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Lessig faz campanha para o Congresso com blog, wiki e Facebook

Eu escrevi sobre direito digital sem saber que o assunto viria para ficar mais algum tempo nos posts. Ganhou novamente espaço, mas olha que interessante: Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons, professor de Direito de Stanford e defensor da cultura livre, anunciou esta semana que pode ser candidato ao congresso norte-americano pela Califórnia. Em um blog, ele explicou que vai se dedicar ao movimento Change the Congress (Mude o Congresso) e que na semana que vem confirmará se vai ou não ser candidato.

Facebook

Diz Lessig que nesse meio tempo acompanhará as discussões de um grupo do Facebook, onde teve início uma conversa engraçada sobre as razões pelas quais ele não deve concorrer ao congresso. Um dos motivos é que ele poderia ser juiz caso Obama ou Hillary vençam e isso lhe daria mais poder que o Congresso. Outro cara diz que ele é tímido. Outro diz que ele não é Arnold Schwarzenegger e que sua candidatura não decola, não dura três semanas…

Campanha de muitos links

Lessig diz que quer ouvir todo mundo, mande seu e-mail etc. Ele faz uma campanha de muitos links: Draft Lessig, Lessig08, Draft Lessig Wiki. É a campanha mais linkada do mundo, provavelmente. Aliás, lá no Facebook, um cara diz que Lessig é bom de link, mas não é bom de voto.

Webcast

Enquanto isso, a pressão por nova legislação relativa a direitos autorais segue seu caminho. Nesta segunda, dia 25, a Comissão Federal de Comunicação dos Estados Unidos debate en banc O Futuro da Banda Larga, no Berkman Center for Internet and Society de Harvard. Entre os participantes dos painés estão Yochai Benkler e executivos do BitTorrent, Comcast, Verizon e Sony.

O áudio do evento será transmitido ao vivo, caso alguém tenha interesse “beeeeem” profundo sobre assuntos jurídicos :)

Leia mais

Leis brasileiras para a internet

Smart mobs e o futuro do celular no Sesc Paulista

Se no post anterior eu disse que não sabia de qual evento participaria amanhã, quinta-feira, dia 5 6 (ooops), desfaz-se qualquer dúvida agora: mobilefest, no Sesc Paulista.

A primeira rodada do dia, user generated content, tem especial interesse. A segunda, Smart Mobs, é com o Howard Rheingold e com o Rogério da Costa. Oba.

19h15 às 20h Video Conferência - Howard Rheingold
Tema: Smart Mobs

20:00 às 22:00 Debate com Howard Rheingold e convidados brasileiros
Tema: Futuro

Participantes presenciais
Eduardo Bicudo – Publicitário presidente da Wunderman
Sérgio Amadeu - Professor e pesquisador
Rogério da Costa – Mestre em Sociologia e Pesquisador
Renato Cruz – Jornalista especializado em tecnologias móveis

Mediação
Paulo Henrique Ferreira - Jornalista

Videoconferências com Yochai Benkler e Westminster University

Uma única tarde e duas videoconferências interessantes.

Amanhã, dia 5 6 (ê-lá-iá) , quinta-feira, a partir de 14h30, Yochai Benkler, autor de The Wealth of Networks (referência para quem estuda redes que está disponível para download for free), participa da última sessão do ciclo de debates sobre o livro promovido pelo IEA na USP, como lembra o Juliano no Não Zero.

No Sesc Paulista, entre 14h e 18h30, o Seminário do Mobilefest faz uma videoconferência com a Universidade de Westminster, Londres, com o tema Novas possibilidades de produção e distribuição de vídeos pelas redes móveis, conteúdo gerado pelo usuário e novas linguagens. Participam:

Daniel Florêncio - Trabalhou no lançamento da Current TV no Reino Unido.
Lisa Roberts - Organizadora do Festival Pocket Shorts, Inglaterra
Eva Weber – Diretora do média metragem premiado ”The intimacy of strangers”, Inglaterra
Cyrus Frisch - Diretor e produtor do filme, “Why didn’t anybody tell me that it would become this bad in Afghanistan”, Holanda
Max Schleser – Pesquisador de novas mídias e vídeo documentarista - Alemanha
Camille Backer – Doutoranda com o SMARTlab na University of East London

Participantes presenciais
Alberto Tognazzi - Diretor do MovilFilm Fest, editor áudio-visual 1996, Espanha
Zico Góes - Diretor de Programação MTV
Maurício Hirata – Secretária do Audiovisual, Ministério da Cultura
Wagner Martins – Economista, criador do site Cocadaboa
Mauro Rubens – VJ e vídeo artista
Duncan Kennedy – Idealizador do Festival Mobifest Canadá

A mediação é de Rosana Hermann.

