Festival Mobifest Canadá

A mediação é de Rosana Hermann.

E agora, onde eu vou?

Diretor do McLuhan Program fala na USP sobre mente, tecnologia digital e conectividade

Sexta, 9 de novembro, Derrick de Kerckhove, diretor do McLuhan Program, fala sobre mente, tecnologia digital e conectividade. A palestra é às 15h, na ECA/USP e o evento é grátis, com terá tradução.

Inscrições pelo email atopos.cursos@gmail.com.

Informações do press-release:

“O Cepop-Atopos – Centro de Pesquisa da Opinião Pública da ECA/USP – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com o apoio do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, promoverá uma alestra de Derrick de Kerckhove, considerado um dos mais importantes teóricos da revolucionária escola canadense.

Kerckhove dirige há mais de 20 anos o Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia da Universidade de Toronto. Trabalhou durante a década de 1970 como aluno-assistente e co-autor de Marshall McLuhan. Aprofundou suas idéias e, a partir delas, desenvolveu outras teorias originais, como a antológica obra The Skin of Culture – considerada o Manifesto da Psicotecnologia – um novo ramo da psicologia que estuda a condição psicológica das pessoas que vivem sob a influência das transformações tecnológicas.

O pensador pesquisa os novos caminhos do cruzamento da comunicação com tecnologia digital. E mais do que isso, seu trabalho tem aberto novas frentes para a compreensão do impacto da tecnologia sobre a sociedade mundial.

Para Kerckhove, “entramos na sociedade conectiva. A nova experiência psicológica resultante dos últimos avanços tecnológicos dá origem a um novo ser humano, que combina sua subjetividade com a conectividade.”

09/11- 15h
ECA/USP – Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária
Prédio Principal – Sala da Congregação
Evento gratuito e aberto ao público – haverá tradução

Sobre o Cepop-Atopos:
Formado em 2005 dentro do Centro de Pesquisa da Opinião Pública CEPOP) da ECA/USP – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, e coordenado pelo Prof. Dr. Massimo Di Felice (ECA/USP). O grupo é formado por pesquisadores, alunos de pós-graduação e de graduação, que investigam as transformações da sociedade contemporânea e as suas relações com as tecnologias.

Comunidade online dá emprego aos mais pobres da Índia

Reportagem do New York Times fala sobre o uso de comunidades online, do tipo Linked In e Facebook (Orkut é um bom exemplo para os brasileiros), para que os mais pobres indianos consigam visibilidade diante de possíveis empregadores.

O site Babajob.com é um projeto que tem como objetivo criar páginas na web para quem está nos andares mais humildes da cadeia produtiva e procura emprego. A reportagem começa com a história de um pintor, Manohar Lakshmipathi, que não tem computador e, com ajuda, coloca seu histórico profissional e foto na comunidade, para que um possível interessado possa contratá-lo.

O Babajob paga quem puder fazer esse cadastro. Seu público-alvo são pessoas que trabalham por US$ 2 ou US$ 3 ao dia e não têm acesso a um computador. O elo com essa fatia da população pode ser feita por quem quiser, de donos de lan houses a qualquer proprietário de um computador. O site remunera esses agentes para que encontrem essas pessoas. O projeto se sustenta com anúncios dos empregadores. Antes da reportagem, 2 mil já haviam se cadastrado. Depois dela, o sucesso com certeza será maior.

Quando um futuro patrão procura uma babá ou um jardineiro, quer referências. Para mimetizar as indicações pessoais e o boca-a-boca que regem esse tipo de acordo, o Babajob criou um mecanismo de prêmios em dinheiro. O site remunera o patrão e o empregado que conseguirem indicar alguém que satisfaça um outro empregador.

Ótima idéia. Deu no NYT, no Herald Tribune, The Times of India. O Babajob tem um blog. Bingo! É um projeto bem inteligente, “subproduto” do crescimento do mercado de outsourcing (terceirização de serviços) na Índia, segundo o jornal, um subproduto dos milhares de talentos mobilizados para o trabalho online que começaram a criar soluções para ajudar os mais pobres.

Como fica o texto depois do blog

Duas considerações sobre o texto depois do blog. A primeira, inspirada por um comentário de Chris Anderson, editor da Wired, e a segunda, por Lea Woodward, que mantém o blog Location Independent, sobre pessoas que decidem viajar e trabalhar a partir de qualquer lugar do mundo, longe da luz fluorescente dos escritórios.

O blog arruinou meu texto

Long tail

Na noite do domingo, entretida com a leitura dos meus feeds, achei a entrevista de Anderson para o livro “Blogging Heroes: Interviews with 30 of the World’s Top Bloggers”, que ainda será lançado. A estratégia para divulgá-lo foi permitir a cada um dos 30 blogueiros top do mundo (uhu, isso sim é vip) publicar seu capítulo no endereço pessoal.

Quem me avisou sobre os capítulos disponíveis foi um post da Luciana Terceiro, que hoje vi replicado em outros blogs e comentado no Twitter. Todo mundo quer ler Chris Anderson, autor do livro “The Long Tail” (Cauda Longa, como ele batizou a curva desenhada no gráfico pela pulverização de temas e nichos no mercado). Nessa entrevista, Anderson comenta que o blog arruinou seu texto para a revista:

“By the way, I find blogging ruins me for magazine writing. It’s difficult to write for magazines right now, which is ironic given that I’m a magazine editor. It’s difficult because magazines are a kind of one-size-fits-all product, and the audience is large, with differing interests. You have to write something that tries to satisfy all of [your readers] or many of them, whereas a blog is very self-selecting. If you’re interested in what I have to say, fine. If you’re not, that’s great—go somewhere else.”

Ele comenta que a revista precisa atingir o grande público e o blog é auto-seletivo. Se o leitor não está interessado no que ele tem a dizer, tudo bem, segue seu caminho e acabou-se a preocupação do autor. Acho que ele fala mais de liberdade do que de estilo, afinal, o leitor insatisfeito também abandona a revista, mas como funcionário de uma empresa, a reação não pode ser igualmente bem-vinda. Deve ser isso. Anderson também comenta como foi proveitosa a experiência de escrever “The Long Tail” junto com os leitores, de forma colaborativa. Acho que ele se refere ao prazer de ter interlocutores, ao resultado que é sempre melhor quando se tem um grupo que trabalha feliz e com generosidade pelo melhor resultado.

Blogo em cenários paradisíacos

Lea Woodward é para mim essa foto:

Lea Woodward

Você tira a Lea e coloca a Ana e tem idéia da visão que eu tive no início de 1999, enquanto mergulhava em um rio limpinho durante o verão, a poucos quilômetros da praia. Meses depois eu começava a trabalhar na web, para a web, em novos projetos web etc. Na época em que avistei essa miragem, não havia conexão sem fio, mas eu sabia que ela chegaria. A linha discada tornava impossível ser LIP, como diz Lea, Location Independent Professional (Profissional Independente de Local).

Guardei a visão: trabalhar na web pode ser algo portátil. Ainda não sou LIP, ainda dependo de local, mas Lea diz que tem algumas dicas. Ela escreveu um livro, lançou um vídeo, criou um blog e senta em coqueiro na área “quem sou eu” de seu blog graças às dicas. Uma visita superficial ao endereço não revela dicas tão preciosas assim. As cinco orientações básicas poderiam estar em qualquer guia de viagem.

Cá entre nós: o segredo, que ela não conta de cara, é ser pioneiro em uma determinada trilha. A trilha começa como picada, estreita, tortuosa, quase invisível. À medida em que se torna popular e o segredo se espalha, ela vira avenida e perde o valor.

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