E agora, onde eu vou?

Diretor do McLuhan Program fala na USP sobre mente, tecnologia digital e conectividade

Sexta, 9 de novembro, Derrick de Kerckhove, diretor do McLuhan Program, fala sobre mente, tecnologia digital e conectividade. A palestra é às 15h, na ECA/USP e o evento é grátis, com terá tradução.

Inscrições pelo email atopos.cursos@gmail.com.

Informações do press-release:

“O Cepop-Atopos - Centro de Pesquisa da Opinião Pública da ECA/USP - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com o apoio do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, promoverá uma alestra de Derrick de Kerckhove, considerado um dos mais importantes teóricos da revolucionária escola canadense.

Kerckhove dirige há mais de 20 anos o Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia da Universidade de Toronto. Trabalhou durante a década de 1970 como aluno-assistente e co-autor de Marshall McLuhan. Aprofundou suas idéias e, a partir delas, desenvolveu outras teorias originais, como a antológica obra The Skin of Culture - considerada o Manifesto da Psicotecnologia – um novo ramo da psicologia que estuda a condição psicológica das pessoas que vivem sob a influência das transformações tecnológicas.

O pensador pesquisa os novos caminhos do cruzamento da comunicação com tecnologia digital. E mais do que isso, seu trabalho tem aberto novas frentes para a compreensão do impacto da tecnologia sobre a sociedade mundial.

Para Kerckhove, “entramos na sociedade conectiva. A nova experiência psicológica resultante dos últimos avanços tecnológicos dá origem a um novo ser humano, que combina sua subjetividade com a conectividade.”

09/11- 15h
ECA/USP - Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária
Prédio Principal - Sala da Congregação
Evento gratuito e aberto ao público - haverá tradução

Sobre o Cepop-Atopos:
Formado em 2005 dentro do Centro de Pesquisa da Opinião Pública CEPOP) da ECA/USP - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, e coordenado pelo Prof. Dr. Massimo Di Felice (ECA/USP). O grupo é formado por pesquisadores, alunos de pós-graduação e de graduação, que investigam as transformações da sociedade contemporânea e as suas relações com as tecnologias.

Comunidade online dá emprego aos mais pobres da Índia

Reportagem do New York Times fala sobre o uso de comunidades online, do tipo Linked In e Facebook (Orkut é um bom exemplo para os brasileiros), para que os mais pobres indianos consigam visibilidade diante de possíveis empregadores.

O site Babajob.com é um projeto que tem como objetivo criar páginas na web para quem está nos andares mais humildes da cadeia produtiva e procura emprego. A reportagem começa com a história de um pintor, Manohar Lakshmipathi, que não tem computador e, com ajuda, coloca seu histórico profissional e foto na comunidade, para que um possível interessado possa contratá-lo.

O Babajob paga quem puder fazer esse cadastro. Seu público-alvo são pessoas que trabalham por US$ 2 ou US$ 3 ao dia e não têm acesso a um computador. O elo com essa fatia da população pode ser feita por quem quiser, de donos de lan houses a qualquer proprietário de um computador. O site remunera esses agentes para que encontrem essas pessoas. O projeto se sustenta com anúncios dos empregadores. Antes da reportagem, 2 mil já haviam se cadastrado. Depois dela, o sucesso com certeza será maior.

Quando um futuro patrão procura uma babá ou um jardineiro, quer referências. Para mimetizar as indicações pessoais e o boca-a-boca que regem esse tipo de acordo, o Babajob criou um mecanismo de prêmios em dinheiro. O site remunera o patrão e o empregado que conseguirem indicar alguém que satisfaça um outro empregador.

Ótima idéia. Deu no NYT, no Herald Tribune, The Times of India. O Babajob tem um blog. Bingo! É um projeto bem inteligente, “subproduto” do crescimento do mercado de outsourcing (terceirização de serviços) na Índia, segundo o jornal, um subproduto dos milhares de talentos mobilizados para o trabalho online que começaram a criar soluções para ajudar os mais pobres.

Como fica o texto depois do blog

Duas considerações sobre o texto depois do blog. A primeira, inspirada por um comentário de Chris Anderson, editor da Wired, e a segunda, por Lea Woodward, que mantém o blog Location Independent, sobre pessoas que decidem viajar e trabalhar a partir de qualquer lugar do mundo, longe da luz fluorescente dos escritórios.

O blog arruinou meu texto

Long tail

Na noite do domingo, entretida com a leitura dos meus feeds, achei a entrevista de Anderson para o livro “Blogging Heroes: Interviews with 30 of the World’s Top Bloggers”, que ainda será lançado. A estratégia para divulgá-lo foi permitir a cada um dos 30 blogueiros top do mundo (uhu, isso sim é vip) publicar seu capítulo no endereço pessoal.

Quem me avisou sobre os capítulos disponíveis foi um post da Luciana Terceiro, que hoje vi replicado em outros blogs e comentado no Twitter. Todo mundo quer ler Chris Anderson, autor do livro “The Long Tail” (Cauda Longa, como ele batizou a curva desenhada no gráfico pela pulverização de temas e nichos no mercado). Nessa entrevista, Anderson comenta que o blog arruinou seu texto para a revista:

“By the way, I find blogging ruins me for magazine writing. It’s difficult to write for magazines right now, which is ironic given that I’m a magazine editor. It’s difficult because magazines are a kind of one-size-fits-all product, and the audience is large, with differing interests. You have to write something that tries to satisfy all of [your readers] or many of them, whereas a blog is very self-selecting. If you’re interested in what I have to say, fine. If you’re not, that’s great—go somewhere else.”

Ele comenta que a revista precisa atingir o grande público e o blog é auto-seletivo. Se o leitor não está interessado no que ele tem a dizer, tudo bem, segue seu caminho e acabou-se a preocupação do autor. Acho que ele fala mais de liberdade do que de estilo, afinal, o leitor insatisfeito também abandona a revista, mas como funcionário de uma empresa, a reação não pode ser igualmente bem-vinda. Deve ser isso. Anderson também comenta como foi proveitosa a experiência de escrever “The Long Tail” junto com os leitores, de forma colaborativa. Acho que ele se refere ao prazer de ter interlocutores, ao resultado que é sempre melhor quando se tem um grupo que trabalha feliz e com generosidade pelo melhor resultado.

Blogo em cenários paradisíacos

Lea Woodward é para mim essa foto:

Lea Woodward

Você tira a Lea e coloca a Ana e tem idéia da visão que eu tive no início de 1999, enquanto mergulhava em um rio limpinho durante o verão, a poucos quilômetros da praia. Meses depois eu começava a trabalhar na web, para a web, em novos projetos web etc. Na época em que avistei essa miragem, não havia conexão sem fio, mas eu sabia que ela chegaria. A linha discada tornava impossível ser LIP, como diz Lea, Location Independent Professional (Profissional Independente de Local).

Guardei a visão: trabalhar na web pode ser algo portátil. Ainda não sou LIP, ainda dependo de local, mas Lea diz que tem algumas dicas. Ela escreveu um livro, lançou um vídeo, criou um blog e senta em coqueiro na área “quem sou eu” de seu blog graças às dicas. Uma visita superficial ao endereço não revela dicas tão preciosas assim. As cinco orientações básicas poderiam estar em qualquer guia de viagem.

Cá entre nós: o segredo, que ela não conta de cara, é ser pioneiro em uma determinada trilha. A trilha começa como picada, estreita, tortuosa, quase invisível. À medida em que se torna popular e o segredo se espalha, ela vira avenida e perde o valor.

MySpace já está entre nós

Correu feito fogo em paiol de pólvora a notícia de que o MySpace não só vai montar escritório no Brasil, como noticiado pelo Financial Times, como já tem dois executivos trabalhando extra-oficialmente no país desde setembro (furo do IDG Now).

Para quem é músico, gosta de música, trabalha com música e baixa música da internet (opa, sobrou alguém de fora?) a notícia interessa. Depois que a indústria da música passou a agonizar e tornou-se uma chata que reclama que ninguém lhe paga em ouro, isso sim é algo relevante. O MySpace, o lar que abriga todos os músicos, está entre nós. Vai falar português. Vai dar samba, chorinho, rap, MPB, Bê, eletrônica, vai dar espaço.

Música LBOG

Eu nem vivo de música - hoje em dia - mas eu acho tão legal ter a interface dos serviços que uso em português do Brasil, viu?

Nada de ficheiros, por favor.

Nada de activo, conciencialização, planeamento, essas diferenças de além-mar.

Quero pertencimento.

Brasil é um celeiro de talentos, quem é que demorou tanto para ver isso?

Blog Action Day propõe um só papo no dia 15: ambiente

Bloggers Unite - Blog Action Day

A blogosfera a-do-ra marcar datas mundiais para chamar atenção para um determinado tema. E haja tema. Essa compulsão pela corrente entre os blogs e pelo meme agigantado exercita seus músculos dia 15, segunda-feira, quando o papo é ambiente. A convocação vem do Blog Action Day com um slogan charmoso: “One issue. One day. Thousands of voices” (Um tema. Um dia. Milhares de vozes).

Um de meus posts mais lidos (aguarde que a reformulação desse endereço prevê uma lista com os mais lidos, eu chego lá) fala sobre aquecimento global. É um tema que me diz ao coração. Gostaria muito que o planeta fosse melhor tratado do que essas caixinhas de embalar hambúrguer. Gostaria de continuar a caminhar pelas matas e encontrar vida ali nos próximos anos. Acho que os ursos polares não são os únicos a perder com essa história toda. Definitivamente, não são.

Correntes e convocação geral não costumam me comover, mas essa tem a ver comigo e com você. Vamos escrever sobre ambiente? Falar e comentar não bastam, como disse hoje um anônimo no post sobre aquecimento global. Mas é um começo.

começo

Recicle, reduza, reutilize.

Dica da Coluna Extra.

Colaboração é a chave

Percebi nos últimos dias vários movimentos que mostram que o jornalismo colaborativo vai bem, obrigado, cheio de saúde. Na esfera da política cultural brasileira, a boa notícia foi o convite do Instituto Pensarte feito a mim, Rogério da Costa, Hernani Dimantas e Edney Interney Souza, para trabalharmos dia 3 e 4 de novembro, em Belo Horizonte, em uma oficina de jornalismo colaborativo. Depois dessa oficina, os participantes, que poderão chegar a três centenas, farão a cobertura da Teia, o encontro dos pontos de cultura organizado pelo Ministério da Cultura.

A cobertura já começa a aparecer no 100canais, a agência de notícias dessa festona que ocupará o centro de Belo Horizonte entre 7 e 11 de novembro.

Para a preparação dos “jornalistas cidadãos” (eu não gosto muito desse rótulo, é feio, hein? Prefiro dizer os que não são profissionais de comunicação), foi proposto um formato de café para a oficina. Haverá mesas de dez pessoas, revezamento contínuo entre os que participam da conversa e café, o próprio, em copinhos, ali por perto. Parece bom para um feriado.

A reunião entre oficineiros foi feita no Pontão do Kaos, uma espaço na alameda Nothman que é um dos pontos de cultura, comandado por Jorge Mautner. O visual do lugar é bem interessante, olha só:

Pontão do caos

Na esfera meganegócios, MSNBC compra Newsvine

Enquanto nos reuníamos para falar sobre jornalismo colaborativo no Pontão do Kaos, uma novidade de impacto chegava ao mercado. Newsvine, um projeto baseado em Seattle, nos Estados Unidos, foi comprado no dia 5, sexta-feira, pela MSNBC.com, joint venture entre Microsoft and NBC.

newsvine _ msnbc

É sinal de que as notícias feitas por quem não é profissional de comunicação têm valor para o mercado, pois são empresas que não costumam entrar em projetos por diletantismo, digamos assim. Como comentou Tiago Dória, foi a primeira compra da MSNBC em 11 anos. O Techcrunch deu mais detalhes sobre a transação: de um lado, a MSNBC tem 200 funcionários. De outro, o Newsvine tem seis.

Pierre Lévy analisa as rede sociais de São Paulo

“Inteligência Coletiva, Interdependênica e Projetos Sociais - Os desafios da atuação colaborativa em rede: um encontro com Pierre Lévy”.

Isso é na quinta, dia 16 de agosto, das 18h às 21h30, no Auditório da Telefônica, na Bela Vista. Vagas limitadas - para convidados.

“A proposta do encontro-laboratório é estimular junto aos participantes a percepção da Inteligência Coletiva como ferramenta para lidar com os desafios enfrentados por projetos sociais. Nesse encontro serão apresentados dois projetos sociais: o portal Educarede, uma iniciativa da Fundação Telefônica, e o Portal Rede Social São Paulo, uma iniciativa da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo - Seads.”

A iniciativa é do LinC, um projeto sobre inteligência coletiva superbacana, e da Fundação Vanzolini, que deve transmitir o encontro pelo site www.vanzolini-ead.org.br (eu entrei no site e não encontrei bulhufas, em todo o caso, reproduzo aqui o endereço que leio no convite enviado pelo Sergio, mas não coloco o link porque ele não existe ainda, top secret).

Que curiosidade de acompanhar esse papo.

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